segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Princípios Éticos Anarquistas

Novamente, esotu sem tempo para dissertar sobre alguma coisa. Mas resolvi copiar e colar os princípios éticos do anarquismos, que sustentam qualquer uma das ramificações da teoria e postura política anarquistas, passando pelo anarquismo budista, pelo anarco-punk, anarco-feminismo, anarco-pacifismo e até anarco-capitalismo, e muitos outros. Esses princípios foram idéias que eu tive contato de maneira intuitiva desde o início da minha adolescência, e com os quais continua concordando, embora agora eu consiga enxergar muito masi empecilhos para a sociedade não-autoritária do que eu via naquela época. Todos esses princípios eu considero idéias muito boas, e muitos eu consigo elaborar propostas e justificativas bastante satisfatórias, ao menos na minha cabeça. Quem tiver alguma crítica a alguma dessas idéias, por favor, fale, precisamos construir o conhecimento. Mas se quiser virar anarquista, seria muito bom também. Eu deixo.


PRINCÍPIOS ÉTICOS DO ANARQUISMO

1 AUTONOMIA
Esta é a condição indispensável para obter-se a liberdade individual/coletiva.Significa o respeito às decisões, vontades, e opiniões do indivíduo em relação ao grupo e vice-versa.Por exemplo, caso um grupo decida em prol de determinada ação, os membros discordantes não ficam obrigados a participar da mesma.Para isso não devem haver relações de dependência que impeçam aspessoas de se posicionarem livremente.
2 APOIO MÚTUO
É a ajuda entre seres de uma organização social onde as partes interagem, auxiliando-se e fortalecendo-se.Tal prática não permite disputas, que são fundamentadas no principio irracional desuperioridade entre seres, sendo destrutivas para o convívio humano. Nossa proposta é somar forças para alcançar uma melhor qualidade de vida para todos.
3 AUTOGESTÃO
Autogestão é por princípio, a comunidade cuidando diretamente, de seus próprios deveres e interesses.Para que ela aconteça terá de haver ampla liberdade de organização sem leis cerceantes e hierarquias.Por este simples fatos os partidos e legisladores tornam-se desnecessários.Afinal se as pessoas tomam para si as responsabilidades de gerenciamento de suas vidas, os representantes profissionais e demais poderes são completamente inúteis.
4 INTERNACIONALISMO
Não deveriam existir fronteiras. Não deveriam existir nacionalidades.Patriotismo é um sentimento mesquinho e egoísta que só faz acontecer guerras inúteis e acirrar a raiva entre os povos.A luta pela liberdade passa pela derrubada do capital, que explora e oprime em todo o globo.Ao invés do estado nação, defendemos a autodeterminação dos povos.Somos internacionalistas pois nossa ação revolucionária acontece em todos os lugares do planeta.
5 ANTIMILITARISMO
Dentro da instituição militar impera o autoritarismo a partir de um complexo esquema de hierarquia de poder.Qualquer tipo de autoritarismo é inválido ! Por que um é melhor que o outro ?Porque é mais velho ?Porque tem mais medalhas no peito ?Todos são iguais!Uns podem deter mais experiência, pois então que a passe para os outros!O respeito virá naturalmente!Criar um sistema hierárquico por via de medalhas e impô-lo a todos é artificial! Abaixo o Autoritarismo!
