Tenho pensado muito sobre o futuro. Na verdade, eu passo todo o tempo em que minhas mãos estão amarradas ou minhas pernas cansadas pensando sobre o futuro, tamanha a importância que dou a esta atividade. É importante esse exercécio de prever o futuro, de como será o mundo daqui a 10, 20, 50 anos, e qual o nosso papel nisso tudo. E é nisso que eu penso - de que forma eu estarei contribuindo para a cosntrução de um futuro melhor, resolvendo os grandes problemas existentes e expressando as forças da História em favor de uma sociedade justa, pacífica e sustentável.
Esse exerc´cio de previsão do futuro é muito produtivo, pois, além de brincar com a nossa prazorsa imaginação, também funciona para identificar grandes problemas da humanidade e o que deve ser feito - mais precisamente o que devemos fazer, o que nos preenche de responsabilidade e sentido para a vida. Surpreendentemente para mim, a maioria das pessoas não se ocupa e mesmo não gosta e não consegue pensar sobre o futuro, nem mesmo o futuro próximo - o que cursar, onde estagiar, o que fazer depois da formatura, casar ou comprar bicicleta - e isso me parece preocupante. Mas vou deixar a preocupação de lado. Aqui pretendo teorizar sobre o porquê dessa diferença entre as pessoas.
Se as pessoas não conseguem pensar o que farão no futuro, não pensam também o que as suas ações atuais estão causando no futuro para a sociedade como um todo - ou seja, não se identificam como os atores da História. Mas, todos sabem que a História segue o seu fluxo. O que me parece é que o fluxo temporal da História é diferente do fluxo temporal dos sujeitos. Para uma pessoa, um ano é um tempo de trabalho, estudo, e lazer, com váriso filmes assitidos e muitas festas aproveitadas. Para a História, em um ano governos mudam, guerras política acontecem, conflitos armados se iniciam e acordos comerciais que exploram a população local são postos em ação. Para as pessoas parece que a História se movimenta sem elas, através de algum motor desconhecido e superpoderoso.
O que eu quero é mudar essa relação. As pessoas tem que se responsabilizarem pela História, e entender que estão construindo a sociedade do futuro, e é bom pensar sobre isso e pôr a mão na massa, senão ela será construído por qualquer idiota enquanto elas estão curtindo a sua festa semanal ou assistindo a novela diária. Eu estarei vivo e economicamente ativo em 2050, quando o estoque de peixes no oceano entrar em colapso, a população humana for de 9 bilhões, a região amazônica se tornar savana e a temperatura média da terra terá crescido os tais 5ºC, e a consciência disso me obriga a agir agora para fazer um mundo melhor do que o que acabei de prever. Então eu preciso fazer mais do que ir a festas, ver filems cult, obter meu mestrado, arranjar uma linha de pesquisa em qualquer coisa e apresentar trabalhinhos em congressos - preciso agir, da forma mais megalomaníaca possível. Não é todo mundo qeu pensa sobre o futuro, então quem pensa vai ter que fazer tudo mesmo. Chega da aparente modéstia do fluxo temporal do sujeito, eu quero é concretizar grandiosas necessidades históricas. Quero que ainda existam ursos polares no Ártico em 2050, e me esforçarei para isso, de uma forma ou de outra.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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