<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807</id><updated>2012-02-16T06:58:54.374-08:00</updated><category term='Musas Cientistas'/><category term='Dicionário Filosófico'/><category term='Experimentos'/><category term='Ética'/><category term='Futuro'/><category term='Ensaios satíricos'/><category term='Perguntas para poucos'/><category term='Copy-Cola'/><category term='Entrevistas'/><title type='text'>Oh, Lobo da Estepe!</title><subtitle type='html'>Um pobre blog feito atificialmente para despejar insights filosóficos, políticos, científicos e existenciais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>105</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5765579127814111551</id><published>2011-03-07T18:22:00.000-08:00</published><updated>2011-03-07T21:30:40.456-08:00</updated><title type='text'>Brigadas de Defesa da Infância</title><content type='html'>O povo estava assustado. A situação política não era nada boa - todos vivam em um estado de estresse altíssimo. As ruas eram perigosas, a criminalidade era uma experiência cotidiana, as brigas de rua eram freqüentes. As diferentes tribos urbanas não admitiam a possibilidade de coexistir. Parecia que a utopia para cada um era simplesmente limpar a cidade de qualquer um que fosse diferente de si próprio. Em diferentes bairros, os jovens pichavam a frase " ei ralé, se eu tivesse a chance, apagava vocês todos" e outras igualmente ofensivas. Os discursos de ódio, em vez de parecerem crime, eram política e eram a voz da mídia. E a extrema direita parecia apresentar soluções.&lt;br /&gt;Evidentemente, eu não aceitava isso. E eu tinha certeza que devia fazer algo a respeito. Na escola onde trabalhava, eu era o único professor que se atrevia a interromper as brigas de gangue. Nunca recebi um arranhão. Os alunos sempre me ouviam. Diferentemente de outros professores e professoras, eu não era autoritário . Mas eu tinha clareza do que cada um devia fazer e deixava isso claro para todos. Por isso, a aula de Artes era a aula de maior silêncio, dedicação e disciplina de toda a escola.&lt;br /&gt;A nossa escola era aquilo que gostavam de chamar de uma escola multiculturalista de perifeira - quer dizer, uma escola que acolhe todo tipo de alunos e aceita os desafios que a variedade cultural e étnica implica em uma região pobre, não central. Sim, nossa escola tinha muitos problemas. Muitos alunos pertenciam a gangues e ocasionalmente a tensão escalava. Mas enquanto muitos viam essa situação como um atestado da falência da inclusão cultural, eu e mais alguns professores enxergávamos simplesmente a falta da inclusão cultural. &lt;br /&gt;Faltava tolerância. Uma vez, dez famílias de ciganos foram expulsas de um conjunto habitacional pelos outros moradores da vizinhanças porque suas crianças foram encontradas vandalizando carros e casas. Nós discutimos isso na aula da sexta série e pretendíamos fazer uma exposição ao ar livre para denunciar o ocorrido e provocar uma reflexão - e, quem sabe, tolerância. Para isso, precisávamos da autorização dso pais para sair da escola em horário de aula para fazer a exposição. Porém, apenas um quarto da turma havia aparecido para a aula, e apenas três tinham a autorização assinada. Sem o grupo todo, sem as autorizações e sem os trabalhos, não conseguimos sair a campo e ficamos produzindo mais em cima do que havíamos trabalhado. Na semana seguinte, fiquei sabendo que os alunos que faltaram haviam ficado de castigo por dias - seus pais haviam ficado seriamente ofendidos com a proposta de "uma resposta à expulsão de dez famílias do conjunto habitacional" e proibiram seus filhso de ir à aula. &lt;br /&gt;Fiquei surpreso com a grosseria dos pais. Eles vieram reclamar, ameaçaram me processar, me expulsar do colégio e me chamaram de amigo de bandido e de comunista. Alguns disseram para eu tomar cuidado ao voltar para casa. &lt;br /&gt;Mas a pior parte foi a reação dos pais sobre meus alunos. Eles foram severamente agredidos, humilhados, ofendidos e castigados, sendo orbigados a ficar em casa realizando trabalhos domésticos pesados e faltando quase uma semana de aula.&lt;br /&gt;Então eu percebi que as vítimas da intolerância não eram apenas os outros, mas até suas próprias crianças. Principalmente suas próprias crianças. Esses pais tentavam concretizar o que consideravam sua utopia de controle absoluto, autoritarismo e intolerância dentro do próprio lar.&lt;br /&gt;E ninguém fazia nada. A Constituição Federal previa a existência de Conselhos  Tutelares, que eram órgãos do governo federal instalados em cada cidade para a defesa dos direitos de crianças e adolescentes - e estes não faziam nada. Embora tivessem uma missão e filosofia nobres, na prática estavam funcionando como uma polícia de menores - ou, no pior dos casos, uma carrocinha de crianças. Serviam para intimidar e disciplinar crianças, buscar se estas fugiam e cobrar que devolvessem objetos roubados.&lt;br /&gt;Eu queria algo diferente. Esses Conselhos Tutelares estavam sustentando um sistema absurdamente opressivo - eles ignoravam ou justificavam, classificando as agressões como 'educação' ou 'disciplina'. Não havia ninguém que realmente defendesse as crianças - e muito menos alguém que defendesse uma concepção ampla do que são 'crianças' - que não simplesmente 'nossas crianças', mas 'todas as crianças'.&lt;br /&gt;Felizmente, outros colegas concordavam comigo. Durante aquele ano tentamos vários projetos. Não posso dizer que foram um fracasso - eram boas idéias que não foram levadas a cabo por causa de que não havíamos percebido algumas coisas sobre a natureza humana.&lt;br /&gt;Mas no final daquele ano, conseguimos algo que parecia promissor. Percebemos que havíamos nos tornado um grupo forte, militante e coeso, e estávamos muito bem capacitados em termos de legislação, filosofia e direitos da criança. E ainda tínhamos nossas habilidades e experiência como educadores. E o que deveríamos fazer, basicamente, era multiplicar essas habilidades à toda à população.&lt;br /&gt;Nessa época, nós já havíamos conseguido trabalhar com muitos pais a questão da violência e dos castigos, e a importância da tolerância e da compaixão. E havíamos trabalhdo isso com os alunos também, que estavam informados e conseguiam elaborar de forma bastante potente e saudável essas experiências de conflito intenso. As aulas de artes tinham um efeito terapêutico, um efeito educativo e um efeito político. As nossas produções estavam produzindo impactos na cultura fora da sala de aula. E os próprios alunos se demonstravam interessados e defender os direitos de outras crianças.&lt;br /&gt;Começamos então um treinamento. Sistematizamos nossa experiência e passamos adiante. Oferecemos um treinamento em educação e defesa dos direitos das crianças para voluntários da comunidade. O treinamento consistia em três dais de aula e reuniões semanais abertas para escutar demandas e esclarecer dúvidas.&lt;br /&gt;Na primeira semana, começaram os problemas. Um dos voluntários, que havia sido meu aluno anteriormente e tinha dezesseis anos, se envolveu em uma briga com o pai de uma criança da vizinhança. &lt;br /&gt;"Eles pareciam estar só caminhando. O pai andando na frente a passos rápidos com um bebê no colo e a criança pequena, de uns quatro anos, correndo atrás. A criança pediu para o pai esperá-la, e ele retrucou, aos berros, qeu não esperava. E começou a ofender a criança e ameaçar deixá-la para trás, e que se chorasse iria apanhar. "&lt;br /&gt;Meu aluno interviu, questionando o pai da criança, e afirmando que aquela atitude era inaceitável. "Se considera macho, né? Então porque não bate em alguém do seu tamanho?". Então eles brigaram e foram separados pela polícia, que mandou os dois circularem e se afastarem.&lt;br /&gt;Não sei se me chocou mais a brutalidade do pai ou a impunidade e a negligência na atitude da polícia. Mas percebi algo muito importante - precisávamos de um treinamento para estas emergências e situações-limite também. Não seríamos apenas educadores - seríamos defensores completos. E precisávamos de mais organização - devíamos ser mais articulados e nos proteger.&lt;br /&gt;Ocupar as ruas era preciso. Outros grupos de ação política estavam fazendo isso. Os grupos xenófobos de extrema-direita ocupavam as rusa com manifestações, depredação de propriedades de imigrantes, brigas de rua e agressões organizadas - e propagandeavam isso como limpeza urbana ou combate à criminalidade, conquistando a simpatia da população. Antifas - como eram chamados os antifascistas, em especial os punks - realizavam protestos e atacavam os desfiles dos grupos de extrema-direita. Bondes tomavam ruas inteiras de assalto e condenava o governo e a polícia. Outros grupos de ação política também realizavam seus comícios, cantavam hinos e ameaçavam o governo ou outros grupos partidários. O movimento dos sem-teto invadia e ocupava prédios. Os estudantes acampavam na reitoria das universidades em sinal de protesto, quebravam vidros, protas e laboratóriso e enfrentavam a polícia. E, se a polícia não intervia em alguma dessas situações, um grupo rival intervia - e com mais força e brutalidade.&lt;br /&gt;Estávamos em tempos militarizados. Combativos. Diferentemente de outros grupos, não queríamos passar por cima de ninguém. Mas também não iríamos tirar o corpo fora. Se a situação exigisse, deveríamos agir. Então, constituímos Brigadas de Defesa da Infância. Esse era o nome da nossa organização, do nosso movimento. As Brigadas de Defesa da Infância giravam em torno de três eixos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Educação: todos os cidadãos, sem exceção, têm o direito e o dever de conhecer os direitos das crinças e dos adolescentes e aprender e se esforçar para atendê-los, e não deve considerar aceitável nenhuma violência, devendo sempre educar eticamente;&lt;br /&gt;2) Intervenção: não podemos ficar calados enquanto crianças são agredidas e desrespeitadas - devemos nos posicionar, expressar nossa voz, estabelecer o diálogo e, se necessário, usar nossos corpos, para defender as crianças de qualquer violência ou desrespeito;&lt;br /&gt;3) Organização: devemos sempre nos apoiar e proteger uns aos outros e garantir consistência logística em nossas operações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos ocupando às ruas.  Embora o nosso povo tivesse o costume de manter completament em silêncio as barbáries que aconteciam dentro de cada lar, mutias agressões aconteciam na rua, pois eram toleradas. Com a presença das Brigadas de Defesa da Infância, não só essas agressões pararam de acontecer nas ruas e um oturo posicionamento estaga sendo tomada, como também realizámos monitoramento e vigilâncias dessas situações, inclusive com produção midiática da própria organização. Quer dizer: se alguém continuava a maltratar uma criança, mesmo de pois de nossas intervenções, isso iria aparecer no jornal - nem que fosse no nosso jornal.&lt;br /&gt;Estávamos ganhando visibilidade. Mas a nossa tarefa era enorme e precisávamos de mais gente. Precisávamos expandir a organização - multiplicar as brigadas.&lt;br /&gt;Embora a economia estivesse um desastre - e a crise econômica estivesse impulsionando o ódio contra outras classes e contra imigrantes e o fantasma do súbito desemprego contribuindo fortemente para aumentar o estresse no ambiente familiar -, havia uma característica de nossa economia que facilitou em muito o trabalho das Brigadas de Defesa da Infância. Enquanto em outras regiões os ambientes de trabalho eram mais indiviualizados, como o trabalho informal, o comércio ou o trablaho em escritórios, em nossa região quase toda a população trabalhava ans fábricas. Por determinadas condições históricas e geográficas, as fábricas se instalaram nessa região em diferentes épocas pra processar diferentes produtos, e serviram como quase exclusiva oportunidade de emprego para a população. Tinha vários problemas: ameaça de desemprego, discriminação no ambiente de trabalho, abuso de poder, salários baixos, exploração do trabalho, suspensão de direitos trabalhistas e experiência de trabalho alienado. Mas parecia qeu também fortalecia o sentimento de uma identidade coletiva - tinha muitas identidades coeltivas em uma fábrica, como váriso times de futebol. E isto era uma fotne de conflito. No entanto, também existia a identidade coletiva de 'trabalhadores' e 'trabalhadores desta fábrica'. E queríamos unir a esta identidade coletiva a de 'defensores da infância'.&lt;br /&gt;O plano era simples: realizar ações educativas de apresentação do trabalho das Brigadas de Defesa da Infância nas fábricas, de forma a alcançar o maior número de pessoas, em especial pais e mães, na defesa dos direitos das crianças. Algumas pessoas quiseram nos bater, mas na verdade deu muito certo. Passamos a visitar as mesmas fábricas com regularidade - os patrões estavam gostando da visibildiade da fábrica associada à causa. Os adultos se sentiam reforçados uns pelos outros e a se voluntariar para as brigadas.&lt;br /&gt;O compromisso exigido pelas Brigadas de Defesa da Infância era moral - era um comprmomisso com a filosofia, com o ideal. Os voluntários deveriam assumir a postura da defesa da infância, só isso. Mas era possível fazer mais. Uns simplesmente educaram suas famílias ou proibiram agressões em sua casa. Outros se voluntariavam para organizar forças-tarefa e conduzir ações de vigilância e monitoramento. Outros se dedicavam a dar palestras ou iniciar grupos de ajuda mútua e aconselhamento para pais agressores. Outros organizavam eventos e comemorações, nos quais os voluntários também eram convocados pra passeatas. As Brigadas de Defesa da Infância acabavam funcionando também como grupo de estudos e clube - as pessoas se conheciam, trocavam histórias de vida e se divertiam juntas. E estavam provocando grandes transformações culturais e políticas.&lt;br /&gt;As crianças se tornaram uma causa em comum para os adolescentes e adultos, mais do que conceitos abstratos propagados pelos pacifistas como tolerância ou diálogo. A tolerância foi concretizada como meio - ou como efeito colateral - da defesa da infância em um sentido ampla - que inclui a todas as crianças -, em vez de como um fim em si. E começamos a perceber que, defendendo as crianças em sua totalidade e sem discriminação, estávamos ensinado a elas, pelo exemplo e pela experiência, a proteger os outros e defender o que acha certo. Finalmente veríamos uma geração que aprendeu não a intolerância e a violência, mas o respeito e a proteção. Em vez de agressores ou vítimas, esta geração estava aprendendo a não se calar frente as injustiças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5765579127814111551?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5765579127814111551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2011/03/brigadas-de-defesa-da-infancia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5765579127814111551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5765579127814111551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2011/03/brigadas-de-defesa-da-infancia.html' title='Brigadas de Defesa da Infância'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4222979162950397191</id><published>2010-08-15T10:03:00.001-07:00</published><updated>2010-08-15T18:29:52.198-07:00</updated><title type='text'>A importância da auto-análise para a autogestão</title><content type='html'>Para Sartre, o inferno são os outros. Para quem tem experiências com trabalhos coletivos, essa afirmação é tentadora. No entanto, apesar das concepções mais pessimistas em relação a natureza humana e o elogio ao individualismo de Sartre, a dificuldade em lidar com os outros é mais objeto de análise do que verdade imutável sorbe a natureza humana. Quer dizer, trabalhar coletivamente tem suas razões para parecer difícil. E parece difícil para quem não sabe como entender o coletivo.&lt;br /&gt;Qualquer grupo humano coloca este tipo de desafio. Mas os coletivos autogestionários, por não estabelecer hierarquias e colocar a responsabilidade pela gestão do coletivo para todo o coletivo, escancaram essa dificuldade, pois demandam uma produção de análise e saber mais consistente. Enquanto que em estruturas hierárquicas é possível siplesmente culpar o abuso de poder ou a disputa pelo poder como fontes da discórdia, em uma autogestão é necessário que o coletivo faça uma análise mais aprofundada do estado do coletivo e de seus motivos e atravessamentos. &lt;br /&gt;Como a auto-análise coletiva não é um costume em nossa cultura, não é raro que ela não aconteça mesmo em coletivos autogestionários. E a falta de auto-análise implica em crise. Os sujeitos e os coletivos são atravessados por uma multiplicidade de desejos, crenças e instituições e, se não se trabalha sobre isso, as contradições começam a aparecer.&lt;br /&gt;Quando as contradições aparecem e começam a se expressar sob a forma de conflitos e desavenças, é necessário colocar esses conflitos em pauta. Muitas vezes se opta por não falar sobre isso, pois o grupo pode ter outras muitas tarefas a cumprir e as pessoas temem que o autoquestionamento trave o desempenho das tarefas, ou talvez simplesmente por as pessoas não gostarem de comunicar abertamente seus conflitos. No entanto, essa é a hora de falar. O coletivo chega a este ponto de crise justamente pela falta de diálogo e auto-análise, e neste momento necessita aplicar esses procedimentos de forma intensiva a fim de desamaranhar esses atravessamentos todos.&lt;br /&gt;Para fazer uma analogia com o sistema de atenção em saúde mental, vamos considerar a auto-análise como a ferramenta terapêutica de prevenção e tratamento. Ela deve ser usada para garantir a manutenção da autogestão - ou seja, da gestão coletiva das questões do coletivo. Quando ela não é usada e o grupo passa a entrar em um modo tarefeiro ou irreflexivo, o coletivo entra em crise. Neste momento, ele precisa fazer a palavra circular novamente, senão a crise vai se encaminhar para um surto - com todos os efeitos disruptivos e dolorosos que um surto acarreta.&lt;br /&gt;Para Sartre, enlouquecemos por sermos solitários e tentarmos nos misturar com os outros. Em um coletivo autogestionário, esta afirmação até qeu faz sentido, mas não da forma como podemos entender pela tese sartreana. O indivíduo e o coletivo não são inerentemente incompatíveis - no entanto, se o indivíduo se fecha para o coletivo e bloqueia os canais de comunicação, o conflito de entendimentos e interesses com o coletivo vai acontecer. E o remédio para isso não é se isolar em si mesmo, ams sim ir de encontro aos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4222979162950397191?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4222979162950397191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/08/importancia-da-auto-analise-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4222979162950397191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4222979162950397191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/08/importancia-da-auto-analise-para.html' title='A importância da auto-análise para a autogestão'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-426361288697032161</id><published>2010-06-27T08:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T09:02:47.091-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Max Weber morreu de desencanto. Irônico, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-426361288697032161?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/426361288697032161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/06/max-weber-morreu-de-desencanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/426361288697032161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/426361288697032161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/06/max-weber-morreu-de-desencanto.html' title=''/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1640753981325771960</id><published>2010-06-26T19:50:00.001-07:00</published><updated>2010-06-26T19:50:19.523-07:00</updated><title type='text'>Sobre a arte de escrever</title><content type='html'>Houve tempos nos quais já fui mais produtivo textualmente. Algumas pessoas sentem saudades dessa era de ouro, na qual eu lançava provoações intelectuais blogosfera afora - outras agradecem aos céus por eu parar de escrever heresias e, ainda por cima, com erros de digitação. Hoje, em função de algumas mudanças nas minhas obrigações acadêmicas e em meu estilo de vida, tenho dedicado pouco tempo à escrita e mais tempo às atividades sociais. Fez muito sentido quando eu decidi isso, mas estou em vias de voltar a escrever bastante. É algo importante para mim, ajuda a organizar as idéias e a ser mais criativo, e ainda faz eu me sentir produtivo. No entanto, minha escrita não está fluída como era antes.&lt;br /&gt;Parece que eu não sei a quem endereçar. Não sei as expectativas quanto ao meu texto, muito menos como respondê-las. Tenho a sensação de ficar tentando imaginar o texto completinho, fechadinho, e não consigo começar, pois não quero escrever em vão. E aí está o meu erro. Ao escrever, é como conversar- nós usamos além do necessário do vocabulário para nos fazer entender. É como a mente funciona: organizamos nossas próprias idéias com imagens e palavras-chave(garota-bonita-iniciativa) - tentamos ser o mais econômicos e sintéricos possível - , mas, para expressarmos nossas idéias para outros, precisamos ser prolixos e analíticos, pois precisamos inferir o qeu exatamente o outro sabe e o que não sabe, e contextualizar adequadamente.&lt;br /&gt;Por isso, ao escrever, não podemos simplesmente imprimir nossas idéias no papel, pois na nossa cabeçaas idéias são exageradamente esquematizadas, e não fazem sentido a um interlocutor. Precisamos, isso sim, imaginar que estamos conversando com outro - explicando, argumentando, informando, respondendo, inferindo respostas. Esse é o segredo de uma boa escrita: ela  não é um um esquema, mas um diálogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1640753981325771960?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1640753981325771960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/06/sobre-arte-de-escrever.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1640753981325771960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1640753981325771960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/06/sobre-arte-de-escrever.html' title='Sobre a arte de escrever'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5222375651985919253</id><published>2010-05-05T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T16:38:50.941-07:00</updated><title type='text'>Monografando</title><content type='html'>Na verdade, bem verdade mesmo, estou enrolando. Neme studando estou. Estou vendo dídeos aleatórios não muito educativos. E olha que o foco da minha vida estioulado por mim nesta semana é dar fazer bem feito nos estágios e escrever sobre isso. E nada mais. Ah, maldita falta de concentração humana! E tudo o que eu precisava era de uma página! Uma página! Angústia!&lt;br /&gt;Ok, não é pra tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5222375651985919253?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5222375651985919253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/05/monografando.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5222375651985919253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5222375651985919253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/05/monografando.html' title='Monografando'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2227574751199001483</id><published>2010-05-03T20:22:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T20:23:49.054-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copy-Cola'/><title type='text'>Geofrey Miller e antropologia</title><content type='html'>GEOFFREY MILLER&lt;br /&gt;Evolutionary Psychologist, University of New Mexico; Author, The Mating Mind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asking for directions&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guys lost on unfamiliar streets often avoid asking for directions from locals.  We try to tough it out with map and compass.  Admitting being lost feels like admitting stupidity.  This is a stereotype, but it has a large grain of truth.  It's also a good metaphor for a big overlooked problem in the human sciences. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We're trying to find our way around the dark continent of human nature.  We scientists are being paid to be the bus-driving tour guides for the rest of humanity.  They expect us to know our way around the human mind, but we don't.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So we try to fake it, without asking the locals for directions.  We try to find our way from first principles of geography ('theory'), and from maps of our own making ('empirical research').  The roadside is crowded with locals, and their brains are crowded with local knowledge, but we are too arrogant and embarrassed to ask the way.  Besides, they look strange and might not speak our language.  So we drive around in circles, inventing and rejecting successive hypotheses about where to find the scenic vistas that would entertain and enlighten the tourists ('lay people', a.k.a. 'tax-payers').  Eventually, our bus-load starts grumbling about tour-guide rip-offs in boring countries.  We drive faster, make more frantic observations, and promise magnificent sights just around the next bend. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I used to think that this was the best we could do as behavioural scientists.  I figured that the intricacies of human nature were not just dark, but depopulated — that a few exploratory novelists and artists had sought the sources of our cognitive Amazons and emotional Niles, but that nobody actually lived there.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now, I've changed my mind — there are local experts about almost all aspects of human nature, and the human sciences should find their way by asking them for directions.  These 'locals' are the thousands or millions of bright professionals and practitioners in each of thousands of different occupations.  They are the people who went to our high schools and colleges, but who found careers with higher pay and shorter hours than academic science.  Almost all of them know important things about human nature that behavioural scientists have not yet described, much less understood.  Marine drill sergeants know a lot about aggression and dominance.  Master chess players know a lot about if-then reasoning.  Prostitutes know a lot about male sexual psychology.  School teachers know a lot about child development.  Trial lawyers know a lot about social influence.  The dark continent of human nature is already richly populated with autochthonous tribes, but we scientists don't bother to talk to these experts. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My suggestion is that whenever we try to understand human nature in some domain, we should identify several groups of people who are likely to know a lot about that domain already, from personal, practical, or professional experience.  We should seek out the most intelligent, articulate, and experienced locals — the veteran workers, managers, and trainers. Then, we should talk with them, face-to-face, expert-to-expert, as collaborating peers, not as researchers 'running subjects' or 'interviewing informants'.  We may not be able to reimburse them at their professional hourly wage, but we can offer other forms of prestige, such as co-authorship on research papers.&lt;br /&gt;For example, suppose a psychology Ph.D. student wants to study emotional adaptations such as fear and panic, that evolved for avoiding predators.  She learns about the existing research (mostly by Clark Barrett at UCLA), but doesn't have any great ideas for her dissertation research.  The usual response is three years of depressed soul-searching, random speculation, and fruitless literature reviews.  This phase of idea-generation could progress much more happily if she just picked up the telephone and called some of the people who spend their whole professional lives thinking about how to induce fear and panic.  Anyone involved in horror movie production would be a good start: script-writers, monster designers, special effects technicians, directors, and editors.  Other possibilities would include talking with:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Halloween mask designers,&lt;br /&gt;    * horror genre novelists,&lt;br /&gt;    * designers of 'first person shooter' computer games,&lt;br /&gt;    * clinicians specializing in animal phobias and panic attacks,&lt;br /&gt;    * Kruger Park safari guides,&lt;br /&gt;    * circus lion-tamers,&lt;br /&gt;    * dog-catchers,&lt;br /&gt;    * bull-fighters,&lt;br /&gt;    * survivors of wild animal attacks, and&lt;br /&gt;    * zoo-keepers who interact with big cats, snakes, and raptors.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A few hours of chatting with such folks would probably be more valuable in sparking some dissertation ideas than months of library research. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The division of labor generates wondrous prosperity, and an awesome diversity of knowledge about human nature in different occupations.  Psychology could continue trying to rediscover all this knowledge from scratch.  Or, it could learn some humility, and start listening to the real expertise about human nature already acquired by every bright worker in every factory, office, and mall.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2227574751199001483?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2227574751199001483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/05/geofrey-miller-e-antropologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2227574751199001483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2227574751199001483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/05/geofrey-miller-e-antropologia.html' title='Geofrey Miller e antropologia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1599315085003137618</id><published>2010-04-23T18:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T18:36:33.308-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Entrevista: por uma nova política de drogas</title><content type='html'>Twitter de Luiz Eduardo Soares: "A Revista Carta Capital me pediu esta entrevista mas decidiu não publicá-la. Talvez alguém me explique a razão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais cedo ou mais tarde a estupidez da política vigente há de se desmascarar” – Entrevista com Luiz Eduardo Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É preciso tirar do armário as vozes libertárias, anti-proibicionistas. Elas precisam correr riscos mas têm de se pronunciar com desassombro e clareza”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cientista político e antropólogo Luiz Eduardo Soares é muito mais do que um acadêmico engajado intelectualmente contra o proibicionismo (o que já seria ótimo). Viveu, digamos assim, “o lado de lá”, e sentiu na pele os entraves institucionais kafkanianos que impedem o poder público de atacar os probelmas que realmente importam. Foi secretário de segurança do rio de Janeiro e Secretário Nacional de Segurança Pública. Com esta experiência, pode dizer explicar a situação com clareza, como quando aponta que ” O que se passa é o seguinte: milhares de jovens pobres são capturados com drogas e, independentemente da quantidade, são rotulados como traficantes e trancafiados nessas entidades, que muitas vezes não passam de simulacros de prisões. São, assim, praticamente condenados a uma carreira no crime”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista concedida ao DAR, aponta não só os efeitos do proibicionismo e seu fracasso, como os limites de uma concepção política que encara punição e justiça como sinônimos, segurança e arbítrio como causa e consequência. Além de esboçar propostas de alternativas, como “ajustar as contas com a segurança e a justiça criminal, isto é, estender a transição democrática a essas áreas, mudando-as em profundidade. A começar pelo modelo de polícia que herdamos da ditadura e permanece intocado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira abaixo a íntegra da conversa com o autor de, entre outras obras, Elite da Tropa e Meu casaco de general: 500 dias no front da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAR – Como avalia o estágio atual de penetração do debate de drogas na sociedade brasileira? Acredita que houve avanço nos últimos anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares – Debate? Que debate? O que há é a movimentação de grupos bastante específicos e um ou outro editorial na grande imprensa. Fora isso, o que há são os pesquisadores devotados e respeitáveis e a admirável e incansável militância anti-proibicionista. O resto é marasmo, são platitudes preconceituosas, retórica conservadora com tinturas diversas, estigmas e a pasmaceira de sempre ante a máquina feroz de morte e irracionalidade da política vigente, que criminaliza os jovens pobres e negros, estimula a corrupção policial, o domínio territorial pelo tráfico e o comércio ilegal de armas, com seus corolários sangrentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que ainda há tanta resistência – mesmo nos ditos setores “progressistas” – quanto a enfrentar com seriedade este debate? A quem interessa a manutenção do atual status proibicionista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares – A rigor a situação atual não interessa a ninguém, salvo os segmentos corruptos da polícia, das milícias e dos políticos a eles aliados. O senso comum supõe que tudo o que existe expressa algum interesse e se realiza segundo determinado projeto de poder. Não é assim. Há efeitos perversos e efeitos de agregação, como dizemos os sociólogos. Ninguém com autoridade para mudar dispõe-se a agir por razões eleitoreiras, uma vez que formou-se uma opinião majoritária inteiramente reacionária, nessa matéria, apoiada em mitos, erros empíricos e ignorância da realidade mundial e dos resultados das pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comprová-lo, basta ler o que escreveu Cesar Maia, dirigente do DEM, em seu ex-Blog. Disse que o ex-presidente FHC, ao criticar a política repressiva da guerra às drogas e reconhecer a necessidade de mudanças, ainda que tímidas, estaria prestando um desserviço à oposição, porque 80% da sociedade brasileira e 95% dos setores mais pobres eram contrários a qualquer mudança liberalizante. Cesar Maia condenava FHC por mexer em casa de marimbondo e se isolar, na opinião pública. Ou seja, segundo Cesar o líder político não deve ter compromisso com o que seja justo, necessário e verdadeiro, mas com o que seja eleitoralmente conveniente e palatável. Claro que assim não vamos a lugar nenhum. Mesmo fora da política partidária, há uma certa política na sociedade que amarra lideranças sociais aos tabus anti-drogas, subtraindo-lhes coragem de se pronunciar contra a corrente dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como as questões do aborto, da homofobia ou das políticas afirmativas contra o racismo. Não se trata apenas de troca de informações, idéias, conhecimento e opiniões, mas de valores arraigados com base em símbolos e tabus vigorosos. Os críticos se sentem envergonhados e se submetem à silenciosa pressão da maioria. Portanto, é preciso tirar do armário as vozes libertárias, anti-proibicionistas. Elas precisam correr riscos mas têm de se pronunciar com desassombro e clareza. Defender a descriminalização das drogas ou sua legalização não significa que se esteja elogiando as drogas, estimulando seu consumo ou admitindo que se consome. Eu, por exemplo, assumo publicamente essa posição minoritária desde os anos 1970. Não uso drogas nem bebo. Mas não admito que o Estado interfira em minhas decisões privadas. E repudio a hipocrisia que libera o cigarro e o álcool e proíbe a maconha, por exemplo. Assim como me nego a aceitar que um adolescente pobre e negro, de 18 anos, seja declarado criminoso e enjaulado porque vendeu maconha a outro, da mesma idade, mas de outra classe social e outra cor de pele, paternalísticamente definido como vítima: o consumidor. Bem, mas aí já entramos na discussão substantiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ultimamente a mídia tem dado destaque a movimentações institucionais e parlamentares no sentido de mudanças na atual lei drogas. Acredita na viabilidade dessas mudanças? Se sim, até onde elas iriam num primeiro momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares – A atual política é um rotundo e eloqüente fracasso. Não só no Brasil. Por outro lado, o mal que a atual política de drogas provoca está aí, à vista de todos. Acredito que contra os tabus e a ignorância, contra a demagogia e o oportunismo eleitorais, contra o moralismo reacionário predominante, contra o populismo penal ainda há de se afirmar uma posição mais sensata, um pouquinho mais sensata. Acho que mais cedo ou mais tarde a estupidez da política vigente há de se desmascarar, revelando-se como aquilo que é. E creio que, apesar de tudo, haveremos de avançar, como avança o mundo à nossa volta, da Argentina à Suiça, de Portugal à Holanda. Não tenho dúvida que mesmo nos EUA –matriz do atraso e do obscurantismo nessa matéria– há uma consciência crítica bastante forte, inclusive dentro das polícias e do governo, mas a coalizão da direita não cessa de freiar o processo com suas chantagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acredito que haverá progresso, ainda que não linear. O processo vai ser difícil, tormentoso e pleno de contradições. Hoje, o que parece começar a avançar é a descriminalização do usuário. Bem, acho que está errado em sua unilateralidade e que é injusto, mas não nego que seja melhor do que nada e que possa servir à abertura de portas para avanços mais consistentes no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com sua experiência como gestor público, que tipo de efeitos a chamada Guerra às drogas tem sobre a segurança pública?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares – A guerra às drogas, no Brasil (e não só), tem os efeitos mais nefastos: estimula a corrupção policial e o desenvolvimento das milícias, e alimenta o tráfico de armas, sem o qual não haveria tanta violência letal, nem o domínio territorial, que veta a milhões de pessoas o acesso aos benefícios derivados do estado democrático de Direito. Além disso, há dinâmicas políticas brutais e degradadas, decorrentes desses fenômenos que acabo de enumerar. E mais: avança a criminalização da pobreza. Desafio qualquer leitor a encontrar um adolescente de classe média, branco e bem posto na vida, que esteja internado numa entidade sócio-educativa. Se houver será a exceção a confirmar a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se passa é o seguinte: milhares de jovens pobres são capturados com drogas e, independentemente da quantidade, são rotulados como traficantes e trancafiados nessas entidades, que muitas vezes não passam de simulacros de prisões. São, assim, praticamente condenados a uma carreira no crime. O jovem rico e branco, capturado com a mesma quantidade, ou é solto mediante a propina paga pelos pais, ou é classificado como “dependente”, “viciado”, usuário, consumidor. Resultado: vai para casa. Isso é o que acontece, porque a legislação faculta ao juiz arbitrar se a quantidade recolhida com o capturado indicia tráfico ou consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E atenção: a imagem usual do vendedor de drogas como o dragão da maldade, crudelíssimo e violento, é uma construção social estigmatizante que costuma ser aplicada de modo generalizante e que funciona como instrumento de reprodução de preconceitos e desigualdades sociais. Raros são aqueles que agem em conformidade com a descrição que identifica o sujeito com a monstruosidade inumana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De que forma e por que as políticas repressivas atuam de maneira tão seletiva, incidindo prioritariamente sobre os pobres? Por que as políticas de segurança pública são tão voltadas para a saída penal? Como fazer para alterar esse quadro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares – A sociedade e, por extensão, nossos políticos, em sua maioria, tendem a confundir justiça com punição e punição com privação de liberdade. Ficam de fora todas as dimensões da reparação da vítima, de prevenção da violência e do crime, e de construção de novas oportunidades e vias a quem transgrediu as leis ou as regras do convívio social. A lei, em sua forma pura e ideal, é igual para todos –afinal, justiça é equidade. No entanto, como nossa estrutura social é muito desigual–e nossa cultura consagra muitas delas–, e como nossas instituições de segurança e justiça criminal (assim como as políticas penais e de segurança) são fortemente marcadas por tais estruturas e por tal cultura, as leis, quando são aplicadas, submetem-se à refração imposta por filtros de classe, cor, idade, gênero, opção sexual, religião e outros. Daí a dramática desigualdade no acesso à Justiça –que talvez seja a forma mais deletéria e dura de nossas desigualdades e a mais negligenciada, até porque corrói a legitimidade da institucionalidade política–, que começa na abordagem policial e termina na prolatação das sentenças e em sua execução no sistema penitenciário, que é a negação selvagem de nossas pretensões civilizacionais. O que e como fazer? Ajustar as contas com a segurança e a justiça criminal, isto é, estender a transição democrática a essas áreas, mudando-as em profundidade. A começar pelo modelo de polícia que herdamos da ditadura e permanece intocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais os principais avanços que uma mudança na proibição das drogas traria? Como se enfrentaria o problema no abuso do uso, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares – Sejamos pragmáticos: o verdadeiro debate não é “devemos ou não proibir o acesso às drogas”, do álcool à cocaína. Não é esse o debate porque a hipótese do impedimento desse acesso não existe, na realidade prática. Ou seja, o acesso é um fato em todo mundo democrático ou não totalitário e teocrático. E não porque as polícias sejam incompetentes. Os EUA gastaram 500 bilhões de dólares na guerra às drogas, desde sua declaração, em meados dos anos 1990. Mesmo assim, o consumo não foi alterado. Portanto, não se pode dizer que faltou dinheiro, pessoal, equipamento, qualidade tecnológica, competência técnica, nada disso. O fato é que é simplesmente impossível controlar uma dinâmica desse tipo, quando, na sociedade, há demanda e oferta. O fato é este. Ponto final. Sejamos realistas. Rendamo-nos aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, no fundo o que esse fato demonstra é muito bom: a sociedade vence o Estado, para o bem e para o mal. De todo modo, é necessário ter os pés no chão e reconhecer os fatos como eles são. A verdadeira questão sempre mascarada é a seguinte: como não está ao nosso alcance impedir o acesso às substâncias que chamamos drogas, temos de nos perguntar: em que contexto jurídico-político seria preferível vivenciar esta iniludível realidade? Dizendo-o de outro modo: em que contexto normativo seria menos mau lidar com a realidade do acesso às drogas? O contexto atual, em que drogas são problema de polícia e cadeia, isto é, de política criminal? Ou um contexto diferente em que elas fossem objeto de saúde pública e educação? Eu aposto no segundo caminho. Ele não vai evitar o abuso, mas pelo menos não vai provocar outros males. Das drogas e de seus efeitos destrutivos nós nunca nos livraremos, mas poderemos aprender a conviver melhor com elas, a ponto, inclusive, de reduzir o sofrimento humano que seu abuso provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o caso mais grave: o álcool. Há, no Brasil, mais de 15 milhões de alcoólicos e, mesmo assim –felizmente– ninguém está propondo a proibição e a criminalização do usuário. A não criminalização tem impedido o abuso, a dependência? Não. Mas acho que todos concordariam que a via da criminalização tampouco resolveria o abuso e ainda implicaria conseqüências coletivas desastrosas. Eis, por fim, um exemplo virtuoso e uma lição: temos diminuído bastante o consumo de cigarro com políticas inteligentes que disciplinam a venda e o consumo, e criam um ambiente cultural avesso ao uso. Esse é o caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1599315085003137618?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1599315085003137618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/entrevista-por-uma-nova-politica-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1599315085003137618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1599315085003137618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/entrevista-por-uma-nova-politica-de.html' title='Entrevista: por uma nova política de drogas'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6770660319333497411</id><published>2010-04-14T16:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T16:58:29.283-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A Liberdade é Terapêutica</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Liberdade é Terapêutica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famosa frase do psiquiatra Franco Basaglia, que se tornou o slogan do Movimento Antimanicomial, um movimento político da segunda metade do século XX que defende a proteção dos Direitos Humanos para os usuários do sistema de saúde mental. Como tradicionalmente o serviço de saúde mental se constitui como oferta exclusiva do hospital psiquiátrico, também chamado de manicômio, e como esse estabelecimento possui algumas características intrínsecas de funcionamento que violam por si só os Direitos Humanos (internação forçada, desapropriação de bens, contenção química, isolamento, impossibilidade de participar da vida civil e também formas de terapia pseudocientíficas extremamente bizarras, como a indução de febre, o eletro choque e a imersão em água fria), o Movimento Antimanicomial ganhou esse nome por defender a abolição dos manicômios, que tradicionalmente são o único estabelecimento responsabilizado pela saúde mental.