6 AÇÃO DIRETA
A ação direta é o princípio onde você faz e decide diretamente tudo que lhe diz respeito, em oposição a idéia de representação.O indivíduo por ser único é impossível de ser representado.Quando os movimentos sociais passam a agir e não somente reagir ao sistema, pacífica ou violentamente se faz chamar de ação direta, a maturidade de uma organização, a essência da atuação libertária e a única maneira de trilhar um caminho contínuo para a revolução social.
7 AUTODEFESA
Um princípio libertário que propõe a defesa do indivíduo e/ou coletivo,para garantir sua sobrevivência contra as forças opressoras da reação.Temos de nos defender do sistema e derrubá-lo, a liberdade não é negociada, nem barganhada, mas sim conquistada.Não se pode "confiar na polícia" e muito menos fazer-nos de vítimas indefesas do sistema.A característica da luta ácrata é a ética e dignidade, "é melhor morrer de pé do que viver de joelhos"; a autodefesa acompanha toda a atuação anarquista.
8 VIVER A VIDA!
Fazer a sua parte não é encarar o mundo sob uma visão pessimista. Mesmo sabendo que o mundo é cruel, temos de saber que não podemos mudá-lo de uma hora para a outra.Por isso, antes de desistir, desacreditar-se, dar um tiro na cabeça ou tomar qualquer outra atitude assassina-suicida, é necessário encarar a realidade, sabendo que, com pequenas atitudes e esforços, conseguimos mudar a cena.
9 INDIVIDUALISMO
Individualismo não é, como a maioria faz crer, uma forma de egoísmo, é antes uma valorização do indivíduo, do individual.Um individualista é único, incopiável, livre e incensurável. "Até onde começa a liberdade do próximo."Todos somos únicos.Até o mais alienado dos humanos tem uma qualidade, uma peculiaridade a mais ou a menos pelo menos.Tais qualidades não significam que há melhores ou piores, e sim que somos todos diferentes, únicos.Massificar, exigir de todos o mesmo comportamento e rendimento, é um atentado à vida, tão vil quanto julgar-se individualista pelo cruel ato de pensar no seu próprio umbigo apenas, mesmo que, para isso, tenha de atropelar, pisar, esmagar e ignorar aos demais.
10 APARTIDARISMO
Eleições criam ilusões e desviam energias da luta direta contra o estado e o capital, deixando desarmados os trabalhadores.Em 1970 os Chilenos acreditaram que se acabaria com o capitalismoelegendo um presidente socialista, em 1973 os militares rasgaram a constituição e instalaram a sanguinolenta ditadura de Pinochet.Em 1964, por muito menos os militares brasileiros rasgaram a constituição e apearam Jango do poder.Portanto não será elegendo um operário, um democrata ou um socialista que sairemos desse pesadelo.Aqui e agora, no seu bairro, no seu local de trabalho, na sua família, na sua escola.Lutando junto aos seus companheiros pela liberdade e para romper as estruturas autoritárias da sociedade, devemos lutar para cotidianizar a revolução e revolucionar o cotidiano

