Ah, a profissão da minha vida. Novamente, dizem que eu estou no curso errado. Mas só porque eu me envolvo horrores com arte não quer dizzer que eu queira ter a arte como trabalho. Eu digo que no meu curso psicólogo tenta se fazer de artista e dizem que eu sou um artista que tenta se fazer de cientista. E eu digo que sou cientista, que nem o Leonardo da Vinci.
Primeiramente, eu não cursei porque o mercado da arte aqui no Brasil é terrivelmente cruel, e nem sempre aceita nossas criações. Assim não dá pra deixar a própria arte submetida ao mercado, não dá. Se vender de jeito nenhum. Mas passar fome também não.
O curso também tem aquele problema, como qualquer educação formal, de deformar, inibir e adulterar, ao mesmo passo que demanda e abre caminhos. E eu gosto da minha arte livre: punk rock, progressivo, mangá, HQ, comics, pintura surrealista. Isso não combina com a arte conceitual e minimalista ou com as instalações que eles incentivam nas faculdades de artes. Só que esse problema com as muitas escolas de pensamentos e modismos tem na Psicologia também, só que como eu sou mais cientista eu não fico dizendo que estão em reprimindo.
Eu também não queria estudar crítica da arte, por considerar muito supérflua e improdutiva. Mas junto com ela a gente estuda estética, que é algo que eu ando estudando bastante ultimamente. Na real, eu acho que eu não me encaixo com pós-modernismos blasé, e eu só não queria fazer minha arte daquele jeito.
"Críticos são sujeitos que passam anos procurando um erro do escritores - a acabam encontrando."
Peter Ustinov
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário