sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pós-modernismo Psi

Seguindo a onda pós-modernista que atravessa a psicologia...

-Não existe Realidade

-Não existe Natureza

-Não existe Mente

-Não existe Sujeito

-Não existe Razão

-Não existe Inteligência

-Não existe Matéria

-Não existe Conhecimento

-Não existem Conceitos

-Não existem Observadores

-Não existe Sentido

-Não existe Vontade

-Não existem Mistérios

Enfim, é tudo construção cultural a partir do nada, desenvolvendo forma e significado a partir da Linguagem. Sabe aquela história, né? No início era o Verbo, e então Deus criou o mundo à sua vontade...

domingo, 25 de novembro de 2007

Comprando a Geração Coca-Cola


Pra mim, o orkut é uma excelente fonte de pesquisas. De verdade. Eu uso pra saber novidades de ciência, de música e pra descobrir orientações políticas diversas, além de comunidades nonsense e nerdices.
Desta vez tive uma daquelas atitudes de 'frases e músicas que falam por mim', e procurei versos de Geração Coca-Cola, da Legião Urbana, pra ver se achava algo legal. Ao procurar pelo título da música encontro algo inesperado: comunidades com o título de "Geração Coca-Cola" FAZENDO ODE À COCA-COLA!! E, pasmem, a que elogia a água preta tem o dobro de membros do que a de pessoas que gostam da música e, obviamente, sabem que a música é uma crítica ao imperialismo do qual a Coca-Cola é o símbolo-mor. Isso não significa que só essas pessoas gostam da música, mas simplesmente que as vozes do 'amo Coca-Cola' tem mais presença.Ou que existem muitos fãs que não prestam atenção na descrição da comunidade.
...
Realmente, o sistema se apropria de todas as manifestações libertárias... e agora geração coca-cola é pra quem ama muito coca-cola.
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Ouvi dizer que ela derrete até cérebros, mas nada comprovado pelos paranóicos conspiracionistas naturebas de esquerda.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A divisão do trabalho do Brasil Escravagista

A Divisão do Trabalho no Brasil dos escravos

Na divisão social do trabalho, noventa por cento ou mais dos escravos eram destinados às atividades da agroindústria açucareira, atividades nas minas ou fazendas de café. Os outros eram os chamados escravos domésticos.
Esses escravos, assim distribuídos na hora do trabalho, finda a faina cotidiana, eram recolhidos às senzalas, onde se amontoavam sem nenhuma condição de higiene ou conforto. Os escravos que não eram do eito e do engenho, da faiscação ou plantação de café, trabalhavam na casa do senhor como mucamas, cozinheiras, cocheiros, carregadores de liteiras, transportadores de tigres, limpadores de estrebarias, moleques de recado, doceiras, amas-de-leite, parteiras, carregadores de lenha e inúmeras outras ocupações que faziam funcionar a casa grande.
O negro escravo atuava em todos os níveis da divisão do trabalho, não apenas plantando e/ou colhendo cana, mas participando das técnicas e profissões exigidas para a prosperidade e o dinamismo dos engenhos. Um grande número de pessoas se beneficiava, direta ou indiretamente, desse trabalho, como todo um rosário de membros parasitários, indo dos funcionários fiscalizadores, padres, hóspedes e parentes até especialmente o senhor de escravos.
Retorno de um proprietário à sua chácara. Debret, BMSP.
O fausto dessa economia, que permitia aos senhores importarem seda e vinho da França e o seu comportamento de verdadeiros nababos, tinha como único suporte o trabalho da escravaria, que vivia sob as formas mais violentas de controle social, num clima de terrorismo permanente, ou se rebelava e fugia para as matas, organizando quilombos, onde reencontrava a sua condição humana.



História do Negro Brasileiro / Clóvis Moura - São Paulo: Editora Ática S.A., 1992
Dá pra acreditar? Não só existia uma especialização entre as "profissões" dos escravos, como também o mesmo participava de toda a etapa da produção! Se ele tiesse os meiso de produção, ele faria tudo sozinho! Bom, foi por causa da ineficiência em termos de produção que esse sistema econcômico quebrou, né?

