sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pós-modernismo Psi

Seguindo a onda pós-modernista que atravessa a psicologia...

-Não existe Realidade

-Não existe Natureza

-Não existe Mente

-Não existe Sujeito

-Não existe Razão

-Não existe Inteligência

-Não existe Matéria

-Não existe Conhecimento

-Não existem Conceitos

-Não existem Observadores

-Não existe Sentido

-Não existe Vontade

-Não existem Mistérios

Enfim, é tudo construção cultural a partir do nada, desenvolvendo forma e significado a partir da Linguagem. Sabe aquela história, né? No início era o Verbo, e então Deus criou o mundo à sua vontade...

domingo, 25 de novembro de 2007

Comprando a Geração Coca-Cola


Pra mim, o orkut é uma excelente fonte de pesquisas. De verdade. Eu uso pra saber novidades de ciência, de música e pra descobrir orientações políticas diversas, além de comunidades nonsense e nerdices.
Desta vez tive uma daquelas atitudes de 'frases e músicas que falam por mim', e procurei versos de Geração Coca-Cola, da Legião Urbana, pra ver se achava algo legal. Ao procurar pelo título da música encontro algo inesperado: comunidades com o título de "Geração Coca-Cola" FAZENDO ODE À COCA-COLA!! E, pasmem, a que elogia a água preta tem o dobro de membros do que a de pessoas que gostam da música e, obviamente, sabem que a música é uma crítica ao imperialismo do qual a Coca-Cola é o símbolo-mor. Isso não significa que só essas pessoas gostam da música, mas simplesmente que as vozes do 'amo Coca-Cola' tem mais presença.Ou que existem muitos fãs que não prestam atenção na descrição da comunidade.
...
Realmente, o sistema se apropria de todas as manifestações libertárias... e agora geração coca-cola é pra quem ama muito coca-cola.
//
Ouvi dizer que ela derrete até cérebros, mas nada comprovado pelos paranóicos conspiracionistas naturebas de esquerda.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A divisão do trabalho do Brasil Escravagista

A Divisão do Trabalho no Brasil dos escravos

Na divisão social do trabalho, noventa por cento ou mais dos escravos eram destinados às atividades da agroindústria açucareira, atividades nas minas ou fazendas de café. Os outros eram os chamados escravos domésticos.
Esses escravos, assim distribuídos na hora do trabalho, finda a faina cotidiana, eram recolhidos às senzalas, onde se amontoavam sem nenhuma condição de higiene ou conforto. Os escravos que não eram do eito e do engenho, da faiscação ou plantação de café, trabalhavam na casa do senhor como mucamas, cozinheiras, cocheiros, carregadores de liteiras, transportadores de tigres, limpadores de estrebarias, moleques de recado, doceiras, amas-de-leite, parteiras, carregadores de lenha e inúmeras outras ocupações que faziam funcionar a casa grande.
O negro escravo atuava em todos os níveis da divisão do trabalho, não apenas plantando e/ou colhendo cana, mas participando das técnicas e profissões exigidas para a prosperidade e o dinamismo dos engenhos. Um grande número de pessoas se beneficiava, direta ou indiretamente, desse trabalho, como todo um rosário de membros parasitários, indo dos funcionários fiscalizadores, padres, hóspedes e parentes até especialmente o senhor de escravos.
Retorno de um proprietário à sua chácara. Debret, BMSP.
O fausto dessa economia, que permitia aos senhores importarem seda e vinho da França e o seu comportamento de verdadeiros nababos, tinha como único suporte o trabalho da escravaria, que vivia sob as formas mais violentas de controle social, num clima de terrorismo permanente, ou se rebelava e fugia para as matas, organizando quilombos, onde reencontrava a sua condição humana.



História do Negro Brasileiro / Clóvis Moura - São Paulo: Editora Ática S.A., 1992
Dá pra acreditar? Não só existia uma especialização entre as "profissões" dos escravos, como também o mesmo participava de toda a etapa da produção! Se ele tiesse os meiso de produção, ele faria tudo sozinho! Bom, foi por causa da ineficiência em termos de produção que esse sistema econcômico quebrou, né?