&lt;br /&gt;Essa idéia ainda hoje é escandalizante, pois a nossa cultura bastante fundamentada na neurose, na intolerância e na segregação, não consegue conceber como alguém pode querer que os loucos fiquem soltos na rua. Só que esse é um movimento fundamentado tanto na observação e crítica de práticas bastante opressivas quanto de longas reflexões teóricas entre intelectuais, então o mínimo que se poderia supor é que quem defende a abolição dos manicômios sabe do que está falando. Apesar da conduta romântica dos protagonistas, o corpo teórico e conceitual é racional e já se tem muita coisa planejada. &lt;br /&gt;O primeiro esclarecimento a ser feito é que os loucos não ficam ‘na rua’, no sentido de desprovidos de assistência de saúde e condições materiais adequadas. Essa idéia confusa e preconceituosa acaba levando as pessoas a deduzirem que, ou os loucos vão sair por aí sem controle aprontando as maiores loucuras e instalando o caos na cidade, que foi justamente o argumento usado para a instituição dos manicômios, ou que eles vão virar mendigos bêbados e delirantes atirados pelo chão. Mas a condição de doença mental não tem o caos, o perigo e a insanidade absoluta que o senso-comum e algumas escolas de pensamento supõem, assim como leões, elefantes ou tubarões não são bestas impetuosas e que agem despropositadamente, como era o pensamento vigente até a metade do século XX, e servia de justificativa para caçadas esportivas e verdadeiros empreendimentos de extermínio que ainda hoje ameaçam a biodiversidade. Doentes mentais, num geral, são mais prováveis vítimas do que a população normal, e também não é a loucura a causa da pobreza: falta de condições materiais para satisfazer direitos básicos de existência é que pode gerar a loucura, muito embora outros tipos de loucura sejam evidentes com o acúmulo de riquezas. Assim como eles não são bestas perigosas, mas sim pessoas que portam um grave sofrimento psíquico em função de suas experiências de vida e condições de existência, ele também não vai ser deixado sem ajuda. O Movimento Antimanicomial se baseia na defesa dos Direitos Humanos, é no mínimo óbvio que a intenção é proteger e cuidar dessas pessoas.&lt;br /&gt;Mas não é meramente uma intenção: o Movimento Antimanicomial surgiu com preocupações bem práticas, e juntamente com a fundamentação filosófica, foram pensadas formas de estruturar os serviços de saúde mental e o sistema de saúde como um todo de modo a alcançar seus objetivos. Para isso, devem ser necessárias práticas de assistências que garantam o acesso à saúde, educação, moradia, liberdade, convívio social, dinheiro, trabalho, justiça e dignidade. Com exceção da saúde, e ainda com algumas ressalvas, nada disso jamais foi suprido pelo manicômio, e nunca poderá ser, pois ele funciona justamente pela internação e pelo controle autoritário dos profissionais da saúde. Então, os serviços de saúde mental estão se estruturando como estabelecimentos aos quais o paciente se dirige quando ele reconhece que necessita de ajuda, e ao qual retorna em função de seu interesse em aliviar seu próprio sofrimento, como acontece com qualquer outro doente. Esses estabelecimentos são hospitais gerais, hospitais-dia, residenciais terapêuticos, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e ambulatórios. Como todo o resto do sistema de saúde pública, ele ainda tem muitas limitações e sofre muitas críticas, principalmente em função da falta de financiamento estatal. Este pensamento prático sobre a reforma do sistema de saúde mental é chamada de Reforma Psiquiátrica.&lt;br /&gt;Mesmo com todas as limitações da Reforma Psiquiátrica, existe um fato que se torna cada vez mais evidente: de fato, a liberdade é terapêutica. Usuários do sistema de saúde mental da Reforma apresentam maior autonomia e estabelecimento de redes sociais, que são fatores terapêuticos, e passam muito menos tempo no processo terapêutico. Essas evidências são basicamente ‘clínicas’, pois a ideologia pós-moderna que atravessa essa luta é um tanto afoita a estatísticas e experimentos. Na verdade, o reconhecimento do caráter terapêutico da liberdade não deriva de nenhuma observação ou teste, mas da simples dedução de seus pressupostos teóricos: os Direitos Humanos são quesitos a ser defendidos para as pessoas viverem melhor e terem vidas mais plenas e dignas, e quem vive melhor terá menos sofrimento, então, considerando que a doença mental é um grave sofrimento psíquico, as boas condições de vida propiciadas pelos Direitos Humanos fazem as pessoas sofrerem menos, ou seja, atuam de forma terapêutica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6770660319333497411?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6770660319333497411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-terapeutica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6770660319333497411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6770660319333497411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-terapeutica.html' title='A Liberdade é Terapêutica'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1293238836515142756</id><published>2010-04-13T17:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T17:42:11.027-07:00</updated><title type='text'>Não-violência e movimentos sociais: contribuições da psicologia</title><content type='html'>Rascunho de trabalho para o ENEP 2010. Comentem, critiquem, transformem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não-violência e movimentos sociais: contribuições da psicologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último século tem presenciado a emergência da não-violência como uma poderosa força de transformação social e um novo paradigma capaz de superar as práticas de violência em uma sociedade. Diversos movimentos sociais ao redor do mundo têm adotado as estratégias da não-violência, por serem eficientes, e outros movimentos estabeleceram um compromisso mais profundo com a filosofia da não-violência, assumindo a não-violência como um valor moral que atravessa todas as práticas do viver, e muito sem tem discutido, publicado e praticado sobre a não-violência. Contudo, o medo e o ódio gerados pela violência minam as condições psíquicas necessárias para se manter uma postura funamentada na não-violência. Dessa forma, mais que desafios estratégicos ou filosóficos, a consolidação da não-violência enfrenta desafios da ordem do psicológico. Que tipo de valores, idéias, crenças nucleares, emoções e comportamentos são necessários para uma ação não-violenta? De que forma o trabalho sobre essas questões promove o fortalecimento dos movimentos sociais que optam pela não-violência? Como que podemos tornar indivíduos e movimentos preparados para a transformação de conflitos e para não sucumbirem à violência? Frente a essas questões, consideramos importante reconhecer o potencial da Psicologia para contribuir com o desenvolvimento da não-violência e dos movimentos sociais, promovendo um maior envolvimento social com a disciplina e produzindo novos saberes com grande potencial de transformação social. Porque, como disse Martin Luther King, a não-violência não é uma recusa a matar o outro, é uma recusa a odiá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1293238836515142756?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1293238836515142756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/nao-violencia-e-movimentos-sociais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1293238836515142756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1293238836515142756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/nao-violencia-e-movimentos-sociais.html' title='Não-violência e movimentos sociais: contribuições da psicologia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6195598642658447035</id><published>2010-04-12T18:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T18:31:22.843-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu estou maravilhado com a minha habilidade de converter a minha gana-de-brigar e o meu espírito faca-na-bota em um discurso doce, diplomático e bem articulado, com um nível de análise tão profunda que aqueles que eu critico acabam me adorando também - e entendendo a mensagem. Não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece, mas eu sempre fico surpreso. A discórdia e o confronto são tão comuns nessa grande tribo humana que qualquer resposta diferente dessa é absolutamente impressionante. Eu fico muito feliz com isso. Um, porque parece que a humanidade não é lá tão ruim. Dois, porque parece que eu também estou evoluindo, passando do rebelde brigão de antes para um intelectual (ainda insubordinado) que apresenta idéias com clareza e análises que não haviam sido levantadas antes, propondo ao mesmo tempo crítica e pacificação. Ah, viva a transformação de conflitos. Johan Galtung, te adoro. Análise institucional, devo a você também. Problematizar e colocar as coisas em uma perspectiva masi ampla é tudo de bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6195598642658447035?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6195598642658447035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/eu-estou-maravilhado-com-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6195598642658447035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6195598642658447035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/eu-estou-maravilhado-com-minha.html' title=''/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7997648614309202332</id><published>2010-04-07T18:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T18:50:59.387-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Two major lessons in life:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;together we stand, divided we fall&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you are on your own&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ironic, huh?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7997648614309202332?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7997648614309202332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/two-major-lessons-in-life-together-we.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7997648614309202332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7997648614309202332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/two-major-lessons-in-life-together-we.html' title=''/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-177139543239199935</id><published>2010-04-04T14:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T14:51:19.003-07:00</updated><title type='text'>Copyleft Condom</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://go.vertor.com/images/condoms2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 250px;" src="http://go.vertor.com/images/condoms2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do site &lt;a href="http://www.vertor.com/index.php?mod=blog&amp;id=6"&gt;Vertor, Primeiro de Abril&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When it comes to April Fools Day everyone expects lots of jokes from friends, relatives and other people. There are even hoaxes on TV news shows and political meetings. Not many people decide to do any serious business on this day because one's actions could be taken as a joke.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We've launched an action addressed to the largest companies fighting against free information exchange in the Internet. The action is not just a joke, it's a joke with a hint. Users of bittorrent sites are constanlty being pressured by such organizations as MPAA, RIAA, IFPI, BREIN, BPI and BSA. Torrent sites get notices from those companies as well. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All that users want of these organizations is to stop harassing them or just cease to exist. We're sure that every one of us would like to stand up against these bloodsuckers but is too scared to do it alone. We've sent each of them a package containing a condom pack and a postcard saying «We wish your parents had used it» and we'd like to invite everyone to join us in the this act if you don't want anti-piracy groups to operate anymore!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We hope that these companies' officials will think about its work and the fact that it doesn't make people happy but stirs up negative emotions in society instead. We act in the interests of our users and visitors of other torrent sites. We claim that the piracy problem should be discussed in a way of a dialog and not of repressions.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-177139543239199935?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/177139543239199935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/copyleft-condom.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/177139543239199935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/177139543239199935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/copyleft-condom.html' title='Copyleft Condom'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7722728649728908820</id><published>2010-04-04T14:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T14:24:52.413-07:00</updated><title type='text'>Curtindo um ateísmo de Páscoa</title><content type='html'>Neste feriado de Páscoa, em vez de curtir uma saída com os amigos ou cumprir com o dever com o qual me comprometi de elaborar um texto sobre o Parque Tecnológico da UFRGS, passei a tarde dormindo, ouvindo música e assistindo e vídeos sobre ateísmo, como o DVD do Richard Dawkins, The Enemies fo Reason, e a vídeos engraçados sobre quem é Deus de verdade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wuH7vDrAHBE&amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wuH7vDrAHBE&amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Páscoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7722728649728908820?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7722728649728908820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/curtindo-um-ateismo-de-pascoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7722728649728908820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7722728649728908820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/curtindo-um-ateismo-de-pascoa.html' title='Curtindo um ateísmo de Páscoa'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2729225305153578293</id><published>2010-04-03T12:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T12:40:53.068-07:00</updated><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>Sabe aquela sensação de esgotamento psicológico, com os ohos doendo e sem grandse idéias, mas ainda assim acordado, e que a única coisa a qual se está disposto é ver vídeos na internet? Pois é, isso é um problema. O que é melhor? Permanecer inutilmente acordado, na esperança de algo bom, ou dormir? Ainda começoa  introspecção, que diz: não, produzir. Mas produzir o que?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2729225305153578293?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2729225305153578293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/cansaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2729225305153578293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2729225305153578293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/cansaco.html' title='Cansaço'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3262971016726574636</id><published>2010-04-03T10:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T10:26:16.531-07:00</updated><title type='text'>Pensando melhor meus posicionamentos</title><content type='html'>Ainda na pilha de escrever qualquer pensamento que me venha à cabeça (o que não vai dar em boa coisa), estou muito a fim de elaborar ensaios sobre meus diversos posicionamentos políticos, éticos e filosóficos, que são em grande maioria bem fundamentados, mas talvez não. É perigoso considerar qualquer idéia que tenhamos como ponto pacífico e que dispensa discussão, reflexão, argumentação e exposição às críticas, pois pode facilmente se tornar uma opinião mal fundamental ou uma idéia cristalizada e dogmática. Por isso, começarei a revisar cada posicionamento meu. Pensarei sobre raconalismo, pacifismo, filosofia analítica, animal rights, amor livre, anarquismo, anti-sexismo, doutrina da proteção integral, movimento antimanicomial, permacultura, neurociências, pós-modernismo, teoria queer, não-violência, filosofia política, conservacionismo, agrofloresta, ecovila, coletividade, movimentos sociais, reforma agrária, academicismo, bioética, criminologia, ambientalismo, epistemologia, autogestão, saúde pública, abolicionismo penal, direitos humanos, empreendedorismo social, existencialismo, iluminismo, etnocentrismo, relativismo cultural, internacionalismo, tecnologias verdes, ficção científica, utopias e distopias, mídia, transhumanismo, redução de danos, legalização das drogas, Estado laico, esportes radicais e coisas afins.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3262971016726574636?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3262971016726574636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/pensando-melhor-meus-posicionamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3262971016726574636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3262971016726574636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/pensando-melhor-meus-posicionamentos.html' title='Pensando melhor meus posicionamentos'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1937780763135884167</id><published>2010-04-03T09:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T09:54:25.630-07:00</updated><title type='text'>Definindo projetos</title><content type='html'>Não é raro que a minha pessoa receba a alcunha de 'cara das idéias', 'sonhador ou coisa que o valha. Eu sou mesmo um cara de muitos projetos, sempre pensando em coisas bacanas e difíceis a fazer para a próxima semana, mês, semestre, ano, década e por aí vai. E é sério, eu penso em tudo isso mesmo. Eu realmente me divirto pensando no futuro e planejando minuciosamente projetos interessantes, e isso faz com que eu tenha uma baita noção de sentido da vida e do que fazer a seguir. A partir desaa afirmação, podemos pensar: isso quer dizer que eu não sou um perdido! Pois é, é verdade. Mas confesso que meus últimos dias foram de uma angústia sobre diversos projetos incertos de futuro próximo, o que me deixariam num vazio existencial pelos próximos dias. Planejar aventuras me dá segurança, assim como as aventuras em si. Mas e quando as aventuras passam, e se fica em um vazio existencial com o repouso? Pois é.&lt;br /&gt;Essas últiams semanas para mim foram maravilhosas. Muitas lutas, muitas pessoas, muitos projetos, planos e coisas se acertando. E uma quantidade considerável de festas para finalziar que até me fez enjoar de tanta festa. E esse foi o problema. Descobri que eu fico muito perdido quando eu me acabo de tanto fazer coisas. E descobri o porquê: eu tenho planos bem megalomaníacos com os quais eu tenho o compromisso de pôs as mâos à massa desde já - e isso não é possível se eu me desgasto até me acabar em outras atividades, sejam lutas ou festas, ou simplesmente sair errantemente por aí conhecendo pessoas aleatórias mas muy interessantes. Por isso, estour traçando um outro plano para o meu cotidiano: nada de se acabar ou ficar à deriva. Tempo de sobra é tmepo de descanso e fortalecimento, e eu preciso muito me fortalecer, para concretizar o que vem a seguir. Quando convocado para uma luta, estarei forte e descansado. E eu não posso baixar a guarda me desgastando até me acabar. Vou colocar não só as minhas idéias e habilidades dentro do meu plano, mas as minhas energias também. De nada adianta ter tudo planejado se não se tme pique pra concretizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1937780763135884167?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1937780763135884167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/definindo-projetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1937780763135884167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1937780763135884167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/definindo-projetos.html' title='Definindo projetos'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4598288180292866271</id><published>2010-04-03T09:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T09:38:13.183-07:00</updated><title type='text'>Sobre a natureza da arte da escrita</title><content type='html'>Bom, como é possível deduzir a partir de simples observações, o meu blog está parado - o que é um sintoma da minha baixa produtiva textual. Pois é, ando escrevendo pouco. Mas ando pensando muito, e pensando muito em coisas a escrever, porque considero esta uma atividade extremamente importante para a minha construção pessoal. Só que o meu processo de escrita não está indo pra frent. Por isso mesmo estou escrevendo sobre isso. Tá, não é por causa disso. Bom, um pouco é. Mas o meu objetivo ao escrever este pequeno tópico é comunicar o meu mais novo insight: de que eu não devo esperar para escrever grandes e brilhantes textos, mas sim sentar para escrever cada pequeno pensamento que eu tenha. Assim, me livro deles, exercito minha escrita e quem sabe também contribuo para alguém que possa aproveitar meus singelos pensamento. Este é o pequeno tópico. Aguardem outros, do mesmo tamanho, mas talvez mais relevantes. Ou talvez não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4598288180292866271?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4598288180292866271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/sobre-natureza-da-arte-da-escrita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4598288180292866271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4598288180292866271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/04/sobre-natureza-da-arte-da-escrita.html' title='Sobre a natureza da arte da escrita'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8003955881857248840</id><published>2010-02-09T06:31:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T07:17:49.488-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Direitos da Criança e sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.gonaturalbaby.com/media/ccp0/prodsm/mother-child-earth-shulman-print%20on%20canvas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://www.gonaturalbaby.com/media/ccp0/prodsm/mother-child-earth-shulman-print%20on%20canvas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos os Direitos da Criança e do Adolescente, como linha de pensamento baseada nos Direitos Humanos, mas com suas especificidades de um período peculiar de desenvolvimento humano, vem se tornando cada vez mais expressivo e assumindo força de lei. A defesa do desenvolvimento pleno vem se tornando cada vez mais ampla e exigente, transcendendo necessidades mais evidentes e formais, como o direito à alimentação, à integridade física e à educação escolar, e tocando em aspectos mais sutis e necessidades psicológicas, como o direito ao respeito, ao carinho e à estimulação cognitiva em casa. Atualmente, é possível classifcar como negligência o fato da criança ser obesa ou não ter acesso a um computador, e como abuso emocional rotular a criança, exigir que ela assume um papel de gênero estereotipado (tipo, boys don't cry) ou ensinar visões de mundo racistas, sexistas ou xenófobas ou baseadas no ódio e inteolerância a outros grupos. Ou seja, cada vez mais estamos mais exigentes com a forma como cuidamos de nossas crianças, e queremos que todos se desenvolvam plenamente - e, para isso, queremos estimulá-las a serem alegres, autoconfiantes, inteligentes, gentis, pacíficas e tolerantes.&lt;br /&gt;Mas e quanto a sustentabilidade? Há meio século estamos tentando promover uma adequada educação ambiental(o que quer que isso seja) para a população - e temos tradicionalmente focado na educação ambiental infantil, lembrando daquela concepção das crianças como o futuro do planeta e aqueles que herdarão a Terra e sofrerão com o nosso descuido. Não é difícil constatar que as novas gerações são muito mais conscientes a respeito da falta de sustentabilidade de nossa civilização do que gerações anteriores. No entanto, parece que aidna há muitas crianças e adolescentes crescendo sem uma preocupação ambiental, e seguindo um modo de vida consumista baseado na filosofia do "american way of life". O que aconteceu de errado na história toda? Usualmente, se atribui essa permanência de um modo de vida consumista e inconseqüente a um termo vago chamado cultura, mas o principal determinante para este modo de vida foram a educação e os exemplos recebidos na infância e adolescência - o que quer dizer que as pessoas próximas não forma bons exemplos de sustentabilidade e não se preocuparam em ensinar isso às crianças. Nâo seria isso uma forma de negligência?&lt;br /&gt;Talvez no futuro, com os Direitos da Criança e do Adolescente ainda mais consolidados, com uma realização maior da proteção nesses direitos mais clássicos como à higiene ou à integridade física, e a uma maior preocupação com a sustentabilidade por parte da sociedade em geral e especialmente dos law-makers e law-enforcers dos Direitos da Criança e do Adolescente, seja entendida e aplicada como lei a exigência ao ensino de práticas sustentáveis, pautadas na frugalidade, na simplicidade, no reaproveitamento, na reciclagem e na gestão consciente dos recursos ambientais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-8003955881857248840?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/8003955881857248840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/direitos-da-crianca-e-sustentabilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8003955881857248840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8003955881857248840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/direitos-da-crianca-e-sustentabilidade.html' title='Direitos da Criança e sustentabilidade'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3621599687840132342</id><published>2010-02-07T10:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T10:50:30.661-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futuro'/><title type='text'>A futurística embarcação Physalia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://obviousmag.org/archives/uploads/2010/ZZ4FE39B67.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 358px;" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2010/ZZ4FE39B67.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;physalia, um novo conceito de embarcação ecológica&lt;br /&gt;Publicado em motores por obvious em 4 fev 2010 | 9 comentários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado pela Vicent Callebaut Architecture, o Physalia não é só uma mera embarcação ecologicamente correta. Primeiramente surge como um jardim flutuante auto-suficiente que, além de ser um meio de transporte com grau zero de emissão de carbono, visa tratar a água por onde passa para deixá-la própria para o consumo. Enquanto isso, por meio de biotecnologias, gerará mais energia do que consome, fazendo dele então o chamado Protótipo de Energia Positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto foi criado, mediante as duas maiores preocupações que a Europa possui em relação às mudanças climáticas: distribuição de água potável para população e a reavaliação do transporte pelas vias fluviais. Mas o Physalia supera e muito essas concepções. Longe de ser apenas uma solução, se torna também uma revelação diante de nós, pois não possui somente um compromisso com a utilização de energias renováveis, mas também possui o intuito de sensibilizar e educar as pessoas sobre um dos maiores bem comuns da humanidade: a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambiente Barco Ecologia Navio Tecnologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua arquitetura é conceitual e futurística, possuindo forte ênfase em traços orgânicos. Isso se deve ao fato de que seu nome, arquitetura e design terem sido baseados em uma espécie de animais aquáticos, chamado cientificamente por “Physalia Physalis”, comummente chamado no Brasil e em Portugal como água-viva, medusa ou alforreca. Physalia se torna um símbolo do que podemos fazer hoje com a tecnologia que conhecemos para a captação de energias renováveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada nesta embarcação foi projetado sem motivo. Todas as suas características correspondem a um forte apelo ecológico e social. Sua estrutura de aço é coberta por alumínio e dióxido de titânio, que através da reação com os raios ultravioletas, criará um efeito foto-catalisador, purificando a água da química e do carbono rejeitados pelas indústrias e embarcações convencionais, além de ser uma auto-limpeza para o navio. No seu teto existem duplas membranas de células solares fotovoltaicas para a absorção da energia solar e no seu casco hidro-turbinas servirão para transformar o fluxo fluvial em uma hidroelétrica fazendo com que o Physalia possa navegar tranquilamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambiente Barco Ecologia Navio Tecnologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, o Physalia ainda contém, atravessando o seu casco, uma rede hidráulica que permite filtrar a água fluvial e purificá-la biologicamente através do seu telhado onde possui um jardim. Este jardim interior é dividido em quatro partes: Jardim da Água, que forma a entrada principal e a recepção; Jardim da Terra, onde ficará um laboratório de pesquisas internacionais que pesquisará o ecossistema aquático; Jardim do Fogo, que será uma cabine subaquática com vista panorâmica; Jardim do Ar, espaço reservado para o ar e luz, onde se encontrara também a vegetação visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olharmos para este projeto temos a impressão de ser uma nova forma de vida aquática, que não precisa se alimentar, alimentando-nos, ao invés disso, com sua energia. Nesse processo, ainda purifica as águas por onde passa (numa primeira fase navegará entre os principais rios da Europa - Danúbio e Volga, Reno e Guadalquivir - e Tigre e Eufrates) e conscientiza seus passageiros em relação à delicada situação climática que vivemos. Ainda não existem previsões de concretização, o que é uma infelicidade para todos nós. Até lá, só nos resta aguardar que, quando construído, já não seja tarde de mais, ou que, pelo menos, futuras gerações possam desfrutar desse incrível projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copiado de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://obviousmag.org/archives/2010/02/physalia_um_novo_conceito_de_embarcacao_ecologica.html"&gt;http://obviousmag.org/archives/2010/02/physalia_um_novo_conceito_de_embarcacao_ecologica.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3621599687840132342?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3621599687840132342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/futuristica-embarcacao-physalia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3621599687840132342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3621599687840132342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/futuristica-embarcacao-physalia.html' title='A futurística embarcação Physalia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1418370631593112170</id><published>2010-02-06T17:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T17:16:55.373-08:00</updated><title type='text'>Sobre a necessidade de voar</title><content type='html'>Não é incomum que eu receba rótulos como utópico, radical demais, megalomaníaco e fantasioso, em função de discorrer sobre várias idéias que de fato destoam do senso comum mais grosseiro. Que eu penso em termos de utopia, é fato. Mas a utopia que falo não é num sentido pejorativo, mas sim de identificar um ideal, um modelo, um objetivo a seguir, um objetivo bem claro e com valores bem humanitários, e que serve de direção para inventar novas práticas. É estabelecer um ponto no céu e ir atrás, bater as asas e voar incansavelmente para alcançar aquele ponto. Devemos pensar grande, porque pensando pequeno não se alcança mais do que o pequeno. Ainda que não possamos alcançar perfeitamente a utopia, podemos chegar muito próximos dela, se estabelefermos um ideal bem alto. Nesse sentido sou bastante otimista. Mas se as outras pessoas não querem voar contigo? Talvez não dê para esprar qeu todos sejam utópicos. Quem gostar dos eu ideal que o sigo, quem não gostar, que fique na terra. Não dá pra ficar plantado só porque ninguém mais tem corgaem de voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1418370631593112170?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1418370631593112170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/sobre-necessidade-de-voar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1418370631593112170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1418370631593112170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/sobre-necessidade-de-voar.html' title='Sobre a necessidade de voar'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-267762662939383100</id><published>2010-02-04T14:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T14:02:33.107-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O Fórum Social Mundial das muitas tribos: mundos possíveis</title><content type='html'>Nesta semana, do dia 25 ao 29 de janeiro de 2010 ocorreu na Grande Porto Alegre a décima edição do Fórum Social Mundial, grande evento a nível internacional que busca articualr os movimentos sociais e pautar ações de construção de um outro mundo possível, no qual sejam superadas as injustiças. Paralelamente ao Fòrum Social Mundial, e juntando forças, aconteceu o Acampamenot Intercontinental da Juventude, cujo objetivo é o mesmo, mas com uma estrutura diferente. Enquanto o Fórum consistiu de diversas atividades, algumas programadas pela organização, como os seminários internacionais, nos quais grandes intelectuais do Brasil e do mundo discursavam sobre as conjunturas atuais, e muitas oficinas e debates propostos pelas instituições e movimentos sociais, o AIJ consistiu em um acampamento no qual estavam previstos diversos espaços para juntar tribos com interesses em comum, como o Espaço Saúde, a Cidade Hip Hop, o Mundo pela Diversidade e a Ecoaldeia da Paz, no qual ocorriam diversas atividades, vivências, debates e palestras, e que era possível muita interação humana. Neste contexto, perdemos um pouco do caráter de fórum e ganhamos muitas oportunidades de vivenciar estilos de vida diferentes. No Acampamento Intercontinental da Juventude nós vivemos outros mundos possíveis.&lt;br /&gt;Meu objetivo ao participar do AIJ era basicamente conhecer pessoas, debater politica e construir redes de contato, objetivo este que foi satisfeito maravilhosamente. Ainda que houvesse um número expressivo de pessoas interessadas exclusivamente em jogar papo pro ar e fazer festa, muitas pessaos foram com o propósito de construir redes e se articular enquanto movimentos sociais. Alguns desses movimentos sociais lamentavelmente apresentavam idéias bastante ingênuas e não muito produtivas em um sentido social, defendendo ideologias de um contexto de Guerra Fria pautadas no combate a determinadas classes sociais e defendendo como estratégia única a mobilização das massas. A minha perplexidade quanto a quantidade de pessoas defendendo essas idéias no que era para ser o maior evento mundial de debates de alternativas ao neoliberalismo selvagem clama por uma análise mais detalhada dessas idéias e do porquê eu estaria classificando elas como inadequadas e antiquadas.&lt;br /&gt;Começamos pela proposta do FSM, que acaba por ser a proposta do AIJ também: propor alternativas ao modelo neoliberal. Isto significa que já temos um ponto de onde iniciar, que é uma crítica, e temos que propor utopias e, a partir destas, compor práticas - mais especificamente, práticas econômicas que valorizem as pessoas e levem à justiça social. Mas o que tem de prático em "combater a burguesia imperialista"? É para fazer inimigos no FSM, em vez de alianças? O que as pessoas inseridas na burguesia tem de poder e responsabilidade em relação ao imperialismo? O que é imperialismo? Como se combate o imperialismo? Mobilizando as massas? Dando palavras de ordem? Fazendo passeatas? O que tem de prático e economicamente revolucionário no grito e na pregação ideológica? A nossa causa é mesmo em relação ao imperialismo ou ao capitalismo? Por que não em relação ao meio ambiente, à educação pública de qualidade ou aos direitos humanos?&lt;br /&gt;Em Histórias do Século XX (2000), Daniel Aarão diz que a pós-modernidade se inicia com a diversificação das lutas sociais, que transcende a luta de classes  e contra o Capital e dá lugar a diversas micro-lutas: movimento queer, luta feminista, luta animanicomial, movimento ambientalista, pacifismo, direitos humanos, cultura livre, neotribalismo, etc. Neste contexto, não só por inadequações conceituais, mas também por ignorar todo o resto do mundo, essas lutas de cartilha contra o Capital são ideologias que emperram uma discussão mais produtiva em prol da justiça social, e encontramos a verdadeira riqueza de idéias, estilos e práticas em todas estas micro-lutas. São essas idéais novas que eu queria encontrar no FSM, e que apesar da tristeza de também encontrar as idéias da Guerra Fria ali, encontrei muitas idéias boas. Participei de debates sobre política e terapêutica de drogas, desconstrução da identidade de gênero e de conversas sobre a rede de agricultores que cultivam juçara, planta nativa semelhante ao açaí, que é um símbolo da vanguarda da soberania alimentar gaúcha.&lt;br /&gt;Contudo, apesar da grande diversidade de tribos e de idéias, tive a impressão de que as idéias não circularam. Pelo que observei, fui um dos poucos a se dar ao luxo e ao desafio de circular pelas diferentes tribos, acompanhar suas causas e conhecer seus estilos de vida - a maioria dos acampados permaneceu em grupos fechados com os quais já estavam identificados. &lt;br /&gt;Dentre essas tribos, a que pareceu mais singular e à parte foi a Ecoaldeia da Paz, que tem a característica excepcional de já ser um movimento organizado e itinerante, com muitos de seus habitantes vivendo permanentemente com a Ecoaldeia da Paz, e que, em vez de ser um espaço constituído no AIJ, é um movimento integrado que veio ocupar um espaço e mostrar sua utopia viva para os participantes do acampamento. Observei que os participantes da Ecoaldeia da Paz não fizeram questão de visitar outros espaços do acampamento, mas se mostravam abertos a acolher, aceitar e até compartilhar alimento com quem qeur que quisesse partilhar da experiÊncia de viver no sistema da Ecoaldeia da Paz. A Ecoaldeia era suficiente em si mesma, e rica e abundante, de forma que transbordava visibilidade através de suas músicas, shows, rituais e danças circulares, conhecidos por todos no acampamento. A Ecoaldeia é uma utopia viva, uma comunidade intencional pautada na absoluta solidariedade e no respeito sagrado à natureza, e apresenta-se como a mais concreta e organizada alternativa ao modelo neoliberal nestes anos todos de Fórum Social Mundial, com propostas práticas e estruturadas das quais pudemos observar: cozinha comunitária vegana, banheiro seco, assembléias populares pautadas no direito à palavra e à escuta respeitosa, comissões voluntárias para desempenhar tarefas específicas e temporárias, mutirões de construção e mediações e rituais de apaziguamento, permacultura, espaços de troca solidária e um dispositivo de cuidado das crianças pautado no voluntariado, no respeito à criança, an liberdade e no contato com a natureza. Esta é uma alternativa ao neoliberalismo que não passa pela revolução, mas pela comunidade intencional. Não se trata de realizar passeatas ou lutar no campo político, mas simplesmente de viver, celebrar e ser solidário com quem precisa, em ações simples como construir fornos-foguete ou composteiras em pequenas propriedades rurais.&lt;br /&gt;Além de apresentar alternativas concretas ao neoliberalismo, a Ecoaldeia da Paz chama a atenção por sua unidade, integração e pela afinação de todos os participantes com os valores sustentados pela comunidade, valores pautados no pacifismo, na solidariedade, na adoração da Natureza, na liberdade pessoal, an tolerância e no comunitarianismo. Como pode uma comunidade, na qual circulam muitos estranhos alheios a estes valores, e que não têm nenhum aparato de controle na sociedade, manter a coesão e a coerência entre suas idéias e as ações de cada membro da Ecoaldeia da Paz? Percebi que a sua coerência e integração são produtos de uma das atividades que, no início, via como das masi desnecessárias e despropostiadas em qualquer sociedade humana: os rituais e canções que afirmam e reafirmam so valores dribo. São estas atividades ritualísticas/lúdicas/artísticas que remetem as pessoas às suas identidades como integrantes da tribo, desta tribo que é a Ecoaldeia da Paz, e qeu mostram o caminho a seguir e os valores a obedecer. É desta forma que se lembra que alguém deve se voluntariar para cuidar das crianças naquela tarde ou até para mediar e apaziguar um conflito, dissolvendo a discórdia em perdão ao remeter a essa identidade e a esses ideais maiores que transcendem as contingências e interesses individuais.&lt;br /&gt;Estas atividades que trazem visibilidade e que são aparentemente não-funcionais - rituais, celebrações, músicas, shows - produzem ainda um outro efeito além da coerência entre idéia e ação e coesão social: elas divulgam os valores e o estilo de vida da tribo para todos os que não fazem parte dela. A estratégia da Ecoaldeia da Paz de transformar o mundo à sua volta consiste na divulgação de seu estilo de vida, em vez de centrar-se em combates ou argumentos. Trata-se não só da propaganda pelo ato, mas também da expressão dos valores, estilo de vida e visão de mundo através de sua arte, em especial pela música e pela dança circular.&lt;br /&gt;Pareceu-me que muitos dos acampados estavam mais interessados em conhecer formas melhores de viver, conhecer pessoas e receber a transmissão de alguma sabedoria do bem-viver, do que em debates sobre estratégias e propostas políticas e econômicas como alternativas ao neoliberalismo. Devo confessar que meu propósito no AIJ consistia em conhecer pessoas, construir redes e alianças e aprender, e não havia nada de prévio em termos de ideologia, discurso ou ação que eu tive intenção de trazer ao acampamento - e que este meu objetivo foi satisfeito plenamente. Contudo, em um determinado momento comecei a pensar que, neste evento, absorvi muito mas não retribuí nada, ou quase nada. Eu não havia levado butiá, nem panfletos, nem jornais, não promovi nenhuma roda de conversa sobre nada e sequer comentei com outros sobre alguma militância que eu tivesse. E eis que então aprendi mais um hábito revolucionário neste outro mundo possível que foi o Acampamento Intercontinental da Juventude - sobre a importância de, onde quer que eu vá, que eu traga algo de bom para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Graebin de Farias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-267762662939383100?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/267762662939383100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/o-forum-social-mundial-das-muitas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/267762662939383100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/267762662939383100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/o-forum-social-mundial-das-muitas.html' title='O Fórum Social Mundial das muitas tribos: mundos possíveis'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3116147720276582383</id><published>2010-02-04T11:47:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:49:43.831-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas para poucos'/><title type='text'>Qual é a sua utopia?</title><content type='html'>Ontem um amigo me pegou com essa daí, quando mencionei estar quase que vivendo uma utopia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitando o desafio, percebi que a minha utopia é uma vida sem obrigações externas e coerções, na qual podemos desenvolver nosso potencial e fazer algo de bom pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde eu fundamento mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual a sua utopia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3116147720276582383?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3116147720276582383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/qual-e-sua-utopia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3116147720276582383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3116147720276582383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/qual-e-sua-utopia.html' title='Qual é a sua utopia?'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3176754836671719761</id><published>2010-02-02T10:57:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T10:59:30.186-08:00</updated><title type='text'>Não gostei do que escrevi</title><content type='html'>Nessas pilhas de reviver o meu hábito blogueiro, dei uma reformada no design do meu blog e uma boa revisada em meus escritos anteriores, e constatei que, hoje, discordo de muito do que escrevi aqui nos últimos anos. Mais comentários na seqüência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3176754836671719761?