
Outro dia tive uma idéia muito interessante de ser testada, sobre um comportamento não muito comum entre humanos. Sabem aquele gesto de gorila que o Tarzan faz, de bater no peito? É uma prática muito esquisita. Talvez tenha sido selecionada ao longo das eras como uma forma de comunicação, mas eu imagino que, sendo uma atividade física, que envolve dar tapas no próprio peito várias vezes, esta tenha alguma implicação à saúde, assim como outras atividades (exercicio, meditação, riso, sexo...). Então, que efeitos sobre a saúde têm essa prática em humanos?
Poderíamos estabelecer dois experimentos, um transversal e um longitudinal.
No transversal, juntamos uma galera, talvez uma amostra por volta de 30, e pedimos para baterem no peito como um gorila. Após as batidas, examinamos a circulação sangüínea e a capacidade pulmonar - e se quisermos ser um pouco mais sofisticados, podemos tentar captar os neurotransmissores liberados. Assim, podemos avaliar efeitos imediatos de bater no peito como um gorila.
No estudo longitudinal, pedimos a uma amostra muito grande de participantes a estabelecer as batidas no peito com um hábito, um determinado numero de vezes por dia, de preferência em um determinado horário. Esse seria um pouco mais difícil, pela dificuldade de accompanhamento, monitoramento, engajamento ods participantes frente a algo bizarro e número grande de participantes. Ao final, avaliamos a pressão sangüínea, a capacidade pulmonar, o sistema imunológico e podemos aplicar alguma escala subjetiva de bem-estar. Dessa forma, podemos conhecermos os efeitos à saúde dessa prática a longo prazo.
Porém, eu tenho a intuição que esse estudo, apesar de interessante, criativa e talvez com implicações úteis, seja merecedor de um Prêmio IgNobel.
http://www.youtube.com/watch?v=7u53q8J7GHg&feature=related
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