domingo, 7 de outubro de 2007

Alexandre recusa a água

Ok, ok. Isso não é uma idéia minha. Mas é uma história que eu gosto tanto, e que diz muito sobre a personalidade complexa de um de meus heróis favoritos, Alexandre da Macedônia. É, ao mesmo tempo um exemplo de amizade e respeito, e, também, uma das mais brilhantes estratégias para manter uma população sob seu comando. Eu não consigo acreditar que ele era realmente tão passional e impulsivo como dizem.



"Alexandre, o Grande, conduzia seu exército de volta para casa depois da grande vitória contra Porus, na Índia. A região que cruzavam no momento era árida e deserta, e os soldados sofriam terrivelmente de calor, fome e, mais que tudo, de sede. Os lábios rachavam-se e as gargantas ardiam por falta de água. Muitos estavam prestes a se deixar cair no chão e desistir. Um dia, por volta de meio-dia, o exército encontrou um destacamento de viajantes gregos. Vinham montados em mulas, e carregavam alguns recipientes com água. Um deles, vendo o rei quase sufocar de sede, encheu um elmo com água e ofereceu-lhe. Alexandre pegou o elmo nas mãos e olhou em torno de si. Viu os rostos sofridos dos soldados, que ansiavam, tanto quanto ele, por algo refrescante. - Pode levar - disse ele -, pois se eu beber sozinho o resto ficará desolado, e você não tem o suficiente para todos. E devolveu a água sem tomar uma gota. Os soldados, aclamando seu rei, puseram-se de pé e pediram que o líder continuasse a conduzí-los adiante."
(In: O Livro das Virtudes II, William J. Bennett, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1996.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário