Trata-se da modificação de uma espécie de erva-daninha, Arabidopsis thaliana, que passa por um processo de mudança de cor - idêntico ao que acontece com as folhas no outono, com o fechamento dos vasos que carregam a seiva e a consequente redução na clorofila, perdendo a pigmentação verde e permitindo que outras substâncias, como carotenóides e antocianinas tomem conta, assumindo colorações entre vermelho e amarelo - ao entrar em contato com dióxido de nitrogênio, material presentes em explosivos terrestres. Assim, a erva-daninha muda a sua cor, de verde para vermelho, entre três e seis semanas, ao entrar em contato com solo no qual há explosivos, como minas terrestres, próximos. Ou seja, é um detector de minas terrestres à distância, evitando qeu as pessoas se arrisquem ao tentar procurá-las para desativá-las e oferecendo uma assistência às populações ameaçadas por esses fantasmas da guerra. De quebra, ainda age como expécie pioneira para revigorar o solo para as plantações, que é o destino desejado para essas terras - até agora não realizado em função das minas terrestres, que ferem muitos agricultores. Depois da detecção, é só chamar os militares e eles acionam os seus robozinhos capacitados e então tudo estará resolvido: nada de bombas, terra mais fértil, cientistas ricos e famosos e um exército boa pinta.

Carl Sagan, no seu livro O Romance da Ciência, sugere que a ciência é muito mais fantástica e emocionante que a ficção científica - algo que me sinto impelido a concordar.
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