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3176754836671719761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/nao-gostei-do-que-escrevi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3176754836671719761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3176754836671719761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2010/02/nao-gostei-do-que-escrevi.html' title='Não gostei do que escrevi'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3551475702410893700</id><published>2009-08-16T08:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T09:07:21.897-07:00</updated><title type='text'>Anarquismo x Comunismo</title><content type='html'>A: Eu considero que 'deseducativo' é um dos melhores elogios que alguém pode receber. Só pessoas realmente suversivas, como anarquistas, ateus, feministas ou vegetarianos, merecem esse título.&lt;br /&gt;C: Vegetarianos, pft.&lt;br /&gt;A: Tu acha que existe algo mais deseducativo que um vegetariano? Um vegetariano pode dizer para uma criança 'sabe do que é feito o presunto?'.&lt;br /&gt;C: Um comunista.&lt;br /&gt;A: Um anarquista é pior.&lt;br /&gt;C: Um anarquista é sempre pior.&lt;br /&gt;A: No futuro, eu vou dizer para o teu filho 'sabia que tu não precisa de um Estado para viver bem?'&lt;br /&gt;C: Eu vou dizer isso também, só que vou dizer que pra isso ele precisa construir outro. Quero ver tu dizer pra esse gurizinho aqui (3a) que ele não precisa de Estado.&lt;br /&gt;A: Ah...(hesita). Ele ainda não sabe o que é um Estado...&lt;br /&gt;C: Viu? Mas eu posso oferecer a ele a ter seu próprio exército revolucionário de vanguarda do proletariado, e ele vai gostar. Ele está inserido no sistema, e precisamso usar as ferramentas do sistema para convencê-lo.&lt;br /&gt;A: Eu posso dar a ele uma bandeira preta que pode destruir qualquer coisa.&lt;br /&gt;C: E se eu pintar a bandeira de vermelho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3551475702410893700?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3551475702410893700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/anarquismo-x-comunismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3551475702410893700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3551475702410893700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/anarquismo-x-comunismo.html' title='Anarquismo x Comunismo'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1631219423713726540</id><published>2009-08-14T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:54:23.612-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musas Cientistas'/><title type='text'>Eva Vertes: nova paixão</title><content type='html'>Natalie Portman, Kiki Sanford, devo avisar-lhes que tenho um mais novo amor. Ela tem 22 anos e é uma prodígio da medicina e neurologia: &lt;a href="http://www.ted.com/talks/eva_vertes_looks_to_the_future_of_medicine.html"&gt;Eva Vertes&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.therebelution.com/blog/images/eva_vertes_header.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 470px; height: 265px;" src="http://www.therebelution.com/blog/images/eva_vertes_header.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.milkeninstitute.org/events/gcprogram.taf?EventID=GC08&amp;SPID=3462&amp;function=bio"&gt;Link.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.therebelution.com/blog/2007/05/eva-vertes-an-uncommon-passion/"&gt;Outro link.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1631219423713726540?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1631219423713726540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/eva-vertes-nova-paixao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1631219423713726540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1631219423713726540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/eva-vertes-nova-paixao.html' title='Eva Vertes: nova paixão'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5522167454859371003</id><published>2009-08-14T16:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T16:19:39.046-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dicionário Filosófico'/><title type='text'>Em vias de um Dicionário Filosófico</title><content type='html'>Inspirado pelo lviro de Voltaire chamado Diconário Filosófico, no qual ele disserta levemente sobre diversos conceitos, como Deus, justiça ou Humanidade, decidi construir um desse para mim também. Apesar de isso ser uma excelente possibilidade de expor minhas idéias e tentar cosntruir um corpo teórico-filosófico talvez interessante, a principal razão para que eu faça um empreendimento desses é tentar esclarecer para mim mesmo essas idéias que usamos no nosso dia-a-dia, e que são muitas vezes vagas e subjetivas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5522167454859371003?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5522167454859371003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/em-vias-de-um-dicionario-filosofico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5522167454859371003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5522167454859371003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/em-vias-de-um-dicionario-filosofico.html' title='Em vias de um Dicionário Filosófico'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3193607045210210267</id><published>2009-08-07T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:53:39.520-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios satíricos'/><title type='text'>Deus, o Universo e a Doce Ironia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://trashthoughts.files.wordpress.com/2009/02/irony1.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 750px; height: 600px;" src="http://trashthoughts.files.wordpress.com/2009/02/irony1.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já teve aquela sensação de que, as coisas, os eventos da vida, se arranjam de alguma forma que parecem se adequar perfeitamente à você e à narrativa de sua própria história, para o bem ou para o mal, de um jeito que parece que forças cósmicas maiores sabem o que você quer e falam sobre isso? Imagino que sim, pois por todo o globo as pessoas têm sentimentos religiosos o a sensação de um poder maior. Teólogos por toda a História cogitaram a existência de Deus, e filósofos existencialistas pelo século XX cogitaram a falta de sentido inerente e o Absurdo que a vida pode parecer. &lt;br /&gt;Um dos insights mais interessantes dos existencialistas foi postular a ausência de um sentido para a vida imposto externamente, por Deus ou Monstro de Espaguete Voador, e que na verdade o sentido da vida é uma criação humana e individual. No entanto, o Universo continua operando de forma misteriosa e, às vezes, irônica. Neste ensaio, quero expor a negligência de todos os filósofos, teólogos, intelectuais e cientistas quanto ao aspecto irônico do funcionamento do Universo. E digo mais, este é o aspecto fundamental.&lt;br /&gt;Outros pensaram já na onisciência, na benevolência, na ilusão diabólica ou no Absurdo como aspectos essenciais da realidade. Mas como Deus não é bom, porque permite a maldade no mundo, e isto não é uma ilusão cartesiana, pois ele se revela concreto toda vez que tentamos conhecê-lo, estas não são propriedade essenciais do Universo, Já a ironia é. As coisas sempre terminam de um jeito irônico.&lt;br /&gt;Existem duas hipóteses principais para explicar a ironia: uma como propriedade essencial e inerente ao Universo, e outra como propriedade essencial mas construída, como um sentido humano e cultural, sobre o que acontece. Mas estas se perdem em especulações metafísicas. O que temos de dado empírico é que a ironia acontece, e é o mecanismo regulador do Universo e da vida humana.&lt;br /&gt;Agora, temos também outra grande discussão sobre a natureza da ironia, se é doce ou amarga. Esta discussão é semelhante à discussão sobre se a Natureza é boa ou má, e que na verdade, não é muito produtiva. Isto porque, na verdade, trata-se apenas de um julgamento subjetivo, que depende da forma com se aborda a Ironia. Explico: se o que rege o mundo é a Amarga Ironia, seus efeitos trarão sentimento de confusão e de algo foi armado cosmicamente, e alguém sairá atordoado com isso. Mas, se o que existe é a Doce Ironia, seus efeitos trarão sentimento de confusão e de algo foi armado cosmicamente, e alguém sairá atordoado com isso. Exatamente a mesma coisa. Porque se trata apenas de uma diferença na abordagem. Isto porque, enquanto o título de Amarga Ironia é real, o de Doce Ironia é sarcástico. Isso implica que, para alcançar o conhecimento sobre o funcionamento da Doce Ironia, é necessário utilizar, como ferramenta epistemológica, outra forma de linguagem retórica, irmã da ironia: o sarcasmo.&lt;br /&gt;Conclusão: Deus não existe, o Universo funciona de forma irônica, e só se compreende isso pelo sarcasmo. Espero que, com tudo explicadinho, tenha entendido a lição e parado de se perguntar sobre Deus ou o sentido da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.thereheis.com/nucleus3.22/media/gallery/20070626-freedom%20of%20expression%20extreme%20irony.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 450px;" src="http://www.thereheis.com/nucleus3.22/media/gallery/20070626-freedom%20of%20expression%20extreme%20irony.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3193607045210210267?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3193607045210210267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/deus-o-universo-e-doce-ironia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3193607045210210267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3193607045210210267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/08/deus-o-universo-e-doce-ironia.html' title='Deus, o Universo e a Doce Ironia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5879712601589621935</id><published>2009-05-25T18:11:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:55:33.916-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Crianças-Soldado, causas humanitárias e um sistema de busca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/ShtIxOykD2I/AAAAAAAAAEA/nm74qitKxgk/s1600-h/amnesty_soccer%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/ShtIxOykD2I/AAAAAAAAAEA/nm74qitKxgk/s320/amnesty_soccer%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339941793798819682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizar meios virtuais fáceis e práticos para alcançar uma boa causa, como assinar petições e mandar e-mails padrão para políticos, ou participar de comunidades do orkut de causas humanitárias é um grande motivo de chacota entre ativistas mais participativos na vida política concreta, e costuma receber o rótulo de Slacktivism, que é o ativismo de quem só fica sentado. Bom, apesar de adorar coisas debochadas, e de valorizar profundamente o esforço para mudar o mundo como algo de mais essencial em nossas vidas, não posso deixar de dar mérito a algumas iniciativas, como a Avaaz. org ou o &lt;a href="www.clickarvore.com.br"&gt;Clickarvore&lt;/a&gt;, que têm boas iniciativas sem esforço. Tenho certeza que com esforço se consegue sempre mais, e é necessário trabalhar duro - mas se temos a oportunidade de fazer algo legal por tão pouco, por que não? Além do mais, esse é um meio de se conseguri algo bom apesar do fracasso educacional que nossa sociedade apresenta para produzir heróis. Nesse espírito, encontrei outro meio fácilde fazer a coisa certa. A macro ONG Coalition to Stop the Use of Child Soldiers, que une diversas ONGs do porte da Anistia Internacional, tem um &lt;a href="http://www.child-soldiers.org/get_involved/everyclick"&gt;jeito muito simples de angariar fundos&lt;/a&gt;, mas que é muito pouco explorado: essa ONG recebe parte dos lucros de um sistema de busca, o Everyclik, o que se consegue a partir do uso que as pessoas fazem do sistema de busca. É uma alternativa ao Google e até ao &lt;a href="http://www.pretog.com/"&gt;Pretog&lt;/a&gt;, e que ainda gera financiamento para um trabalho fantástico de proteção aos direitos da crianças no cenário internacional e da cosntrução de sociedades pacíficas pós-conflitos armados.&lt;br /&gt;Recomendo que se conheça mais o trabalho dessa ONG e se leia os seus artigos e suas experiências, e que dê preferência para este buscador, que é muito melhor que o Google para assuntos acadêmicos e políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.everyclick.com/coalitiontostoptheuseofchildsoldiers"&gt;http://www.everyclick.com/coalitiontostoptheuseofchildsoldiers&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5879712601589621935?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5879712601589621935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/05/criancas-soldado-causas-humanitarias-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5879712601589621935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5879712601589621935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/05/criancas-soldado-causas-humanitarias-e.html' title='Crianças-Soldado, causas humanitárias e um sistema de busca'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/ShtIxOykD2I/AAAAAAAAAEA/nm74qitKxgk/s72-c/amnesty_soccer%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7302848953936350010</id><published>2009-04-19T08:07:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:55:57.791-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Arte, Quadrinhos e Revolução</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.omelete.com.br/imagens/games/artigos/livros/super-herois_e_a_filosofia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 294px;" src="http://www.omelete.com.br/imagens/games/artigos/livros/super-herois_e_a_filosofia.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito novo sou fã de histórias em quadrinhos, tendo investido muitas tardes lendo, relendo, desenhando e filosofando sobre qualquer chama que me inspirasse qualquer uma das obras que eu lia. Embora eu não seja o tipo clássico de fã, que coleciona revistas, bonecos e freqüenta todos os eventos - em razão das limitações financeiras - eu incorporei o gosto pelas artes gráficas, que é um de meus hobbies preferidos, e a leitura do mundo como uma aventura heróica, na qual o nosso propósito de vida é salvar o mundo. As questões éticas e existenciais do mundo dos super-heróis me guiam tanto que é a partir destes conceitos que penso meus estudos, meu trabalho, minha carreira científica, minhas práticas psi, e agora, também, minhas artes. Como disse sabiamente Tio Ben, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e se somos brilhantes, talentosos, fortes, corajosos, saudáveis, criativos ou poéticos, devemos direcionar nossas potencialidades para fins heróicos, e não meramente para sobrevivência, passatempo ou diversão.&lt;br /&gt;Mas como fazer uma arte que não é mero divertimento? Este questionamento tem cerca de um século de existência e ainda não se chegou onde queria. Tivemos várias experiências de artes engajadas, como a propart soviética, o construtivismo soviético, o teatro brechtiano, o teatro do oprimido, teatro de guerrilha, e outros. Todo movimento estético tem uma proposta de impacto na sociedade - contudo, nem todos inspiram à ação heróica ou revolucionária, a exemplo da arte abstrata que inspira a mera contemplação e abstração sem fundamento e afasta as classes populares do saber artístico.&lt;br /&gt;Como ação heróica e revolucionária, eu quero dizer toda ação que transforme as condições concretas de existência de indivíduos ou comunidades de forma a construir uma sociedade justa, igualitária, pacífica e livre, empoderando indivíduos e comunidades e inspirando valores de paz e justiça. Não chamo simplesmente de ação heróica, pois poderia perder o caráter de transformação social, e ficar relegado a um mero salvacionismo - e também não é simpelsmente ação revolucionária, pois não se trata de combater o macropoder e transformar a estrutura política como fim último, mas sim transformar a vida das pessoas próximas, prescindindo do macropoder.&lt;br /&gt;Como alcançar este tipo de transformação através das artes gráficas, principalmente os quadrinhos? Tradicionalmente, os quadrinhos são produtos mercadológicos inseridos na cultura de massas, e atualmente difundem as duas culturas capitalistas mais poderosas do mundo - EUA e Japão. Sua cultura então é uma cultura das classes de poder aquisitvo elevedo, uma cultura do consumo e uma cultura de massa. Será podssível que, mesmo com essas configurações estruturais, as histórias em quadrinhos inspirem a conduta heróica?&lt;br /&gt;Matt Morris e Gelson Weschenfelder sustentam que sim, e a minha experiência pessoal sugere isso também. COntudo, quero por este discurso em dúvida. Em Teatro do Oprimido e Poéticas Públicas, Augusto Boal traça uma evolução histórica da estrtuura do teatro, desde o teatro acatártico aristotélico, direcionado para a expressão emocional e alívio da tensão, passando pelo teatro dialético brechtiano, de fundamento marxista, voltado para a conscientzação do homem da era científica, até à crítica feita por Boal a esses teatros como teatros do espetáculo, a à sua proposta de um tearto para ação, um teatro como ensaio para  a ação revolucionária. Eu me pergunta em qual destas classificações o mangá ou a HQ se enquadrariam. Será que os quadrinhso realmente fornecem ferramentas para a revolução, ou estão relegados a um papel puramente emocional ou de entretenimento. Considerando a semelhança do uso da fantasia nos mangás e nas histórias fantásticas épicas medievais, que transportam o espectador para um outro mundo, com uma estrutura social totalmente diferente e sem menção às formas de opressão atuais, e o comportamento passivo e apático de grande parte dos cidadãos, mais engajados no consumo e na cultura dos ídolos do que na transformação social, estou inclinado a entender que os quadrinhos, por alguma razão que ainda não compreendo, não estão estimulando os jovens ao heroísmo, senão inibindo-os e relegando-os a um papel de observador.&lt;br /&gt;Por outro lado, ser super-herói é um sonho de vida comum entre os fãs de quadrinhos, ainda na infância. Porém, é mais fácil encontrar um fã apaixonado pelo Seiya do que alguém que sustente o sonho de se tornar super-herói na idade adulta. O que acontece nesse meio tempo que acaba com o sonho? Talvez exista uma cultura reacionária, que tem mais poder sobre os adultos, que incentive-os à conformidade e renegue o passado heroicamente inspirado desses indivíduos, que acabam por se submeter em função de necessidades mais básicas, como sustento ou inserção social.&lt;br /&gt;Então, precisa ser criada uma cultura dos quadrinhos forte o suficiente para reagir à conformidade social. Ela precisa mostrar como é possível manter o sonho de ser super-herói, e como concretizá-lo no mundo real. Ela precisa ter um caráter pedagógico de exposição da conduta heróica e de instrumentalização ética, estratégica e comportamental, que incite diretamente à ação, em vez de meramente à fantasia ou à emoção. Ela precisa abordar so temas feliosóficas tão caros às histórias de super-heróis. E, o que parece mais difícil, ela precisa superar o seu caráter classista e de bem de consumo, tornando-se uma arte verdadeiramente engajada.&lt;br /&gt;Precisamos de modelos de conduta, de pessoas que nos inspirem e nos mostrem uma idéia do que é a eudaimonia. Em um mundo secularizado, niilista, envolvido em guerras imperialistas, sem deuses ou santos, surgiu a figura do super-herói como modelo a ser seguido. Eu não acredito que atualmente, em um mundo pisado por Gandhi, Gene Sharp, Paul Watson, Nelson Mandela, Rainha Rania Al-Abdullah, Jane Goodall, Augusto Boal, Paulo Freire ou Franco Basaglia, possamos aidna considerar um mundo sem heróis e exemplos a serem seguidos. Mas eu reconheço que é raro que se tenha informações suficientes sobre a vida e a ação dessas pessoas para se inspirar, e que as histórias em quadrinhso são um meio muito potente de divulgação dessas condutas e valores, de forma bastante humana e sensível, e não meramente através de uma interpretação pelo materialismo histórico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7302848953936350010?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7302848953936350010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/04/arte-quadrinhos-e-revolucao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7302848953936350010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7302848953936350010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/04/arte-quadrinhos-e-revolucao.html' title='Arte, Quadrinhos e Revolução'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6457279589493173621</id><published>2009-03-31T17:29:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T17:57:30.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Experimentos'/><title type='text'>The Zulliger Experiment</title><content type='html'>A exemplo de importantes eventos históricos no mundo das ciências da mente, como o &lt;a href="http://www.prisonexp.org/"&gt;Experimento da Prisão de Stanford&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://www.brasilimprensa.com.br/pdfs/vari050.pdf"&gt;internação experimental de Sérgio Caperelli&lt;/a&gt;, quero sugerir aqui um novo experimento de Psicologia Social, utilizando como instrumento o teste projetivo de Zulliger, muito utilizado no contexto de seleção de pessoal. Esse teste tem uma complexa gama de critérios e classificações, e uma das mais poderosas para a exclusão de aspirantes a empregados que não sejam muito apropriados é a presença ou não de confabulação, ou seja, de elaboração d ehistórias completas e fantásticas que não dizem respeuito propriamente à forma apresentada, ams sim às fantasias projetadas no sujeito na avaliação. Como Marcelo Duarte sabiamente disse, é muito útil para excluir os psicóticos das seleções de emprego. No entanto, eu questiono a utilidade de excluir psicóticos da seleção de emprego, e proponho um experimento social para avaliar os impactos da contratatação de psicóticos em uma empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.asimetcapacitacion.cl/images/Test_Zulliger.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 190px;" src="http://www.asimetcapacitacion.cl/images/Test_Zulliger.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido aos diferentes perfis de uma empresa, que podem variar desde laudos e pareceres técnicos até marketing, e que poderiam apresentar diferentes resultados dependendo da empresa, acho importante realizar um levantamento estatístico dos tipos de empresa que se utilizam deste teste e, conseqüentemente, excluem os psicóticos - que apresentam tendência a confabulação, como uma política da empresa. A partir da construção do tipo ideal de empresa que utiliza Zulliger, o dispositivo utilizado pelo experimento será a criação de uma empresa-fantasma do tipo ideal levantado e que aplicará o teste de Zulliger em todos os seus candidatos, da mesma forma que o  procedimento padrão. Contudo, os candidatos selecionados serão todos os que apresentarem as mais acentuadas características de tendência a confabulação, ou seja, psicóticos.&lt;br /&gt;A partir da administração desta variável, então, podemos acompanhar a produtividade da empresa e todos os outros índices relacionados à economia e aos recursos humanos. Desta forma, podemos avaliar o impacto da inserção de psicóticos no contexto organizacional e a importância do teste de Zulliger para o bom funcionamento do sistema capitalista, através de um rigoroso e ousado experimento social, possivelmente acompanhado pela BBC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6457279589493173621?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6457279589493173621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/03/zulliger-experiment.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6457279589493173621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6457279589493173621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/03/zulliger-experiment.html' title='The Zulliger Experiment'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-479647459845438667</id><published>2009-03-23T17:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T19:45:41.257-07:00</updated><title type='text'>Manifesto Contra as Técnicas Projetivas</title><content type='html'>Aulas chatas são muito comuns. Muito comuns também são os questionamentos sobre a utilidade dessas aulas chatas, expressas em frases como "pra que eu uso isso?" ou "eu não quero isso rpa minha vida", que normalmente são consideradas meras queixas de aunos rebeldes qeu não valorizam o conhecimento. Mas na verdade trata-se de um exercício ético dos mais sofisticados, que qualquer indivíduo mobilizado e engajado com o repensar a educação e o currículo deve cotidianamente realizar. A disciplina de Técnicas Projetivas da graduação em Psicologia é uma dessas aulas chatas que deve ter sua pertinência questionada.&lt;br /&gt;Questiona-se e resmunga-se muito contra esta dsiciplina, mas pouco se tece de crítica efetiva. Vamos começar apresentando a proposta da disciplina: estudar a aplicação de técnicas projetivas, como o HTP, o Zulliger ou o Rorscharch, em contexto clínico, jurídico, acadêmico ou organizacional, e se apropriar do conceito de projeção. Qual a pertinência disto?&lt;br /&gt;A resposta usual é que trata-se de uma das poucas técnicas ou instrumentais exclusivos dos psicólogos, e que é importante conhecer para uma possível aplicação num dos contextos supracitados. No entanto, essa justificativa é meramente ideológica, e não ética. Vou refutar, de forma sistemática, cada ponto:&lt;br /&gt;São as técnicas projetivas úteis em conteto clínico? Na boa, só se o teu cso não é de nada, ou se tu és um psicólogo muito ruim. Com tantas ferramentas diagnósticas, de psiquiatria, psicofarmacologia, psicometria e entrevistas clínicas das mais diversas, pra que recorrer a uma avaliação menos objetiva e bem mais dispendiosa? Se a criança tem problemas na família, é muito fácil de obter a informação perguntando pra ela com jeitinho. Com tantas técnicas clínicas possíveis de serem ensinadas nos limitados currículos, que sejam mais relevantes politicamente e clinicamente, para quê investir em técnicas projetivas? Onde está a Terapia Familiar Sistêmica, o Psicodrama, a Terapia Feminista, a Reabilitação Psicossocial, a Comunicação Não-violenta, o Acompanhamento Terapêutico, a Escala de Stress Infantil, o Inventário de Práticas Parentais, a Escala Beck de Depressão, o Teste de Denver, as Matrizes de Raven, as Terapia Cognitivo-Comportamentais? Como ferramenta diagnóstica, os testes projetivos são pouco objetivos, pouco científicos, muito demorados e demasiado comprometidos de forma bastante perversa com a indústria dos testes.&lt;br /&gt;São os teste projetivos úteis no contexto jurídico? Não. Acxabei de dizer que os testes são pouco objetivos, e isso pega mal na frente do juiz e do advogado da outra parte. Se queres ganhar o caso, utilize de testes psicométricos e de laudos bem detalhados e cheios de referências científicas - se usar psicanálise, tem uma chance do advogado da outra parte ser esperto e saber que isso é pseudociência.&lt;br /&gt;E no contexto acadêmico, para fazer pesquisas? Bom, úteis eu não diria, mas prolíficos com toda a certeza. Você pode supor uma correlação entre qualquer tipo de projeção e qualquer fenômeno psíquico, o que quer que isso seja. Mas não se iluda: projeção é um conceito da psicanálise, e esse construto não existe em nenhuma psicologia científica, então ele não pode ser usado como mecanismo causal, pois ainda não sobrevive à navalha de Ockham.&lt;br /&gt;E no contexto organizacional? Sim, é útil. E também muito respeitado. Mas se as universidades públcias estão formando psicólogos para o contexto organizacional, em vez de priorizzar em absoluto práticas clínicas mais engajadas com as políticas públicas, algo de muito vendido anda acontecendo aí dentro dessa universidade. Ou falta espírito crítico.&lt;br /&gt;São as técnicas projetivas um dos poucos instrumentos concretos ou exclusivos dos psicólogos? Se algo tão desinteressante e com tão pouca utilidade é um dos poucos instrumentos, o que devemos fazer é fortalecer os que são mais úteis, e não se apegar ao navio que afunda. Em vez de ensinar aos futuros psicólogos um monte de testes inúteis, devia-se inventar e ensinar técnicas mais pertinentes. Eu sou contra a reserva de mercado, e também sou contra pseudociência, e contra a prostituição da universidade pública ao contexto organizacional, e contra essa pedagogia opressora e imbecilizadora que nso empurra bobagens goela abaixo. Sinceramente, se as técnicas projetivas são o melhor que os psicólogos têm a oferecer, tratem de inventar algo melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-479647459845438667?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/479647459845438667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/03/manifesto-contra-as-tecnicas-projetivas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/479647459845438667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/479647459845438667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/03/manifesto-contra-as-tecnicas-projetivas.html' title='Manifesto Contra as Técnicas Projetivas'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8275414562983985396</id><published>2009-02-19T14:58:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:56:25.755-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Por uma nova politização das Ciências da Computação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://rlv.zcache.com/linux_communists_marx_engels_lenin_shirt-p235911656667181171q6hp_400.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://rlv.zcache.com/linux_communists_marx_engels_lenin_shirt-p235911656667181171q6hp_400.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde o início da &lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/Critical_theory"&gt;Teoria Crítica&lt;/a&gt;, a comunidade acadêmica toma consciência de que as nossas cosmovisões, os nossos interesses e os nossos empreendimento são enviesados em função do lugar que ocupamos na sociedade, em função de nossa classe social. Uma das críticas das teorias pós-modernas à teoria crítica é que faltou à anterior o reconhecimento de outros aspectos subjetivantes, que também determinam o nosso olhar e nossos interesses: gênero, religião, nacionalidade, tribo urbana e quaisquer outros mecanismos identitários. A moral da história é que todo empreendimento científico e intelectual é enviesado e atende aos interesses de determinada camada social, e a obrigação da comunidade intelectual então seria tomar consciência disso e direcionar seus esforçar para atender aos interesses dos mais necessitados, buscando a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica.&lt;br /&gt;Essas teorias movimentam um número considerável de discussões sobre formação profissional, currículo, ética e mercado de trabalho - ainda que seja menos discussão do que deveria. Muitos cursos e profissões ainda são alienados quanto à sua própria ética, servindo a interesses não muito refletidos, como aos empreendimentos militares, o agronegócio, às corporações ou à religião, &lt;a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=caretice&amp;id=1214"&gt;à moral e aos bons costumes&lt;/a&gt;. Um desses cursos é a futuro profissão de meu irmão - Ciências da Computação - que serve em grande parte aos interesses das corporações. Contudo, este curso tem um potencial subversivo muito grande, já expresso com a Educação para a Informática Popular, os desenvolvimento de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre"&gt;Softwares Livres&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo-fonte_aberto"&gt;OpenSource&lt;/a&gt; e até às discussões futuristas sobre Inteligência Artificial e distribuição de tecnologias. Mas ainda falta que os cientistas da computação tomem consciência do seu potencial subversivo, pois se poderia fazer muito mais. As Ciências da Computação ainda estão distantes das políticas públicas, o que é uma pena, pois teriam muito a contribuir e um novo mundo a ganhar.&lt;br /&gt;É o envolvimento com as políticas públicas a nova politização das Ciências da Computação que quero advogar aqui. A articulação com o Estado, o envolvimento em projetos populares e o desenvolvimento de programas que combatam a desigualdade social ainda são poucos. A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inform%C3%A1tica_m%C3%A9dica"&gt;Informática Médica&lt;/a&gt; ainda é tímida. Os cientistas da computação aidna se focam demais no desenvolvimento de entretenimento, em função do mercado, e negligenciam áreas mais subversivas e inexploradas. Imagine o que aconteceria se as universidades do país criassem megaprojetos de desenvolvimento de logística e sistemas de informação para rastrear, identificar, combater e prevenir o &lt;a href="http://www.adital.org.br/site/noticia2.asp?lang=PT&amp;cod=22981"&gt;tráfico humano&lt;/a&gt; ou de animais, ou desenvolver modelos matemáticos que contribuam com os programas de biologia da conservação? A distribuição de água, o saneamento básico, a proteção ambiental, a distribuição de alimentos, a prevenção de crimes, são todos ramos bastante deficitários não por falta de evidências, mas por falta de políticas públcias e sistemas rápidos, baratos e eficientes de combater as mazelas sociais, e as Ciências da Computação têm muito o que contribuir com tudo isso. &lt;br /&gt;Esse tipo de mudança, ainda que me pareçam os ramos do futuro (o mercado logo ficará saturado e programadores de rede e de jogos), custará muito a acontecer. Não proque seja muito difícil intelectual ou tecnologicamente para realizar, mas sim por mera falta de comprometimento social. Claro, problemas sociais complexos são muito desafiadores e é necessário ter uma postura muito transdisciplinar - mas rachar a cabeça tentando resolver problemas difíceis é justamente o papel de acadêmicos e intelectuais. Mas os cursos de Ciência da COmputação, assim como muitos outros, não possuem um incentivo nem à politização nem à transdisciplinaridade, então fica difícil. Tem que aparecer alguum estudante e depois pesquisador mutio politizado desde cedo para forçar mudanças no currículo, pois se os atualmente professores não tiveram nenhum contato com ciências sociais, a sua omissão fará com qeu seus alunos também não tenham, mantendo o círculo vicioso. Por isso, precisamos aidna mais urgentemente de pessoas comprometidas para mudar a formação, trazendo a transdisciplinaridade e a articulação entre diferentes saberes para dentro de sala de aula, e depois para o trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-8275414562983985396?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/8275414562983985396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/por-uma-nova-politizacao-das-ciencias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8275414562983985396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8275414562983985396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/por-uma-nova-politizacao-das-ciencias.html' title='Por uma nova politização das Ciências da Computação'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1814953447258057411</id><published>2009-02-18T17:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:56:39.598-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios satíricos'/><title type='text'>O grande erro do movimento ambientalista</title><content type='html'>Todo jovem ambicioso e sonhador quer enfrentar o mal. Ao longo dos anos que se passam, as pessoas seguem um dos dois caminhos: ou se acomodam e preferem cuidar so do malzinho interior, ou se tornam ainda mais sofisticados e afiados em seu arsenal conceitual e seus objetivos, desenvolvendo então meios de combater o mal. Adquirimos a noção de que a concepção que se tem de 'mal' é exageradamente simplista e maniqueísta, e mutias vezes encarnada em alguma pessoa, ou então cai para o outro extremo, estupidamente abstrata. Mas o mal se configura nas condições concretas da existência dos indivíduos, e vai se alastrando até onde suas conseqüência podem alcançar. Este mal pode aparecer de diversas formas: exclusão do mercado de trabalho, violência doméstica, exploração ambiental, falta de assistência às necessidades básicas, sistema legal injusto, xenofobia, corrida armamentista e hostilidade e opressão de todas as formas.&lt;br /&gt;O crime normalmente é retratado como uma das expressões do mal, das que mais recebe a atenção das pessoas. Contra este, as sociedades modernas utilizam de uma gama de mecanismos legais e de aplicação da lei, como armas, policias, promotores e juízes. Mas nem todos os crimes são abordados pela mão forte do Estado - talvez porque o Estado seja ineficiente em sua logística, ou talvez esteja focado demais em punir crimes supérfluos como o comércio de drogas recreativas, ou talvez seja simplesmente impossível que o Estado esteja em todos os lugares.&lt;br /&gt;Um desses crimes que o Estado não está dando muita conta no nosso país, e que com certeza deveria, é a extração ilegal de madeira das belas e essenciais florestas. Como uma amiga perspicazmente apontou, é tão difícil combater a indústria madeireira, que normalmente vão uns poucos ambientalistas tentar proteger algumas árvores lá nos cafundó de um matagal sem a mínima perspectiva de uma interveção do Estado, seja por saúde, educação, direitos trabalhsitas ou proteção ambiental, que no final acabam sendo assassinados pela truculência do operários à margem da lei portadoes de motosserras.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/02/23/23_MHG_pais_madeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 720px; height: 460px;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/02/23/23_MHG_pais_madeira.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Visto este grave problema enfrentado pela falta de qualquer legalidade ou serviços de assistência em um terreno marginal como esse, acredito qeu o movimento ambientalista precisa traçar novas estratégias, mais eficientes para a nova configuração do mal que se apresenta, que é diferente da ameaça ambiental dos anos 70, capaz de se combater com uma câmera de vídeo e um protesto pacífico com cartazes e abraços às arvores. Seguindo os princípios da &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_prefigurativa"&gt;Política Prefigurativa&lt;/a&gt;, de que os valores dos nossos meios devem ser coerentes com os valores da sociedade que queremos construir, a abordagem não-violenta deve continuar. Para isso, precisamos de planejamento, pois não-violência trata-se usar a cabeça, e traçar estratégias eficientes para ter uma sociedade bonita, justa e saudável.&lt;br /&gt;Visto tudo isso, a abordagem mais poderosa e far-seeing concebível é a intervenção na própria economia, inserindo esses trabalhadores em uma rede melhor de serviços - porque é óbvio que eles trabalham destruindo florestas porque é a única perspectiva deles, se pudessem fazer algo mais legal e rentável, fariam.&lt;br /&gt;Mas é possível pensar em aplicar a lei bloqueando fisicamente a ação das madeireiras - mas dessa vez com segurança. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O maior erro do movimento ambientalista foi nunca ter utilizado veículos blindados.&lt;/span&gt; Imagina o Greenpeace, com dois &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Panzerkampfwagen_III"&gt;Panzerkampfwagen&lt;/a&gt; velhos doados pelo Exército, sem canhão e &lt;a href="http://www.boingboing.net/2007/01/13/pink-peace-tanks-inv.html"&gt;pintados de arco-íris e outras cores da paz&lt;/a&gt;, bloqueando as motosserras? Eles podiam aproveitar também e ter um caminhão de bombeiros blindado e colorido que tenha uma mangueira de água pra danificar a aparelhagem inimiga e um estoque gigante de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Seed_bombing"&gt;seed bombs&lt;/a&gt;, para já utilizá-las para reflorestar a região atacada. Esses veículos poderiam, ainda por cima, ser ecologicamente corretos. E a ausência de armas impediria qualquer escalagem da violência, que seria péssima para a indústria e só atrairia a atenção internacional.&lt;br /&gt;Para derrotar o mal, é preciso ser criativo. Precisamos ser enérgicos, cativantes e bem-humorados. Fica a dica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1814953447258057411?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1814953447258057411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/o-grande-erro-do-movimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1814953447258057411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1814953447258057411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/o-grande-erro-do-movimento.html' title='O grande erro do movimento ambientalista'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4172766389350733203</id><published>2009-02-09T14:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T15:05:44.456-08:00</updated><title type='text'>O tempo do sujeito e o tempo da história</title><content type='html'>Tenho pensado muito sobre o futuro. Na verdade, eu passo todo o tempo em que minhas mãos estão amarradas ou minhas pernas cansadas pensando sobre o futuro, tamanha a importância que dou a esta atividade. É importante esse exercécio de prever o futuro, de como será o mundo daqui a 10, 20, 50 anos, e qual o nosso papel nisso tudo. E é nisso que eu penso - de que forma eu estarei contribuindo para a cosntrução de um futuro melhor, resolvendo os grandes problemas existentes e expressando as forças da História em favor de uma sociedade justa, pacífica e sustentável.&lt;br /&gt;Esse exerc´cio de previsão do futuro é muito produtivo, pois, além de brincar com a nossa prazorsa imaginação, também funciona para identificar grandes problemas da humanidade e o que deve ser feito - mais precisamente o que devemos fazer, o que nos preenche de responsabilidade e sentido para a vida. Surpreendentemente para mim, a maioria das pessoas não se ocupa e mesmo não gosta e não consegue pensar sobre o futuro, nem mesmo o futuro próximo - o que cursar, onde estagiar, o que fazer depois da formatura, casar ou comprar bicicleta - e isso me parece preocupante. Mas vou deixar a preocupação de lado. Aqui pretendo teorizar sobre o porquê dessa diferença entre as pessoas.&lt;br /&gt;Se as pessoas não conseguem pensar o que farão no futuro, não pensam também o que as suas ações atuais estão causando no futuro para a sociedade como um todo - ou seja, não se identificam como os atores da História. Mas, todos sabem que a História segue o seu fluxo. O que me parece é que o fluxo temporal da História é diferente do fluxo temporal dos sujeitos. Para uma pessoa, um ano é um tempo de trabalho, estudo, e lazer, com váriso filmes assitidos e muitas festas aproveitadas. Para a História, em um ano governos mudam, guerras política acontecem, conflitos armados se iniciam e acordos comerciais que exploram a população local são postos em ação. Para as pessoas parece que a História se movimenta sem elas, através de algum motor desconhecido e superpoderoso.&lt;br /&gt;O que eu quero é mudar essa relação. As pessoas tem que se responsabilizarem pela História, e entender que estão construindo a sociedade do futuro, e é bom pensar sobre isso e pôr a mão na massa, senão ela será construído por qualquer idiota enquanto elas estão curtindo a sua festa semanal ou assistindo a novela diária. Eu estarei vivo e economicamente ativo em 2050, quando o estoque de peixes no oceano entrar em colapso, a população humana for de 9 bilhões, a região amazônica se tornar savana e a temperatura média da terra terá crescido os tais 5ºC, e a consciência disso me obriga a agir agora para fazer um mundo melhor do que o que acabei de prever. Então eu preciso fazer mais do que ir a festas, ver filems cult, obter meu mestrado, arranjar uma linha de pesquisa em qualquer coisa e apresentar trabalhinhos em congressos - preciso agir, da forma mais megalomaníaca possível. Não é todo mundo qeu pensa sobre o futuro, então quem pensa vai ter que fazer tudo mesmo. Chega da aparente modéstia do fluxo temporal do sujeito, eu quero é concretizar grandiosas necessidades históricas. Quero que ainda existam ursos polares no Ártico em 2050, e me esforçarei para isso, de uma forma ou de outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4172766389350733203?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4172766389350733203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/o-tempo-do-sujeito-e-o-tempo-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4172766389350733203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4172766389350733203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/o-tempo-do-sujeito-e-o-tempo-da.html' title='O tempo do sujeito e o tempo da história'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5963174986252935777</id><published>2009-02-08T17:40:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T17:41:19.112-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>04/02/2009&lt;br /&gt;Governos desconhecem estado de saúde mental de presidiários&lt;br /&gt;Pesquisador alemão investigou dados de 24 países europeus e, embora nenhum deles dispusesse de dados confiáveis sobre a saúde mental dos detentos em nível nacional, identificou que há superlotação e altas taxas de suicídio, que chegam a ser dezenas de vezes mais altas que a média na população em geral.