Blog é uma coisa muito anarquista, né? Livre produção de conhecimento, com livre acesso e sem nenhum monopólio baseado na propaganda. O único problema é que nem sempre é esteticamente organizado. Péssimo anarquista que sou, yo-ho.

domingo, 4 de novembro de 2007

Vegetarianos rindo do David Coimbra

Tá, tá. A notícia é meio velhinha, mas eua chei interessante. É muito bom saber que as pessoas estão sabendo protestar de formas mais criativas e bem-humoradas. É um bom método de passar por cima da ignorância da autoridade e dos porta-vozes de toda a estupidez.



David Coimbra, cronista de Zero Hora, recebeu a inesperada visita de dezenas de partidários dos direitos animais durante a sessão de autógrafos de seu último livro, Jogo de Damas. O jornalista costuma agraciar vegetarianos, ecologistas e protetores dos animais em seus comentários, mas não contava com a retribuição à atenção dispensada.Na foto, David Coimbra (sentado) sorri amarelo diante da alegre intervenção do GAE.Abaixo, texto publicado no site do GAE - Grupo pela Abolição do Especismo www.gaepoa.org , organizadores da manifestação:
27/09/2007QUEM GANHOU O JOGO DE DAMAS?
Era para ser o dia da consagração de um livro dedicado a mulheres (só as bonitas, segundo o seu autor, o humorista David Coimbra), mas se tornou o dia da grande gozação. Do autor. O que o autografante não esperava aconteceu.Vegetarianos e vegetarianas pelos animais dominaram a sessão de autógrafos, com cartazes e música. Pois o cronista neste mesmo dia escrevera que não gostava de gente séria e como exemplo de gente séria no sentido de rabugenta o tipo ideal eram "as vegetarianas". Nos seus autógrafos não apareceram mulheres soturnas, pálidas, doentes e intransigentes. Apareceram muitas pessoas, homens e mulheres, alegres, saudáveis e que afinal revelaram ter muito mais humor do que ele próprio e principalmente do que o gerente de eventos da Livraria Cultura que esboçou uma tentativa fracassada de expulsão. A expulsão não ocorreu inclusive por intervenção de repórteres que cobriam o evento. Acuado e muuuito vermelho, Coimbra se rendeu, posou para fotos segurando o convite para o almoço semanal dos vegetarianos, e os cartazes. Um deles dizia: "Nós respeitamos vacas, galinhas, mulheres, homossexuais e até o David Coimbra". "Não ganhamos para escrever bobagens, mas sabemos nos divertir". E aí, crítico de plantão do vegetarianismo? Deu para aprender alguma coisa? Deu para, no mínimo, se dar conta de que um jornalista abusa de seu poder, sentado e protegido numa redação, goza de fácil divulgação para seus livros, mas um dia tem que botar a cara na rua. E aí, se boliu com gente que tem brios - E HUMOR - tem que ter culhões para agüentar.As coisas mudaram nos últimos tempos... quem duvida? Além do poder de um grupo desconcertar um engraçadinho, mais coisas mudaram. Entre elas, surge uma crescente consciência de direitos animais, um movimento antiespecista. Entre elas, o desmascaramento da ignorância de que vegetariano só come salada. Salada é apenas a introdução a uma refeição muito saborosa, com pratos bem elaborados, nutritivos, com direito a sobremesa e bebidas para quem aprecia. A única diferença é que, entre os ingredientes, nada de origem animal (ovos, leite, carne) e, portanto, nada de colesterol.O vídeo da função em breve será disponibilizado no site do GAE (www.gaepoa.org) e no youtube, outra arminha poderosa de quem não está sentado dentro de uma empresa jornalística.
Fonte: http://www.sitiodosbichos.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=17