Manifesto de Bauru, do Movimento Antimanicomial

Um desafio radicalmente novo se coloca agora para o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental. Ao ocuparmos as ruas de Bauru, na primeira manifestação pública organizada no Brasil pela extinção dos manicômios, os 350 trabalhadores de saúde mental presentes ao II Congresso Nacional dão um passo adiante na história do Movimento, marcando um novo momento na luta contra a exclusão e a discriminação.
Nossa atitude marca uma ruptura. Ao recusarmos o papel de agente da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, inauguramos um novo compromisso. Temos claro que não basta racionalizar e modernizar os serviços nos quais trabalhamos.
O Estado que gerencia tais serviços é o mesmo que impõe e sustenta os mecanismos de exploração e de produção social da loucura e da violência. O compromisso estabelecido pela luta antimanicomial impõe uma aliança com o movimento popular e a classe trabalhadora organizada.
O manicômio é expressão de uma estrutura, presente nos diversos mecanismos de opressão desse tipo de sociedade. A opressão nas fábricas, nas instituições de adolescentes, nos cárceres, a discriminação contra negros, homossexuais, índios, mulheres. Lutar pelos direitos de cidadania dos doentes mentais significa incorporar-se à luta de todos os trabalhadores por seus direitos mínimos à saúde, justiça e melhores condições de vida.
Organizado em vários estados, o Movimento caminha agora para uma articulação nacional. Tal articulação buscará dar conta da Organização dos Trabalhadores em Saúde Mental, aliados efetiva e sistematicamente ao movimento popular e sindical.
Contra a mercantilização da doença!
Contra a mercantilização da doença; contra uma reforma sanitária privatizante e autoritária; por uma reforma sanitária democrática e popular; pela reforma agrária e urbana; pela organização livre e independente dos trabalhadores; pelo direito à sindicalização dos serviços públicos; pelo Dia Nacional de Luta Antimanicomial em 1988!
Por uma sociedade sem manicômios!
Bauru, dezembro de 1987 - II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ser governado...

"Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?"
Pierre Proudhon, anarquista francês

Como tornar um blog 'quente'?

Olha, esse texto não vai contribuir em nada pra tu inteligência. Mas se mesmo assim quiseres ler, vou agradecer muito. O que acontece é que o blog anda parado demais, e isso me faz pensar que ele é muito chato. Então, apesar de inúltil e brega, e aceitaria sugestões de como tornar esse blog mais badalado e com discussões mais quentes.
Mas os textos anárquicos vão continuar e eu não vou começar a postar fotos de mulheres aqui. Mesmo sendo meu, este é um blog sério.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Paquistanês que matou filha "muito ocidental" é condenado a 30 anos

Saiu no Terra.
Eu acho surpreendente como algumas formas de violência são culturalmente naturalizadas, e acabam por conseguir uma retórica que legitime essa violência. Quero dizer, imagino que esses caras que estrangularam a guria sabiam o que eles estavam fazendo e sabiam as conseqüências desses atos, e que de algum modo parecia perfeitamente justificável para eles. Eu tenho muita curiosidade de saber como se constituem os mecanismos neurais e mentais da determinadas práticas violentas em um indivíduo que não apresenta nenhuma psicopatologia específica, mas sei que até agora não se tem muito sobre isso.
A tradição só se mantém através da violência, senão ela está fadada a ser esquecida. E num caso como esses ela vem com ainda mais força e raiva, numa tentativa de assegurar a própria identidade cultural. E essa tradição vem ainda mais furiosamente em cima das mulheres, evidentemente, que não ocupam nenhuma posição de poder a ponto de serem capazes de se tornar uma ameaça ao tentar contrariar algo imposto, e que recebem sobre si todos os preconceitos da sociedade de forma bem marcante. Ou a punição por sair com um italiano mais velho não é uma repressão sexual??
Além disso tem que ser muito idiota pra pensar que, morando na Itália, não ai aprender um estilo de vida italiano. É tão esdrúxulo e redundante que me doeu ter escrito isso aqui, mas o mais impressionante é que tem gente que não se toca.
Paquistanês que matou filha "muito ocidental" é condenado a 30 anos

