quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O boi é bicho mas tem alma sobre o couro...

Mas que música gaudéria mais animal rights!

Os Serranos - Poncho Molhado

Poncho molhado olhar na tropa e no horizonte
Vai o tropeiro devagar estrada afora
A chuva encharca que está chovendo desde anteontem
dói dentro d'alma essa demora

(Irmão do gado ele se sente nessa hora
E o seu destino também vai nesse reponte
Igual a tropa nesse tranco estrada afora
Sempre encharcado de horizontes

A tropa segue devagar fugindo tonta
Talvez pressinta que seu fim é o matadouro
E o tropeiro entristecido se dá conta

/O boi é bicho mais tem alma sobre o couro/ 3x

O boi é bicho mais tem alma sobre o couro)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Estágio Revolucionário de Vivência em Rede Internacional de Direitos Humanos

Mara!
Manicomial!
Coelho!
Tchu-tchu!
Menage a bocu?
Uhie, relacionamento não, é só amizade.
Bah, usuário, tá esculachando o cara!
Vamo lá, pedreira?
No caminho tiha uma pedra, tinha uma pedra no caminho, e tinha uma pedra no meio do abutre que tava no caminho da pedra.
Piriguetes e caminhoneiras.
E eu que sou bem informado, vou lá e faço passeata...
Já comeu suas bananas hoje?

Somos tão jovens...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Golfinhos, baleias e linguagem




Golfinhos e baleias têm uma linguagem comum?
Pensei em três hipóteses sobre isso:
-ou o sistema simbolico dos cetáceos é inato e está profundamente arraigado nos seus cérebros há milhoes de anos, desde um ancestral comum
-ou eles têm um sistema simbólico inato, derivado desse ancestral comum, e mais o seu sistema simbolico adquirido atraves da cultura e do convivio social
-ou eles são tao inteligentes e têm um aparato fisiologico que da conta da articulaçao de sons que conseguem aprender a linguagem de outros grupos sociais de cetaceos, inclusive outras especies
Qualquer situação dessas é espantosa. Especialmente a última.


Golfinho 'salva' baleias encalhadas

Um golfinho 'resgatou' duas baleias encalhadas em uma praia na Nova Zelândia. O 'salvamento' ocorreu quando um grupo de pessoas que tentava em vão resgatar os animais já estava em vias de desistir da operação.

» Vídeo: golfinho salva baleias
» Golfinho ganha cauda artificial
» Achado golfinho com resquícios de patas
» Golfinho perde 50 quilos após morte de treinadora

O responsável pela conservação da vida animal na área, Malcolm Smith, disse que, após várias tentativas, tanto as pessoas quanto as duas cachalotes-pigmeus estavam cansadas.

Foi nesse momento que o golfinho apareceu, comunicou-se com as baleias e conduziu-as até alto mar. "Algo obviamente aconteceu, porque as duas baleias, estressadas, mudaram de atitude e seguiram o golfinho por vontade própria pela praia direto para o mar", disse Smith. "O golfinho fez o que nós não conseguimos fazer. Estava tudo concluído em poucos minutos."

Familiar
Smith disse que teve sorte em testemunhar um evento tão extraordinário e que ficou satisfeito pelo salvamento das baleias. No passado, ele já teve que sacrificar animais que ficaram encalhados.

O golfinho-nariz-de-garrafa, apelidado Moko por moradores locais, é conhecido por brincar com banhistas na praia Mahia na costa leste da Ilha Norte.

Segundo o ambientalista, depois de orientar as baleias, o animal voltou à sua rotina de brincar com os banhistas na baía. "Eu não deveria fazer isso, eu sei, nós temos que manter uma postura científica", disse ele. "Mas acabei entrando na água para encontrar o golfinho e dei um tapinha nele" para agradecer.