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dublin (Irlanda) – Em todo mundo, mais de 9,25 milhões de pessoas estão, atualmente, em alguma instituição penal – e tudo indica que este número está crescendo rapidamente: somente nos últimos 18 meses, houve um acréscimo de 250 mil pessoas encarceradas. Uma grave questão pouco debatida, nesse contexto, é a saúde mental dos detentos – tanto dos que entram, quanto dos que saem. Além dos problemas existentes nas próprias estruturas de atendimento psiquiátrico a esse grupo de pacientes, não há registro de que algum país do mundo – desenvolvido ou não – disponha sequer de dados confiáveis, em nível nacional, sobre o estado de saúde mental dos presos ou sobre o cuidado prestado àqueles com algum tipo de transtorno. Isto é o que mostra estudo alemão sobre a organização e o atendimento psiquiátrico do sistema prisional europeu com base em resultados de outros estudos, dados pontuais coletados e nas observações de ao menos um especialista de cada país analisado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na opinião do autor do estudo, Hans Joachim Salize, do instituto central de saúde mental, em Mannheim (Alemanha), o principal resultado do estudo é “desanimador”. “Nós identificamos que os governos europeus simplesmente não sabem o que ocorre em seus sistemas prisionais no que diz respeito à saúde mental dos reclusos, não há qualquer relatório periódico sobre o assunto”, afirmou o pesquisador em entrevista à Agência Notisa, durante o 17º Congresso Europeu de Psiquiatria, realizado semana passada em Lisboa (Portugal), no qual o estudo foi apresentado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segundo Salize, ao menos a coleta padronizada de dados confiáveis sobre o assunto deveria ser feita e não demandaria esforços extraordinários. “Essa compilação de informações pode ser considerada relativamente fácil. Entretanto, deve-se pensar na possibilidade de que os governos nacionais não queiram conhecer o estado de saúde mental dos presos. Se dados oficiais provarem que os padrões são ruins, haverá mais pressão sobre eles para que se faça algo. Se ninguém se importa, se ninguém sabe, nada precisa ser feito. Porém, se você tiver um relatório mostrando que só há alguns poucos psicólogos [atuando nas prisões], aí talvez haja pressão para que algo seja feito. Ao menos relatórios regulares sobre a atual situação devem ser organizados”, defendeu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Superlotação e suicídio&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O descaso com a questão ganha ainda mais relevância à luz dos dados coletados pelo estudo. Salize explicou que, dada a falta ou inconsistência de dados, a freqüência de suicídios cometidos em prisões registrada nos países analisados é o único indicador – “indireto e insuficiente” – que permite deduzir o ônus dos transtornos mentais nos sistemas carcerários europeus. E os números são “alarmantes”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O especialista analisou o número de suicídios cometidos por cada mil presidiários ao longo de um ano, com base nos dados mais recentes identificados disponíveis para cada país. Embora haja países com taxas muito baixas, como Chipre (nenhum caso em 2003), mais da metade dos países tem taxas de suicídio acima de 1 por cada mil detentos. Na Islândia, a taxa chega a surpreendentes 8,47 suicídios por cada mil detentos, em 2005.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para se ter noção da gravidade dos dados, segundo estudo brasileiro publicado na Revista de Brasileira de Psiquiatria por Mello-Santos e colaboradores, em 2005,  a taxa de suicídio no Brasil fica entre 0,03 e 0,04 por mil habitantes. Na Europa, em países com os mais altos índices de suicídio, o valor pode superar a 0,4/1000 habitantes. Em geral, este tipo de taxa sequer é calculado por mil indivíduos, como no caso dos presidiários, mas por cada 100 mil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E não é só. Engana-se, por exemplo, quem pensa que a superlotação em presídios seja uma exclusividade do Brasil e de outros países em desenvolvimento – embora os níveis não possam ser, necessariamente, comparáveis. Dos 24 países analisados, metade apresentava uma ocupação do sistema carcerário acima da capacidade. São eles (em ordem alfabética): Áustria (103%), Bélgica (112%), Chipre (178%), República Tcheca (101%), Finlândia (115%), Grécia (198%), Hungria (140%), Itália (139%), Holanda (105%), Polônia (116%), Portugal (106%) e Inglaterra e País de Gales (115%). “E isso é, obviamente, um fator de risco para a saúde mental dos presos. Tudo indica que a superlotação pode causar depressão, ansiedade e propiciar o abuso de substâncias”, observou Salizer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Situação incompreensível&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na opinião do pesquisador, não é compreensível que autoridades da área de saúde e jurídicas ainda não tenham implementado relatórios anuais sobre a qualidade da atenção à saúde mental em prisões e sobre a prevalência de transtornos mentais entre os presos. “Há carência de dados sobre a triagem na admissão dos presos e mesmo ao final da sentença, o que é mais importante em termos reincidência dos crimes. Nós sabemos através de alguns poucos estudos, que geralmente cobrem pequenas amostras, que a prevalência de transtornos mentais entre prisioneiros é muito mais alta do que a vista na população em geral. Porém, mesmo algumas informações que poderiam ser facilmente acessadas, como a prescrição de drogas psicofarmacológicas em prisões, não são coletadas em nível nacional e atualizadas anualmente. Simplesmente não se sabe”, lamentou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O pesquisador destacou desconhecer programas, em qualquer país, que estudem e avaliem a saúde mental dos presos e que produzam, regularmente, relatórios com dados confiáveis em nível nacional. “Há muitos esforços regionais e locais. Estudos, programas sobre abuso de drogas e outras questões. Porém, em geral, são pouco divulgados e não se tem acesso aos resultados ou à experiência desenvolvida. Não há dados mais globais, através dos quais seja possível avaliar, por exemplo, as estratégias que são eficazes e que deveriam adotadas nacionalmente. Eu simplesmente não posso citar um único país em que as coisas estejam bem nesse sentido, embora haja muitas iniciativas localizadas e pontuais”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De acordo com Salize, o primeiro passo para enfrentar a questão é estar cientes da existência desse paciente psiquiátrico, negligenciado e marginalizado. “Além disso, devem ser implementados em todos os países ao menos aqueles indicadores mais básicos sobre o estado de saúde mental dos presos e sobre a qualidade da atenção à saúde, nesse contexto”, defendeu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para o pesquisador, “obviamente”, todos se beneficiariam de um melhor atendimento à saúde mental nas prisões. “As pessoas com algum tipo de transtorno que estão em prisões receberiam o tratamento adequado, o que provavelmente diminuiria os riscos de reincidência desse indivíduo após sua libertação. Logo, a sociedade como um todo também se beneficiaria. É óbvio que isso representa um custo para o sistema, mas este investimento teria efeitos em outras áreas da sociedade. Esta é uma discussão comum quando algo deve ser melhorado e mais dinheiro ser investido. Os resultados por vezes têm efeitos difusos, e o investimento não é feito, pois não produz um efeito imediato e visível”, concluiu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5963174986252935777?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5963174986252935777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/04022009-governos-desconhecem-estado-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5963174986252935777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5963174986252935777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/02/04022009-governos-desconhecem-estado-de.html' title=''/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8384149498112935259</id><published>2009-01-29T10:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T10:46:45.245-08:00</updated><title type='text'>O boi é bicho mas tem alma sobre o couro...</title><content type='html'>Mas que música gaudéria mais animal rights!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Serranos - Poncho Molhado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poncho molhado olhar na tropa e no horizonte&lt;br /&gt;Vai o tropeiro devagar estrada afora&lt;br /&gt;A chuva encharca que está chovendo desde anteontem&lt;br /&gt;dói dentro d'alma essa demora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Irmão do gado ele se sente nessa hora&lt;br /&gt;E o seu destino também vai nesse reponte&lt;br /&gt;Igual a tropa nesse tranco estrada afora&lt;br /&gt;Sempre encharcado de horizontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tropa segue devagar fugindo tonta&lt;br /&gt;Talvez pressinta que seu fim é o matadouro&lt;br /&gt;E o tropeiro entristecido se dá conta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/O boi é bicho mais tem alma sobre o couro/ 3x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boi é bicho mais tem alma sobre o couro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blogs.espn.com.br/maurocezarpereira/wp-content/uploads/2008/08/boi3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 458px; height: 500px;" src="http://blogs.espn.com.br/maurocezarpereira/wp-content/uploads/2008/08/boi3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-8384149498112935259?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/8384149498112935259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/o-boi-e-bicho-mas-tem-alma-sobre-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8384149498112935259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8384149498112935259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/o-boi-e-bicho-mas-tem-alma-sobre-o.html' title='O boi é bicho mas tem alma sobre o couro...'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4278927837375703588</id><published>2009-01-28T03:22:00.001-08:00</published><updated>2009-01-28T03:33:23.215-08:00</updated><title type='text'>Estágio Revolucionário de Vivência em Rede Internacional de Direitos Humanos</title><content type='html'>Mara!&lt;br /&gt;Manicomial!&lt;br /&gt;Coelho!&lt;br /&gt;Tchu-tchu!&lt;br /&gt;Menage a bocu?&lt;br /&gt;Uhie, relacionamento não, é só amizade.&lt;br /&gt;Bah, usuário, tá esculachando o cara!&lt;br /&gt;Vamo lá, pedreira?&lt;br /&gt;No caminho tiha uma pedra, tinha uma pedra no caminho, e tinha uma pedra no meio do abutre que tava no caminho da pedra.&lt;br /&gt;Piriguetes e caminhoneiras.&lt;br /&gt;E eu que sou bem informado, vou lá e faço passeata...&lt;br /&gt;Já comeu suas bananas hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos tão jovens...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4278927837375703588?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4278927837375703588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/estagio-revolucionario-de-vivencia-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4278927837375703588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4278927837375703588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/estagio-revolucionario-de-vivencia-em.html' title='Estágio Revolucionário de Vivência em Rede Internacional de Direitos Humanos'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-101814959276285178</id><published>2009-01-11T18:29:00.000-08:00</published><updated>2009-01-11T18:52:12.599-08:00</updated><title type='text'>Golfinhos, baleias e linguagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://novaterra.files.wordpress.com/2008/02/golfinhos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 450px;" src="http://novaterra.files.wordpress.com/2008/02/golfinhos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golfinhos e baleias têm uma linguagem comum?&lt;br /&gt;Pensei em três hipóteses sobre isso:&lt;br /&gt;-ou o sistema simbolico dos cetáceos é inato e está profundamente arraigado nos seus cérebros há milhoes de anos, desde um ancestral comum&lt;br /&gt;-ou eles têm um sistema simbólico inato, derivado desse ancestral comum, e mais o seu sistema simbolico adquirido atraves da cultura e do convivio social&lt;br /&gt;-ou eles são tao inteligentes e têm um aparato fisiologico que da conta da articulaçao de sons que conseguem aprender a linguagem de outros grupos sociais de cetaceos, inclusive outras especies&lt;br /&gt;Qualquer situação dessas é espantosa. Especialmente a última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golfinho 'salva' baleias encalhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um golfinho 'resgatou' duas baleias encalhadas em uma praia na Nova Zelândia. O 'salvamento' ocorreu quando um grupo de pessoas que tentava em vão resgatar os animais já estava em vias de desistir da operação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;» Vídeo: golfinho salva baleias&lt;br /&gt;» Golfinho ganha cauda artificial&lt;br /&gt;» Achado golfinho com resquícios de patas&lt;br /&gt;» Golfinho perde 50 quilos após morte de treinadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável pela conservação da vida animal na área, Malcolm Smith, disse que, após várias tentativas, tanto as pessoas quanto as duas cachalotes-pigmeus estavam cansadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento que o golfinho apareceu, comunicou-se com as baleias e conduziu-as até alto mar. "Algo obviamente aconteceu, porque as duas baleias, estressadas, mudaram de atitude e seguiram o golfinho por vontade própria pela praia direto para o mar", disse Smith. "O golfinho fez o que nós não conseguimos fazer. Estava tudo concluído em poucos minutos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Familiar&lt;br /&gt;Smith disse que teve sorte em testemunhar um evento tão extraordinário e que ficou satisfeito pelo salvamento das baleias. No passado, ele já teve que sacrificar animais que ficaram encalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golfinho-nariz-de-garrafa, apelidado Moko por moradores locais, é conhecido por brincar com banhistas na praia Mahia na costa leste da Ilha Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o ambientalista, depois de orientar as baleias, o animal voltou à sua rotina de brincar com os banhistas na baía. "Eu não deveria fazer isso, eu sei, nós temos que manter uma postura científica", disse ele. "Mas acabei entrando na água para encontrar o golfinho e dei um tapinha nele" para agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BBC Brasil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-101814959276285178?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/101814959276285178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/golfinhos-baleias-e-linguagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/101814959276285178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/101814959276285178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/golfinhos-baleias-e-linguagem.html' title='Golfinhos, baleias e linguagem'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6192553028840480958</id><published>2009-01-10T20:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T20:40:16.969-08:00</updated><title type='text'>Aresa Biodetection e as maravilhas da engenharia genética</title><content type='html'>Engenharia genética é um assunto muito controvertido, principalmente quando se refere à produção de qualidades genéticas patenteadas na agricultura ou violação éticas na produção de novos animais ou humanos modificados. Esses combates entre mídia, comunidade civil, empresas, universidades, instituições religiosas e ONGs costumam ocupar toda a discussão da engenharia genética,e nquanto outras questões permanecem ignoradas. Quero expor aqui uma dessas questões, que está avançando no seu desenvolvimento e aparenmente as únicas pessoas que olharam para isso foram os próprios cientistas e seus possíveis beneficiários.&lt;br /&gt;Trata-se da &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/3437019.stm"&gt;modificação de uma espécie de erva-daninha&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Arabidopsis thaliana&lt;/span&gt;, que passa por um processo de mudança de cor - idêntico ao que acontece com as folhas no outono, com o fechamento dos vasos que carregam a seiva e a consequente redução na clorofila, perdendo a pigmentação verde e permitindo que outras substâncias, como carotenóides e antocianinas tomem conta, assumindo colorações entre vermelho e amarelo - ao entrar em contato com dióxido de nitrogênio, material presentes em explosivos terrestres. Assim, a erva-daninha muda a sua cor, de verde para vermelho, entre três e seis semanas, ao entrar em contato com solo no qual há explosivos, como minas terrestres, próximos. Ou seja, é um detector de minas terrestres à distância, evitando qeu as pessoas se arrisquem ao tentar procurá-las para desativá-las e oferecendo uma assistência às populações ameaçadas por esses fantasmas da guerra. De quebra, ainda age como expécie pioneira para revigorar o solo para as plantações, que é o destino desejado para essas terras - até agora não realizado em função das minas terrestres, que ferem muitos agricultores. Depois da detecção, é só chamar os militares e eles acionam os seus robozinhos capacitados e então tudo estará resolvido: nada de bombas, terra mais fértil, cientistas ricos e famosos e um exército boa pinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.purselipsquarejaw.org/_materials_processes_plant_land_mine.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 172px;" src="http://www.purselipsquarejaw.org/_materials_processes_plant_land_mine.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carl Sagan, no seu livro O Romance da Ciência, sugere que a ciência é muito mais fantástica e emocionante que a ficção científica - algo que me sinto impelido a concordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6192553028840480958?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6192553028840480958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/aresa-biodetection-e-as-maravilhas-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6192553028840480958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6192553028840480958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/aresa-biodetection-e-as-maravilhas-da.html' title='Aresa Biodetection e as maravilhas da engenharia genética'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-603138142761614990</id><published>2009-01-10T19:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T20:12:54.644-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Experimentos'/><title type='text'>Implicações de um hábito primata à saúde humana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/44333000/jpg/_44333346_gorilla_300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 203px; height: 300px;" src="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/44333000/jpg/_44333346_gorilla_300.jpg" alt="" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro dia tive uma idéia muito interessante de ser testada, sobre um comportamento não muito comum entre humanos. Sabem aquele gesto de gorila que o Tarzan faz, de bater no peito? É uma prática muito esquisita. Talvez tenha sido selecionada ao longo das eras como uma forma de comunicação, mas eu imagino que, sendo uma atividade física, que envolve dar tapas no próprio peito várias vezes, esta tenha alguma implicação à saúde, assim como outras atividades (exercicio, meditação, riso, sexo...). Então, que efeitos sobre a saúde têm essa prática em humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos estabelecer dois experimentos, um transversal e um longitudinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No transversal, juntamos uma galera, talvez uma amostra por volta de 30, e pedimos para baterem no peito como um gorila. Após as batidas, examinamos a circulação sangüínea e a capacidade pulmonar - e se quisermos ser um pouco mais sofisticados, podemos tentar captar os neurotransmissores liberados. Assim, podemos avaliar efeitos imediatos de bater no peito como um gorila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo longitudinal, pedimos a uma amostra muito grande de participantes a estabelecer as batidas no peito com um hábito, um determinado numero de vezes por dia, de preferência em um determinado horário. Esse seria um pouco mais difícil, pela dificuldade de accompanhamento, monitoramento, engajamento ods participantes frente a algo bizarro e número grande de participantes. Ao final, avaliamos a pressão sangüínea, a capacidade pulmonar, o sistema imunológico e podemos aplicar alguma escala subjetiva de bem-estar. Dessa forma, podemos conhecermos os efeitos à saúde dessa prática a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu tenho a intuição que esse estudo, apesar de interessante, criativa e talvez com implicações úteis, seja merecedor de um Prêmio IgNobel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=7u53q8J7GHg&amp;feature=related&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-603138142761614990?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/603138142761614990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/implicaes-de-um-hbito-primata-sade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/603138142761614990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/603138142761614990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2009/01/implicaes-de-um-hbito-primata-sade.html' title='Implicações de um hábito primata à saúde humana'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4324638742378380471</id><published>2008-12-26T13:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:57:20.088-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A superficialidade da luta anarquista contra o Estado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SVVuWw0_fVI/AAAAAAAAAD0/ZcTjIZXAPlk/s1600-h/kozik_anarchy_teddy_troop.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SVVuWw0_fVI/AAAAAAAAAD0/ZcTjIZXAPlk/s320/kozik_anarchy_teddy_troop.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284251075132489042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu sou um anarquista, como alguns alegam, possivelmente eu sou um anarquista muito relapso. Não só por não participar da &lt;a href="www.vermelhoenegro.org/fag"&gt;Federação Anarquista Gaúcha&lt;/a&gt;, ou da Bicicletada, ou da &lt;a href="www.animalliberationfront.com/"&gt;Animal Liberation Front&lt;/a&gt;, ou até por nunca ter sabotado uma indústria ou praticado Somaterapia. Sequer li Malatesta. Não que essas coisas sejam absolutamente essenciais para uma essência(?) ou prática anarquista, mas são meios muito potentes. Eu posso ser anarquista em outras coisas, como auto-gestão, anti-consumismo, amor livre, direitos dos animais, luta antimanicomial, faça-você-mesmo, autogoverno, autodidatismo, anti-autoritarismo, pacifismo ou a boa e velha prática iconoclasta - mas até agora, eu não sou lá muito anarquista no que muitos consideram o ponto pacífico ou absolutamente consensual do anarquismo: a luta contra o Estado.&lt;br /&gt;Como assim? Eu apóio o monopólio do uso da força, a burocracia e as classes governantes? Acho que não, mas talvez sim. Quer dizer, expondo nesses termos, é óbvio que eu sou contra a existência do Estado. Sim, eu sei o que o Proudhon diz e até já citei ele aqui no meu blog. Mas parece que ele é uma ferramenta muito boa para levar determinadas políticas públicas e assistenciais, e, principalmente, precisamos de muito mais coisas além da abolição do Estado para alcançar uma sociedade não-autoritária. Abolir o Estado, por enquanto, parece-me:&lt;br /&gt;1)inútil&lt;br /&gt;2)desnecessário&lt;br /&gt;3)suicida&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, parece-me inútil lutar, neste momento, pela abolição do Estado, pois não teríamos garantias de que isso tornaria as coisas menos hierárquicas no momento. Não podemos nos esquecer da doutrina do Estado mínimo neoliberal, qeu defende que o Estado seja meramente uma força policial para defender a propriedade privada, e o mercado se encarrega do resto - das coisas básicas: alimentação, vestuário, sexo, saúde, educação, trabalho. Se permitirmos que o mercado se expanda, a segurança também será monopólio do mercado - como já está se tornando, vide as empresas de segurança privada e as terríveis prisões particulares de segurança máxima, as SuperMax. O mercado, a violência, os grupos armados, o patriarcado, a dominação animal, a Igreja, a família, a mídia e a desigualdade econômica e de classes continuariam, mesmo sem Estado, e isso não seria bom. O pior de tudo, sem o Estado, fica mais difícil enfrentar esses sistemas de dominação. Não que o Estado seja libertário, mas ele é um instrumento utilizado por uma variada gama de grupos sociais na luta para defender seus próprios interesses, desde a bancada ruralista e da defesa do agronegócio até representantes dos direitos humanos, e é possível usá-lo para impedir a violência contra crianças ou doentes mentais, mesmo que ele seja frouxo, parcial e tire nosso dinheiro de forma quase arbitrária.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, é possível e necessário desenvolver práticas e modos de viver anarquistas mesmo que seus indivíduos estejam sob a égide do Estado, pois a construção de uma realidade não-hierárquica, por mais micropolítica que seja, já dispensa alguma interferência estatal. Grupos auto-gestionários, cooperativas, assentamentos de reforma agrária, informação livre e ações diretas modificam as relações de poder e a distribuição dos meios de produção, e começam a construir experiências de sociedades anarquistas, mesmo que dentro do Estado nacional. E nada impede que elas se tornem independentes. Não é necessário esperar que o Estado seja abolido para cada pequena comunidade auto-gestionária se tornar independente. Isso seria tão sábio quanto um adolescente brigar com os seus pais pelo seu direito de ouvir músicas diferentes, antes mesmo de conhecê-las, em vez de simplesmente desenvolver seu gosto estético e seus pais terem que aceitar numa boa. Uma vertente anarquista denominada &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yamaguishismo"&gt;Yamaguishismo&lt;/a&gt; (sim, um anarquismo japônes!), por exemplo, defende que se constituam comunidades autônomas, pacíficas e felizesem para superar a exploração e a competitividade, em vez da ação revolucionária.&lt;br /&gt;Talvez lutar contra o Estado não seja exatamente suicida (a menos que a criatura se engage em luta armada), pois existem muitas formas de lutar. Mas talvez seja suicida pensando a sociedade como um todo. Quem vai proibir abusadores sexuais de chegar perto de crianças? Quem vai punir latifundiários que utilizam mão-de-obra escrava? Quem vai incentivar a Reforma Psiquiátrica e mandar fechar os manicômios? Em sociedades pequenas e auto-gestionárias, não é difícil a formulação democrática das leis. Em uma sociedade anarquista, talvez seja interessante delegar a todos os cidadãos o poder e a responsabilidade de fazer valer essas leis, e até penso ser possível estabelecer formas não-autoritárias de julgamento. Mas e se tem qeu usar a força para competir com outros poderes, como o latifundiário rico e possivelmente dono de um exército particular? As pessoas vão se armar e descer a lenha? Eu sou um anarco-pacifista, e sei muito bem do quanto que consumir produtos do mercado de armas gera mais violência e alimenta um sistema reificador e hierárquico. Mas ainda não vi nenhuma idéia de um "poder anarquista" capaz tanto em direito quanto em força de dissolver tentativas opressoras e de dominação e de fazer valer as conseqüencias dos julgamentos anarquistas. Enquanto não criarmos uma espécie de "poder anarquista" capaz de proteger os mais fracos e sem voz, como crianças, deficientes, animais, velhos, doentes, vítimas, prisioneiros de guerra e escravos contra os poderes do mercado, das armas ou qualquer outro, o Estado continuará sendo indispensável para estas questões. E pagar impostos e ter qeu usar passaporte serão sacrifícios muito mais aceitáveis do que deixar essas frágeis populações sem proteção política.&lt;br /&gt;Por isso, a luta contra o Estado me parece supérflua. Recomendo, ao contrário, que se pense e se construam outras sociedades que já dispensem o Estado, em vez de querer que ele seja abolido por completo antes de qualquer coisa. A teoria anarquista dá muitas ferramentas, precisamos usá-las, e entender que a luta contra o Estado não é um fim em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que passa a vida inteira&lt;br /&gt;Travando a inútil luta com os galhos&lt;br /&gt;Sem saber que é lá no tronco&lt;br /&gt;Que está o coringa do baralho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4324638742378380471?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4324638742378380471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/superficialidade-da-luta-anarquista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4324638742378380471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4324638742378380471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/superficialidade-da-luta-anarquista.html' title='A superficialidade da luta anarquista contra o Estado'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SVVuWw0_fVI/AAAAAAAAAD0/ZcTjIZXAPlk/s72-c/kozik_anarchy_teddy_troop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6584499939548511686</id><published>2008-12-09T14:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T14:38:03.132-08:00</updated><title type='text'>Bad Christmas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.wwaytv3.com/files/treeBurn300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 237px;" src="http://www.wwaytv3.com/files/treeBurn300.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFRÃO:&lt;br /&gt;'&lt;br /&gt;And thE Christma's Tress are burning&lt;br /&gt;The polar bear has no house now&lt;br /&gt;We're gonna watch him swim 'till he drown&lt;br /&gt;But we warned you 'bout the Global Warming&lt;br /&gt;'&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=BxoD9zWY9Rg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6584499939548511686?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6584499939548511686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/bad-christmas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6584499939548511686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6584499939548511686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/bad-christmas.html' title='Bad Christmas'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6712792957753895647</id><published>2008-12-05T14:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T15:12:24.871-08:00</updated><title type='text'>Os sonhos de Sidarta Ribeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://revistatrip.uol.com.br/146/especial/imagens/sidarta/h1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 508px; height: 411px;" src="http://revistatrip.uol.com.br/146/especial/imagens/sidarta/h1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição &lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/146/especial/sidarta.htm"&gt;#146 da Revista TRIP&lt;/a&gt; apresenta uma entrevista com o brilhante e magnífico neurocientista &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4784674Y8"&gt;Sidarta Tollendal Gomes Ribeiro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cara é um dos maiores neurocientistas do mundo, discípulo e volega de Miguel Nicolelis e comparsa da idéia das "cidades da ciência", que começaram a se conretizar com o &lt;a href="http://natalneuroscience.com/"&gt;Insituto Internacional de Neurociência de Natal&lt;/a&gt;, que contempla pesquisa de ponta, "arrebanhamento de cérebros"(o contrário da "fuga de cérebros", educação científica popular, um colégio top do top para crianças carentes e uma clínica de saúde metrno-fetal e saúde mental e neurológica infantil. O rapaz tem apenas 37 anos, biólogo de formação, pesquisa sobre sono, sonhos e memória e escreve direto para a Viver Mente e Cérebro, da Scientific American Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cienciaecultura.bvs.br/img/revistas/cic/v59n2/a06fig01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 319px; height: 256px;" src="http://cienciaecultura.bvs.br/img/revistas/cic/v59n2/a06fig01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Algumas citações sábias do rapaz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O sonho é uma simulação do futuro. Sempre que tenho uma situação de pressão, presto atenção aos sonhos e tenho boas respostas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Durante o sono surgem idéias importantes do dia-a-dia. Minha pesquisa acontece na confluência entre sonho, sono, memória e aprendizagem. A gente perdeu na cultura ocidental a tecnologia para o próprio corpo: o corpo é estranho no Ocidente. Entre os integrantes da tribo Senoi, na Malásia, havia o costume de todo dia as crianças relatarem seus sonhos para os pais. Os pais lhes davam conselhos, pois o controle do sonho seria muito importante para a pessoa e a coletividade. Essa psicanálise matutina era seguida pelos adultos, que faziam simulações de futuros possíveis para toda a tribo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O sonho é uma simulação do futuro. Isso não é evidente no dia-a-dia, quando as coisas são imprevisíveis, mas quando você tem grandes problemas isso se evidencia nos sonhos. Aí cabe Freud, a pulsão de satisfazer os desejos. Qualquer animal sonha com locais onde tem comida, fêmeas, ou machos... Essa é a função primordial do sonho. No mundo cão, você tem que predar, acasalar e não morrer. Gente que está na guerra sonha que está na guerra. Sonhos e pesadelos são coisas concretas quando os problemas são concretos. Se temos sonhos abstratos é porque não temos problemas sérios, e sim mil problemas mais ou menos sérios. Os pequenos problemas do cotidiano irão ressurgir nos sonhos, que servem para processar memória."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6712792957753895647?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6712792957753895647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/httprevistatrip.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6712792957753895647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6712792957753895647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/httprevistatrip.html' title='Os sonhos de Sidarta Ribeiro'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5767443766547258080</id><published>2008-12-03T16:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T16:35:08.066-08:00</updated><title type='text'>Medicina Hoje</title><content type='html'>"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Dráuzio Varella)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério? Assim caminha a humanidade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5767443766547258080?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5767443766547258080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/medicina-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5767443766547258080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5767443766547258080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/medicina-hoje.html' title='Medicina Hoje'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6899094714625195133</id><published>2008-12-01T08:12:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T08:13:26.663-08:00</updated><title type='text'>O capitalismo das vacas</title><content type='html'>CAPITALISMO IDEAL:&lt;br /&gt;Você em duas vacas.&lt;br /&gt;Vende uma e compra um touro.&lt;br /&gt;Eles se multiplicam, e a economia cresce.&lt;br /&gt;Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO AMERICANO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas.&lt;br /&gt;Fica surpreso quando ela morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO JAPONÊS:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.&lt;br /&gt;Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO BRITÂNICO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;As duas são loucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO HOLANDÊS:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO ALEMÃO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido,&lt;br /&gt;de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO RUSSO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Conta-as e vê que tem cinco.&lt;br /&gt;Conta de novo e vê que tem 42.&lt;br /&gt;Conta de novo e vê que tem 12 vacas.&lt;br /&gt;Você para de contar e abre outra garrafa de vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO SUÍÇO:&lt;br /&gt;Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.&lt;br /&gt;Você cobra para guardar a vaca dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO ESPANHOL:&lt;br /&gt;Você tem muito orgulho de ter duas vacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO PORTUGUÊS:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;E reclama porque seu rebanho não cresce …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO ITALIANO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas. Uma é sua esposa e a outra é sua sogra. Porca miséria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO HINDU:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Ai de quem tocar nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO ARGENTINO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês …&lt;br /&gt;As vacas morrem.&lt;br /&gt;Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano ao FMI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPITALISMO BRASILEIRO:&lt;br /&gt;Você tem duas vacas.&lt;br /&gt;Uma delas é roubada.&lt;br /&gt;O governo cria a CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca.&lt;br /&gt;Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV,&lt;br /&gt;o valor era pelo número de vacas presumidas (duas) e não pelo de vacas reais (uma).&lt;br /&gt;A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo,&lt;br /&gt;sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas e para se livrar da encrenca,&lt;br /&gt;você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6899094714625195133?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6899094714625195133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/o-capitalismo-das-vacas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6899094714625195133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6899094714625195133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/o-capitalismo-das-vacas.html' title='O capitalismo das vacas'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-312903608981867365</id><published>2008-12-01T06:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T06:58:55.639-08:00</updated><title type='text'>Homem que é homem não come carne</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/STP7oe5JwbI/AAAAAAAAADA/aWHoKJ2kDsA/s1600-h/File0265.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/STP7oe5JwbI/AAAAAAAAADA/aWHoKJ2kDsA/s320/File0265.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274836261487100338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Publicado em revista UM (Universo Masculino)&lt;br /&gt;dezembro de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-312903608981867365?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/312903608981867365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/homem-que-homem-no-come-carne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/312903608981867365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/312903608981867365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/homem-que-homem-no-come-carne.html' title='Homem que é homem não come carne'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/STP7oe5JwbI/AAAAAAAAADA/aWHoKJ2kDsA/s72-c/File0265.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-9093125472330877284</id><published>2008-12-01T06:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T06:23:37.527-08:00</updated><title type='text'>Procurar a demanda</title><content type='html'>"Procurar a demanda"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa mais subversiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-9093125472330877284?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/9093125472330877284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/procurar-demanda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/9093125472330877284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/9093125472330877284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/12/procurar-demanda.html' title='Procurar a demanda'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3401404263979180420</id><published>2008-11-30T12:50:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T12:51:54.003-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copy-Cola'/><title type='text'>A polêmica Reforma Psiquiátrica x contra-reforma</title><content type='html'>A fim de sistematizar as notícias, resolvi realizar uma compilação de tudo que se está sendo publicado sobre as respostas dos militantes da Reforma Psiquiátrica ao movimento de contra-reforma, que também está exposto aqui. A saber: 30º Prêmio Vladimir Herzog e o Seminário Saúde Mental, Política e Mídia. Texto da Soraya Aggege, resposta do CFP e outros órgãos da Psicologia e da Saúde Mental.  &lt;br /&gt;Aproveitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAPS, ABRASME e COMISSÃO ORGANIZADORA se unem em solidariedade às vítimas da catástrofe e à população de Santa Catarina &lt;br /&gt;Aos profissionais, usuários, familiares e demais participantes do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental e à população em geral&lt;br /&gt;Temos recebido várias manifestações de preocupação sobre a realização do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental no momento em que o Estado de Santa Catarina passa por uma das piores tragédias de sua história.&lt;br /&gt;Reunimos e ouvimos vários convidados e inscritos no Congresso, além de vários parceiros que estão envolvidos na organização do mesmo. Trata-se de uma análise muito complexa e de uma decisão muito difícil realizar uma atividade deste porte "como se nada estivesse acontecendo", como dizia uma destas manifestações.&lt;br /&gt;Mas DECIDIMOS MANTER O I CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE MENTAL pelas razões que expomos a seguir:&lt;br /&gt;1. O I Congresso Brasileiro de Saúde Mental é fruto de um desdobramento histórico dos movimentos em defesa da reforma psiquiátrica e dos movimentos de luta antimanicomial que, há cerca de três décadas, vem denunciando a violência institucional na assistência psiquiátrica e ajudando a construir um novo cenário social e assistencial em saúde mental.&lt;br /&gt;2. Nos últimos anos a reforma psiquiátrica vem recebendo ameaças e ataques muito precisos, oriundos dos setores mais conservadores e reacionários, mais precisamente dos empresários de hospitais psiquiátricos privados e seus representantes em algumas universidades e associações. Em alguns casos essas ameaças e ataques têm sido muito oportunistas, como no caso da Carta do ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Josimar França, por ocasião do ABRASCÃO (forma afetiva de se referir ao grande congresso da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva – Abrasco, que reuniu 13 mil pessoas no Riocentro em 2006). No ano passado, exatamente no dia 09 de dezembro, ÚLTIMO DIA DO CONGRESSO DE BAURU, comemorativo dos 20 anos do II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental naquela cidade, que lançou o lema POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS, foi publicada uma matéria da jornalista Soraya Agegge no Jornal O Globo intitulada "Sem hospícios morrem mais doentes mentais". A matéria deturpou informações epidemiológicas, entrevistou os segmentos contrários à reforma psiquiátrica, atacou os avanços da política de saúde mental e defendeu, desde o título, a ampliação dos hospícios. Um fato curioso é que a matéria, de duas páginas inteiras, não tinha nenhuma propaganda, nenhum anúncio, fato característico das matérias pagas. Agora, no dia 05 de dezembro, exatamente no dia do encerramento do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental, a Associação dos Familiares dos Doentes Mentais, braço social dos empresários da loucura, realizará um evento no Rio de Janeiro, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, um dos espaços mais caros da cidade, para homenagear a autora da matéria d'Globo, por ter sido agraciada com o Prêmio Vladimir Herzog (manchando inclusive a histórica figura deste jornalista que foi assassinado nos porões da ditadura, com a concessão de uma premiação muito suspeita), além de trazer da Itália um familiar para criticar a reforma psiquiátrica italiana. É interessante observar que o objetivo deste seminário da AFDM é atingir a mídia para tentar influir na avaliação da mesma sobre a reforma psiquiátrica que vem ocorrendo com sucesso em nosso país. O I Congresso Brasileiro de Saúde Mental será uma ocasião importantíssima para ELABORARMOS UMA RESPOSTA IMEDIATA e traçarmos estratégias mais permanentes e eficazes em relação às manifestações desta ordem.&lt;br /&gt;3. Estamos empenhados, há alguns anos, na CONVOCAÇÃO DA IV CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL. Esta reivindicação estava na pauta já do ABRASCÃO, ao qual nos referimos anteriormente, por considerarmos que todo o processo de construção de uma conferência de saúde é parte fundamental do projeto político de participação social na formulação das políticas públicas de saúde. E quantas propostas surgidas nas Conferências se tornaram realidade e projetos em execução!&lt;br /&gt;O I Congresso Brasileiro de Saúde Mental será também um momento fundamental para consolidarmos a LUTA PELA CONVOCAÇÃO DA IV CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL, agora que o Conselho Nacional de Saúde parece ter maioria favorável à aprovação e muitos outros atores, como, por exemplo, o Conselho Federal de Psicologia, estão liderando e ampliando a luta por esta convocação.&lt;br /&gt;4. Feitas estas considerações, estamos seguros que, em MOMENTO ALGUM, o I Congresso Brasileiro de Saúde Mental SERÁ UM ACONTECIMENTO INSENSÍVEL ao drama que acomete Santa Catarina. Será um acontecimento político extremamente oportuno e fundamental para a consolidação e definição de novas estratégias em defesa das milhares de vítimas que são acometidas, sistematicamente, muitas das vezes invisivelmente, pelo sistema perverso de assistência psiquiátrica centrado na institucionalização nos manicômios, hospícios, hospitais psiquiátricos, como se queira denominá-los. São as vítimas silenciosas desta tragédia permanente e regular que é o modelo de exclusão e violência operado pelos manicômios.