Manifesto de Bauru, do Movimento Antimanicomial

Um desafio radicalmente novo se coloca agora para o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental. Ao ocuparmos as ruas de Bauru, na primeira manifestação pública organizada no Brasil pela extinção dos manicômios, os 350 trabalhadores de saúde mental presentes ao II Congresso Nacional dão um passo adiante na história do Movimento, marcando um novo momento na luta contra a exclusão e a discriminação.
Nossa atitude marca uma ruptura. Ao recusarmos o papel de agente da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, inauguramos um novo compromisso. Temos claro que não basta racionalizar e modernizar os serviços nos quais trabalhamos.
O Estado que gerencia tais serviços é o mesmo que impõe e sustenta os mecanismos de exploração e de produção social da loucura e da violência. O compromisso estabelecido pela luta antimanicomial impõe uma aliança com o movimento popular e a classe trabalhadora organizada.
O manicômio é expressão de uma estrutura, presente nos diversos mecanismos de opressão desse tipo de sociedade. A opressão nas fábricas, nas instituições de adolescentes, nos cárceres, a discriminação contra negros, homossexuais, índios, mulheres. Lutar pelos direitos de cidadania dos doentes mentais significa incorporar-se à luta de todos os trabalhadores por seus direitos mínimos à saúde, justiça e melhores condições de vida.
Organizado em vários estados, o Movimento caminha agora para uma articulação nacional. Tal articulação buscará dar conta da Organização dos Trabalhadores em Saúde Mental, aliados efetiva e sistematicamente ao movimento popular e sindical.
Contra a mercantilização da doença!
Contra a mercantilização da doença; contra uma reforma sanitária privatizante e autoritária; por uma reforma sanitária democrática e popular; pela reforma agrária e urbana; pela organização livre e independente dos trabalhadores; pelo direito à sindicalização dos serviços públicos; pelo Dia Nacional de Luta Antimanicomial em 1988!
Por uma sociedade sem manicômios!
Bauru, dezembro de 1987 - II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ser governado...

"Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?"
Pierre Proudhon, anarquista francês

Como tornar um blog 'quente'?

Olha, esse texto não vai contribuir em nada pra tu inteligência. Mas se mesmo assim quiseres ler, vou agradecer muito. O que acontece é que o blog anda parado demais, e isso me faz pensar que ele é muito chato. Então, apesar de inúltil e brega, e aceitaria sugestões de como tornar esse blog mais badalado e com discussões mais quentes.
Mas os textos anárquicos vão continuar e eu não vou começar a postar fotos de mulheres aqui. Mesmo sendo meu, este é um blog sério.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Paquistanês que matou filha "muito ocidental" é condenado a 30 anos

Saiu no Terra.
Eu acho surpreendente como algumas formas de violência são culturalmente naturalizadas, e acabam por conseguir uma retórica que legitime essa violência. Quero dizer, imagino que esses caras que estrangularam a guria sabiam o que eles estavam fazendo e sabiam as conseqüências desses atos, e que de algum modo parecia perfeitamente justificável para eles. Eu tenho muita curiosidade de saber como se constituem os mecanismos neurais e mentais da determinadas práticas violentas em um indivíduo que não apresenta nenhuma psicopatologia específica, mas sei que até agora não se tem muito sobre isso.
A tradição só se mantém através da violência, senão ela está fadada a ser esquecida. E num caso como esses ela vem com ainda mais força e raiva, numa tentativa de assegurar a própria identidade cultural. E essa tradição vem ainda mais furiosamente em cima das mulheres, evidentemente, que não ocupam nenhuma posição de poder a ponto de serem capazes de se tornar uma ameaça ao tentar contrariar algo imposto, e que recebem sobre si todos os preconceitos da sociedade de forma bem marcante. Ou a punição por sair com um italiano mais velho não é uma repressão sexual??
Além disso tem que ser muito idiota pra pensar que, morando na Itália, não ai aprender um estilo de vida italiano. É tão esdrúxulo e redundante que me doeu ter escrito isso aqui, mas o mais impressionante é que tem gente que não se toca.
Paquistanês que matou filha "muito ocidental" é condenado a 30 anos

A Jutiça italiana condenou hoje a 30 anos de prisão o pai e os dois cunhados de uma jovem paquistanesa que foi assassinada pelos parentes por ter costumes "muito ocidentais". Já o tio da moça que ajudou a enterrá-la no jardim de casa vai passar dois anos e oito meses preso.
Em agosto deste ano, Hina Saleem, 21 anos, foi degolada por seu pai na casa da família após uma discussão. Dias após o crime e a detenção dos culpados, o promotor Giancarlo Tarquini disse que a jovem tinha sido assassinada porque não respeitava os costumes de sua cultura, tinha um namorado italiano de 33 anos e havia se recusado a se casar com um homem escolhido pelo pai. O assassinato da jovem, que trabalhava numa pizzaria e namorava havia alguns meses, chocou a Itália.