BBC Brasil

sábado, 10 de janeiro de 2009

Aresa Biodetection e as maravilhas da engenharia genética

Engenharia genética é um assunto muito controvertido, principalmente quando se refere à produção de qualidades genéticas patenteadas na agricultura ou violação éticas na produção de novos animais ou humanos modificados. Esses combates entre mídia, comunidade civil, empresas, universidades, instituições religiosas e ONGs costumam ocupar toda a discussão da engenharia genética,e nquanto outras questões permanecem ignoradas. Quero expor aqui uma dessas questões, que está avançando no seu desenvolvimento e aparenmente as únicas pessoas que olharam para isso foram os próprios cientistas e seus possíveis beneficiários.
Trata-se da modificação de uma espécie de erva-daninha, Arabidopsis thaliana, que passa por um processo de mudança de cor - idêntico ao que acontece com as folhas no outono, com o fechamento dos vasos que carregam a seiva e a consequente redução na clorofila, perdendo a pigmentação verde e permitindo que outras substâncias, como carotenóides e antocianinas tomem conta, assumindo colorações entre vermelho e amarelo - ao entrar em contato com dióxido de nitrogênio, material presentes em explosivos terrestres. Assim, a erva-daninha muda a sua cor, de verde para vermelho, entre três e seis semanas, ao entrar em contato com solo no qual há explosivos, como minas terrestres, próximos. Ou seja, é um detector de minas terrestres à distância, evitando qeu as pessoas se arrisquem ao tentar procurá-las para desativá-las e oferecendo uma assistência às populações ameaçadas por esses fantasmas da guerra. De quebra, ainda age como expécie pioneira para revigorar o solo para as plantações, que é o destino desejado para essas terras - até agora não realizado em função das minas terrestres, que ferem muitos agricultores. Depois da detecção, é só chamar os militares e eles acionam os seus robozinhos capacitados e então tudo estará resolvido: nada de bombas, terra mais fértil, cientistas ricos e famosos e um exército boa pinta.



Carl Sagan, no seu livro O Romance da Ciência, sugere que a ciência é muito mais fantástica e emocionante que a ficção científica - algo que me sinto impelido a concordar.

Implicações de um hábito primata à saúde humana


Outro dia tive uma idéia muito interessante de ser testada, sobre um comportamento não muito comum entre humanos. Sabem aquele gesto de gorila que o Tarzan faz, de bater no peito? É uma prática muito esquisita. Talvez tenha sido selecionada ao longo das eras como uma forma de comunicação, mas eu imagino que, sendo uma atividade física, que envolve dar tapas no próprio peito várias vezes, esta tenha alguma implicação à saúde, assim como outras atividades (exercicio, meditação, riso, sexo...). Então, que efeitos sobre a saúde têm essa prática em humanos?

Poderíamos estabelecer dois experimentos, um transversal e um longitudinal.

No transversal, juntamos uma galera, talvez uma amostra por volta de 30, e pedimos para baterem no peito como um gorila. Após as batidas, examinamos a circulação sangüínea e a capacidade pulmonar - e se quisermos ser um pouco mais sofisticados, podemos tentar captar os neurotransmissores liberados. Assim, podemos avaliar efeitos imediatos de bater no peito como um gorila.

No estudo longitudinal, pedimos a uma amostra muito grande de participantes a estabelecer as batidas no peito com um hábito, um determinado numero de vezes por dia, de preferência em um determinado horário. Esse seria um pouco mais difícil, pela dificuldade de accompanhamento, monitoramento, engajamento ods participantes frente a algo bizarro e número grande de participantes. Ao final, avaliamos a pressão sangüínea, a capacidade pulmonar, o sistema imunológico e podemos aplicar alguma escala subjetiva de bem-estar. Dessa forma, podemos conhecermos os efeitos à saúde dessa prática a longo prazo.

Porém, eu tenho a intuição que esse estudo, apesar de interessante, criativa e talvez com implicações úteis, seja merecedor de um Prêmio IgNobel.

http://www.youtube.com/watch?v=7u53q8J7GHg&feature=related