&lt;br /&gt;AÇÕES SOLIDÁRIAS NO CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE MENTAL&lt;br /&gt;5. Mas A HORA É DE SOLIDARIEDADE. Achamos que é dever de todos nós expressar na prática nossa solidariedade à população vitimada pela catástrofe. Desta forma, estamos solicitando que TODOS OS PARTICIPANTES CONTRIBUAM COM QUALQUER TIPO DE DOAÇÕES (ROUPAS, MANTIMENTOS, EQUIPAMENTOS, ETC). Estamos organizando junto com os Centros Acadêmicos e outras organizações estudantis da UFSC e da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) e junto com o Departamento de Saúde Pública da UFSC, as SECRETARIAS DE DEFESA CIVIL E SAÚDE um sistema de coleta de doações na Secretaria do Congresso. Estamos também organizando uma campanha de contribuições em dinheiro, articulando-nos com as agências do Banco do Brasil e do BESC, no campous da UFSC, que abriram contas bancárias específicas para este fim. &lt;br /&gt;Finalmente, a crise de Santa Catarina tem muito a nos ensinar. Por isso, como já visto em comunicado anterior, o Congresso está inserindo atividades para discutir as origens, conseqüências e ensinamentos para o planejamento das cidades, para que no futuro tragédias como estas possam ser minimizadas a partir da responsabilidade dos gestores e cidadãos. &lt;br /&gt;Desta forma, entendemos que o Congresso Brasileiro de Saúde Mental mantém sua proposta de ação política e social, importante para a construção continuada de um país mais justo, e ao mesmo tempo exerce, na prática, uma participação solidária junto à cidadania em Santa Catarina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL DE FATO                          Edição 300                      24.11.2008 &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Saúde Mental, o novo alvo do capital  &lt;br /&gt;O mais novo alvo do capital no Brasil é a Saúde Mental. Uma campanha no sentido de pôr fim à política de desmanicomização, retomar a internação (confinamento) em hospícios, e de privatização deste setor da Saúde se intensificou nos últimos meses. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O primeiro sintoma neste sentido, foi a menção honrosa concedida pelo 30º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em outubro passado, à reportagem "Sem hospícios morrem mais doentes mentais", da jornalista Soraya Agegge, publicada em duas páginas no jornal O Globo de 9 de dezembro de 2007. Um escândalo, que suscitou a reação de várias instituições e personalidades da área da Saúde Mental. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Os protestos contra a menção honrosa &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Em mensagem dirigida aos jornalistas responsáveis pelo Prêmio Herzog, doutor Paulo Amarante (professor pesquisador titular do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental Atenção Psicossocial, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – Fundação Oswaldo Cruz) afirma que "não há dúvidas de que é uma matéria claramente tendenciosa, que somente ouviu certos interessados na questão, estranhamente de duas páginas (...) sem nenhuma propaganda, dando a entender nitidamente que se trata de uma matéria paga. Os dados são manipulados e falsos. Seu objetivo é o de esvaziar exatamente a luta dos profissionais e familiares, e também os próprios usuários que lutam contra a violência institucional em psiquiatria neste país e que, neste ano, receberam a Medalha Chico Mendes de Direitos Humanos concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais". Em seguida, diz que "o objetivo implícito da matéria é o de defender os hospitais privados em psiquiatria". &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Doutor Amarante prossegue exemplificando com dados a aprovação e elogios que o Brasil tem recebido dos organismos internacionais de Saúde, e lembrando a condenação que sofreu nosso país na Corte Interamericana de Direitos Humanos pela morte de um paciente – senhor Damião Ximenes, em um hospital psiquiátrico privado em Sobral (CE). &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Saúde Mental, Política e Mídia &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Mas não pára no Prêmio Herzog a ofensiva junto aos meios de comunicação de massa (a grande mídia comercial) dos que lutam pela privatização desse setor. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Saúde Mental, Política e Mídia é o título do Seminário que será realizado em dezembro, no Rio. De acordo com o convite/release de seus organizadores, sua principal finalidade "é informar a mídia, profissionais e a sociedade sobre as conseqüências da política oficial de saúde mental no Brasil, baseada na reforma psiquiátrica de Franco Basaglia implantada originariamente na cidade de Trieste – Itália". &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ainda de acordo como convite, a "política oficial de saúde mental implementada no País desde 1995 (...) trouxe conseqüências dramáticas para população", entre as quais o "excesso de mortalidade de doentes mentais no Brasil (estatísticas DATASUS) relacionada à redução das internações psiquiátricas e leitos psiquiátricos; aumento extraordinário de benefícios por transtornos mentais e comportamentais (estatísticas INSS); crescimento dos casos de suicídios desproporcional ao aumento demográfico (estatísticas de trabalhos publicados); Explosão dos casos de violência envolvendo doentes mentais (registros jornalísticos de um modo geral)". Para arrematar, concluem os privatistas: "Estes registros são constatações de fatos estatísticos e notórios, portanto não há como refutá-los". &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Irrefutáveis para quem, cara-pálida? &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A infalibilidade dos argumentos dos organizadores do seminário é um bom motivo para a troça. A manipulação das fontes é evidente. Citam o "excesso de mortalidade de doentes mentais" como uma suposta informação do Datasus, acrescentando que isto estaria relacionado à redução de internações e leitos, fazendo crer que tal relação é feita também pelo Datasus. Em seguida, atacam de INSS, a velha ladainha dos privatistas para destruir o sistema previdenciário. Sobre os casos de violência envolvendo doentes mentais, apresentam como fonte os "registros jornalísticos em geral". Sim, o "em geral" é sempre irrefutável... bem como os "registros jornalísticos". &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Porém, o pior é quando se referem ao "crescimento de suicídios desproporcional ao aumento demográfico". Fazer essa Comparação, sem levar em conta fatores como as políticas econômicas e tecnológicas do período, é uma piada. Sim, nos últimos 20 anos, o índice de suicídios cresceu bastante e certamente a uma taxa superior ao crescimento demográfico. No entanto, este foi o período de uma política econômica somada a uma política de implantação de novas tecnologias que provocou um enorme desemprego. Diversas entidades sindicais e o próprio Dieese têm importantes estudos e pesquisas a respeito, onde fica clara a desestruturação familiar e individual de trabalhadores desempregados dos vários setores. Na metalurgia, por exemplo, são muitas as informações que podemos encontrar a este respeito nas publicações da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (ligada à CUT), especialmente do seu Programa Integrar (a partir de meados dos anos 1990). &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Quanto à política de Saúde Mental implantada nas últimas décadas, com base no italiano Franco Basaglia, é fundamental explicitar: a desmanicomização não implica deixar os pacientes soltos nas ruas, ou sob responsabilidade exclusiva da família. Ao contrário, pressupõe a criação de diversos instrumentos, serviços e acompanhamento (todos de caráter público) do paciente e, muitas vezes até mesmo de atendimento da família. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Obviamente, tudo isto vai à contramão das premissas do Estado Mínimo propugnado pelos neoliberais, e dos interesses dos privatistas em geral que, há tempos, insistem em transformar a Saúde em um bom negócio. &lt;br /&gt; Por fim, o release/convite, assinado pelos doutores Marival Severino da Costa (presidente da AFDM BRASIL) e Roberto Antunes (Coordenador do MDDM) se trai, ao informar que a "jornalista Soraya Agegge merecerá uma homenagem especial em razão da reportagem sobre assistência ao doente mental já reconhecida e premiada com a menção honrosa no 30º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMINÁRIO SAÚDE MENTAL, POLÍTICA E MÍDIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 E 6 DE DEZEMBRO DE 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COLÉGIO BRASILEIRO DE CIRURGIÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUA VISCONDE E SILVA, 52 - 3º ANDAR - BOTAFOGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO-RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Organizadora tem a honra de convidar Vossa Senhoria para&lt;br /&gt;participar do SEMINÁRIO SAÚDE MENTAL, POLÍTICA E MÍDIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal finalidade do Seminário é informar a mídia, profissionais e a sociedade sobre as conseqüências da política oficial de saúde mental no Brasil, baseada na reforma psiquiátrica de Franco Basaglia implantada originariamente na cidade de Trieste - Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política oficial de saúde mental implementada no País desde 1995, inspirada na concepção da reforma italiana, trouxe conseqüências dramáticas para população, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.  Excesso de mortalidade de doentes mentais no Brasil (estatísticas DATASUS) relacionada  a redução das internações psiquiátricas e leitos psiquiátricos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Aumento extraordinário de benefícios por transtornos mentais e comportamentais (estatísticas INSS);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Crescimento dos casos de suicídios desproporcional ao aumento demográfico&lt;br /&gt;(estatísticas de trabalhos publicados);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.      Incremento de doentes mentais presos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.    Explosão dos casos de violência envolvendo doentes mentais (registros jornalísticos de um modo geral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes registros são constatações de fatos estatísticos e notórios, portanto não há como refutá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história lamentável e triste, a semelhança de GENOCÍDIO, foi decorrente da política oficial do Ministério da Saúde que baseada em alegações inusitadas, implementou uma política destruindo o modelo assistencial hospitalar destinado a doentes mentais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existiam no País 100 mil leitos psiquiátricos hoje são apenas 37 mil, uma afronta até aos parâmetros oficiais do próprio Ministério da Saúde (portaria GM/MS 1001 de 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anti-manicomiais, ou seja, anti hospital psiquiátrico moderno propalavam, conforme consta na justificativa do projeto de lei Delgado, DIGA-SE INTEGRALMENTE REJEITADO PELO CONGRESSO NACIONAL, que no Brasil o modelo era hospitalocentrico, que doença mental não existia e era apenas  problema social da pessoa diferente, que os médicos psiquiatras eram os algozes, que a internação era um mal e muitas vezes visava interesses pecuniários, entre outras alegações esdrúxulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, prevaleceu no SUS uma política de saúde mental que destruiu hospitais e gerou estatísticas aterradoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SEMINÁRIO SAÚDE MENTAL, POLÍTICA E MÍDIA, sem maiores pretensões, buscará&lt;br /&gt;através da palavra responsável e científica, esclarecer o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Alertar que o modelo italiano em que se baseou a política de saúde mental no BRASIL foi um desastre conforme falará o SENHOR MARIO COMUZZI, inclusive, também provocou um excesso de mortalidade por doença mental de 6 mil em 1973  para 19 mil óbitos em 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•  Denunciar o caos social provocado pela política oficial de saúde mental através das palestras, exposição de fotografias e exibição de filmes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mostrar a grande dificuldade que a mídia tem em compreender com precisão o problema da doença mental; e &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;• Elaborar a CARTA DO SEMINARIO SAÚDE MENTAL, POLÍTICA E MÍDIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se ter em mente que um modelo assistencial de doentes mentais tem que ser global e não excludente, não pode fazer diferenciação entre internação, liberdade junto à família ou na rua, porque são condições e momentos diversos para casos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil existem, aproximadamente, 2 milhões de pessoas com quadro de esquizofrenia que necessitam, basicamente, dos seguintes cuidados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A totalidade precisa de algum atendimento especializado continuado com medicação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Uma parte de aproximadamente 50% merece um atendimento mais constante, envolvendo cuidados profissionais permanentes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Uma parcela, muito menor, necessita eventualmente atendimento hospitalar&lt;br /&gt;especializado; e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Um número pequeno deve ter atendimento hospitalar permanente em psiquiatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seminário desenvolver- se-á em consonância com os assuntos destacados em&lt;br /&gt;quatro painéis, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05/12 - SEXTA FEIRA - MANHÃ - 08:00 ÀS 12:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PAINEL: OMISSÃO SOCORRO, DOENTES NAS RUAS E EXCESSO DE&lt;br /&gt;MORTALIDADE DE DOENTES MENTAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05/12 - SEXTA FEIRA - TARDE - 14:00 ÀS 18:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PAINEL: DOENÇA MENTAL SEM MÉDICOS E HOSPITAIS&lt;br /&gt;06/12 - SABADO - MANHÃ - 08:00 ÀS 12:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PAINEL: DIREITOS HUMANOS, ESTATUTO DO IDOSO, ESTATUTO DA&lt;br /&gt;CRIANÇA E A LEI 10216 DE 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/12 - SABADO - TARDE - 14:00 ÀS 18:00 HORAS&lt;br /&gt;QUARTO  PAINEL:  POLITICA E SAÚDE MENTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participará do evento o Senhor Mario Comuzzi, cidadão morador de Trieste - Itália, que falará sobre a "Reforma Psiquiátrica Basagliana".  Conheça as denúncias  do Senhor Mario Comuzzi no site: www.giuliocomuzzi. it&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jornalista Soraya Agegge merecerá uma homenagem especial em razão da reportagem sobre assistência ao doente mental já reconhecida e premiada com a menção honrosa no 30º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divulgue e compareça ao Seminário com a delegação de sua instituição que, com certeza, enriquecerá o evento participando dos debates. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira LIBERDADE do doente mental é o tratamento, não a rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p/COMISSÃO ORGANIZADORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marival Severino da Costa&lt;br /&gt;Presidente da AFDM BRASIL&lt;br /&gt;Roberto Antunes,_._,___ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmio Vladimir Herzog: moção de repúdio à premiação concedida ao jornal O Globo   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04 de novembro de 2008 &lt;br /&gt;O Sistema Conselhos de Psicologia manifesta seu repúdio à premiação da 30ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria jornal, que concede menção honrosa à reportagem "Sem hospícios, morrem mais doentes mentais", do jornal "O Globo", de 9 de dezembro de 2007. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOÇÃO DE REPÚDIO&lt;br /&gt;O Sistema Conselhos de Psicologia manifesta seu repúdio à premiação da 30ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria jornal, que concede menção honrosa à reportagem "Sem hospícios, morrem mais doentes mentais", do jornal "O Globo", de 9 de dezembro de 2007.&lt;br /&gt;O Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos tem-se pautado historicamente em dar visibilidade e reconhecimento às expressões na área de comunicação que se propõem a denunciar e fazer conhecer as injustiças e violações de Direitos Humanos correntes no nosso país, trazendo à tona aspectos pouco retratados dos fatos e analisando-os criticamente sob a ótica da justiça social e da defesa irrestrita dos Direitos Humanos.&lt;br /&gt;O Sistema Conselhos de Psicologia, em defesa das políticas públicas do Sistema Único de Saúde e da Reforma Psiquiátrica brasileira, que vêm sendo construídas ao longo das últimas décadas no Brasil, manifesta-se publicamente contrário ao fato de referido prêmio ser atribuído a uma matéria que ignora as críticas e denúncias acumuladas por vinte anos de luta antimanicomial no país.&lt;br /&gt;A matéria contraria os norteadores e experiências relativas ao novo modelo de atenção à saúde mental, orientado por uma ética que prima pela observância dos direitos humanos cunhada no rigor técnico e metodológico. Simplifica os dados, descontextualiza fatos, ignora distintas versões sobre o campo atual da saúde mental e descompromete-se com a gestão de ações que contribuam para a melhora da qualidade da assistência e da vida daqueles que necessitam de intervenções complexas devido ao sofrimento psicossocial. Reforça, dessa forma, uma visão parcial e articulada com setores conservadores da sociedade, que refutam as propostas e conquistas da luta antimanicomial.&lt;br /&gt;Apreendemos que o hospital psiquiátrico é um dispositivo de segregação, o que configura o aviltamento dos direitos humanos. Instituição denunciada inúmeras vezes por ter como premissa o enriquecimento de empresários da miséria e do sofrimento humano, os hospitais psiquiátricos, dada a alienação absoluta da diferença, operam um manejo de silenciamento e exclusão da loucura, o que se mostra a serviço da manutenção da ordem social vigente. Mais que isso, as técnicas apresentadas como neutras e cientificamente corroboradas, como um meio de curar a doença e conseqüentemente proteger o tecido social, revelaram-se historicamente como mecanismos sutis, perversos e eficazes para a violação dos direitos humanos.&lt;br /&gt;Consideramos que os contatos humanos, o fortalecimento de vínculos e as redes de apoio constituem-se enquanto dispositivos privilegiados no cuidado com a pessoa em intenso sofrimento psíquico, não o asilamento. Se a experiência da crise aponta para uma ruptura, ela também pode nos revelar a fonte do sofrimento da pessoa e a possibilidade de emersão das inúmeras outras possibilidades de superar obstáculos e constituir saídas. Para isso acontecer, torna-se necessário acolhê-lo, escutá-lo, considerá-lo em suas singularidades e idiossincrasias.&lt;br /&gt;A Reforma Psiquiátrica não pretende extinguir a loucura, pois ela se constitui como algo que faz parte da condição humana; e, portanto, pode ser colocada em cena a qualquer momento e em relação a qualquer um. Afinal, o exercício do convívio com a pessoa que vive intenso sofrimento psíquico nos faz ver que seu cuidado requer acolhimento, escuta e circulação na tessitura social.&lt;br /&gt;Portanto, se um jardim precisa de mais jardineiros e recursos para ficar ainda mais belo, não se pode, por causa disto, abrir mão da idéia de se ter um jardim. A matéria premiada desconsidera os avanços oriundos das políticas públicas em implementação no país, dando destaque somente aos opositores dessa proposta e manipulando os dados de modo a transparecer um quadro alarmante e sensacionalista. Aliás, a reportagem foi alvo, na época, de severas críticas e manifestações contrárias, dirigidas inclusive à redação de O Globo, por parte de várias entidades ligadas à Psicologia e aos Direitos Huma-nos. O referido jornal compromete-se nessa matéria com o interesse de destruir as conquistas no campo e paralisar as mudanças em curso.&lt;br /&gt;Precisamos interrogar a serviço de quem a imprensa brasileira se coloca, ao negar-se, sistematicamente, a dar visibilidade à ampliação da rede substitutiva aos hospitais psiquiátricos e às experiências exitosas que têm se implementado, fazendo efetivas diferenças nas vidas de diversos usuários, os quais puderam re-significar suas histórias, produzindo novos projetos, ampliando o exercício de suas cidadanias, movimento que faz com que o social tenha que se redirecionar frente às diferenças.&lt;br /&gt;A mudança na direção da afirmação da diversidade constitui-se como passo fundamental para uma cultura em direitos humanos. Dessa forma, denunciamos o lamentável equívoco da comissão julgadora em conceder uma premiação a uma reportagem que se pauta pela tentativa de desarticulação de um movimento social com mais de 20 anos de atuação no Brasil, na defesa dos segmentos historicamente marginalizados e excluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 27 de outubro de 2008.&lt;br /&gt;Sistema Conselhos de Psicologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CFP repudia matéria publicada no jornal O Globo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria "Sem hospício, morrem mais doentes mentais" do Jornal O Globo do dia 09 de dezembro de 2007, da jornalista Soraya Aggege, é tendenciosa e parcial e vai contra o direito básico da população de obter informação verídica e imparcial dos fatos. A chamada da matéria é, particularmente, ofensiva por oferecer informação falsa e sensacionalista, desprovida de qualquer fundamentação. Em nossa opinião, tal matéria coloca em questão a responsabilidade ética do jornal e da repórter por oferecer uma visão que privilegiou a opinião dos interesses econômicos, corporativos e acadêmicos que se beneficiaram historicamente da manutenção do modelo manicomial. A matéria ignora solenemente os benefícios obtidos por milhões de brasileiros, outrora desassistidos e condenados às internações prolongadas e impedidos de viver em sociedade e que, atualmente, contam com a possibilidade da sua reinserção social através das novas unidades comunitárias. Sem dúvidas ainda existem deficiências e limitações na prestação dos serviços de saúde mental através do SUS, mas certamente os benefícios da nova política são imensamente maiores do que as suas deficiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hospital psiquiátrico foi e tem sido uma instituição enganosa que vende uma imagem como lugar de tratamento, mas oculta dimensões inóspitas, perigosas e violentas, em função do predomínio de uma indignificante dimensão do seu mandato social, comprometida fundamentalmente com a exclusão dos doentes mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte da nova proposta promover mudanças na visão preconceituosa da sociedade em relação a este tema e, aparentemente, devemos começar com os que são formadores de opinião, para evitar deturpações como as que ora colocamos em questão.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Bahia Bock&lt;br /&gt;Presidente do CFP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Publicado em: 16/10/2008 16:13 Divulgados os ganhadores do Prêmio Vladimir Herzog nas categorias Internet e Jornal &lt;br /&gt;Redação Portal IMPRENSA &lt;br /&gt;O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (16), os vencedores nas categorias Internet e Jornal do 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. &lt;br /&gt;O vencedor da categoria Internet foi André Deak e equipe, da Agência Brasil (DF), com o trabalho "Nação Palmares". Receberam Menção Honrosa Lucio Lambranho, do Congresso em Foco (DF), com "Vida e Morte Correntina", e Juliana de Melo Correia e Sá, do JC Online, de Recife, com "Violência Velada". Os jurados foram Reiko Miura, Roseli Tardelli e Chico Silva.&lt;br /&gt;Na categoria Jornal os ganhadores foram Mário Magalhães e Joel Silva, da sucursal carioca da Folha de S.Paulo, com "Os anti-heróis, o submundo da cana". Receberam Menção Honrosa Ana Cristina D'Angelo e Alfredo Junqueira, de O Dia (RJ), com "Duas Justiças", e Soraya Aggege, de O Globo (RJ), com "Sem hospícios, morrem mais doentes mentais". Os jurados foram Rose Nogueira, Roland Sierra e Dr. Fábio Canton.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São nove categorias premiadas (além de Foto e Artes, Reportagem de TV, Livro Reportagem, Rádio, Jornal Impresso, Revista, Documentário de TV e Internet), cujos ganhadores serão conhecidos nos próximos dias. Os prêmios serão entregues no auditório do Tuca, Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no próximo dia 27, às 19h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está o link para o premiado texto de Soraya Agegge, intitulado “Sem hospícios morrem mais doentes mentais”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.abpbrasil.org.br/newsletter/rep_oglobo/parte1.PDF"&gt;http://www.abpbrasil.org.br/newsletter/rep_oglobo/parte1.PDF&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3401404263979180420?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3401404263979180420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/polmica-reforma-psiquitrica-x-contra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3401404263979180420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3401404263979180420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/polmica-reforma-psiquitrica-x-contra.html' title='A polêmica Reforma Psiquiátrica x contra-reforma'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1375711096100554335</id><published>2008-11-29T17:39:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:57:50.831-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Cultura japonesa e salve as baleias</title><content type='html'>Hoje ocorreu um festival em homenagem à cultura japonesa aqui em minha cidade, com banquinhas de yakissoba, mangás, katanas, adesivos de kanjis e outro ícones da cultura pop japonesa aqui no ocidente que todo mundo quer comprar. Inicialmente, eu não tinha muita clareza da natureza do evento, mas eu estava com uma enorme vontade de ir com uma camiseta escrito "Salvem as Baleias", num tom de crítica ácida, descontraída e debochada a uma das práticas japonesas mais repugnantes na atualidade, certamente a mais visível (ninguém sabe do suicídio dos jovens, da cultura pedófila, da erotização da violência, do culto ao militarismo e ao nacionalismo e da exploração do trabalho estrangeiro). O Japão, a Noruega e a Islândia, são os únicos países do mundo engajados na matança de baleias, embora tenham comprado votos de 34 colônias tardiamente emancipadas, quase equilibrando as decisões na Comissão Baleeira Internacional. &lt;a href="http://entrenessaonda.wordpress.com/2008/09/25/japao-contra-ataca-novamente/"&gt;Só pra se ter uma noção:&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra caça: Argentina, Australia, Austria, Béligica, Brasil, Chile, Costa Rica, Croácia, Ciprus, Republica Tcheca, Equador, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Guatemala, Hungria, India, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Mexico, Monaco, Holanda, Nova Zelandia, Panamá, Peru, Portugal, Romenia, San Marino, Republica Eslovenia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, Uruguai e Estados UNidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favor da caça: Antigua e Barbuda, Benin, Camboja, Camarões, China, Congo, Costa do Marfim, Republica Dominicana, Eritrea, Gabão, Gambia, Guine-Bissau, Nova Guine, Islandia, Japão, Kiribati, Corea, Laos, Mali, Ilhas Marshal, Mauritania, MOngolia, Marrocos, Nauru, Noruega, Palau, Russia, St Kittis e Nevis, St Lucia, St Vicent e Grenadines, Senagal, Ilhas Salomão, Suriname, Tanzania, Togo e Tuvalu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.savethewhales.org/images/save_the_whales_card1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 271px;" src="http://www.savethewhales.org/images/save_the_whales_card1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma cretinice desgraçada por parte do governo japônes, impondo sua economia assassina e sua ideologia tradicionalista de exploração dos mares e acúmulo de riquezas, e isso passa pela cultura japonesa, porque lá eles apóiam isso e compram isso, assim como aqui no Brasil os cidadãos de bem compram armas e apóiam a execução de jovens pobres com histórico de conflito com a lei encarcerados (vulgo, bandidos). E isso tem que ficar claro. Nenhuma cultura é perfeita ou impecável, todas têm práticas morais muito questionáveis, e nós como cosmopolitas e multiculturalistas devemos ter isso bem claro. Devemos aceitar a diversidade e reconhecer a beleza de cada cultura, mas a violência não deve ser relativizada por causa da origem da ação, se é japonesa, brasileira ou boliviana. Eu gosto muito de mangá e de toda a sensibilidade envolvida com essa produção - e o mangá é o mais potente veículo difusor da cultura japonesa. Mas eu não vou aceitar tudo que vem do Japão como lindo, maravilhoso e sábio - se eles matam baleias, eu vou me colocar contra. &lt;br /&gt;Assim, se eu tivesse uma camiseta dessas, eu teria ido muito feliz realizar a inha intervenção silenciosa no evento da homenagem à cultura japonesa. Possivelmente, passaria despercebido, pois nem todos estão antenados quanto a essas questões políticas. Quem ler, vai concordar e vai achar bonitinho. Quem entender, ou vai se conscientizar de que é necessário esse espírito crítico, que nem tudo que vem da cultura que a gente acha mágica é bom per se, ou vai se sentir muito incomodado pelo questionamento à sua cultura. Mas eu ficaria muito feliz de incomodar qualquer tradicionalista cabeça-oca que apoiasse a matança de baleias, e gostaria muito de ver a tentativa fracassada dele de me repreender e me questionar. Se a pessoa é intolerante a qualquer expressão silenciosa de uma posição política, e ainda apóia a matança de baleias, tem mais é que se sentir incomodado, e eu tenho o dever de por isso em evidência.&lt;br /&gt;Só para terem uma idéia da perversidade e falaciosidade da indústria baleeira japonesa, aqui vai uma propaganda feita para o exterior sobre &lt;a href="www.youtube.com/watch?v=F7ULWnS0jJk"&gt;Anti-anti-whaling&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1375711096100554335?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1375711096100554335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/cultura-japonesa-e-salve-as-baleias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1375711096100554335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1375711096100554335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/cultura-japonesa-e-salve-as-baleias.html' title='Cultura japonesa e salve as baleias'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1810282983008530258</id><published>2008-11-29T15:33:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:53:52.833-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios satíricos'/><title type='text'>O Direito Penal Divino dos Reis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rosinhamonkees.com/wp-content/bloggerimages/3457_2409_320_Krone.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://www.rosinhamonkees.com/wp-content/bloggerimages/3457_2409_320_Krone.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Direito Divino dos Reis foi uma longa tradição durante o complexo e diversificado período caracterizado como Idade Média na Europa, que consistia na atribuição dos poderes de governar soberanamente, ou seja, que a vontade do rei era a lei, que era concedido pelos membros do clero. Dessa forma, uma das classes sociais mais poderosas legitima outra das classes sociais mais poderosas no seu direito de governar. Por que? Porque a nobreza tem terras, e todo mundo quer terras, mesmo que a burguesia não dê tanto valor a elas.&lt;br /&gt;Os burgueses e os proletários criticam a monarquia absolutista, acusando-a de injusta e arbitrária. No entanto, é um dos sistemas políticos mais seguros de todos, tanto é que durou muitos séculos. É o único sistema no qual todos têm clareza de que os governantes são os proprietários de terra, e as mesmas pessoas que têm todo o poder. Isso facilita muito a escolha dos alvos para uma possível revolução ou golpe de estado, principalmente dentro da própria família real. Esse clima de instabilidade permite aos plebeus fazerem o que quiserem, ou seja, traz liberdade.&lt;br /&gt;Além disso, as políticas são continuadas. Enquanto nas democracias de governo partidário provisório, as políticas públicas são meladas de uma eleição para outra, como a construção de estradas ou pontes, e são feitas somente obras menores, nas monarquias absolutistas as políticas são grandiosas e continuadas. Construção de estátuas em homenagem ao rei ou príncipe, guerras que duram mais de trinta anos e ações inquisitórias que duram um século inteiro de perseguições declaradas. O rei é um visionário, ele continua o que ele quer.&lt;br /&gt;Mas o principal benefício da monarquia absolutista é para o direito penal. Ou deveria ser, mais especificamente o direito penal divino dos reis. Isso significa a legitimidade do rei, enquanto ser divino e iluminado, de decidir e efetivar a pena de cada indivíduo, usando de todos os recursos políticos, naturais e sobrenaturais para isso.&lt;br /&gt;Assim, o rei, enquanto soberano divino, controla tudo sobre o seu Reino. As vendas, os servos, as condutas, as roupas, as comidas, as estradas, os soldados, os costumes, as penas, os ventos, as chuvas, os trovões, o dia, a noite, o sol e a lua. Tudo está sob o controle do rei, representação de Deus na Terra. Assim, todos devem obediência ao rei e gratidão por ele ter lhes concedido o próprio direito à vida, e o direito de habitar o seu Reino e contemplar a sua Natureza e aproveitar o seu sol e suas chuvas. Se alguém desagradar ao rei, a quaisquer de suas crenças e desejos, será punido com alguma catástrofe natural diretamente pelo rei, como um relâmpago ou a devastação de sua lavoura.&lt;br /&gt;Submeter a Natureza à vontade do rei, e permitir que ela seja usada como instrumento de punição para aqueles hereges mesquinhso que ousarem destratar da autoridade magnânima do rei é a melhor forma de manter uma sociedade controlada, coesa e integrada. Tudo deve se submeter e nada pode contestar a vontade soberana do que controla a Natureza - assim, nada lhe escapará, ou seja, não haverá crime, heresia ou má conduta. Todos serão felizes e terão recursos naturais em abundância, pela simples condição de obedecerem ao rei. É a força conjunta da nobreza, da Natureza e de Deus que permite a paz e a harmoia nos povoados do Reino.&lt;br /&gt;Assim, proponho a monarquia absolutista, com o Direito Penal Divino dos Reis, como alternativa às leis instáveis, anônimas e negligentes do Estado Moderno, que não é capaz de satisfazer nem regular as vidas de seus próprios cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.freefoto.com/images/15/78/15_78_19---Storm-Clouds_web.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 600px;" src="http://www.freefoto.com/images/15/78/15_78_19---Storm-Clouds_web.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1810282983008530258?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1810282983008530258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/o-direito-penal-divino-dos-reis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1810282983008530258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1810282983008530258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/o-direito-penal-divino-dos-reis.html' title='O Direito Penal Divino dos Reis'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3516019675453122184</id><published>2008-11-20T17:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:54:39.085-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musas Cientistas'/><title type='text'>Dr. Kiki Sanford</title><content type='html'>Eu tenho uma baita tara por mulheres cientistas, e fico muito feliz quando descubro mais uma celebridade da ciência de beleza estonteante. A última, comentada aqui no blog, havia sido a psicóloga, neurocientista e atriz Natalie Portman, graduada em Harvard, com pesquisas sobre ativação do lobo frontal e até um artigo sobre produção enzimática de hidrogênio a partir do açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.kirstensanford.com/images/KirstenSanford.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 314px;" src="http://www.kirstensanford.com/images/KirstenSanford.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a minha mais nova paixão é a Dra. Kirsten Sanford, ou simplesmente Kiki Sanford (para os íntimos, damn!). Ela é PhD em Fisiologia Celular e Molecular pela Universidade da Califórnia em Davis, na qual leciona, pesquisando nos temas de neurofisiologia da cognição e da memória. Ela é uma cietista super pop que aparece em vários programas, devidamente linkados na &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kirsten_Sanford"&gt;wikipedia&lt;/a&gt;, e administra um site com fotos e pesquisas suas chamado &lt;a href=" http://www.kirstensanford.com/ "&gt;The Bird's Brain&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca acredito quando as pessoas dizem qeu inteligência é afrodisíaco, mas devo confessar que é verdade. Nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3516019675453122184?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3516019675453122184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/dr-kiki-sanford.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3516019675453122184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3516019675453122184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/dr-kiki-sanford.html' title='Dr. Kiki Sanford'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4243000316554974115</id><published>2008-11-19T16:24:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:53:16.269-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O pobre choco e o tratamento da vida marinha</title><content type='html'>Eu deveria estar produzindo meus trabalhos da faculdade, mas algo me mobilizou demais e tenho que escrever a minha indignação. Eu estava alegremente pesquisando fotos sobre uma criatura marinha pela qual tenho muito apreço, o choco (cuttlefish, em inglês), quando me deparei com imagens desagradáveis e uma certa oposição muito visível mas não nomeada nas páginas do Google. Vou resumi-las apresentando as fotos mais representantes deste conflito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.hotmoviesale.com/dvds/63944/1/Nova-Cuttlefish---Kings-of-Camouflage.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 348px;" src="http://www.hotmoviesale.com/dvds/63944/1/Nova-Cuttlefish---Kings-of-Camouflage.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://importfood.com/media/rtcf1501.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 324px; height: 425px;" src="http://importfood.com/media/rtcf1501.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choco é conhecido como a espécie de invertebrado (veja bem, de invertebrado!) mais inteligente da Terra conhecida. São também conhecidos como os reis da camuflagem, por sua habilidade de ficar praticamente invisíveis. Sociáveis, capazes de formular armadilhas, de se comunicar trocando de cor e de nadar livremente pelos mares, são criaturas magníficas. Obviamente, não são os únicos animais marinhos brilhantes, mas são dos mais, e o mais importante: as pessaos não reconhecem isso. E essa ignorância dá margem para que idiotas pesquem, cortem, processem, empacotem, vendam, comprem e comam chocos, como se fossem batatas, em vez das criaturas brilhantes que são. O desrespeito pela riqueza cognitiva e comportamental da grande maioria dos animais da Terra é uma longa tradição entre os povos humanos, e isso fica ainda mais chocante comparando os dois universos: os dos conservacionistas, estudiosos e preocupados com a vida destes magníficos seres, e o dos capitalistas cretinos e insensíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse quadro acaba de me mostrar como é importante informar sobre a riqueza da vida animal, e como um determinado conjunto de informações pode construir uma consciência e uma práxis muito mais harmônicas e respeitosas do que os preconceitos tacanhos dos nossos antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We have intelligent species on our planet that we are not even trying to communicate with"&lt;br /&gt;Paul Watson, http://br.youtube.com/watch?v=PnhqmF-RBu4&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4243000316554974115?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4243000316554974115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/o-pobre-choco-e-o-tratamento-da-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4243000316554974115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4243000316554974115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/o-pobre-choco-e-o-tratamento-da-vida.html' title='O pobre choco e o tratamento da vida marinha'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4061096993789408767</id><published>2008-11-01T18:10:00.000-07:00</published><updated>2010-02-02T10:48:47.970-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios satíricos'/><title type='text'>Modo de produção natalino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.clanamaral.com/images/Navidad/Santa_Claus_&amp;_Coke_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 330px; height: 430px;" src="http://www.clanamaral.com/images/Navidad/Santa_Claus_&amp;_Coke_2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda Garotos Podres! acusa a figura do Papai Noel de ser um filho da puta, porco capitalista, que rejeita os miseráveis - algo que muitas pessoas, observando o consumismo da época de Natal e as propagadas da Coca-Cola, também pensaram. Alguns poucos argumentam que na verdade ele é socialista, pois distribui os presentes sem custo algum, e não lucra nada com isso, e algumas poucas crianças acreditam que é caridade. No entanto, Papai Noel não tem relação nenhuma com qualquer um desses modos de produção muito teorizados no confuso século XX, muito menos com virtudes cristãs que jamais estariam presentes em um habitante das gélidas e impiedosas terras do Pólo Norte. Papai Noel é o semi-deus governador de seu próprio modo de produção, e seu governo e poder político-econômico se estendem para além dos limites do Estado Nacional do Pólo Norte. Este é o modo de produção natalino.&lt;br /&gt;A força de trabalho do modo de produção natalino é formada pelo sub-proletariado da raça duende, uma vasta população que ficara isolada nas terras do Pólo Norte, e teve todos os seus meios de produção e até a própria educação tradicional expropriados por um dissidente do capitalismo carismático, autoritário e patriarcal, interessado em violar a soberania e as fronteiras dos Estados Nacionais e eliminar a possibilidade de competição ou crise às quais as empresas comuns, mesmo as mais poderosas, devem se submeter. Papai Noel oferece a sua imagem para as forças do capitalismo, como uma distração para as suas atividades predatórias mascaradas de benefício para as grandes empresas, pedindo à benevolência das empresas a matéria-prima, inclusive lixo e produtos pré-prontos, que for excedente, estabilizando assim os preços para os empreendedores capitalistas. Os capitalistas sabem do benefício econômico que essas doações trazem para seus bolsos, e ainda recebem muito crédito da população consumidora através da atenção dada pela mídia a esses eventos de caridade. O Papai Noel também fica bem representado, e consegue toda a sua matéria-prima sem gastar nada da força de trabalho ou de recursos, pois estes inexistem no Pólo Norte. Dessa forma, o Papai Noel é o único no Pólo Norte a ter acesso à matéria-prima, fazendo os duendes se submeterem a qualquer regime de trabalho no complexo industrial, na esperança de subsistência.&lt;br /&gt;Papai Noel usufrui do poder da ideologia para manter os regimes de trabalho desumanos dos duendes durante o ano inteiro, apresentando os esforços deles como altamente virtuosos, um exercício de caridade extremamente essencial para trazer a felicidade às criancinhas humanas de todo o globo. Essa estratégia está sendo utilizada, de maneira bastante rudimentar, pelo sistema capitalista no século XXI. A falta de meios de produção, de recursos, de força física, de acesso à educação, de consciência de classe, e a ideologia quase-religiosa do Natal, mantém os duendes em um regime opressivo e sem chances de empoderamento ou revolução.&lt;br /&gt;Na ideologia do Natal, todos os envolvidos no modo de produção natalino têm uma missão maior: fazer os presentes para a felicidade das criancinhas no mundo inteiro. Essa missão é liderada pelo semi-deus Papai Noel, figura paternal e profética com poderes mágicos e um grande coração, ao qual os duendes devem grande obediência. As propagandas sobre as grandes viagens do Papai Noel ao final do ano sempre relativizam o trabalho explorado dos duendes, que permanecem em segundo plano - embora eles sequer saibam disso. A vida típica de um membro da corte nomeado pelo clero, com muitos caprichos satisfeitos e comidas fartas, também é ocultada da população duende, que aceita a aparência do Papai Noel como natural à sua personalidade. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://yuzuru.files.wordpress.com/2007/05/papai-noel-malvado.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 526px; height: 480px;" src="http://yuzuru.files.wordpress.com/2007/05/papai-noel-malvado.