A Jutiça italiana condenou hoje a 30 anos de prisão o pai e os dois cunhados de uma jovem paquistanesa que foi assassinada pelos parentes por ter costumes "muito ocidentais". Já o tio da moça que ajudou a enterrá-la no jardim de casa vai passar dois anos e oito meses preso.
Em agosto deste ano, Hina Saleem, 21 anos, foi degolada por seu pai na casa da família após uma discussão. Dias após o crime e a detenção dos culpados, o promotor Giancarlo Tarquini disse que a jovem tinha sido assassinada porque não respeitava os costumes de sua cultura, tinha um namorado italiano de 33 anos e havia se recusado a se casar com um homem escolhido pelo pai. O assassinato da jovem, que trabalhava numa pizzaria e namorava havia alguns meses, chocou a Itália.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Princípios Éticos Anarquistas

Novamente, esotu sem tempo para dissertar sobre alguma coisa. Mas resolvi copiar e colar os princípios éticos do anarquismos, que sustentam qualquer uma das ramificações da teoria e postura política anarquistas, passando pelo anarquismo budista, pelo anarco-punk, anarco-feminismo, anarco-pacifismo e até anarco-capitalismo, e muitos outros. Esses princípios foram idéias que eu tive contato de maneira intuitiva desde o início da minha adolescência, e com os quais continua concordando, embora agora eu consiga enxergar muito masi empecilhos para a sociedade não-autoritária do que eu via naquela época. Todos esses princípios eu considero idéias muito boas, e muitos eu consigo elaborar propostas e justificativas bastante satisfatórias, ao menos na minha cabeça. Quem tiver alguma crítica a alguma dessas idéias, por favor, fale, precisamos construir o conhecimento. Mas se quiser virar anarquista, seria muito bom também. Eu deixo.