sábado, 3 de novembro de 2007

A crueldade de todo vegetariano

Neste ensaio venho contra-argumentar o mito de que vegetarianos são pessoas sensíveis, calmas e delicadas. Esse mito na realidade deriva de outro mito, o de que o vegetarianismo é uma posição derivada da pena dos animais, ou, operacionalmente falando, da empatia. Quando que na verdade é um forte traço de frieza e calculismo.
Primeiro, porque nenhuma postura política é derivada de um mero sentimento. Sentimentos não geram discursos, filosofias, práticas materias ou políticas. São os interesses que fundamentam as posturas políticas. Mas daí esses interesses podem estar fundamentados em sentimentos, em vontades egoístas, em discursos repetidos, em preconceitos e superstições ou em falácias lógicas. Assim é o consumo de carne, o racismo, a xenofobia, o belicismo ou a oposição da Igreja aos anticoncepcionais.
Já o vegetarianismo não passa de uma generalização da justiça. A nossa sociedade possui uma determinada noção de justiça e de liberdade, mas o fato de apoiar o consumo de carne gera contradições. E essas contradições são respondidas com falácias, que são muito úteis para convencer alguém que já está querendo acreditar nisso e que não quer abandonar seus velhos hábitos e alguns momentos de prazer. Então, a postura vegetariana deriva de uma fidelidade à lógica, e um respeito à sua própria racionalidade.
Se ser vegetariano é uma questão de lógica, então não há a necessidade de empatia. Um computador pode ter lógica. É só seguir o princípio da não-contradição. Você não precisa ver o porco ser torturado pra saber que é injusto. Você nem precisa saber se o animal existe ou não, pode simplesmente construir uma situação hipotética na sua cabeça e concluir que não deve fazer isso. É possível ter empatia por um ser hipotético?
Agora eu vou provocar mais. Não só vegetarianos não precisam de empatia, como também não têm. Empatia é o reconhecimento e imitação de um sentimento alheio. Não é o que vegetarianos fazem quando decidem virar vegetarianos, ou quando sua avó tenta fazer uma galinha com arroz 'com todo o amor e carinho(com quem?)', ou quando um colega retardado tenta justificar dizendo que 'os bichinhos também comem carne'. Eles deixam os anfitriões confusos e suas famílias arrasadas, e não estão nem aí, se enchem de orgulho de sua frieza.
Essa frieza é demonstrada também nos seus bem-calculados boicotes, com um extenso conhecimento de marcas e componentes dos alimentos, além de seus intensos estudos em nutrição, evolução humana, filosofia moral, economia, história e questões ambientais. Eles têm respaldo científico de tudo o que eles falam e apontam todos os seus erros de lógica ou falta de conhecimento científico como se você fosse uma criança burra, só que sem a gentileza com a qual se trataria uma criança. Nessas selvagens discussões, um vegetariano pode até fazer um epistemólogo chorar.
Agora vai uma crítica de verdade: vegetarianos não sabem criticar educadamente. Como todo estudioso revoltado, sabem criticar qualquer discurso muito bem. No mundo acadêmico são vitoriosos, e estraçalham os que apelam para a retórica ou para o senso-comum, apesar de, bem, serem vegetarianos. Mas no mundo real é um pouco mais complicado: como é que você pode criticar uma idéia, mostrar que você está certo e ainda convencer a pessoa a te imitar? Porque o objetivo do vegetariano é que os outros o imitem, ninguém quer ser idiossincrático, como um solipsista (mesmo em um mundo de solipsistas, todos seriam idiossincráticos). Só que as pessoas são frágeis e ficam brabas quando criticam suas crenças, e isso é algo que os vegetarianos cruéis não percebem. Se as pessoas fossem racionais, todos seriam vegetarianos. Mas, em vez disso, eles ficam brabos com os vegetarianos, que são a vergonha da civilização, pois eles fazem as pessoas se sentirem mal por comer carne.
Além de fazer se sentir mal e humilhar, alguns vegetarianos passam vídeos que mostram a estupidez da indústria da carne, e aí todos os seus parentes e colegas que comem carne choram e dizem para parar o vídeo, pois eles chegam a se sentir mal. E o vegetariano dono-da-verdade os obriga a encarar a realidade. E fica feliz de ver o sofrimento e a confusão nos rostos deles. Como ele não tem empatia, e tudo funciona na base do raciocínio, essas cenas não passam de uma seqüência lógica de passos que os tornará consumidores com o seu repertório comportamental de comprar/comer/olhar/elogiar carne extinto. Todas as discussões são friamente calculadas para despertar determinadas emoções, pensamentos e ações nas pessoas. E tudo no final se resume a economia (Viva Marx!).

Mas apesar de não demonstrarem empatia, os vegetarianos demonstram mais compaixão do que aqueles bons cidadãos que são felizes e têm pensamento positivo.

Clube da Luta

"You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world. "

Discordo do 'crap', mas sempre é bom lembrar que a gente não é nada do que a gente tem, e que nada disso realmente faz parte da nossa vida. Só o que importa são nossas ações. As coisas intensas e memoráveis que a gente faz. A qualquer custo (? não sei não...)




"Get out of your apartment. Meet a member of the opposite sex. Stop the excessive shopping and masturbation. Quit your job. Start a fight. Prove you're alive. If you don't claim your humanity you will become a statistic. You have been warned"
Não use automóvel. Não seja um sedentário. Ignore a televisão. Sinta o sol na pele, as pedras de um morro nas mãos, sinta seus músculos a cada respiração. Faça o caminho mais longo. Faça quatro vezes mais do que o exigido e com o dobro de vontade. A cada segundo, multiplique por dois a sua vontade. Recuse os confortos e as mordomias. Sinta o suor escorrendo na sua testa ao conhecer uma pessoa. Invente uma música nova a cada dia. Escreva um livro em um dia. Faça planos com todos os seus amigos. Jogue seus velhos hábitos no lixo e faça coisas estranhas no elevador. Comporte-se mal. Seja um herói. Ridicularize a maldade. Torne inteligível a sabedoria. Atravesse um rio gelado só pra ir até a padaria. Dê bonecos de presente pra seus inimigos. Supere o medo, a depressão, o stress, as exigências. Esqueça de tudo. Faça agora. BUM!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Guerras culturais