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, o sistema capitalista fica estável, Papai Noel não gasta com matéria-prima, a força de trabalho é explorada ao máximo e todos acreditam que a atitude de Papai Noel é a salvação divina. Mas as travessuras do bom velhinho não páram por aí. Durante seu pequeno período de trabalho anual - a entrega de presentes - a suposta divindade aproveita a excitação e distração da época para exercer seu poder acima da lei: transição entre as fornteiras dos Estados sem perrmissão, invasão de propriedades particulares, saque de provisões alimentares das casas (biscoitos, etc) e até perturbação do horário de silêncio. Papai Noel exige as homenagens das árvores de Natal e outros luxos e aproveita para dar a sua lição de moral etnocêntrica às crianças das culturas mais variadas, incentivando-as a se submeter à educação autoritária e permanecer individualista em uma sociedade altamente competitiva. Como ele distribui os presentes gratuitamente, as famílias e Estados Nacionais são permissivos para com ele.&lt;br /&gt;Por estes motivos, é sociologicamente impreciso caracterizar o Papai Noel como um representante do capitalismo, pois, em sua economia: o trabalho não é livre, o trabalho é valorizado em seu esforço e tem o reconhecimento da relação entre o produtor e o produto, não existe lucro nem trocas comerciais, o poder de consumo é desnecessário bem como a produção subsistente e a extração de matéria-prima. Não existe competição, nem educação das massas e nem submissão à lei de outros países, pois a figura da divindade é muito carismática e inibe o espírito crítico de todos os membros das nações, pois todos conhecem crianças, que são os seus súditos e alter-consumidores mais essenciais para todo o funcionamento de sua economia e, conseqüentemente, seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.universiabrasil.net/images/materias/animacao/ani_exp005.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 700px; height: 309px;" src="http://www.universiabrasil.net/images/materias/animacao/ani_exp005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo à opressão natalina, apague as luzes de sua vizinhança!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4061096993789408767?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4061096993789408767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/modo-de-produo-natalino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4061096993789408767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4061096993789408767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/modo-de-produo-natalino.html' title='Modo de produção natalino'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-390620191239279439</id><published>2008-11-01T14:44:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:58:02.719-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios satíricos'/><title type='text'>Modo de produção natalino</title><content type='html'>A banda Garotos Podres! acusa a figura do Papai Noel de ser um filho da puta, porco capitalista, que rejeita os miseráveis, algo que muitas pessoas, observando no consumismo da época de Natal e as propagadas da Coca-Cola, também pensaram. Alguns poucos argumentam que na verdade ele é socialista, pois distribui os presentes sem custo algum, e não lucra nada com isso, e algumas poucas crianças acreditam que é caridade. No entanto, Papai Noel não tem relação nenhuma com qualquer um desses modos de produção muito teorizados no confuso século XX, muito menos com virtudes cristãs que jamais estariam presentes em um habitante das gélidas e impiedosas terras do Pólo Norte. Papai Noel é o semi-deus governador de seu próprio modo de produção, e seu governoe  poder político-econômico se estendem para além dos limites do Estado Nacional do Pólo Norte. Este é o modo de produção natalino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-390620191239279439?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/390620191239279439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/modo-de-producao-natalino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/390620191239279439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/390620191239279439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/11/modo-de-producao-natalino.html' title='Modo de produção natalino'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-864672133611392529</id><published>2008-10-31T14:32:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:58:20.674-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O progresso é frio como uma navalha</title><content type='html'>Textinho publicado no jornal do Diretório Acadêmico de Psicologia da UFRGS de outubro/novembro/2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso é frio como uma navalha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia oito de outubro de 2008, a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência, a Fundação Osvaldo Cruz e as Faculdades de Farmácia do país inteiro fizeram muita festa, regada a muitas risadas macabras e talvez até drogas que eles mesmos adoram desenvolver. Tudo isso pela aprovação de uma lei. Talvez eu esteja exagerando, e eles não tenham feito tanta festa assim: pra falar a verdade, a lei foi aprovada silenciosamente. E o silêncio maior foi aquele dos mais afetados pela lei: os animais nas universidades.&lt;br /&gt;Esses animais que eu estou falando não são os que vão todos os dias para a sala de aula, e que se reúnem em vários pequenos grupos primatas para exercitar suas habilidades lingüísticas, mas os que não têm a mínima idéia do que raios que estão fazendo naquele gelado laboratório com o crânio aberto e uma sensação estranha produzida por alguma mágica droga sem o seu consentimento. A Lei Arouca (11794/08), que tramitava há dez anos no Senado, regulamenta nacionalmente a experimentação animal nas instituições de pesquisa e ensino, padronizando os comitês de ética e que tipo de experimentos com animais podem ser aprovados ou não. Na prática, isso quer dizer que quem trabalha com experimentação animal ganhou um baita respaldo jurídico, e que os animais criados em biotérios terão o mesmo destino no país inteiro, sem entraves. Tudo isso apenas com a pressão dos representantes da nossa classe de cientistas, sem o mínimo diálogo com a sociedade civil. De fato, apesar do que o Senador Cristovam Buarque respondeu no e-mail que mandei para ele, não houve diálogo com NENHUMA organização de defesa dos direitos dos animais (Veddas, PEA, Gato Negro, Tribuna Animal, GAE, InterNICHE). Foi simplesmente a SBPC sussurrando no ouvido dos doutos senadores. Uma decisão secreta e anti-democrática, o que faz muito sentido em uma nação que proíbe acadêmicos de discutirem sobre legalização da maconha e reprime pelas armas qualquer tipo de movimento social que clama por terra, liberdade ou dignidade. Mas como nós não somos patriotas, e temos um espírito crítico relativamente afiado, o fato de violência e falta de democracia serem fortes tradições em nosso país não justifica lhufas. Não são só adolescentes sentimentais que gostam de cachorrinhos que combatem a experimentação animal, situação que os “cientistas” alegam para dizer que quem tem que decidir sobre experimentação animal tem que ser os que estão informados, ou seja, “cientistas”. Coloco “cientistas” entre aspas porque não admito que a vontade desses idiotas sedentos por patentes farmacêuticas e linhas no currículo lattes e sem a mínima capacidade de reflexão epistemológica ou ética seja colocada como representando a classe da qual fazem parte gênios humanistas como Carl Sagan e biólogos revolucionários e proponentes do Great Ape Project, como Jane Goodall e Richard Dawkins, e muitos outros cientistas honrados que preferiram ir para áreas como agicultura, climatologia, energias limpas, ciências sociais, economia, biologia da conservação e (por que não?) psicologia, para contribuir para o progresso do conhecimento e da sociedade, em vez da torturar inocentes ratinhos e sustentar sujos biotérios. A audácia desses idiotas em se apresentarem como a voz de toda a classe dos cientistas faz com que acadêmicos e profissionais mais preocupados com saúde, educação e não-violência criem instituições que realmente os representam, como Association of Veterinarians for Animal Rights (AVAR), Ethical Science and Education Coalition (ESEC), Humane Learning, Humane Society of the United States (HSUS), National Anti-Vivisection Society (NAVS), Novivisezione - No Vivisection, Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM) e, quem diria, Psychologists for the Ethical Treatment of Animals (PsyETA). O nó Ciência e Direitos dos Animais é bastante forte no hemisfério norte, como dá pra perceber. Lá a discussão transcende a ridícula dicotomia proteção animal x progresso das ciências da saúde, pois aparentemente os cientistas do hemisfério norte são mais criativos para imaginar métodos rigorosos de investigação que não explorem animais (os tais métodos alternativos), já que a discussão que importa é: queremos uma Ciência humanitária e não violenta ou não? O preocupante não é a tecnologia e o acúmulo de conhecimento (pelo menos enquanto não formos atacados por uma ditadura religiosa e obscurantista), pois essas coisas vão se desenvolver de qualquer jeito, matando ratinhos ou não. A questão é: que tipo de educação é essa que legitima a violência dentro da instituição máxima do saber? Que tipo de civilização a vanguarda do saber está construindo dessa forma? É isso que queremos que nossos jovens cientistas aprendam? &lt;br /&gt;Agora, com essa nova lei, a ideologia do bem-estarismo e da experimentação animal será ainda mais forte, com todo um respaldo jurídico, acadêmico e midíatico, capando com uma navalha as tentativas legais de se defender a dignidade desses animaizinhos explorados e maltratados e assim vai morrendo até mesmo o espírito crítico e a reflexão filosófica da nossa tão capenga academia. Qualquer vestibulando que espera transgredir as fronteiras do pensamento ao entrar na universidade irá se deparar com professores acomodados cortando suas asas e dizendo que induzir um cão ao desamparo aprendido ou arrancar o coração de uma rã viva para ver a maravilha da noradrenalina agindo é ético porque é respaldado por lei, e porque todo mundo faz. O assassinato de inúmeros seres sencientes mata também a possibilidade de uma afiada formação filosófica para os cientistas. Essa sim é uma dicotomia na qual os dois lados não podem coexistir, e cada cientista vai ter que escolher o seu e decidir que tipo de progresso se quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Graebin de Farias, futuro cientista de verdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-864672133611392529?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/864672133611392529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/10/o-progresso-frio-como-uma-navalha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/864672133611392529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/864672133611392529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/10/o-progresso-frio-como-uma-navalha.html' title='O progresso é frio como uma navalha'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1983809465858268535</id><published>2008-10-04T19:46:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T21:17:35.229-07:00</updated><title type='text'>Aguardar resposta e sustentação</title><content type='html'>Estive aqui em deparando com exercícios de introspecção nos quais fiquei rememorando minhas práticas de psicoterapia (ah, tão novinho!) e atitudes nas relações interpessoais em geral, e surgiu-me então uma simplória classificação sobre dois modos de se comportar durante e após proferir um enunciado, seja verbal ou não: aguardar resposta ou sustentar o enunciado. Estes dois modos de se comportar então teriam conseqüências muito diferentes, fazendo-se necessário pensar a ética de cada um.&lt;br /&gt;Admito, como posição ética, que devemos sempre ter sensibilidade para perceber as respostas de outros indivíduos diante de nossos discursos e atuações, e que para a construção d euma sociedade democrática devemos sempre dar o direito à voz ao outro. Porém, o aguardo de resposta que classifico aqui se refere a assumir uma posição neutra após o enunciado, aguardando a colocação, aprovação ou recusa do outro indivíduo. Isso protege psiquicamente o autor do enunciado de sofrer qualquer ataque, pois retornando à posição neutra ele se desapega de seu enunciado, que fica à mercê da colocação do outro. Fazer isso é um bom preparo de solo para estabelecer um vínculo, evitar conflitos e conduzir negociações importantes e delicadas, o que é muito usado na prática clínica em psicologia.&lt;br /&gt;Só que nem sempre é a melhor posição a assumir: hoje atendi meu primeiro caso de alcoolismo, de uma mãe que veio obrigado para o atendimento pois senão perderia a guarda dos filhos (está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente que eles têm direito a viver em um ambiente livre de ameaças e práticas parentais inadequadas, e alcoolismo é uma delas). A moça chegou na consulta de forma compulsória e sem receber nenhum documento formal que pudesse ler para estar informada, o que fez com que chegasse confusa, sem querer muito papo e em tom desafiador com 'o doutor'. Esse contexto ainda catalisado pelo humor e comportamento de uma alcoolista, dentro os quais está a oposição e a negação do problema. No final das contas, o atendimento saiu ótimo, pois eu sou super congruente com a minha humanidade e me disponho à escutar, assim desenvolvemos um bom vínculo. Mas na hora de comunicar para ela o motivo de sua vinda à consulta, assumi a mesma posição de 'aguardar resposta', o que fez ela me desafiar e me achar um babaca. Nesse momento eu devia ter sustentado minha posição, de forma firme e clara, pois afinal das contas eu estava certo e tinha evidências disso.&lt;br /&gt;Sustentar envolve a percepção do feedback também, mas não numa posição neutra. É preciso se descentrar e tomar partido. Devemos estar congruentes com a enunciação, seguros da nossa posição em função dos conhecimentos consolidados. Ela é mais arriscada em termos de sentimento do outro em relação ao autor da enunciação, mas é boa se o interesse é desequilibrar a relação ou fazer a sua posição ser vista. Sustentar, significa mostrar que não vamos abrir mão de nada, diferentemente da submissão de aguardar resposta, que busca ouvir a demanda do outro e modificar-se em relação à ela.&lt;br /&gt;Nenhuma das duas é mais certa: são estratégias, que dependem do contexto e da aplicação para serem bem-suceiddas ou não. Sendo estratégias, portanto, é recomendável não se viciar sempre na mesma, mas agir de forma inteligente e variada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1983809465858268535?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1983809465858268535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/10/aguardar-resposta-e-sustentao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1983809465858268535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1983809465858268535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/10/aguardar-resposta-e-sustentao.html' title='Aguardar resposta e sustentação'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1869318390279062592</id><published>2008-09-08T17:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T08:49:44.225-07:00</updated><title type='text'>As idéias do Lutzenberger e as minhas</title><content type='html'>Mês passado participei de um evento muito bacana que foi a I Semana de História e Meio Ambiente e I Mostra de Documentários Ambientais, promovido pelo movimento estudantil da PUC-RS. É muito feliz ver o pessoal da História rompendo as barreiras tradicionais da disciplina e se apropriando dos problemas ambientais, cosntruindo aquela palavrinha mágica da transdisciplinaridade, embora não tenham usado esse termo nenhuma vez. Mas foi isso o que aconteceu: biólogos, historiadores, cientistas sociais, jornalistas, geógrafos, professores universitários dessas áreas, a turma do técnico em monitoramento e controle ambiental e dois estudantes de psicologia perdidos, mas muito interessados, participantes e críticos.&lt;br /&gt;A temática central era sobre o meio ambiente no Rio Grande do Sul, sobre os riscos e negligências do bioma pampa, a ameaça das grandes empresas da celulose, Aracruz e Stora Enso, a perda da biodiversidade e um estudo e homenagem a um dos maiores ícones do ambientalismo no Rio Grande do Sul, José Antônio Lutzenberger. Foram exibidos dois documentários sobre a vida dele, 'Lutzenberger:For Ever Gaia' e 'O Legado Lutzenberger', e teve uma mesa-redonda com outros dois ícones do movimento ambientalista, Augusto Carneiro e Flávio Lewgoy. Com todo esse panorama, deu pra ter um quadro geral dos pressupostos epistemológicos do movimento ambientalista gaúcho e das idéias do Lutz, como é chamado. Adoro demais ouvir teorias e palavras de sabedoria de pioneiros e veteranos, e suas histórias de vitória e militância, e mudança de paradigma. Porém, não pude deixar de notar que todos os ambientalistas que falaram e a grande massa que estava presente pareciam se enquadrar em um ambientalismo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;softcore&lt;/span&gt;, com um discurso sem práxis e sem uma crítica propositiva de mudanças estruturais nos modelos econômicos. Por isso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;softcore.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cheguei atrasado e perdi o começo do primeiro filme, então peguei a partir da crítica que Lutz tece sobre a destruição ambiental causada pela moderna tecnologia industrial. Levanta os clássicos problemas de exploração dos recursos naturais, poluição, devastação e produção de lixo produzidos pela indústria e por todo o sistema capitalista desde a Revolução Industrial. No entanto, ele erra ao considerar a destruição ambiental atual como inerente à natureza da tecnologia. Isso porque esse enunciado pressupõe que tecnologia significa qualquer equipamento complexo produzido em uma indústria por uma linha de produção em série e que consuma alguma das fontes energéticas desenvolvidas a partir da Revolução Industrial, desconsiderando que vasos, talheres, tapetes, roupas, iglus, arados, enxadas, fornos e muitos outros instrumentos bem mais simples em termos de composição e de produção sejam também tecnologia.  Segundo a Wikipédia:&lt;br /&gt;" &lt;b&gt;Tecnologia&lt;/b&gt; (do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga" title="Língua grega antiga"&gt;grego&lt;/a&gt; &lt;b&gt;τεχνη&lt;/b&gt; — "&lt;b&gt;ofício&lt;/b&gt;" e &lt;b&gt;λογια&lt;/b&gt; — "&lt;b&gt;estudo&lt;/b&gt;") é um termo que envolve o conhecimento técnico e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia" title="Ciência"&gt;científico&lt;/a&gt; e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento."&lt;br /&gt;Ou seja, a aplicação sistematizada dos ossos conhecimetnos e o uso de instrumentos é tecnologia. Isso é inerente e necessário à vida do Homo Sapiens e de outras espécies também. Não que isso seja bom ou ruim em si mesmo, e sim que é algo qeu acontece, e até hoje nunca vi ninguém defender que esqueçamos todos os nossos conhecimentos para tentarmos viver a vida como ignorantes absolutos. A tradição energética e de consumo da Revolução Industrial realmente ferrou com o nosso querido planetinha, que se torna cada vez mais pobre em recursos naturais, mas a solução não é abandonar a tecnologia, mas sim tranformá-la. Se o problema são os combustíveis fósseis e a poluição, precisamos de tecnologias energéticas e de produção limpas. Não se trata de reformar, com motores mais eficientes e econômicos ou estipulando taxas limites de poluição para as empresas, mas sim de instalar carros a hidrogênio e enegia elétrica derivada de baterias solares, e métodos de reaproveitamentos de produtos químicos dentro das próprias empresas. Temos o dever ético de sustentar toda a população do globo e de poupar os nossos ecossitemas, em uma missão cornucopiana que só será possível com as promissoras eco-techs.&lt;br /&gt;Os ambientalistas clássicos falam na importância da mudança de consciência, mas ao meu ver a chave para salvar o globo está na modificação estrutural do sistema econômico. Consciência é super legal, mas ela não necessariamente leva a uma práxis. Essa é uma tese clássica da escola marxista, de que a tomada da consciência de classe levará necessariamente à luta contra o sistema econômico, sendo então tarefa dos intelectuais levar essa consciência de classe para os até então alienados. Não gosto dessa atitude missionária, duvido de que a consciência de classse sempre correponde aos interesses dos indivíduos desses grupos e considero as massas bastante prescindíveis nas decisões políticas (ninguém é absolutamente esclarecido, e esperar que todos sejam para então fazer alguma coisa é querer demais, além de achar que quem está ensinando a ter consciência já está prévia e absolutamente certo). Além de que a importância dessa consciência de classe está em combater valores metafísicos, como O Capitalismo ou A Exploração da Terra, e novas idéias como O Socialismo ou Gaia vão diretamente destruir todas as manifestações concretas dessas antigas cosmovisões. Considero a produção de culturas mais humanitátios um passo importantíssimo para uma mudança estrutural, mas me parece que o mais importante é a mudança em si de cada manifestação concreta dessas ideologias, sendo nomeadas e repensadas, como a substituição pelo combustível do hidrogênio, a Reforma Agrária, o biogás, a reciclagem do lixo eletrônico, o mercado agrícola local, metrôs movidos a energia elétrica, energia solar caseira ou o transporte a pé. O Marx disse que as forças produtivas é que criam a cultura, e não o contrário, e é desse conhecimento que a gente tem que se apropriar para agir mais diretamente.&lt;br /&gt;A crítica à insustentabilidade envolve também uma crítica ao capitalismo, e isso o Lutz apontou de forma magnífica: o mercado é cego às necessidades humanas. A mão invisível que rege o mundo esmaga os humanos que considerar inúteis, que não tiverem como contribuir monetariamente com o sistema ou que se coloquem no caminho dos recursos qeu a mãe desejar pegar: velhos, índios, pobres, povos excluídos do mercado que detém recursos naturais em seu território... Novas necessidades humanas são impostas em função dos produtos oferecidos e necessidades básicas são negligenciadas por não serem lucrativas. Uma fábrica polui o rio que alimenta determinada vila e, sem ter o que comer e sem a mínima noção de seus direitos constitucionais, a vila se submete a trabalhar na parte mais arriscada, imbecil e alienante da linha de produção por um valor salarial ínfimo, para então comprar a água que conseguiria de graça e mais limpinha. A consciência têm dois papéis fundamentais aí: da parte da vila, de conhecer seus direitos e como se organizar politicamente, o que só é possível com determinadas formas de acesso à educação; da parte dos cidadãos externos à isso, conhecer  a origem dos produtos que são vendidos em sua cidade e não consumir dos mesmos, a fim de que essa máquina quebre e a fábrica seja forçada a sair de lá. Para proteger essa vila, penso em duas opções: Estado de Bem-Estar Social e Previdência Social ou Auto-gestão. Novas sugestões são muito bem-vindas, mas pretendo deixar essa discussão para mais tarde.&lt;br /&gt;Esse exemplo da vila retrata bem uma das grandes polêmicas silenciosas da atualidade que é sobre a quem pertence a terra (ou Terra?). Pertence ao Estado, ao povo que ali está, a cada indivíduo em particular, a quem chegar primeiro? Como distribuir e como atribuir valor a cada pedaço de terra? Por extensão, localização geográfica, riqueza do dono anterior, produtividade, biodiversidade, oferta e procura? Enquanto não se refletir e não se entrar em consenso sobre isso, a Reforma Agrária não será possível e os direitos das populações de fora do mercado permanecerão constantemente violados, e o mercado se apropriará dos pedaços de terra e vai fazer isso que a gente vê acontecendo. A população urbana já nem sabe mais o que é terra, e a população rural só sonha com isso. As entradas são proibidas, é tudo muito longe, o dono é desconhecido. A ONU não dá palpite e as universidades fecham os olhos, e nem o opressor nem o oprimido cogitam a hipótese da democracia e da equalidade.&lt;br /&gt;Segundo tradições indígenas que o Lutz admira bastante, não são os humanos que detém a terra, mas ela que detém os humanos. Com isso eles convocam a pessoa a um apego à terra e à responsabilidade de preservá-la e cultivar sentimentos normalmente direcionados apenas a humanos(e olhe lá!), como respeito e devoção. Tenho minhas dúvidas de que essa idéia seja apenas discurso e não práxis, pois povos tribais também fazem guerra e destroem a Natureza, como disse o Jared Diamond. Mas se essas culturas pagãs, de devoção à Natureza, também envolvem práticas sustentáveis, certamente são idéias que precisamos incorporar. Tenho certas ressalvas quanto à visões místicas, ainda mais quando se existe a promessa de que são a única salvação, e considero perfeitamente possível atribuir valores mais positivos à Natureza a partir de uma visão secular, mas nada contra as pessoas considerarem a Terra uma divindade, o importante é que não se trate os nossos recursos naturais como dispensáveis ou passíveis de exploração. O Lutz sintetiza essa ética ao dizer "nós não herdamos a terra de nossos pais, nós a pegamos emprestado de nossos filhos e netos". É uma subversão do nosso conceito de propriedade.&lt;br /&gt;Alguns ambientalistas não chegam a defender um valor transcendente para a Natureza, mas apontam a experiência estética como a chave para o despertar da consciência e proteção ambiental. Sou cético enquanto a isso, pois me parece muito fácil que as pessoas aproveitem as delícias da Natureza, achem o mar superagradável e as borboletinahs voando a coisa mais lindinhas, mas continuem alienadas dos processos de produção e consumo, e assim as pessaos vão pra praia e compram suas garrafinhas de Coca-Cola para apreciar a vista e o vento. Confio muito mais na divulgação da ciência como forma de conscientização, pois as pessoas querem e precisam de informação sobre como é o mundo, como descobrir, o que fazer e como fazer. A divulgação científica intrumentaliza teoricamente as pessoas, os torna mais céticas e investigadoras, e amplia os horizontes do conhecimento, da procupação e do poder da pessoa. Precisamos saber o que fazer, como intervir e como desenvolver tecnologias, para que faça sentido nos preocuparmos com a destruição ambiental - ou não passaria de uma falta de esperança sobre uma catástrofe iminente. Para isso, precisamos popularizar a ciência, principalmente as ciências ambientais - de fato, a grande maioria dos livreos de divulgação científica é sobre evolução ou neurociências, que, por mais que sejam interessantes e importantíssimos para a educação científica e desenvolvimento da ciência, não me parecem tão urgentes quanto as ciências da terra.&lt;br /&gt;É importante reconhecer esse papel da ciência. Sem esse conhecimento, nem saberíamos a amplitude dos problemas ambientais, nem de onde vem, e nem teríamos feito nada a respeito. Alguns grupos fazem passeatas, mas outros estão pesquisando e desenvolvendo eco-techs. O lutzenberger aponta que ciência e tecnologia são a principal fonte de poder no mundo moderno, e a maior parte da população é iletrada em ciência e tecnologia. Ou seja, vivem em um mundo cheio de equipamentos dos quais usufruem, mas que não sabem como criá-los, nem de onde vem, nem quem está ganhando com isso e pra quê, e assim consomem mais e mais simplesmente porque está no mercado.&lt;br /&gt;O Lutzenberger trabalhava com educação ambiental através de seu sítio, o Rincão Gaia, que é um lugar bem bonito, tranqüilo e com bichinhos. No evento, compareceu um trabalhador e representante do Rincão Gaia, e fizemos perguntas para ele. Eu queria saber se existia pesquisa e publicações sobre o modo de produção agrícola promovido no Rincão Gaia, e ele deu a antender que não. Mas foi decepcionante ele dizer que eles criam e abatem aimais lá, porque o Lutz dizia que não tinha problemas se a criação fosse sustentável e o abate, indolor. Nunca vi nenhum estudo bem feito mostrando como se faz uma criação de animais para consumo de forma sustentável. Pior ainda, nunca vi nenhuma justificativa ética que preste que aponte para um assassinato não-consensual humanitário, como muitos defensores do bem-estar animal propagandeam. Aparentemente, a filosofia desses ambientalistas defende a preservação dos números que eprmitem o equilíbrio do ecossistema, e não necessariamente com os sujeitos coexistentes nesse ecossistema.&lt;br /&gt;Esses que eu chamei de ambientalistas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;softcore&lt;/span&gt; não sustentavam nenhuma crítica ao sistema pecuário - pelo contrário, a defendiam como uma opção ao plantio de pinus e eucaliptos, e finalizavam com a piadinha esdrúxula de que gostam de uma picanha. Nenhuma criação massiva de gado pode ser sustentável, pois envolve desmatamento, consumo exagerado de recursos e poluição dos rios e da atmosfera, além de gastos com transporte e refrigeração. Enquanto esses ambientalistas não atacarem a própria estrutura da pecuária, o aquecimento global continuará aumentando. A mudança deve ser na estrutura econômica, não simplesmente na consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Levei muito tempo escrevendo esse post, entõa talvez esteja meio solto, assim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1869318390279062592?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1869318390279062592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/09/as-idias-do-lutzenberger-e-as-minhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1869318390279062592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1869318390279062592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/09/as-idias-do-lutzenberger-e-as-minhas.html' title='As idéias do Lutzenberger e as minhas'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4976221775696052405</id><published>2008-08-27T13:58:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T14:02:34.085-07:00</updated><title type='text'>Objeto transferencial</title><content type='html'>"Não enche, máquina estúpida!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://z.about.com/d/stress/1/0/E/-/-/-/AngryComputer.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://z.about.com/d/stress/1/0/E/-/-/-/AngryComputer.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4976221775696052405?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4976221775696052405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/objeto-transferencial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4976221775696052405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4976221775696052405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/objeto-transferencial.html' title='Objeto transferencial'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-660482612318477580</id><published>2008-08-25T19:38:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T19:40:57.369-07:00</updated><title type='text'>Texto extraído da comunidade ' Bibliotecários Subversivos '</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://absurdo.files.wordpress.com/2008/03/biblioteca-angelica-3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://absurdo.files.wordpress.com/2008/03/biblioteca-angelica-3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Independência ou Morte! Des(ordem) e Progresso! Liberdade, ainda que tardia!&lt;br /&gt;- Bibliotecas polissêmicas, plurissignificativas e ecléticas!&lt;br /&gt;- A biblioteca é uma espaço de inter-relações pessoais, interação social, comunicação, criação, transformação, conflito, discussão, convivência, riso, dor, paixão, produção sociocultural!&lt;br /&gt;- A biblioteca é do Povo, para o Povo!Seu poder, sua construção, uso, transformação e destruição emanam do Povo!&lt;br /&gt;- Música, teatro, dança, artes plástica, literatura, tai chi chuan na Hora do Conto!&lt;br /&gt;- Biblioteconomia: CRIATIVIDADE, CRIAÇÃO, CRITICIDADE, CONFLITO CULTURAL, INTERAÇÃO SOCIAL;&lt;br /&gt;- Bibliotecas alegres, vivas, bonitas e tão agitadas quanto os “shopping-centers” (E.N.Fonseca)&lt;br /&gt;- Interação, oxigenação e diversidade sexual, racial, religiosa e gastronômica nas bibliotecas! Homens e mulheres num bolo só;&lt;br /&gt;- TV de plasma, DVD, Som, Telão, Canhões de projeção, Karaokê… é “nóis”!&lt;br /&gt;Lei Áurea Bibliotecária. Abaixo a Mediocridade!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-660482612318477580?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/660482612318477580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/texto-extrado-da-comunidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/660482612318477580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/660482612318477580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/texto-extrado-da-comunidade.html' title='Texto extraído da comunidade &apos; Bibliotecários Subversivos &apos;'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7246768655534471471</id><published>2008-08-16T17:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T19:43:20.083-07:00</updated><title type='text'>Tédio e Luxo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SKeNId1w7pI/AAAAAAAAAC4/ZiMUeLI9I18/s1600-h/the+usual+ad.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SKeNId1w7pI/AAAAAAAAAC4/ZiMUeLI9I18/s320/the+usual+ad.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235308268430093970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Por que razão alguém gostaria de um trabalho desses, de tempo integral, sem pagamento, arriscado, só recebendo comida e água? Ao meu ver, isso está longe de ser um trabalho. Está mais próximo de ser uma aventura.&lt;br /&gt;Para uma aventura, nos dispomos a correr riscos, dormir mal, gastar dinheiro. Investimos muito dinheiro numa aventura. As pessoas pagam por viagens, festas, horas no campo de futebol, acampamentos e mais uma infinidade de atividades divertidas. Mas para investir nessas atividades, precisamos de dinheiro, e, para isso, temos que trabalhar. Se no trabalho não se investe tanto e não nos dispomos a tanto, ele não é tão divertido, então temos o seguinte esquema: fazemos coisas chatas para ter dinheiro para fazer coisas legais.&lt;br /&gt;Isso nos traz a outra questão. Cada vez mais a renda média aumenta, em função da mobilização do capital e outros fenômenos econômicos, e cada vez mais aumenta a necessidade desse aumento na renda média para consumir a variedade crescente de produtos. As pessoas ficam dependentes do dinheiro, porque são dependentes dos produtos. São dependentes desse dinheiro porque não estão vivendo uma aventura. Estão entediadas.&lt;br /&gt;Numa situação de aventura, o dinheiro não importa. Ele não é necessário, porque não precisamos comprar nenhum tipo de artefato para nos divertirmos. Toda a diversão está no ar. Os artefatos comprados com o dinheiro do nosso trabalho são uma forma de compensar o desprazer do trabalho, de uma vida tediosa e um cotidiano alienante. As pessoas não se envolvem com seu dia-a-dia, por isso tentam escapar de qualquer forma, gastando o que tiverem para ter um pouco de felicidade e distração, longe do resto do dia. Trabalham justamente para fugir do trabalho, e nessa equação, o resultado acaba sendo zero.&lt;br /&gt;Se as pessoas vivessem vidas de aventura, todos achariam esse anúncio da Sea Shepherd Conservation Society a coisa mais natural do mundo. Marinheiros não precisam de dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7246768655534471471?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7246768655534471471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/tdio-e-luxo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7246768655534471471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7246768655534471471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/tdio-e-luxo.html' title='Tédio e Luxo'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SKeNId1w7pI/AAAAAAAAAC4/ZiMUeLI9I18/s72-c/the+usual+ad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2033212426819416375</id><published>2008-08-16T13:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T17:00:29.491-07:00</updated><title type='text'>Trabalho escravizante, paixão e arte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://supercel.com.sapo.pt/blog/2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 112px; height: 112px;" src="http://supercel.com.sapo.pt/blog/2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trabalhar mais de oito horas por dia é desumano. Isso segundo a escola de pensamento trabalhista que tem voz na legislação. Outras escolas de pensamento, como o do anti-trabalho, consideram que o trabalho por si só é desumano e extrai dos indivíduois as forças que poderiam ser usadas para o ócio e o lazer. O modelo neoliberal exige que os trabalhadores invistam cada vez mais tempo e energia a fim de sobreviver no mercado altamente competitivo, perdendo em humanidade e ganhando em produtividade. As pessoas correm para se adaptar ao sistema, mas considero importante parar para pensar em qeu tipo de sistema se quer viver. Viver para trabalhar, é isso o que queremos?&lt;br /&gt;Se essa pergunta foi feita a um workaholic, a resposta é sim. Workaholics são pessoas viciadas em trabalho que trabalham o máximo de tempo que lhes for permitido e sentem-se muito insatisfeitos quando não estão trabalhando. Esse quadro apresenta vários sintomas psicopatológicos, como insônio, surtos de raiva, stress ou depressão, o que nos faz pensar que é uma subjetividade desumanizada e sofrida. Alguém que deveria trabalhar menos e fazer outras atividades, em vez de viver nesse regime de escravidão.&lt;br /&gt;Mas e se o trabalho é realmente uma grande fonte de prazer? Se a pessoa é movida pela paixão,&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://storage.msn.com/x1pAdjo0uCo2H1-ZMbml9Cb_1QgRaFskl_f6Qg_fBF8PtubWjph6cu5XkOgMbDuDnA52CpTUQu94LmrMwxSCNzbBlR1jLIoq0aN9cmjUEYmOwj5xYqbnba8KMMb7zrK3Kg-FXe11U9rKQI5hLmhZ2PHNQ"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://storage.msn.com/x1pAdjo0uCo2H1-ZMbml9Cb_1QgRaFskl_f6Qg_fBF8PtubWjph6cu5XkOgMbDuDnA52CpTUQu94LmrMwxSCNzbBlR1jLIoq0aN9cmjUEYmOwj5xYqbnba8KMMb7zrK3Kg-FXe11U9rKQI5hLmhZ2PHNQ" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; e não pela pressão? Existirão ainda essas condições desumanas na atividade do trabalho? Faço essas perguntas pensando na imagem do artista desvairado que passa horas e horas e horas pintando, esculpindo ou compondo, num regime de dedicação exclusiva, só parando para comer e outras necessidades básicas, mas investindo no trabalho como se fosse toda a sua vida. Será ele um escravo? Se toda a sua vida gira em torno de uma única atividade, e ele também come, dorme e faz sexo no mesmo local que trabalha, sem parar para se distrair, e todos os seus pensamentos se voltam para esta atividade, a sua única diferença em relação a um escravo é a motivação?&lt;br /&gt;Trouxe esse exemplo porque romantizo bastante essa imagem. Realmente gosto dessas loucuras de passar muito tempo em torno de uma única atividade que faça sentido e seja produtiva e prazeirosa para mim. Acho muito bonito, útil e interessante ficar dias e dias envolvido somente com o estágio de vivência, ou com a banda, ou com a história em quadrinhos, com o filme, com a redação de um livro, a leitura de um livro, o kung fu, a greve geral, a perseguição dos baleeiros, enfim. Parece que isso dá um sentido para a vida e uma sensação de integração, e que tudo vai fluir nesse sentido. Mas parece que o trabalho precisa realmente fazer sentido e ser fonte de prazer, senão, esse mesmo regime sem essa motivação seria simplesmente torturante e alienante.&lt;br /&gt;Esses trabalhos que citei exigem a dedicação de corpo e alma, em vez do 'bater ponto' típico da sociedade capitalista. O trabalho enquanto obra de arte exige o ócio e a dedicação apaixonada à obra, que seria o projeto definido pelo próprio artista. Isso, por sua vez, contraria a política do trabalho enquanto obrigação e enquanto necessidade de renda, e se torna atividade lúdica, só que mais séria e com um toque de loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um toque de Augusto Boal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Tenho sincero respeito por aqueles artistas que dedicam suas vidas exclusivamente à sua arte -- é seu direito ou condição! --, mas prefiro aqueles que dedicam sua arte à vida"&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2033212426819416375?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2033212426819416375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/trabalho-escravizante-paixo-e-arte.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2033212426819416375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2033212426819416375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/trabalho-escravizante-paixo-e-arte.html' title='Trabalho escravizante, paixão e arte'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2479775172895927642</id><published>2008-08-13T17:56:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T19:27:30.581-07:00</updated><title type='text'>Moderação demais</title><content type='html'>Uma das coisas que me deixa mais incomodado é ser chamado de radical, ou radical demais, em função de minhas idéia e posicionamentos políticos. Isso me incomoda porque acho um julgamento extremamente preconceituoso e enviesado, que dissertarei numa postagem próxima. Mas algo que me deixa ainda mais incomodado é ser chamado de 'moderado demais', porque isso significa ser frouxo, covarde e pouco crítico e subversivo. A primeira me incomoda por ser um preconceito imbecil, a segundo por ser uma verdade que me desestabiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu tenho algumas idéias bastante fortes e chocantes, e muitas vezes dou uma de moderado e fico de boca fechada para não ofender ou desestabilizar ninguém. É compreensível, porque é muito sábio prever as conseqüências dos seus atos. Mas também é muito sábio atender ao dever de transformar a nossa realidade e trazer a luz, ou informação, aos que vivem na ignorância, sempre espalhando a verdade e as boas idéias. Isso, muitas vezes, significa comprar &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://usuarios.lycos.es/yyh/Personajes/Genkai04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 151px; height: 181px;" src="http://usuarios.lycos.es/yyh/Personajes/Genkai04.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uma briga, ou seja, sustentar uma discussão, Além de preparo, também é necessário pique e concentração para isso, e nem sempre eu estou no clima. Mas eu também não posso transformar esse cansaço num hábito, e tenho que mostrar meu espírito de guerreiro, pois só depois do cansaço é que a luta começa, como diria a velha Genkai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e se isso significa que a pessoa vai levar a briga para o lado pessoal e ficar ofendida com o ataque às suas idéias? Por um lado, é preciso ter sensibilidade para não causar um dano emocional na pessoa gratuitamente, só para impor o próprio pensamento, como um sobrinho ateu criticando a religião na frente de sua religiosa vovó sem o mínimo comedimento, como se estivesse falando com amigos ou com acadêmicos. Por outro lado, existe uma tremenda falha na educação na população em geral que se refere ao despreparo para discutir criticamente e pluralisticamente. As pessoas são apegadas à próprias idéias, e se têm a intenção de discutir, devem se desapegar delas, pois podem estar erradas, e provavelmente estarão: ninguém sabe tudo, sempre tem algo a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, fiz uma linda defesa do espaço acadêmico como um espaço plural e democrático no qual todos são humildes e constroem o conhecimento na maior diversão. Mas nem sempre funciona assim, e muitas vezes as autoridades são as mais apegadas às próprias idéias, o que inviabiliza qualquer discussão razoável. Nesse caso, o que fazer? Por motivos pragmáticos, podemos ficar quietos e fazer de conta que o que o professor diz tem algum sentido, correndo o risco de ouvir o mesmo discurso ideológico repetidas vezes e permitir que os colegas também sejam vítimas dessa lavagem cerebral, a fim de não perder energia discutindo com um gravador que não pensa epistemologicamente e parece não ter capacidade de introspecção. Mas, em defesa da verdade, da democracia e do propósito daquele espaço, torna-se dever comprar essas brigas, por mais infrutíferas que sejam, pois desestabiliza e permite a mudança, e ainda funciona como uma propaganda pelo ato, mostrando o qeu deve ser feito em sala de aula. Se ignorado por estupidez do professor, ao menos os colegas verão o seu martírio e o quão estúpido é o professor. E se o professor ficar ofendido, que peça para sair, pois a academia não é lugar para quem chora por ser criticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e fora da academia? Criticar radicalmente só gera inimizade. Bom, aí entram as estratégias de comunicação e como apresentar uma idéia de forma objetiva e não falaciosa, mas ainda assim persuasiva, escohendo bem as palavras e usando um tom suave, com compreensão e empatia. Se a pessoa vai expor suas idéias, por que deveríamos ficar calados? Não poderíamos expor também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na aventura do conhecimento, aparecerão muitas barreiras, e devemos ultrapassá-las vigorosamente. Saúde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2479775172895927642?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2479775172895927642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/moderao-demais.