PRINCÍPIOS ÉTICOS DO ANARQUISMO

1 AUTONOMIA
Esta é a condição indispensável para obter-se a liberdade individual/coletiva.Significa o respeito às decisões, vontades, e opiniões do indivíduo em relação ao grupo e vice-versa.Por exemplo, caso um grupo decida em prol de determinada ação, os membros discordantes não ficam obrigados a participar da mesma.Para isso não devem haver relações de dependência que impeçam aspessoas de se posicionarem livremente.
2 APOIO MÚTUO
É a ajuda entre seres de uma organização social onde as partes interagem, auxiliando-se e fortalecendo-se.Tal prática não permite disputas, que são fundamentadas no principio irracional desuperioridade entre seres, sendo destrutivas para o convívio humano. Nossa proposta é somar forças para alcançar uma melhor qualidade de vida para todos.
3 AUTOGESTÃO
Autogestão é por princípio, a comunidade cuidando diretamente, de seus próprios deveres e interesses.Para que ela aconteça terá de haver ampla liberdade de organização sem leis cerceantes e hierarquias.Por este simples fatos os partidos e legisladores tornam-se desnecessários.Afinal se as pessoas tomam para si as responsabilidades de gerenciamento de suas vidas, os representantes profissionais e demais poderes são completamente inúteis.
4 INTERNACIONALISMO
Não deveriam existir fronteiras. Não deveriam existir nacionalidades.Patriotismo é um sentimento mesquinho e egoísta que só faz acontecer guerras inúteis e acirrar a raiva entre os povos.A luta pela liberdade passa pela derrubada do capital, que explora e oprime em todo o globo.Ao invés do estado nação, defendemos a autodeterminação dos povos.Somos internacionalistas pois nossa ação revolucionária acontece em todos os lugares do planeta.
5 ANTIMILITARISMO
Dentro da instituição militar impera o autoritarismo a partir de um complexo esquema de hierarquia de poder.Qualquer tipo de autoritarismo é inválido ! Por que um é melhor que o outro ?Porque é mais velho ?Porque tem mais medalhas no peito ?Todos são iguais!Uns podem deter mais experiência, pois então que a passe para os outros!O respeito virá naturalmente!Criar um sistema hierárquico por via de medalhas e impô-lo a todos é artificial! Abaixo o Autoritarismo!
6 AÇÃO DIRETA
A ação direta é o princípio onde você faz e decide diretamente tudo que lhe diz respeito, em oposição a idéia de representação.O indivíduo por ser único é impossível de ser representado.Quando os movimentos sociais passam a agir e não somente reagir ao sistema, pacífica ou violentamente se faz chamar de ação direta, a maturidade de uma organização, a essência da atuação libertária e a única maneira de trilhar um caminho contínuo para a revolução social.
7 AUTODEFESA
Um princípio libertário que propõe a defesa do indivíduo e/ou coletivo,para garantir sua sobrevivência contra as forças opressoras da reação.Temos de nos defender do sistema e derrubá-lo, a liberdade não é negociada, nem barganhada, mas sim conquistada.Não se pode "confiar na polícia" e muito menos fazer-nos de vítimas indefesas do sistema.A característica da luta ácrata é a ética e dignidade, "é melhor morrer de pé do que viver de joelhos"; a autodefesa acompanha toda a atuação anarquista.
8 VIVER A VIDA!
Fazer a sua parte não é encarar o mundo sob uma visão pessimista. Mesmo sabendo que o mundo é cruel, temos de saber que não podemos mudá-lo de uma hora para a outra.Por isso, antes de desistir, desacreditar-se, dar um tiro na cabeça ou tomar qualquer outra atitude assassina-suicida, é necessário encarar a realidade, sabendo que, com pequenas atitudes e esforços, conseguimos mudar a cena.
9 INDIVIDUALISMO
Individualismo não é, como a maioria faz crer, uma forma de egoísmo, é antes uma valorização do indivíduo, do individual.Um individualista é único, incopiável, livre e incensurável. "Até onde começa a liberdade do próximo."Todos somos únicos.Até o mais alienado dos humanos tem uma qualidade, uma peculiaridade a mais ou a menos pelo menos.Tais qualidades não significam que há melhores ou piores, e sim que somos todos diferentes, únicos.Massificar, exigir de todos o mesmo comportamento e rendimento, é um atentado à vida, tão vil quanto julgar-se individualista pelo cruel ato de pensar no seu próprio umbigo apenas, mesmo que, para isso, tenha de atropelar, pisar, esmagar e ignorar aos demais.
10 APARTIDARISMO
Eleições criam ilusões e desviam energias da luta direta contra o estado e o capital, deixando desarmados os trabalhadores.Em 1970 os Chilenos acreditaram que se acabaria com o capitalismoelegendo um presidente socialista, em 1973 os militares rasgaram a constituição e instalaram a sanguinolenta ditadura de Pinochet.Em 1964, por muito menos os militares brasileiros rasgaram a constituição e apearam Jango do poder.Portanto não será elegendo um operário, um democrata ou um socialista que sairemos desse pesadelo.Aqui e agora, no seu bairro, no seu local de trabalho, na sua família, na sua escola.Lutando junto aos seus companheiros pela liberdade e para romper as estruturas autoritárias da sociedade, devemos lutar para cotidianizar a revolução e revolucionar o cotidiano

Blog é uma coisa muito anarquista, né? Livre produção de conhecimento, com livre acesso e sem nenhum monopólio baseado na propaganda. O único problema é que nem sempre é esteticamente organizado. Péssimo anarquista que sou, yo-ho.

domingo, 4 de novembro de 2007

Vegetarianos rindo do David Coimbra

Tá, tá. A notícia é meio velhinha, mas eua chei interessante. É muito bom saber que as pessoas estão sabendo protestar de formas mais criativas e bem-humoradas. É um bom método de passar por cima da ignorância da autoridade e dos porta-vozes de toda a estupidez.