Eu estava lendo na Wikipédia um artigo sobre 'guerra culturais (Culture wars), que são os conflitos políticos em função posturas baseadas em valores diferentes, e que dá muita discussão. O que, ao, meu ver, é bastante positivo, enquanto se manter a educação e o diálogo, evidentemente. O mais interessante é que todo mundo tem uma opinião sobre cada um desses assuntos, mas nem todo mundo passou mais de cinco minutos pensando sobre isso ou estudou pontos de vistas diferentes. Querem fazer o teste?
O que você acha sobre:

*Legalização do aborto

*Sexualidade em adolescentes

*Ações afirmativas

*Evolução vs Criação

*Censura em videogames e outras mídias

*Pena capital (pena de morte)

*Proibição do comércio de drogas

*Única língua nacional(na verdade é English-only movement, referindo-se à discussão se o inglês deveria ser o único idioma oficial dos E.U.A., e o único que poderia ser usado em eventos públicos, mas isso pode ser aplicado ao Brasil, Canadá e outros)

*Valores tradicionais familiares (devem embasar a sociedade?)

*Feminismo

*Zonas de livre debate para ativistas políticos, sem censura ou vigilância

*Movimento GLBT, casamento gay e afins

*Redução da maioridade penal

*Política de identidade (manifestações políticas de exigência de direitos de minorias políticas e oprimidos): Nacionalismo negro, Black Power, identidade africana, separatismo negro, nacionalismo latino, nacionalismo do Quebéc, nacionalismo branco, movimento feminista, comunidade gay, veganssexualismo, feminismo radical, femismo, Vegan Pride, direitos dos autistas, direitos dos portadores de necessidades especiais, cultura surda, diabetes, aceitação dos gordos (fat acceptance), identidades baseadas na idade

*Guerra do Iraque

*Imigração para países ricos

*Imigração ilegal

*Desenvolvimento de energia nuclear

*Viés da mídia e controle social

*Absolutismo moral x Relativismo moral

*Ato patriota: Invasão vs direito à privacidade

*Sociedade permissiva

*Idade de consentimento (para o ato sexual consensual)

*Alimentos transgênicos

*Linguagem politicamente correta

*Racismo

*Xenofobia

*Animal Liberation Front e Animal Liberation Millitia

*Etnias e inteligência

*Educação inclusiva

*Política de redução de danos (de usuários de drogas)

*Direito à morte e eutanásia

*Políticas comportamentais de redução à liberação de CO2

*Secularização

*Estado laico

*Oração nas escolas

*Revolução sexual

*Educação sexual

*Pesquisas com células-tronco

*Pesquisas em animais de laboratório

*Programa de vigilância a terroristas

*Desarmamento x direito à propriedade da arma

*Punição para culpados por abuso sexual

*Mulheres no Exército

*Guerra contra as drogas

*Transexualismo

*Guerras Científicas (Cientificismo x Pós modernismo; ciências naturais x humanas)

*Movimento antimanicomial

*Medicalização do comportamento

*Transhumano ( enxertos robóticos, melhoramentos genéticos, drogas de melhora da memória ou atenção...)

*Eugenia, Darwinismo Social e Disgenia

*Crianças de apartamento

*Ato Médico

*Reforma Agrária

E então? Qual a tua opinião?
CONTRA ou A FAVOR?