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2479775172895927642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2479775172895927642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/moderao-demais.html' title='Moderação demais'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6267108253563596167</id><published>2008-08-12T20:08:00.000-07:00</published><updated>2010-02-04T11:54:55.535-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musas Cientistas'/><title type='text'>Artigos da Natalie Portman</title><content type='html'>Vocês sabiam que a Natalie Portman é psicóloga? E ainda por cima, cientista? Pois é, descobri isso no blog &lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/"&gt;SEMCIÊNCIA&lt;/a&gt;, e consegui os dois artigos dela publicados, sob o nome de Natalie Harshleg. Particularmente, tenho uma queda por mulheres cientistas, e adoro saber fofocas bizarras sobre as celebridades, o que me motivou a postar isso tudo. O mais legal é que os artigos dela são interessantes, e são muito mais ciência do que o que é produzido no nosso Instituto de Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Title: Frontal lobe activation during object permanence: Data from near-infrared spectroscopy &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Author(s): &lt;a title="one-click search" href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=OneClickSearch&amp;amp;field=AU&amp;amp;val=Baird+AA&amp;amp;ut=000177444900025&amp;amp;auloc=1&amp;amp;curr_doc=1/1&amp;amp;Form=FullRecordPage&amp;amp;doc=1/1"&gt;Baird AA&lt;/a&gt;, &lt;a title="one-click search" href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=OneClickSearch&amp;amp;field=AU&amp;amp;val=Kagan+J&amp;amp;ut=000177444900025&amp;amp;auloc=2&amp;amp;curr_doc=1/1&amp;amp;Form=FullRecordPage&amp;amp;doc=1/1"&gt;Kagan J&lt;/a&gt;, &lt;a title="one-click search" href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=OneClickSearch&amp;amp;field=AU&amp;amp;val=Gaudette+T&amp;amp;ut=000177444900025&amp;amp;auloc=3&amp;amp;curr_doc=1/1&amp;amp;Form=FullRecordPage&amp;amp;doc=1/1"&gt;Gaudette T&lt;/a&gt;, &lt;a title="one-click search" href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=OneClickSearch&amp;amp;field=AU&amp;amp;val=Walz+KA&amp;amp;ut=000177444900025&amp;amp;auloc=4&amp;amp;curr_doc=1/1&amp;amp;Form=FullRecordPage&amp;amp;doc=1/1"&gt;Walz KA&lt;/a&gt;, &lt;a title="one-click search" href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=OneClickSearch&amp;amp;field=AU&amp;amp;val=Hershlag+N&amp;amp;ut=000177444900025&amp;amp;auloc=5&amp;amp;curr_doc=1/1&amp;amp;Form=FullRecordPage&amp;amp;doc=1/1"&gt;&lt;strong&gt;Hershlag N&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a title="one-click search" href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=OneClickSearch&amp;amp;field=AU&amp;amp;val=Boas+DA&amp;amp;ut=000177444900025&amp;amp;auloc=6&amp;amp;curr_doc=1/1&amp;amp;Form=FullRecordPage&amp;amp;doc=1/1"&gt;Boas DA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Source: NEUROIMAGE 16 (4): 1120-1126 AUG 2002&lt;br /&gt;Document Type: Article&lt;br /&gt;Language: English&lt;br /&gt;&lt;a href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=PagedCitedRefList&amp;amp;UT=000177444900025&amp;amp;doc=1/1&amp;amp;rec_id=126059416"&gt;Cited References: 24&lt;/a&gt; &lt;a href="http://apps.isiknowledge.com/WoS/CIW.cgi?SID=4CnGIOki4AH4kJP44np&amp;amp;Func=DispCitingRec&amp;amp;doc=1/1&amp;amp;isickref=126059416"&gt;Times Cited: 23&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abstract: The ability to create and hold a mental schema of an object is one of the milestones in cognitive development. Developmental scientists have named the behavioral manifestation of this competence object permanence. Convergent evidence indicates that frontal lobe maturation plays a critical role in the display of object permanence, but methodological and ethical constrains have made it difficult to collect neurophysiological evidence from awake, behaving infants. Near-infrared spectroscopy provides a noninvasive assessment of changes in oxy- and deoxyhemoglobin and total hemoglobin concentration within a prescribed region. The evidence described in this report reveals that the emergence of object permanence is related to an increase in hemoglobin concentration in frontal cortex.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Simple Method To Demonstrate the Enzymatic Production of Hydrogen from Sugar &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natalie Hershlag&lt;/strong&gt; Syosset High School, Syosset, NY 11791&lt;br /&gt;Ian Hurley Department of Obstetrics and Gynecology, North Shore University Hospital, Manhasset, NY 11030&lt;br /&gt;Jonathan Woodward Chemical Technology Division, Oak Ridge National Laboratory, Oak Ridge, TN 37831-6194&lt;br /&gt;October 1998 Vol. 75 No. 10p. 1270&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jchemed.chem.wisc.edu/Journal/Issues/1998/Oct/PlusSub/V75N10/p1270.pdf"&gt;Full Text (PDF)&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Abstract&lt;br /&gt;There is current interest in and concern for the development of environmentally friendly bioprocesses whereby biomass and the biodegradable content of municipal wastes can be converted to useful forms of energy. For example, cellulose, a glucose polymer that is the principal component of biomass and paper waste, can be enzymatically degraded to glucose, which can subsequently be converted by fermentation or further enzymatic reaction to fuels such as ethanol or hydrogen. These products represent alternative energy sources to fossil fuels such as oil. Demonstration of the relevant reactions in high-school and undergraduate college laboratories would have value not only in illustrating environmentally friendly biotechnology for the utilization of renewable energy sources, such as cellulosic wastes, but could also be used to teach the principles of enzyme-catalyzed reactions. In the experimental protocol described here, it has been demonstrated that the common sugar glucose can be used to produce hydrogen using two enzymes, glucose dehydrogenase and hydrogenase. No sophisticated or expensive hydrogen detection equipment is required-only a redox dye, benzyl viologen, which turns purple when it is reduced. The color can be detected by a simple colorimeter. Furthermore, it is shown that the renewable resource cellulose, in its soluble derivative from carboxymethylcellulose, as well as aspen-wood waste, is also a source of hydrogen if the enzyme cellulase is included in the reaction mixture.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6267108253563596167?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6267108253563596167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/artigos-da-natalie-portman.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6267108253563596167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6267108253563596167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/artigos-da-natalie-portman.html' title='Artigos da Natalie Portman'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6037440255514912196</id><published>2008-08-12T18:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T07:29:10.511-07:00</updated><title type='text'>Ser psicólogo e ser humano normal</title><content type='html'>Tenho me deparado nos últimos tempos, em função da minha intensa vivência de estágio na rede de São Lourenço do Sul e do crescente envolvimento da minha turma de Psicologia com a prática em saúde mental, com a relevante, mas às vezes torpe, discussão ética sobre o contato que temos com as pessoas durante nossa prática de terapia e o contato com essas mesmas pessoas fora do cenário terapêutico. Ou seja: como se portar ao encontrar na rua, em um bar ou no supermercado, um paciente seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro a gente tem que pensar o porquê essa é uma questão. Essa é uma questão porque a prática em psicologia dentro de um setting terapêutico é considerada distinta da prática de outras profissões, como enfermagem, medicina, docência, odontologia, comércio e vendas, secretariado e outras. Isso porque consideram que ela trata de problemas de uma esfera qualitativamente diferente de todas as outras práticas e profissões: a esfera privada e simbólica do paciente, com seus medos, neuroses, angústias e segredos que não devem ser coletivizados. A partir daí, pensa-se que o contato que o terapeuta e o paciente tenham fora desse cenário profissional seja já uma exposição desses segredos e neuroses do paciente. Essa exposição, além de condenável, comprometeria o vínculo, a transferência e toda a relação terapêutica daí em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um pressuposto geral em qualquer psicoterapia que se aprende na Universidade. O que não nos ensinam é que esse pressuposto tem uma orientação teórica muito bem rígida: a psicanálise. A teoria psicanalítica supõe que para o bom andamento da terapia, ou análise, como é chamada, é necessário que ocorra a transferência do paciente para o terapeuta, aliada à idealização do terapeuta como detentor de um saber especial sobre seus processos inconscientes. Por isso, perceber o terapeuta em outra situação que não a de análise seria desidealizá-lo, e, portanto, desandar no processo terapêutico/analítico (estou aqui equiparando psicoterapia e análise, mas elas posuem algumas diferenças). Ou seja, reconhecer o terapeuta como um ser humano completo seria improdutivo e disfuncional para a terapia. Isso significa que o terapeuta deve evitar a todo custo que paciente e terapeuta não se encontrem fora da situação de terapia, controlando, vigiando e até reprimindo suas próprias condutas ou exposições, a fim de manter a boa relação de trabalho. Assim, o terapeuta tem medo de que ele seja desidealizado, e o paciente tem medo de que ele seja analisado publicamente ou exposto em seus segredos e associações livres pela conduta do terapeuta em um cenário qualquer. Supondo que a resposta imediata do contato entre a pessoa que é terapeuta e a pessoa que é paciente será a análise e interpretação, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante deixar claro que essa conduta ética que aprendemos na Universidade deriva já de uma posição teórica, que é importante que seja questionada e que nos sintamos livres para pensar outras formas de encarar essa situação-problema. Um amigo meu das Ciências Socias da USP me inspirou a essa reflexão e crítica ao contar como na sua faculdade existe um tabu em relação a expor a própria posição política em sala de aula por parte do corpo docente. A justificativa é que expor a sua posição política é ser ideológico, em vez de técnico, o que seria uma falta de profissionalismo. Esse é um pressuposto weberiano, de que deve-se burocratizar e impessoalizar as relações profissionais, a fim de que sejam funcionais e ideais, e que todos seguem, independente de serem weberianos, marxistas ou pós-modernos, simplesmente por não investigarem epistemologicamente suas próprias condutas. Essa suposição difere radicalmente da do paradigma marxista, por exemplo, na qual docência e militância fazem parte de um mesmo processo, a práxis, que consiste na ação consciente voltada para a construção de uma sociedade sem classes. No entanto, como eu disse, até esses marxistas são, no âmago do seu ser, weberianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece com os não-psicanalistas, que também se esforçam por manter a relação terapeuta-paciente o mais distante possível de uma relação humana normal e saudável. Vimos que existe uma justificativa teórica e um propósito técnico para essa conduta, mas também existe um propósito ideológico. O Alfredo Moffat mostra o comprometimento ideológico desta prática dos terapeutas com a disseminação dos valores burgueses, de distância, frieza, troca comercial e etiqueta, que são contrastadas com o que ele considerou as condutas proletárias, que envolvem piadas, toques corporais, conversas calorosas e irreverência, e como esse comprometimento ideológico da terapia é naturalizado, e justificado teoricamente como demonstrei anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, com a maravilhosa experiência que tive em São Lourenço do Sul, onde a Reforma Psiquiátrica está bem implementada e existe uma postura bastante peculiar entre os profissionais da saúde mental dessa cidade, pude ver que existem diferentes formas de ser profissional e ser humano, e que é possível ter uma relação descontraída com um paciente, e até brincar com ele na rua ou encontrá-lo numa festa, sem perder o saber/poder tão querido aos profissionais. É possível até mesmo segurá-los ou abraçá-los, sem que eles simbolizem ou associem com experiências traumáticas de um Complexo de Édipo mal-resolvido. Envolve também colocar os profissionais psi no mesmo status que outros profissionais da equipe de saúde, que também ouvem os pacientes e sabem sobre eles, e que se envolvem da mesma maneira. Claro, existem condutas específicas do psicólogo, referentes a escuta clínica e a alguns pontos do 'Código de Ética', mas isso não significa que o psicólogo tenha um status e um campo de atuação qualitativamente diferente de todos os outros, como se fosse o único a conhecer a psique do indivíduo, e isso lhe trouxesse um tipo diferente de poder e fardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso também que é mais importante ser humano e ser competente tecnicamente do que ser idealizado, por causa dos valores que sigo, que são bem diferentes de uma defesa da imagem. Se um dia o paciente ver o seu terapeuta com um namorado na praça, qual é o problema? O terapeuta não pode namorar? O paciente não suporta que ele seja gay? O paciente se sentiu ignorado pelo terapeuta? Longe de ter que reprimir seus desejos e estereoripar suas condutas a fim de preservar uma imagem para o paciente, considero dever do terapeuta expressar-se de forma sincera e saber trabalhar questões como essa com o paciente. Estudamos por muito tempo a importância de se respeitar e tolerar as diferentes subjetividades, e considero que isso nos torna competentes para trabalharmos essas questões caso nossos pacientes não se mostrem tão tolerantes às diferentes subjetividades. Terapeuta tem direito de ser humano, e se o paciente fica complexado por essas coisas, precisa mesmo é trabalhar isso em terapia.  É dever do terapeuta tomar a dianteira na defesa da singularidade no cotidiano, e não só no campo teórico ou do discurso, em vez de ajudar a neurotizar o paciente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6037440255514912196?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6037440255514912196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/ser-psiclogo-e-ser-humano-normal.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6037440255514912196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6037440255514912196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/ser-psiclogo-e-ser-humano-normal.html' title='Ser psicólogo e ser humano normal'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3689750631190294518</id><published>2008-08-12T06:41:00.001-07:00</published><updated>2008-08-12T06:41:20.494-07:00</updated><title type='text'>Como desvirtuar um nome...</title><content type='html'>Depois do Comprando a Geração Coca-Cola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SKGRKVkcD8I/AAAAAAAAACw/YeFEnWBhVrg/s1600-h/churrascaria+gandhi.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SKGRKVkcD8I/AAAAAAAAACw/YeFEnWBhVrg/s320/churrascaria+gandhi.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233623848755924930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu estou fazendo piada com isso, mas chega a ser ofensivo. Usar nomes de grandes figuras com propósitos comerciais, e ainda por cima desvirtuando o significado do nome da pessoa é um atentado contra a História. Eu gosto de iconoclastia, mas quando usada para propaganda perde o tom de crítica e vira humilhação. É também uma ofensa à inteligência dos consumidores, iludidos com propagandas cretinas, como aquelas das vacas e frangos livres e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A título de contra-evidência, apresento frases famosas do Mohandas Gandhi em favor da dieta vegetariana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q"&gt;"Para mim, a vida de um cordeiro não é menos preciosa que a de um homem. Não estaria disposto a sacrificar a vida de um deles em nome do corpo humano. Acho que quanto mais indefesa a criatura mais direito ela tem à proteção dos homens contra a crueldade humana." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" border="0" cellspacing="3" height="129" width="558"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span class="q"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top"&gt; &lt;img src="http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/images/frases/gandhi.jpg" alt="Gandhi" title="Gandhi" height="113" width="85" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="q"&gt;"Mas aquele que não está qualificado para esse serviço não é capaz de oferecer nenhuma proteção. Preciso de mais autopurificação e sacrifício, antes de ter a esperança de poder salvar os cordeiros desse massacre profano. Rezo constantemente para que nasça na Terra um grande espírito, homem ou mulher, animado por uma compaixão divina, que nos libertará desse pecado hediondo, salvará a vida das criaturas inocentes e purificará o templo. Como é que Bangala, com toda sua cultura, inteligência, abnegação e sensibilidade tolera essa carnificina?" - &lt;/span&gt;&lt;span class="q"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Há muito de verdade no dito de que o homem se torna aquilo que come. Quanto mais grosseiro o alimento tanto mais grosseiro o corpo."&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;"Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos."&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são  tratados."&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span class="q"&gt;GANDHI, Mohandas K. Autobiografia - Minha vida e minhas experiências com a verdade. São Paulo: Palas Athena, 1999. 3 ed.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3689750631190294518?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3689750631190294518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/como-desvirtuar-um-nome.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3689750631190294518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3689750631190294518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/como-desvirtuar-um-nome.html' title='Como desvirtuar um nome...'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_emROCuwqwUk/SKGRKVkcD8I/AAAAAAAAACw/YeFEnWBhVrg/s72-c/churrascaria+gandhi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2153577276824708297</id><published>2008-08-11T20:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T20:21:14.499-07:00</updated><title type='text'>Escrever sobre tudo e o papel do blog</title><content type='html'>Outro dos motivos pelos quais meu blog permaneceu inerte por um bom tempo foi por uma estúpida hipervalorização do formato pelos quais as idéias são apresentadas. Ou seja, eu queria escrever de um jeito mais profissional do que o que eu escrevi até agora no blog, o que obviamente só emperra e burocratiza as idéias. Como se o formato e a oficialidade fossem pontos importantes para a relevância de uma idéia, em vez de sua lógica e argumentção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mito que eu criei acerca das idéias também desvirtua completamente o significado do blog, que consiste em um registro das impressões e opiniões da pessoa em um formato bem pessoal. O blog é um espaço para refletirmos sobre questões que também não estamos acostumados, ou que nunca publicaremos um artigo respeitado na área. É o único lugar onde posso escrever minhas idéias sobre a China ou sobre o uso de desodorantes, que obviamente são importantes para mim ou para quem tiver interesse em ler sobre isso na blogosfera, mas que são assuntos sobre os quais eu não dissertaria em uma palestra, seminário ou artigo científico, coisas que farei num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o blog voltou a ser um espaço para pensar sobre qualquer coisa, o que é muito importante para quem quer articular as próprias idéias e construir uma identidade bem situada em relação às próprias idéias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2153577276824708297?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2153577276824708297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/escrever-sobre-tudo-e-o-peapel-do-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2153577276824708297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2153577276824708297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/escrever-sobre-tudo-e-o-peapel-do-blog.html' title='Escrever sobre tudo e o papel do blog'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7463366167901396893</id><published>2008-08-11T19:33:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T19:59:23.478-07:00</updated><title type='text'>Pra que usamos cadeiras?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://br.geocities.com/liceuantonioenes/images/Lae05-Sala1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://br.geocities.com/liceuantonioenes/images/Lae05-Sala1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O semestre letivo mal começou e já estou em indignando com algumas coisas e não agüentando mais ficar sentado ouvindo. Primeiro, porque ficar sentado ferra com a nossa coluna e a nossa saúde, e eu como pessoa muito atenta à própria saúde e às próprias forças, me indigno com isso mais que meus colegas. Segundo, porque eu tenho traços dissociativos e de TDA/H bastante fortes, o que faz com que eu pare de prestar atenção ao qeu o professor diz, ou não consiga ficar sentado na mesma posição por muito tempo. Terceiro, porque eu sou anarquista demais para ficar só ouvindo os discursos ideológicos e devagares das autoridades daquele estabelecimento de organização burocrática que é a Universidade ( não consigo deixar de colocar Universidade em maiúsculo, porque eu atribuo um status especial a essa instituição de idéias plurais ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, já reconhecemos que eu não quero ficar sentado. No entanto, essa é uma instituição muito forte e muito naturalizada em sala de aula, sendo reconhecido implicitamente o 'estar sentado' como o lugar do aluno. O Kant dizia que deixar os alunso sentados e discplinados era a função da escola, e, realmente, é nesse objetivo que se apóiam as cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, então temos cadeiras para manter os alunos submissos nos seus lugares e ainda que ferram com a nossa coluna. Por que raios as pessoas aceitam ficar sentadas, então? Porque não ficar escorado em pé na parede, ou ouvir o professor enquanto caminha, ou sentar no chão qeu nem índio, ou sentar na mesa com os pés nas cadeiras? Seria muito mais saudável e mais anárquico. Sim, geraria uma anomia num primeiro momento, mas isso chega a ser um imperativo da classe estudantil (tá, estudantes na real não são tão anárquicos assim, mas deveriam ser. pelo menos essa é a propaganda que passam). Eu já comecei a fazer isso, porque passar o dia inteiro sentado não será tolerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu for professor eu vou questionar pros meus alunos porque eles sentam nessas cadeiras, e vou dizer que prefiro sentar no chão, que nem índio. Ou praticar Parkour.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7463366167901396893?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7463366167901396893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/pra-que-usamos-cadeiras.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7463366167901396893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7463366167901396893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/pra-que-usamos-cadeiras.html' title='Pra que usamos cadeiras?'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7775058217207043043</id><published>2008-08-11T19:27:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T19:32:51.639-07:00</updated><title type='text'>Voltando à vida</title><content type='html'>Ah, preciso voltar a escrever. Esse semestre me deixou exageradamente ocupado e surtado, e não pude nem parar para pensar. Sabem aquela história de "escrever é a minha terapia"? Acho que é a minha também. Ou no mínimo é um objeto muito libidinizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo de volta, eu mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7775058217207043043?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7775058217207043043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/voltando-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7775058217207043043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7775058217207043043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/08/voltando-vida.html' title='Voltando à vida'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5803518724729589423</id><published>2008-05-10T19:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T08:01:13.010-07:00</updated><title type='text'>Gothabilly</title><content type='html'>&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=lVic3IJ577w"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=lVic3IJ577w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gothabilly. Pra descontrair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5803518724729589423?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5803518724729589423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/05/gothabilly.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5803518724729589423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5803518724729589423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/05/gothabilly.html' title='Gothabilly'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3768459563508888796</id><published>2008-04-03T19:41:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T19:51:57.839-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_emROCuwqwUk/R_WXWaAz0sI/AAAAAAAAACI/UlU1oGwyL6w/s1600-h/fukitol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185216957182628546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_emROCuwqwUk/R_WXWaAz0sI/AAAAAAAAACI/UlU1oGwyL6w/s320/fukitol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R_WWY6Az0rI/AAAAAAAAACA/Esz5Jieppm0/s1600-h/fukitol.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3768459563508888796?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3768459563508888796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/04/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3768459563508888796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3768459563508888796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_emROCuwqwUk/R_WXWaAz0sI/AAAAAAAAACI/UlU1oGwyL6w/s72-c/fukitol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2051427597573927322</id><published>2008-01-22T17:59:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T18:34:46.529-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R5amn88y29I/AAAAAAAAAB4/LOVCOnQSKII/s1600-h/011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158493628505709522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R5amn88y29I/AAAAAAAAAB4/LOVCOnQSKII/s320/011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Quando a maior das nobrezas de um homem torna-se sua ruína, sua perdição, seu desgaste, seu maior pesadelo, podem as flores ressuscitar a glória deste andarilho perdido e repleto de mágoas? Podem elas derreter como cera da vela cada pedacinho pútrido da essência deste homem? Ou será que, num mundo sem glórias, não há saída senão manter-se numa ardente trilha de sangue este repleto de histórias, mentira e paixões entranhadas em cada gota rubra e morna?“Em um mundo onde o aço pode sobrepujar a honra, a história é escrita pelos vitoriosos, estudada pelos derrotados e esquecida pelos rebeldes", e somente ele próprio poderá trilhar seu caminho...Pelas flores......ou pelo sangue..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Poema lindíssimo copiado descaradamente do &lt;a href="http://www.centralrk.cjb.net/"&gt;http://www.centralrk.cjb.net/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tinha uma imagem também, mas eu não acho mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De qualquer forma, um pouco de coisas tristes e bonitas pra alegria de vocês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2051427597573927322?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2051427597573927322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/quando-maior-das-nobrezas-de-um-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2051427597573927322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2051427597573927322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/quando-maior-das-nobrezas-de-um-homem.html' title=''/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R5amn88y29I/AAAAAAAAAB4/LOVCOnQSKII/s72-c/011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6960048439638632985</id><published>2008-01-17T07:56:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:59:04.057-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>School's Out: autodidatismo e filosofia da educação</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Well, we got no choice&lt;br /&gt;All the girls and boys&lt;br /&gt;Makin' all that noise&lt;br /&gt;'Cause they found new toys&lt;br /&gt;Well, we can't salute ya&lt;br /&gt;Can't find a flag&lt;br /&gt;If that don't suit ya&lt;br /&gt;That's a drag&lt;br /&gt;School's out for summer&lt;br /&gt;School's out forever&lt;br /&gt;School's been blown to pieces&lt;br /&gt;No more pencils&lt;br /&gt;No more books&lt;br /&gt;No more teacher's dirty looks&lt;br /&gt;Well, we got no class&lt;br /&gt;And we got no principles&lt;br /&gt;And we got no innocence&lt;br /&gt;We can't even think of a word that rhymes&lt;br /&gt;School's out for summer&lt;br /&gt;School's out forever&lt;br /&gt;School's been blown to pieces&lt;br /&gt;No more pencils&lt;br /&gt;No more books&lt;br /&gt;No more teacher's dirty looks&lt;br /&gt;Out for summer&lt;br /&gt;Until fall&lt;br /&gt;We might not go back at all&lt;br /&gt;School's out forever&lt;br /&gt;School's out for summer&lt;br /&gt;School's out with fever&lt;br /&gt;School's out completely&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente eu ando pensando bastante em educação. Na verdade, eu tive um semestre inteiro de Psicologia Escolar e trabalho há dois anos em uma pesquisa sobre aprendizagem em sala de aula. E agora eu estou de férias, o que me faz pensar o quão importante é a faculdade para o meu aprendizado, e a conclusão que eu cheguei é: muito pouco.&lt;br /&gt;Deixa eu explicar melhor. Não é que eu tenha alguma dificuldade para aprender, ou que os professores sejam extremamente incompetentes, ou que o material oferecido seja fraco. Muito pelo contrário, o material oferecido pela universidade é algo fantástico. É justamente por isso que as aulas contribuem muito pouco. Os livros, polígrafos e a internet oferecem todo o material necessário, e as discussões com os colegas superam muitas das aulas em construção do conhecimento.&lt;br /&gt;Por que isso?&lt;br /&gt;Durante toda a minha vida, e ainda mais acentuadamente na faculdade, sempre apresentei traços de autodidatismo. Estudava matérias por iniciativa própria, de assuntos que me interesassem, e acabva por dominar bem esses assuntos. Ainda mais na faculdade, na qual nós somos praticamente coagidos a sermos autodidatas a fim de darmos conta do conheciemnto necessário para se tornar um bom profissional, o que exige cada vez mais com o aumento da competição. O que significa que cada um direciona o seu estudo como preferir, com seus próprios métodos e no ritmo e intensidade que quiser. Tanto é que a faculdade, muitas vezes, não cobra sequer a presença em aula, incentivando o auto-direcionamento do aprendizado, o que é bem diferente do que acontece na escola. E o conhecimento qeu adquirimos na faculdade é muito superior ao que nos ensinam no colégio.&lt;br /&gt;Como autodidatismo eu não quero dizer que é alguém que não necessita de professores, pois isso faz parecer que o autodidatismo é um dom ou privilégio dos mais brilhantes. Autodidatismo é ser senhor de seu próprio aprendizado, como eu disse, determinando o conteúdo, o método, o horário e o ritmo do seu estudo.&lt;br /&gt;Esse processo se opõe à toda a nossa educação vigente, centrada em torno do professor detentor do saber e do poder político, hierarquizada, com matérias, métodos e ritmos impostos por um currículo determinado para toda a nação, do tipo "one size fits all", com conteúdo alienados entre eles, sem nenhuma integração, e alienados também das realidades de interesses de cada indivíduo, que jamais poderiam ser conciliada com uma educação hierarquizada, generalizada e obrigatória. Essa crítica ao currículo também é feita pelos autores pós-modernos, mas, diferentemente deles, eu não me oponho às disciplinas científicas encaixotadinhas através de um armazenamento sistemático do conhecimento. Isso pra mim tá legal desse jeito, bem organizado e epistemologicamente claro, o meu problema é com a escolha arbitrária dessas disciplinas que é imposta na escola.&lt;br /&gt;O ensino centrado no aluno, de bases construtivistas, com toda a sua mítica de educação progressista também não me parece o ideal. Não é o ideal pois a instituição escola, com toda a sau hierarquia e divisão do tempo e do espaço continua, e essa tentativa de fazer o aluno buscar dentro de si uma resposta para um problema que não foi ele que inventou expõe o aluno e gera constrangimento. Tambéz estimula uma valorização do senso-comum que não considero muito positiva, pois pode tornar o conhecimento inerte e inibir a busca da verdade ou de visões contrárias à sua. Também continua, da mesma forma, tentando fazer todos aprenderem aquelas mesmas coisas, embora com um método diferente, e ainda se torna mais problemático o problema da avaliação, de como se certificar de que o aluno realmente aprendeu algo se ele aprendia o que lhe interessasse dentro de um currículo imposto e sendo forçado a ir a escola.&lt;br /&gt;Outros problemas institucionais da escola, muito bem expostos no Vigiar e Punir, do Michel Foucault, também seriam resolvidos com uma educação autodidática. Cada indivíduo é diferente, tem ritmos biológicos diferentes, de fome, sono, desejo sexual, curiosidade, e impor um mesmo tempo para todos, como "o horário do aprendizado", não é muito produtivo. Muitos alunso não estão dispostos a aprender nesse momento as coisas que lhes ensinam, e preferiam estar fazendo outras coisas. O que leva eles a não aprenderem, ou, ainda pior, nunca pensarem que eles têm vontade de aprender, pois aprendizado se torna iguala ensino escolar. Essa racionalização que entorpece a curiosidade é muito prejudicial, emocionalmente e cognitivamente.&lt;br /&gt;A avaliação também gera muita frustração, detona com a auto-estima dos indivíduos, faz eles odiarem o que a instituição escolar representa, e desperdiça um tempo que poderia estar sendo usado para cada um estudar o que gosta e se aprimorar no que gosta. Ela se mantéem com o discurso ideológico de que é precisa se certificar que o indivíduo está qualificado, ams como Foucault descreveu, ela é na verdade um instrumento de controle que coage o indivíduo a obedecer ao que lhe é impsoto, no caso, o currículo. Numa educação autodidática, o interesse do indivíduo faria com que ele se aprofundasse cada vez mais no assunto, ou em outros, e o fato de ser uma educação auto-determinada, o indivíduo se apropriaria completamente do que ele próprio escolheu aprender.&lt;br /&gt;Ninguém deve desperdiçar o seu potencial fazendo e estudando coisas que não quer, e isso é evitado com uam educação autodidática. Claro, também seria possível explorar essas potencialidades se existissem infinitos escâneres de talentos e interesses e treinadores paropriados à disposição. Mas o autodidatismo é mais prático e evita eventuais problemas de uma instrução autoritária.&lt;br /&gt;Isso não significa também que isso seja uma educação "cada um por si", na qual ninguém teria ajuda para aprender por medo de ter que extrair conhecimento de alguém que sabe mais de alguma coisa. Pelo contrário, como é uma educação determinado pelo próprio interesse do indivíduo, ele pode querer buscar alguém para lhe ensinar alguma técnica ou teoria. Se não pudesse, sequer seria possível se reunir com amigos, pois acabriam surgindo assuntos que interessam e todos acabariam aprendendo alguma coisa nova. Chamarei este aspecto da educação na qual existem mais pessoas evolvidas de ágora, para significar que é um espaço aberto ao aprendizado, à crítica e à discussão na qual cada indivíduo tem a sua própria carga de conhecimento e questionamentos e há uma livre troca destes. Evidentemente que surgirão muitos especialistas em muitos assuntos nos quais se dedicaram, mas eles serão uma autoridade apenas do ponto de vista da sabedoria, e não autoridades políticas. Isso possibilita também que as pessoas se reúnam espontaneamente em volta de uma única pessoa mais sábia e que ela discurse por um longo período, mantendo a liberdade de que o público se manifeste e questione, sem que se crie um sistema hierarquizado de transmissão do conhecimento, pois cada um aproveitará da 'palestra' o que lhe convém.&lt;br /&gt;Importante diferenciar também o autodidatismo da educação em casa (homeschooling), que está muito envolvida com a ideologia dos valores da família e da religião, e inibe muito da interação e do conhecimento de diversos pontos de vista, o que é evitado se a educação parte do interesse do indivíduo.&lt;br /&gt;Mas é muito importante, para o autodidatismo, que as pessoas não sejam jogadas de qualquer jeito ou fiquem confinadas em casa. Deve, na realidade, oferecer um ambiente muito rico e variado e a possibilidade de muita interação social para todos, a fim de que se tenham iguais oportunidades e cada um possa explorar livremente seus interesse e potenciais e se aprofundar no que quiser. Isso também faz com que depois as pessoas se tornem profissionais muito mais qualificados e interessados, habilitados no que eles se dedicam.&lt;br /&gt;Para implantar uma educação assim em toda a soceidade nos depararíamos com alguns problemas práticas, como o oferecimento de um ambiente adequado ao aprendizado para as camadas mais pobres e o que fazer com todos os professores de escola, se a proposta é prescindir da escola. Isso cai em questões de economia, que eu não tenho tanto domínio assim. Mas imagino que seria preciso disponibilizar bibliotecas públcias boas e seguras, ginásios de esporte e academais de artes por toda a cidade, e livros variados e computadores para famílais mais pobres, num primeiro momento. Só qeu a proposta final é que TODOS tenham um ambiente rico e diversificado, e já que temos um Estado, que ele faça isso.&lt;br /&gt;Quanto aos professores, dissolvendo a escola e libertando-os do currículo, seria possível transformá-los em pesquisadores e estudiosos do que eles quiserem, pois eles certamente não tinham um interesse por todo o currículo do MEC e por todos os alunos sem dedicação. Assim eles ganham bolsas de pesquisa e formam grupos de estudos abertos a indivíduos de todas as idades itneressados nas mesmas coisas (o problema do salário é o mais difícil de resolver sempre, tanto é que eu que sou contra a existência de um Estado estou sugerindo uma economia baseada no Estado, de tão difícil que é pensar sobre isso).&lt;br /&gt;Muitos argumentam a favor da escola dizendo que ela é também um espaço de convívio social diversificado, mas na verdade as escolas costumam ser ocupadas por um determinada classe social e permanece a ideologia dominante. Além disso, é um ambiente competitivo, estressor, excludente, cheio de gente fútil e violência entre pares, que pune muitos comportamentos e desvaloriza os talentos das pessoas. Eu fiz muitos amigos maravilhosos na escola, mas também passei por muitos péssimos momentos, e imagino que se não existisse a escola teríamos nos conhecido num grupo de estudos, num show, num parque, pois tmeos interesses em comum e essa cidade é uma ervilha.&lt;br /&gt;Critiquem à vontade, e quem quiser pesquise sobre benefícios do autodidatismo, que tem já achados consideráveis de seus benefícios.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Unschooling"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Unschooling&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Autodidactism"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Autodidactism&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;We dont need no education.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;We dont need no thought control.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No dark sarcasm in the classroom.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Teacher, leave those kids alone.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Hey, teacher, leave those kids alone!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;All in all its just another brick in the wall.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;All in all youre just another brick in the wall.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;"I have never let my schooling interfere with my education."&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mark Twain&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6960048439638632985?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6960048439638632985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/schools-out-autodidatismo-e-filosofia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6960048439638632985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6960048439638632985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/schools-out-autodidatismo-e-filosofia.html' title='School&apos;s Out: autodidatismo e filosofia da educação'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-905723916866245420</id><published>2008-01-13T18:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T09:51:14.968-08:00</updated><title type='text'>Como eu acho que deveria ser o currículo da Psicologia</title><content type='html'>Deveria ter...&lt;br /&gt;*Teoria Sistêmica e Terapia Familiar: essa teoria quebra muitas limitações da Psicanálise ralativas à abordagem indivíduo-relacionamentos e a conepções de equilíbrio do sistêma dinâmica salva ela muito dos riscos de normatização do indivíduo. Além disso, ela é bastante simples, livre, explicativa e oferece uma visão muito diferente das que a gente vê na faculdade. Suas técnicas de terapia e seus métodos de treinamento são bastante variados e inovadores, e valoriza muito o trabalho em equipe. Também não faz nenhuma suposição mirabolante sobre o ser humano, e apesar da discurso de 'nâo-linearidade', ela está bastante sujeita a estudo, falseamentos e novos modelos explicativos baseados em evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Teorias Feministas: ultimamente estou descobrindo que o feminismo não é só uma bandeira política, mas um olhar característico sobre muitos pontos da sociedade. As meninas feministas têm muitas críticas muito boas sobre coisas que a gente não têm o hábito de questionar, e são questões que são diretamente relacionadas ao humano e à Psicologia. Como ponto principal, eu diria que é reconhecer o papel político das pessoas, em vez de devanear sobre desejos imanentes e pulsões inconscientes infalseáveis. Feminismo pós-moderno não é feminismo, por favor. Eu gosto de fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ciências do Desenvolvimento e da Personalidade: Ciências, não Psicologia. Esses são assuntos muito controversos, e acaba que muita gente sai da faculdade pensando isso por um viés psicanalítico ou diz que o sujeito não existe. Por isso é muito bom dar um chão, até porque isso é o que as pessoas acham que a gente vai aprender em Psicologia. Tem muita coisa nova sendo estudada, muitas teorias científicas interessantes, e é muito melhor de aprender genética e neurociência dentro de uma perspectiva do desenvolvimento e da personalidade do que decorando onde é o fórnix e a via paleoespinotalâmica. Seria um bom jeito de acabar com o preconceito que os psicólogos têm com Biologia, também. E evitaria tempo gasto com teorias antiquadas que a gente não lembra mais, como Cattel, Allport ou Winnicott.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ciências Sociais: Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Direito, Economia. O self está imerso na sociedade, pô! Nem tudo é recalque, e muito do que é melancolia é devido à nossa configuração social. Assim como no feminismo, considero importante que exploremos muito mais o social, de maneira metódico e rigorosa, com evidências e muita discussão crítica. Todo psicólogo estudo um pouco de ciência social, mas nem todos tem o olhar para a política em volta do cidadão. Política, não discurso, pois vetores não tem nada a ver com opressão ou estatísticas, e o significante não diz nada sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Michel Foucault: ele é muito apreciado pelos pós-modernos, mas ele ainda é estruturalista, e traz um pensamento crítico muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Análise Institucional: tem Análise Institucional na faculdade, mas é que eu gostei muito e acho que tem que ser muito explorado. É a articulação da psicologia com as instituições, e trabalha com grupos, e envolve trabalho em equipe. É um excelente agente de mudança social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Técnicas de TCC e Terapia de Família: técnicas, de verdade, que a gente precisa. Eu valorizo muito a discussão e a teoria, e considero muito importante termos técnicas bem estruturadas para encarar os problemas, em vez de analisar os desejos inconscientes de tudo o que o paciente diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Violência Escolar: deveria se ter uma cadeira inteira sobre isso, e não só uma hora de aula. Muita ciência, muita teoria explicativa, muita estatística, muita crítica institucional e muito questionamento político. Psicologia Escolar é meio indefinido, então eu acho que um foco desses cairia bem, pois essa instituição tem mesmo violência de tudo quanto é jeito. Talvez pudesse ser Violência Institucional, mas poderia fragmentar demais e parecer só uma listagem de coisa ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Psicologia e Ciência da Computação: esse é um campo emergente, que está avançando nas pesquisas e está se configurando como uma realidade a nível global. Não dá pra ignorar, e tratar simplesmente como a instituição 'mídia'. Além disso, envolve questionamentos sobre violência, filosofia da educação, comportamento, uso da tecnologia, ciências cognitivas e inteligência artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Não Violência: isso não é uma opinião política, é um método de atuação, que dá voz aos oprimidos. E nós, psicólogos, que incentivamos o diálogo, deveríamos aprender a usar métodos não violentos para lidar com grupos e conflitos políticos com os quais estaremos envolvidos. É um campo de atuação que considero muito apropriado para um psicólogo, pelos motivos supracitados. Além disso, pode mudar a conduta e o discurso de muita gente nesse curso, para melhor.