David Coimbra, cronista de Zero Hora, recebeu a inesperada visita de dezenas de partidários dos direitos animais durante a sessão de autógrafos de seu último livro, Jogo de Damas. O jornalista costuma agraciar vegetarianos, ecologistas e protetores dos animais em seus comentários, mas não contava com a retribuição à atenção dispensada.Na foto, David Coimbra (sentado) sorri amarelo diante da alegre intervenção do GAE.Abaixo, texto publicado no site do GAE - Grupo pela Abolição do Especismo www.gaepoa.org , organizadores da manifestação:
27/09/2007QUEM GANHOU O JOGO DE DAMAS?
Era para ser o dia da consagração de um livro dedicado a mulheres (só as bonitas, segundo o seu autor, o humorista David Coimbra), mas se tornou o dia da grande gozação. Do autor. O que o autografante não esperava aconteceu.Vegetarianos e vegetarianas pelos animais dominaram a sessão de autógrafos, com cartazes e música. Pois o cronista neste mesmo dia escrevera que não gostava de gente séria e como exemplo de gente séria no sentido de rabugenta o tipo ideal eram "as vegetarianas". Nos seus autógrafos não apareceram mulheres soturnas, pálidas, doentes e intransigentes. Apareceram muitas pessoas, homens e mulheres, alegres, saudáveis e que afinal revelaram ter muito mais humor do que ele próprio e principalmente do que o gerente de eventos da Livraria Cultura que esboçou uma tentativa fracassada de expulsão. A expulsão não ocorreu inclusive por intervenção de repórteres que cobriam o evento. Acuado e muuuito vermelho, Coimbra se rendeu, posou para fotos segurando o convite para o almoço semanal dos vegetarianos, e os cartazes. Um deles dizia: "Nós respeitamos vacas, galinhas, mulheres, homossexuais e até o David Coimbra". "Não ganhamos para escrever bobagens, mas sabemos nos divertir". E aí, crítico de plantão do vegetarianismo? Deu para aprender alguma coisa? Deu para, no mínimo, se dar conta de que um jornalista abusa de seu poder, sentado e protegido numa redação, goza de fácil divulgação para seus livros, mas um dia tem que botar a cara na rua. E aí, se boliu com gente que tem brios - E HUMOR - tem que ter culhões para agüentar.As coisas mudaram nos últimos tempos... quem duvida? Além do poder de um grupo desconcertar um engraçadinho, mais coisas mudaram. Entre elas, surge uma crescente consciência de direitos animais, um movimento antiespecista. Entre elas, o desmascaramento da ignorância de que vegetariano só come salada. Salada é apenas a introdução a uma refeição muito saborosa, com pratos bem elaborados, nutritivos, com direito a sobremesa e bebidas para quem aprecia. A única diferença é que, entre os ingredientes, nada de origem animal (ovos, leite, carne) e, portanto, nada de colesterol.O vídeo da função em breve será disponibilizado no site do GAE (www.gaepoa.org) e no youtube, outra arminha poderosa de quem não está sentado dentro de uma empresa jornalística.
Fonte: http://www.sitiodosbichos.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=17