...
Ou tu pensaste sobre essas questões?

domingo, 7 de outubro de 2007

Alexandre recusa a água

Ok, ok. Isso não é uma idéia minha. Mas é uma história que eu gosto tanto, e que diz muito sobre a personalidade complexa de um de meus heróis favoritos, Alexandre da Macedônia. É, ao mesmo tempo um exemplo de amizade e respeito, e, também, uma das mais brilhantes estratégias para manter uma população sob seu comando. Eu não consigo acreditar que ele era realmente tão passional e impulsivo como dizem.



"Alexandre, o Grande, conduzia seu exército de volta para casa depois da grande vitória contra Porus, na Índia. A região que cruzavam no momento era árida e deserta, e os soldados sofriam terrivelmente de calor, fome e, mais que tudo, de sede. Os lábios rachavam-se e as gargantas ardiam por falta de água. Muitos estavam prestes a se deixar cair no chão e desistir. Um dia, por volta de meio-dia, o exército encontrou um destacamento de viajantes gregos. Vinham montados em mulas, e carregavam alguns recipientes com água. Um deles, vendo o rei quase sufocar de sede, encheu um elmo com água e ofereceu-lhe. Alexandre pegou o elmo nas mãos e olhou em torno de si. Viu os rostos sofridos dos soldados, que ansiavam, tanto quanto ele, por algo refrescante. - Pode levar - disse ele -, pois se eu beber sozinho o resto ficará desolado, e você não tem o suficiente para todos. E devolveu a água sem tomar uma gota. Os soldados, aclamando seu rei, puseram-se de pé e pediram que o líder continuasse a conduzí-los adiante."
(In: O Livro das Virtudes II, William J. Bennett, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1996.)

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quando nascemos fomos normatizados

Aula de Psicologia do Excepcional, com altas discussões sobre valorização da diferença e combate à estigmatização. A turma teceu várias críticas ao conceito de "deficiente", que permeia o nosso vocabulário. A palavra "deficiente" supõe um déficit, uma diminuição em algo, que está abaixo da média, E, supondo que a média é a norma, está fora da norma. Supõe que a pessoa não possui nenhuma outra qualidade, é simplesmente pior que os outros. Deficiente auditivo é o cara que tem dificuldade pra atravessar a rua, que não pode conversar, que não vai pra escola normal, que não pode ouvir música(onde já se viu?alguém não poder ouvir música!), e que jamais vai desfrutar de uma vida minimamente normal. Agora, o surdo é o cara que entende a música pela percussão, fala a língua de sinais, se comunica muito mais rápido que um ouvinte, tem uma lógica em sua vida totalmente diferente. É estranho de pensar com um simples termo altera todo o significado, passando de deficiência à diferença na organização, de um aspecto quantitativo para um qualitativo.
Além de injusto, o termo deficiente também é errado. Deficiência é limitação, e todos têm alguma limitação. Precisam de óculos pra ler, têm dor nas costas, não sabem jogar futebol, odeiam matemática, desenham que é um horror, são desastrados, distraídos ou nervosos. Todos deficientes, mas todos na norma.
Aí eu pensei: "ei, eu não estou na norma! Eu não uso meus óculos!" Realmente, eu convivo bem e aceito muito bem a minha miopia. Nesse aspecto eu não me rendo à normatização. Mas tem outra coisa: eu uso aparelho os dentes. Obviamente, isso não é uma deficiência. Mas é uma ferramenta para colocar as pessoas num determinado padrão de estética. É uma normatização muito mais sutil do que a do comportamento, e portanto menos questionada.
Então chegamos a uma lei geral da normatização:
-a primeira é a estética > a criança não escolhe as suas roupas, e mais tarde, quando cresce, existe a exigência de que se vista bem e penteie o cabelo
-a segunda é a comportamental > comporte-se direitinho, seja educado e não dê vexame, não exagere (essa a Psicologia já problematiza)
-a terceira é a funcional > além de se comportar, a pessoa deve pensar e sentir determinadas coisas, e outras não (não viaja, não seja louco, que bizarro!)

Pronto! Você acaba de ser programado e pronto pra sair da fábrica.