sábado, 3 de novembro de 2007

A crueldade de todo vegetariano

Neste ensaio venho contra-argumentar o mito de que vegetarianos são pessoas sensíveis, calmas e delicadas. Esse mito na realidade deriva de outro mito, o de que o vegetarianismo é uma posição derivada da pena dos animais, ou, operacionalmente falando, da empatia. Quando que na verdade é um forte traço de frieza e calculismo.
Primeiro, porque nenhuma postura política é derivada de um mero sentimento. Sentimentos não geram discursos, filosofias, práticas materias ou políticas. São os interesses que fundamentam as posturas políticas. Mas daí esses interesses podem estar fundamentados em sentimentos, em vontades egoístas, em discursos repetidos, em preconceitos e superstições ou em falácias lógicas. Assim é o consumo de carne, o racismo, a xenofobia, o belicismo ou a oposição da Igreja aos anticoncepcionais.
Já o vegetarianismo não passa de uma generalização da justiça. A nossa sociedade possui uma determinada noção de justiça e de liberdade, mas o fato de apoiar o consumo de carne gera contradições. E essas contradições são respondidas com falácias, que são muito úteis para convencer alguém que já está querendo acreditar nisso e que não quer abandonar seus velhos hábitos e alguns momentos de prazer. Então, a postura vegetariana deriva de uma fidelidade à lógica, e um respeito à sua própria racionalidade.
Se ser vegetariano é uma questão de lógica, então não há a necessidade de empatia. Um computador pode ter lógica. É só seguir o princípio da não-contradição. Você não precisa ver o porco ser torturado pra saber que é injusto. Você nem precisa saber se o animal existe ou não, pode simplesmente construir uma situação hipotética na sua cabeça e concluir que não deve fazer isso. É possível ter empatia por um ser hipotético?
Agora eu vou provocar mais. Não só vegetarianos não precisam de empatia, como também não têm. Empatia é o reconhecimento e imitação de um sentimento alheio. Não é o que vegetarianos fazem quando decidem virar vegetarianos, ou quando sua avó tenta fazer uma galinha com arroz 'com todo o amor e carinho(com quem?)', ou quando um colega retardado tenta justificar dizendo que 'os bichinhos também comem carne'. Eles deixam os anfitriões confusos e suas famílias arrasadas, e não estão nem aí, se enchem de orgulho de sua frieza.
Essa frieza é demonstrada também nos seus bem-calculados boicotes, com um extenso conhecimento de marcas e componentes dos alimentos, além de seus intensos estudos em nutrição, evolução humana, filosofia moral, economia, história e questões ambientais. Eles têm respaldo científico de tudo o que eles falam e apontam todos os seus erros de lógica ou falta de conhecimento científico como se você fosse uma criança burra, só que sem a gentileza com a qual se trataria uma criança. Nessas selvagens discussões, um vegetariano pode até fazer um epistemólogo chorar.
Agora vai uma crítica de verdade: vegetarianos não sabem criticar educadamente. Como todo estudioso revoltado, sabem criticar qualquer discurso muito bem. No mundo acadêmico são vitoriosos, e estraçalham os que apelam para a retórica ou para o senso-comum, apesar de, bem, serem vegetarianos. Mas no mundo real é um pouco mais complicado: como é que você pode criticar uma idéia, mostrar que você está certo e ainda convencer a pessoa a te imitar? Porque o objetivo do vegetariano é que os outros o imitem, ninguém quer ser idiossincrático, como um solipsista (mesmo em um mundo de solipsistas, todos seriam idiossincráticos). Só que as pessoas são frágeis e ficam brabas quando criticam suas crenças, e isso é algo que os vegetarianos cruéis não percebem. Se as pessoas fossem racionais, todos seriam vegetarianos. Mas, em vez disso, eles ficam brabos com os vegetarianos, que são a vergonha da civilização, pois eles fazem as pessoas se sentirem mal por comer carne.
Além de fazer se sentir mal e humilhar, alguns vegetarianos passam vídeos que mostram a estupidez da indústria da carne, e aí todos os seus parentes e colegas que comem carne choram e dizem para parar o vídeo, pois eles chegam a se sentir mal. E o vegetariano dono-da-verdade os obriga a encarar a realidade. E fica feliz de ver o sofrimento e a confusão nos rostos deles. Como ele não tem empatia, e tudo funciona na base do raciocínio, essas cenas não passam de uma seqüência lógica de passos que os tornará consumidores com o seu repertório comportamental de comprar/comer/olhar/elogiar carne extinto. Todas as discussões são friamente calculadas para despertar determinadas emoções, pensamentos e ações nas pessoas. E tudo no final se resume a economia (Viva Marx!).

Mas apesar de não demonstrarem empatia, os vegetarianos demonstram mais compaixão do que aqueles bons cidadãos que são felizes e têm pensamento positivo.

Clube da Luta

"You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world. "

Discordo do 'crap', mas sempre é bom lembrar que a gente não é nada do que a gente tem, e que nada disso realmente faz parte da nossa vida. Só o que importa são nossas ações. As coisas intensas e memoráveis que a gente faz. A qualquer custo (? não sei não...)




"Get out of your apartment. Meet a member of the opposite sex. Stop the excessive shopping and masturbation. Quit your job. Start a fight. Prove you're alive. If you don't claim your humanity you will become a statistic. You have been warned"
Não use automóvel. Não seja um sedentário. Ignore a televisão. Sinta o sol na pele, as pedras de um morro nas mãos, sinta seus músculos a cada respiração. Faça o caminho mais longo. Faça quatro vezes mais do que o exigido e com o dobro de vontade. A cada segundo, multiplique por dois a sua vontade. Recuse os confortos e as mordomias. Sinta o suor escorrendo na sua testa ao conhecer uma pessoa. Invente uma música nova a cada dia. Escreva um livro em um dia. Faça planos com todos os seus amigos. Jogue seus velhos hábitos no lixo e faça coisas estranhas no elevador. Comporte-se mal. Seja um herói. Ridicularize a maldade. Torne inteligível a sabedoria. Atravesse um rio gelado só pra ir até a padaria. Dê bonecos de presente pra seus inimigos. Supere o medo, a depressão, o stress, as exigências. Esqueça de tudo. Faça agora. BUM!