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Nonviolence scholar &lt;/span&gt;&lt;a title="Gene Sharp" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gene_Sharp"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gene Sharp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, in his book The Politics of Nonviolent Action, suggests that the conspicuous absence of nonviolence from mainstream historical study may be because elite interests are not served by the dissemination of techniques for social struggle that rely on the collective power of a mobilised citizenry rather than access to wealth or weaponry"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nonviolence#Why_nonviolence.3F"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Nonviolence#Why_nonviolence.3F&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*Filosofia e História da Filosofia: porque é imporante saber do que se está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderiam reduzir bastante:&lt;br /&gt;-Freud e Lacan: Teorias machistas, normativistas e centradas no indivíduo, com métodos de terapia antiquados e sem nenhum embasamento empírico.&lt;br /&gt;-Esquizoanálise: discurso politicamente correto e ignorância das evidência e do rigor metodológico&lt;br /&gt;-Outras teorias da personalidade e do desenvolvimento: antiquadas e ensiandas como conteúdo, sem o espírito crítico devido.&lt;br /&gt;-Psicometria: além das muitas críticas clássicas, a maioria nem presta atenção e quem for trabalhr com isso vai ter que estudar depois tudo de novo.&lt;br /&gt;-Processos básicos: brincadeirinhas usando o método científico e fragmentação total do conhecimento. A gente não aplica o que se aprende sobre percepção na terapia, e ninguém lembra de mais nada. Só serve pra gente aprender a idealizar um experimento, mas isso poderia ser feito em outra disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas têm o direito de estudar o que quiserem, mas a falta de rigor e implicação política dessas teorias me faz considerá-los um atraso no currículo. Sobre o que eu não falei aqui, ou eu esqueci, ou é porque tem que ficar mesmo, como Psicopatologia, Ética e Metodologia Científica.&lt;br /&gt;Vocês podem até achar supertendencioso e enviesado pro meu lado, mas como defesa eu digo: nada a ver, eu sequer coloquei Educação Ambiental e Etologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-905723916866245420?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/905723916866245420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/como-eu-achoq-eu-deveria-ser-o-c.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/905723916866245420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/905723916866245420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/como-eu-achoq-eu-deveria-ser-o-c.html' title='Como eu acho que deveria ser o currículo da Psicologia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-964753018478057080</id><published>2008-01-13T17:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T18:34:49.136-08:00</updated><title type='text'>O que eu não quero na Psicologia</title><content type='html'>-Não quero simplesmente 'ouvir os problemas dos outros'&lt;br /&gt;-Não quero ser uma bengala na vida de ninguém&lt;br /&gt;-Não quero fazer as pessoas perderem o poder de se conhecer e se controlar&lt;br /&gt;-Não quero tentar formatá-las a nenhuma instituição&lt;br /&gt;-Não quero deixar preconceitos, julgamentos e ideologias(no sentido Marxista de ideologia, discurso que justifica os comportamentos e uma sociedade e apresenta contradições) corromperem nossos relacionamentos&lt;br /&gt;-Não quero inventar nenhum discurso ideológico sobre como as pessoas devem ser ou que realidade devem acreditar&lt;br /&gt;-Não quero fica estudando teorias rebuscadas e extremamente abstratas enquanto as pessoas sofrem&lt;br /&gt;-Não quero não poder mudar as vidas delas para melhor(sejá lá o que isso signifique)&lt;br /&gt;-Não quero só dar um tapinha no joelho da pessoa e dizer 'isso acontece, é normal nas famílias...' quando o paciente chorar&lt;br /&gt;-Não quero ser pago em função do sofrimento alheio&lt;br /&gt;-Não quero só melhorar o humor da pessoa&lt;br /&gt;-Não quero só tratar os sintomas sem agir na causa social do problema&lt;br /&gt;-Não quero fazer as pessoas sensíveis e inteligentes perderem seu poder político por orientarem seus esforços pra se auto-conhecer e relatar seus sentimentos pro terapeuta&lt;br /&gt;-Não quero dizer a ninguém como deve se sentir&lt;br /&gt;-Não quero julgar como perigosas as resistências e "desvios" do que é instituído&lt;br /&gt;-Não quero atribuir doença aos menos dóceis&lt;br /&gt;-Não quero respaldar cientificamente preconceitos elitistas&lt;br /&gt;-Não quero disponibilizar discursos para a categoriação e diminuição do ser humano e suas potências de vida&lt;br /&gt;-Não quero solucionar problemas dos outros que estão implicados&lt;br /&gt;-Não quero trabalhr com psicometria&lt;br /&gt;-Não quero não poder colocar minhas emoções no meu trabalho&lt;br /&gt;-Não quero ser psicólogo cara-de-bunda com vozinha tranqüila chatolina&lt;br /&gt;-Não quero usar como teorias filosofias bizarras sobre coisas que não existem&lt;br /&gt;-Não quero que seja apenas uma erudição&lt;br /&gt;-Não quero ficar trancado no consultório&lt;br /&gt;-Não quero piorar o mundo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-964753018478057080?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/964753018478057080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/o-que-eu-no-quero-na-psicologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/964753018478057080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/964753018478057080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2008/01/o-que-eu-no-quero-na-psicologia.html' title='O que eu não quero na Psicologia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1164734002638131880</id><published>2007-12-26T08:36:00.000-08:00</published><updated>2007-12-26T08:45:08.578-08:00</updated><title type='text'>Porque eu não escolhi ser astronauta</title><content type='html'>&lt;div&gt;Porque eu não enxergo bem, e a Aeronáutica despreza nós, míopes. Bom, na verdade eu não sabia o que que precisava ser feito pra ser astronauta, eu só sabia que era bem difícil e minha mãe me desencorajava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas que ia ser legal, ia.&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/88/Astronaut-EVA.jpg/600px-Astronaut-EVA.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;NASA candidacy requirements&lt;br /&gt;Be citizens of the United States.&lt;br /&gt;Pass a strict physical examination, and have a distant visual acuity no greater than 20/50 uncorrected, correctable to 20/20. Blood pressure, while sitting, must be no greater than 140 over 90.&lt;br /&gt;&lt;a id="Commander_and_Pilot" name="Commander_and_Pilot"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Commander and Pilot&lt;br /&gt;A &lt;a title="Bachelor's degree" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bachelor%27s_degree"&gt;bachelor's degree&lt;/a&gt; in &lt;a title="Engineering" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Engineering"&gt;engineering&lt;/a&gt;, &lt;a title="Biology" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Biology"&gt;biological science&lt;/a&gt;, &lt;a title="Physics" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Physics"&gt;physical science&lt;/a&gt; or &lt;a title="Mathematics" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mathematics"&gt;mathematics&lt;/a&gt; is required, and a &lt;a title="Graduate degree" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Graduate_degree"&gt;graduate degree&lt;/a&gt; is desired, although not essential.&lt;br /&gt;At least 1,000 hours flying time in jet aircraft, and experience as a test pilot is desirable.&lt;br /&gt;Height must be 5 ft 4 in to 6 ft 4 in (1.63 to 1.93 m).&lt;br /&gt;&lt;a id="Mission_Specialist" name="Mission_Specialist"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mission Specialist&lt;br /&gt;Bachelor's degree in engineering, biological science, physical science or mathematics, as well as at least three years of related professional experience.&lt;br /&gt;Applicant's height must be 5 ft 2 in to 6 ft 4 in (1.57 to 1.93 m).&lt;br /&gt;&lt;a id="Mission_Specialist_Educator" name="Mission_Specialist_Educator"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mission Specialist Educator&lt;br /&gt;&lt;a class="image" title="Mission Specialist Educators Lindenberger, Arnold, and Acaba during a parabolic flight." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:174161main_Dottie_Microgravity.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="internal" title="Enlarge" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:174161main_Dottie_Microgravity.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Mission Specialist Educators Lindenberger, Arnold, and Acaba during a parabolic flight.&lt;br /&gt;Main article: &lt;a title="Educator Astronaut Project" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Educator_Astronaut_Project"&gt;Educator Astronaut Project&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bachelor's degree with teaching experience, including work at the kindergarten through 12th grade level. Advanced degree not required, but is desired&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1164734002638131880?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1164734002638131880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-escolhi-ser-astronauta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1164734002638131880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1164734002638131880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-escolhi-ser-astronauta.html' title='Porque eu não escolhi ser astronauta'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5615332860969132658</id><published>2007-12-26T07:53:00.000-08:00</published><updated>2007-12-26T08:35:48.514-08:00</updated><title type='text'>Porque eu não cursei Direito</title><content type='html'>Justiça sempre foi uma questão muito importante para mim. Na verdade, ainda hoje eu penso bastante sobre justiça e direitos do indivíduo, e mal posso esperar pra começar a ler Os Super-Heróis e a Filosofia, que vão me dar uma baita luz.&lt;br /&gt;Curiosamente, eu nunca tive a mínima vontade de cursar Direito (a não ser pra se livrar daquela piadinha). E o curso e a profissão giram completamente em volta da justiça. Mas por que eu não quis estudar isso?&lt;br /&gt;Certamente porque eu tinha muito preconceito e desconhecimento sobre o curso, mas principalmente porque eu não me via sendo útil naquela profissão. Eu defendo a democracia direta e a autonomia, e não conseguiria me ver como uma bengala que conduz o cliente ao que ele pediu, atravessando caminhos cheios de pedras e buracos. Ao meu ver, cada cidadão deveria estar consciente e lutar pelos seus próprios direitos de forma mais direta, sem apelar para a burocracia do Judiciário. Ok, eu vejo o quanto isso é difícil, mas eu pensei que sendo advogado eu já estaria me posicionando a favor dessa fragmentação do sistema, pela simples existência como advogado. Além do mais, isso acontece com outras profissões também.&lt;br /&gt;Mas a burocracia do sistema jurídico sempre me pareceu apavorante. Eu queria fazer justiça de forma mais direta, sem ter que esperar pelo arquivamento, pelo juiz, pelo júri, pelas medidas legais e tudo o mais. Nesse meio tempo as pessoas estariam sofrendo, e algo diferente poderia ter sido feito. Aí já deixaria de ser justiça e cairia nas arbitrariedades do juiz, com a sua concepção de justiça que ele não discute teoricamente com mais ninguém.&lt;br /&gt;Eu também não gostaria de defender nenhum caso. Advogado tem sempre o problema ético de defender ou não casos que julga injustos, e rola muita corrupção no meio.Além de ter que defender casos complicados, eu nunca gostei do estilo da defesa dos casos. Não é feito nenhum debate entre um grupo de juristas para se chegar a um consenso, nem grupos de estudos, sequer dão voz às partes, ficando toda a sua representação a cargo dos advogados e promotores. O processo é uma disputa de quem argumenta melhor na frente do juiz, que vai decidir no final quem está certo. Eu entendo, é pra ser baseado em 'provas', e o juiz teoricamente é alguém capacitado e imparcial. Mas quem não garante que as provas são forjadas, ou que o juiz foi subornado, ou que não passa de um julgamento subjetivo e pessoal, ou que as partes estão apenas competindo por dinheiro?&lt;br /&gt;Essas críticas na verdade não são só minhas, mas todo mundo que pensa sobre ciência jurídica já pensou isso muito antes e de forma muito mais aprofundada.&lt;br /&gt;Além do sistema de disputa, eu nunca aprovei as técnicas de argumentação. É muita retórica, muito jogo de palavras, muito subjetivismo, muito apelo à emoção. Se diz que o pai está arrependido de ter abandonado o filho, que o avô sempre foi muito importante para a família, que o presidiário sonhava em ser marceneiro e o encarceramento arrasou com o sonho dele. E ainda sempre se diz que a Psicologia trata da parte subjetiva do processo, e o Direito da parte de objetiva. Com isso eles querem dizer que o Direito trata da questão econômica, e a Psicologia tem como objeto de estudo a subjetividade. Mas a apresentação dos resultados é totalmente ao contrário, os laudos de psicologia são muito mais objetivos do que as defesas dos advogados. Os advogados costumam dar seu próprio julgamento e usar vários adjetivos tendenciosos, o que compromete toda a objetividade e a clareza do processo.&lt;br /&gt;Pelo menos é assim que vejo o Direito Penal e o Direito de Família, que são os mais tradicionais. Na época do vestibular, eu desconhecia que era possível trabalhar com Direito Ambiental ou Direitos Humanos, e também desconhecia a existência das muita escola teóricas dentro das Ciências Jurídicas, e isso fazia parecer que eu teria que obedecer à concepção de justiça do Estado brasileiro. Engraçado que eu estudo um monte de Direito na Psicologia, com o ECA e a mediação familiar e tudo o mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5615332860969132658?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5615332860969132658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-direito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5615332860969132658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5615332860969132658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-direito.html' title='Porque eu não cursei Direito'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-7491521814079925326</id><published>2007-12-24T16:49:00.000-08:00</published><updated>2007-12-26T07:53:16.416-08:00</updated><title type='text'>Porque eu não cursei Publicidade e Propaganda</title><content type='html'>Olha, esse era o curso que eu queria fazer desde a sétima série, até que no segundo ano esse desejo caiu por terra. Eu imaginava imitar o caminho do Todd MacFarlane, criador do Spawn: me formar em publicidade, trabalhar com propaganda e quadrinhos e então ter as minhas próprias séries e, quem sabe, editora de quadrinhos, que depois virariam desenho animado e bonequinhos. Ah, seria o máximo.&lt;br /&gt;Com a minha imaginação e um certo dom para a propaganda seria tudo muito fácil, desde novo eu já pensava propagandas criativas e melhores do que as que passavam na TV. E eu ainda queria fazer alguma especialização em psicologia pra fazer propagandas melhores! Ah, que perverso! Mas aos poucos eu fui descobrindo minha orientação política e vi que psicologia do consumidor não é o canal.&lt;br /&gt;Eu tinha idéias de propagandas super engraçadas e bonitinhas sobre preservação de água ou combate ao sedentarismo, mas eu comecei a ficar cético sobre quem é que iria demandar um trabalho desses. A indústria da propaganda é muito corrupta e tem uma ideologia do consumo e do prazer imediato, e a divulgação da ciência não é incentivada. Então não teria nenhum emprego em empresas pra um publicitário humanitário. Hoje eu acho isso um engano, pois eu descobri que durante a graduação a gente traça o nosso próprio caminho como a gente quiser, e se eu começasse a trabalhar com esse tipo de propaganda eu acabaria empregado em alguma ONG que compartilhasse da proposta das minhas propagandas.&lt;br /&gt;Mas depois que eu assisti o filme Doce Novembro, pareceu que todos os publicitários necesariamente seriam corruptos, estressados e superficiais, e que eu teria que fazer propaganda de carro e cerveja. E eu odeio propaganda de carro e cerveja, e odeio carro e cerveja. O pior de tudo é que as propagandas de cerveja são as mais criativas e as que mais investem recursos e esforços, apesar de sempre o mesmo tema da praia, da mulher-objeto, da diversão e do futebol. Isso torna o nosso quadro da propaganda lastimável.&lt;br /&gt;Enfim, eu simplesmente não queria ser demandado a realizar algo do qual discordo, mesmo que por um dinheirão.&lt;br /&gt;Mas se eu tivesse cursado publicidade, eu estaria fazendo algo do tipo:&lt;br /&gt;www.wildaid.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-7491521814079925326?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/7491521814079925326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-publicidade-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7491521814079925326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/7491521814079925326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-publicidade-e.html' title='Porque eu não cursei Publicidade e Propaganda'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6916164711461731153</id><published>2007-12-24T14:20:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T15:30:31.361-08:00</updated><title type='text'>Porque eu não cursei Artes</title><content type='html'>Ah, a profissão da minha vida. Novamente, dizem que eu estou no curso errado. Mas só porque eu me envolvo horrores com arte não quer dizzer que eu queira ter a arte como trabalho. Eu digo que no meu curso psicólogo tenta se fazer de artista e dizem que eu sou um artista que tenta se fazer de cientista. E eu digo que sou cientista, que nem o Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;Primeiramente, eu não cursei porque o mercado da arte aqui no Brasil é terrivelmente cruel, e nem sempre aceita nossas criações. Assim não dá pra deixar a própria arte submetida ao mercado, não dá. Se vender de jeito nenhum. Mas passar fome também não.&lt;br /&gt;O curso também tem aquele problema, como qualquer educação formal, de deformar, inibir e adulterar, ao mesmo passo que demanda e abre caminhos. E eu gosto da minha arte livre: punk rock, progressivo, mangá, HQ, comics, pintura surrealista. Isso não combina com a arte conceitual e minimalista ou com as instalações que eles incentivam nas faculdades de artes. Só que esse problema com as muitas escolas de pensamentos e modismos tem na Psicologia também, só que como eu sou mais cientista eu não fico dizendo que estão em reprimindo.&lt;br /&gt;Eu também não queria estudar crítica da arte, por considerar muito supérflua e improdutiva. Mas junto com ela a gente estuda estética, que é algo que eu ando estudando bastante ultimamente. Na real, eu acho que eu não me encaixo com pós-modernismos blasé, e eu só não queria fazer minha arte daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Críticos são sujeitos que passam anos procurando um erro do escritores - a acabam encontrando."&lt;br /&gt;&lt;a class="autor" style="FONT-SIZE: 1em" href="http://www.pensador.info/autor/Peter_Ustinov/"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Peter Ustinov&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6916164711461731153?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6916164711461731153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-artes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6916164711461731153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6916164711461731153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-artes.html' title='Porque eu não cursei Artes'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2979031497604779735</id><published>2007-12-22T16:42:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T18:15:35.029-08:00</updated><title type='text'>Porque eu não cursei Medicina</title><content type='html'>&lt;a href="http://maroma.files.wordpress.com/2007/04/patch-adams02.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://maroma.files.wordpress.com/2007/04/patch-adams02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais um capítulo da série "Porque eu não cursei...", na qual eu vou refletir sobre os motivos que me afastaram de outros cursos considerados vocações para mim. É negando o outro que a gente se identifica, como diria o velho Hegel (não acreditem em tudo que ele diz). Curiosamente, são os mesmos cursos que os meus amigos fazem ou vão fazer, mas eu não quero desmotivar ninguém, só compartilhar algumas reflexões que podem até ser resolvidas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois é. Medicina. O curso mais difícil, mais respeitado, mais apavorante e mais cobiçado daqui. Todas as famílias se orgulham de terem filhos médicos, ou no mínimo acham uma boa idéia. Já me disseram que eu tinha cara de médico, por ser estudioso, ter 'sangue frio', ter uma tendência a estudar questões de saúde e muitas outras qualidades boas para um médico. E que eu poderia me especializar em Psiquiatria e receitar remédios, que era muito melhor que 'só' Psicologia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas eu nunca gostei tanto assim de Medicina, apesar de já ter cogitado várias vezes. Nenhuma dessas implicâncias é necessariamente por causa da ciência ou da profissão, mas mais pelas politicagens e hábitos associados a elas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca tive problemas com cadáveres, doenças e cortar coisas, nem com decorar pacas, apesar de não ter o costume de usar o caderno, o que é extremamente útil num curso desses. Mas eu não gostava da frieza da relação médico-paciente, e na época que eu pensava sobre isso eu não sabia da existência do movimento de Humanização da Saúde, da Reforma Psiquiátrica, da Anti-psiquiatria e nem tinha assistido ao Patch Adams.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Engraçado que essa não foi a minha única crítica à Medicina que eu encontrei também na Psicologia. Na Medicina, me desagradava a prática da Medicina Reparativa, em contraste com a Medicina Preventiva. Mais que isso, eu não queria ser como só mais um tijolinho no muro consertando erros, enquanto a máquina central continuaria a produzir erros com a mesma freqüência. Eu não queria fazer cirurgia para quem tivesse problemas cardíacos, eu queria que todos fizessem exercício desde o início. Queria agir nas causas sociais dos problemas de saúde. Só que, na época, não via perspectivas de fazer isso dentro da Medicina. Acho que foi engano meu, porque eu tenho essa mesma crítica dentro da Psicologia, e tem muita gente lutando pra conseguir fazer alguma coisa quanto a isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na Psicologia eu também me deparei com muitas problematizações em cima da instituição hospitalar, o que faz eu pensar que foi uma boa eu entrar pra Psico. Ou que eu deveria estudar essas coisas e trocar pra Medicina, mas não quero isso, não. Prefiro só discutir e recomendar leituras aos médicos. Vocação de professor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas os problemas institucionais realmente me afastaram da Medicina. O ritmo alucinante, não podendo atender com o devido esforço aos pacientes que gostaríamos. A economia de recursos com pacientes de alto risco. A exigência dos superiores para receitar determinada terapia. O controle sobre as outras profissões. Ser obrigado a fazer coisas qeu não concorda devido às exigências da instituição. Ter que obedecer questões do código de ética dos quais discorda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na verdade, tem muitos médicos que conseguem liberdade para agir de forma mais ética dentro de uma instituição hospitalar. E tem também os clínicos, que agem muito baseados em suas convicções. E isso pode ser perigoso, pois daí falta uma ggeneralidade do código de ética e da atuação profissional. Além disso, eu tenho certos preconceitos com profissionais liberais, relativos a questões de mercado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que nem no caso da objeção de consciência que os médicos brasileiros fazem com relação à demanda de aborto. O aborto é permitido no Brasil em casos de estupro ou risco de vida da mãe, e abortos clínicos em função de falta de planejamento familiar ou opressão de gênero ocorrem apenas em clínicas privadas superespecializadas que passam por cima da lei ou em fundos de quintal, por fora da lei e que trazem grandes riscos às pacientes devido à falta de preparo e equipamento. Mas permitido não quer dizer realizado. A Igreja Católica é muito forte aqui no Brasil, e é a principal opositora da legalização do aborto, assim estendendo suas influências fortemente dentro da classe médica. Então, mesmo que a mãe não tenha nenhuma condição de criar um filho, ou que ela tenha passado por um triste caso como os já comentados, o médico tem o direito de se recusar a realizar a operação. Eu vejo esta atitude como uma falta de unidade do código de ética da Medicina e como uma interferência da religião na política e na ciência, estabelecendo critérios para a vida baseando-se em crenças religiosas. Mas na nossa legislação, o médico está tão no direito de se recusar a realizar um aborto quanto um estudante está de se recusar a participar de aulas com experimentação animal, pois a lei caracteriza esses posicionamentos como crenças pessoais que devem ser respeitadas. Já eu caracterizo como uma crença religiosa de um lado, e uma postura política e crítica institucional de outro. Mas de qualquer forma, não dá pra obrigar os médicos a realizar as operações e nem deixar que eles se eximam de suas responsabilidades. País grande e desigual dá nisso, desigualdade da educação científica e falta de unidade do código de ética.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os médicos lidam com conflitos éticos constantemente, em assuntos como a aplicação de determinado procedimento cirúrgico de alto risco ou dar atenção a determinado paciente em detrimento de outro. São deicsões éticas que as pessoas comuns não precisam tomar, mas que os médicos têm a obrigação de encarar. Eu questiono se, se o sistema de saúde fosse estruturado de forma diferente, esses problemas ainda se apresentariam. Talvez eles sejam causados pela própria institucionalização da Medicina desta forma. O médico tem a obrigação de dispensar muitos esforços e recursos para tentar curar, muitas vezes inutilmente, um paciente com câncer, enquanto que em outras sociedades pode ser simplesmente aceita a morte da pessoa como um processo natural ou como inevitável conseqüência de ações passadas. Claro, em algumas sociedades também é visto como castigo divino ou como presença do demônio, e isso não é muito humanitário. Mas é possível ter diferentes relações com a doença e a morte que não esta intervencionista, combativa e reparadora da nossa Medicina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu acho essa exigência da profissão de combater na morte e tentar reparar algo que é conseqüência de hábitos ruins, como um câncer de pulmão causado por fumo excessivo, algo muito cruel. Cruel para os trabalhadores médicos. É um tipo de exigência que eu não iria suportar, principalmente porque meus questionamentos não seriam ouvidos ou atendidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ter que encarar a morte do paciente e atribuir isso à minha causa também não é algo que eu gostaria. Até por não ver a própria doença, acidente ou tragédia sofrida como causada por mim, e seria muito controverso fazer algo no qual não acredito. Por outro lado, seria muito chato encarar tranqüilamente a morte de um paciente enquanto eu poderia ter feito alguma coisa. Como que os médicos e pensadores da medicina pensam sobre isso, eu não sei. Mas é importante saber.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dentro dos conflitos éticos e obrigações institucionais que eu quis evitar está também a receita de medicamentos. Ela é a principal prática terapêutica da nossa medicina, e é muito criticada devido à sua articulação estreita com a corrupção e os interesses da indústria farmacêutica. Efeitos colaterais, medialização e normatização do comportamento, receita de remédios errados, distribuição desigual do acesso à saúde à população, experimentos em animais com o intuito de dar respaldo jurídico para os laboratórios, produção de dependência da medicação, controle do itinerário do paciente, custos expensivos com bengalas em vez de um treinamento pra fortificar as pernas. Tudo isto está envolvido com a utilização de remédios, que é inevitável na profissão médica. E como eu não queria ter que receitar remédios testados em animais, mas teria que fazer isso, não tinha jeito de eu passar pela Medicina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na verdade isso era só o que eu achava, devido ao meu desconhecimento da área. A Medicina, assim como qualquer ciência, é muito mais ampla e variada do que supõe quem vê de fora, e as possibilidades de atuação e mudanças estão aí, para quem tiver disposição para estudar e militar. Eu acho que estudar células ou doenças intestinais é muito chato, mas se eu me transferisse para a Medicina eu ia levar comigo o Michel Foucault, a Análise Institucional, o Humanismo e tudo o que se tem sobre Ética e Antropologia da Medicina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fisioucb.kit.net/HUNTER%20Patch%20ADAMSA.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px" height="470" alt="" src="http://www.fisioucb.kit.net/HUNTER%20Patch%20ADAMSA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hunter Patch Adams é um ativista legal. Ele veio pro Brasil esse ano e eu perdi, mas imagino que ele venha de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2979031497604779735?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2979031497604779735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-medicina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2979031497604779735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2979031497604779735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/porque-eu-no-cursei-medicina.html' title='Porque eu não cursei Medicina'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6539753649310774542</id><published>2007-12-20T13:15:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T16:29:13.054-08:00</updated><title type='text'>Por que eu não cursei Biologia</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.stafford.ctschool.net/shs/LIBRARY/natgeo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.stafford.ctschool.net/shs/LIBRARY/natgeo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Clima de final de ano, início dos estágios, amigos fazendo vestibular, o meu envolvimento cada vez maior com militâncias políticas, o aprofundamento nas pesquisas, tudo isso suscita muitas questões acerca do futuro. Curiosamente, pensar sobre o futuro significa pensar sobre a carreira profissional, mas eu penso que isso seja mais por esse ser o campo mais fácil de planejar do que por uma supervalorização do trabalho em detrimento de outras dimensões da vida. De qualquer forma, tudo o que eu faço é muito importante pra mim, e eu critico e justifico constantemente as minhas escolhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pensando sobre outros caminhos possíveis de serem seguidos, voltei a me questionar sobre o porquê que eu não entrei para o curso de Biologia, que é uma matéria pela qual sou absolutamente apaixonado e que coincidentemente tenho muitos e muitos amigos de lá. Eu estudo conteúdos de Biologia seguidamente e consigo travar debates bastante equilibrados com biólogos, e muita gente diz que eu estou no curso errado. Mas eu discordo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu desisti de Biologia logo na metade do Ensino Médio, porque eu não sabia qual seria a perspectiva de emprego de um biólogo, e eu achava que ser um cientista era uma coisa muito difícil e rara. Se bem que eu estava bem determinado a ser repórter da National Geographic Channel e filmar os bichinhos caçando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.animalexperimentspictures.com/images/thumbnails/B18_420x420.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.animalexperimentspictures.com/images/thumbnails/B18_420x420.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro ponto, que por muito tempo eu considerei o principal para me afastar deste curso foi justamente por causa dos bichinhos. Mais precisamente, o que os professores fazem e mandam fazer com os bichinhos. Eu iria me recusar a participar das vivisssecções e iria acabar travando uma guerra com os professores, que empacaria meu currículo e, como a grande maioria das pessoas, mesmo que discorde, costuma ficar em silêncio e baixar a cabeça, eu ia acabar ficando sozinho brigando com os professores. E eu não queria me opor a todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só que o problema lá não é só o tratamento dispensado aos animais de laboratório, mas sim toda a relação humanidade-ciência-Natureza que é ensinada ali. É uma Natureza subjugada à humanidade através da ciência, que tem por objetivo o mero progresso da ciência. Não é essa a relação que eu tenho com a Natureza, e muito menos a que eu quero ter.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O estudo de Biologia está muito fundamentado da filosofia de Francis Bacon, filósofo naturalista do século XVII, expressa na máxima: "&lt;em&gt;A Ciência deve servir para o Homem dominar a Natureza&lt;/em&gt;". Nessa concepção, a Natureza está separada da humanidade, e é vista como um inimigo e um objeto a ser dominado e utilizado para a satisfação dos interesses da humanidade. Isso é chamado de façanha prometéica, por sugerir que é uma técnica, uma prática que não existia antes, com a filosofia escolástica tida como inútil. Mas eu chamo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;falácia prometéica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, por concluir que por conhecer a Natureza através da ciência, e pelo fato de o conhecimento trazer poder, e conseqüentemente controle, é legítimo que o detentor do conhecimento se apodere da Natureza. A idéia de ter poder aí seria o suficiente para ser considerado legítimo, justo, correto ou bom, o controle sobre a Natureza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A suposição de que o poder deve ser exercido, ou de que ele é suficiente para dar o direito, são imediatamente reprovadas se tentarmos aplicá-las a vários setores da sociedade, e com boas justificativas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ocorre uma confusão conceitual também no momento em que se classifica a Natureza, ou a vida, como objeto de estudo. Ontologicamente falando, podemos classificar esses mesmos como objetos, por serem comnpostos de matéria e constituirem parte do nosso Universo. Epistemologicamente falando também, porque nós os conceituamos e tentamos estudá-los e conhecê-los. Mas, segundo a nossa filosofia baconiana, o objeto de estudo é o objeto a ser controlado, então eles também são tidos como objetos do ponto de vista valorativo. O valor atribuído aos organismos vivos é um valor instrumental, sem quaisquer idéias igualmente metafísicas de direito, respeito, justiça ou até sacralidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse problema do objeto de estudo ser transormado em objeto do ponto de vista do valor atribuído a ele acontece também nas ciências humanas, embora em menor escala e não tão institucionalizado e naturalizado. E por causa dessas barreiras institucionais, mesmo que eu estudasse muito de filosofia da ciência e criticasse essas práticas, os professores não iam entender nada do que eu falasse e iam mandar eu obedecer a súmula.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2006/12/nature-chickweed_1600x12001.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2006/12/nature-chickweed_1600x12001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só que eu não queria, de jeito nenhum, ser ensinado a ter esta relação instrumental, utilitarista, intervencionista e displicente com a Natureza, tratando como um reles objeto ou atibuindo a ela apenas valor econômico. Minha relação com a natureza sempre foi passiva, contemplativa, apreciadora, respeitosa, daria até pra dizer pagã. Pagã no sentido de um sentimento de conexão com a Natureza da qual fazemos parte, sem necessariamente a presença de deuses, mitos ou rituais, que eu dispenso. E eu discordaria que esta é uma postura mística, pois de fato fazemos parte da Natureza e inevitavelmente nutrimos algum sentimento por ela, seja de pertencimento ou não. Além disso, a filosofia baconiana não é tão laica assim: essa separação Homem-natureza e fé na condução da Natureza através da razão são heranças diretas do transcendentalismo católico, e da idéia de natureza como mundana, e, portanto, sem valor, enquanto o humano é dotado de uma alma perfeitamente racional concedida por Deus, do qual foi feito à imagem e semelhança. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu era mais novo eu tinha apenas uma intuição de sobre o porque que eu discordava dessa idéia de arrancar folhas das árvores para estudar ou colocar insetinhos num pote de álcool, mas agora eu já consigo articular e elaborar críticas mais justificadas sobre isso tudo. Essa cosmovisão 'pagã', da qual posso dizer que compartilho, atribui um valor imanente à Natureza, com idéias de dignidade, respeito, harmonia, e outros valores usados no nosso sistema social. Se a sociedade é tão dependente da Natureza, como podemos não atribuir valores a ela e a seus organismos vivos, da mesma forma que fazemos conosco? Ou será que deveríamos eliminar de vez todo o valor construído em volta dos objetos, incluindo nós mesmos, e permitir um uso instrumental de qualquer coisa? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O primeiro ataque histérico que alguém tem ao ver confrontada essa cosmovisão baconiana é de reagir agressivamente, condenando a pessoa de ser contrário ao progresso da ciência e da tecnologia. Eu não sou, de forma alguma, contrário ao progresso da ciência, embora que com a produção de tecnologia eu costume demonstrar um alto ceticismo quanto às suas aplicações. Só que eu defendo que, por estarmos inseridos em uma sociedade, dependentes de suas contribuições e sujeitos às suas leis, devemos estipular restrições éticas quanto ao que é permitido para o progresso da ciência. A ciência vai evoluir, não importa com que metodologias ou que enfoque, e defendo que o conhecimento é sempre importante. O problema é o como. O método utilizado para isso. Criar um ratinho transgênico autista quebra muitas barreiras éticas, e embora produza um conhecimento excelente, a produção de &lt;em&gt;papers&lt;/em&gt; não vale a violação da dignidade de ninguém. Podemos pensar na observação não-participante como uma metodologia mais próxima da minha postura contemplativa, mas eu não tenho uma caixinha de respostas com todoas as metodologias possíveis. Isso demandaria muitos anos de esforço e criatividade da comunidade científica, e imagino que daria certo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa minha cosmovisão está bastante relacionada à concepção sistêmica, usada no estudo da ecologia, no entendimento de que todo o ecossistema está integrado e todas as nossas ações interferem no equilíbrio, e isso despenca sobre nós. A noção prática de ecologia é algo que falta em muita gente, e é urgente que se mude essa atitude na população mundial, devido aos incontáveis problemas ambientais que estamos vivendo, e que ameaçam a sobrevivência de grande parte da vida sobre a Terra. Ao meu ver, o conhecimento das conseqüências de suas ações provavelmente traz reflexões éticas muit positivas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então eu achei nessa minha crítica ao ensino de Biologia o meu objetivo na Psicologia: mudar a postura das pessoas em relação à Natureza. Eu sei, todo mundo ama o mar e diz que preservar o ambiente é importante, mas ninguém reflete sobre o respeito que se tem ao usar aerosol num camping ou comprar um bife no supermercado. E ter noção das conseqüência é importante, e é para isso que temos a ciência. E justamente esses esforços para a preservação ambiental é que podem ser um dos maiores propulsores da ciência e de uma relação mais respeitosa com a Natureza. Eu reconheço que algumas pessoas brilhantes podem cursar Biologia e manter ou desenvolver essa atitude 'pagã', mas num geral os mecanismos institucionais agem de maneira deformadora. E isso eu não queria pra mim, eu não queria ser obrigado a agir de um jeito diferente do que vejo. Assim eu preferi trabalhar na Biologia por outro caminho, no qual posso conseguir mais instrumental para as minhas lutas.&lt;/div&gt;Tá, isso não quer dizer que o curso é ruim, a profissão é corrupta e ninguém tem discernimento pra encarar essas práticas. Na verdade, é a minha paixão. E só porque eu não tinha maturidade, apoio e conhecimento pra combater as questoes das quais discordo, não quer dizer que pessoas que compartilham da mesma visão que a minha devam evitar o curso. Pelo contrário, melhor que se formem muitos biólogos engajados. Eu só não troco de curso porque eu estou gostando do meu e quero habilitação psicólogo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conhecer o homi:&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Bacon_%28fil%C3%B3sofo%29"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Bacon_%28fil%C3%B3sofo%29&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6539753649310774542?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6539753649310774542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/por-que-eu-no-cursei-biologia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6539753649310774542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6539753649310774542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/por-que-eu-no-cursei-biologia.html' title='Por que eu não cursei Biologia'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-4604993663371512620</id><published>2007-12-16T18:33:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T18:43:22.698-08:00</updated><title type='text'>Jura!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_emROCuwqwUk/R2XiBrKFUnI/AAAAAAAAABw/bGvqKEAj9aA/s1600-h/wikipedia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144766667733422706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_emROCuwqwUk/R2XiBrKFUnI/AAAAAAAAABw/bGvqKEAj9aA/s320/wikipedia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Pra esses serem os interesses gerais da população, só depois que o mundo virar vegetariano, o oriente médio ficar em paz e os carros voadores forem movidos a energias renováveis!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não existe a categoria fofoca?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Celebridades da Wikipedia: Jacek Yerka, Richard Feymann, Charles Darwin, Tom Morello, Joss Stone...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pelo grau de atualização e complexidade dos artigos de ciência na Wikipedia, eu deduzo que só nerds que estão concluindo seus mestradops em alguma coisa ue contribuem pra ela. O que é ótimo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-4604993663371512620?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/4604993663371512620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/jura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4604993663371512620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/4604993663371512620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/jura.html' title='Jura!'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_emROCuwqwUk/R2XiBrKFUnI/AAAAAAAAABw/bGvqKEAj9aA/s72-c/wikipedia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1366358485673368149</id><published>2007-12-12T17:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T18:25:59.687-08:00</updated><title type='text'>Relativismo Vegetariano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Tudo bem que ele seja vegetariano, desde que ele não tente me convencer a ser vegetariano também"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Essa foi uma maravilhosa pérola que eu ouvi outro dia, de uns caras falando sobre outro cara do qual eles não gostavam muito, e que era vegetariano ativista. Sobre o quanto esses caras devem ser legais uns com os outros, não interessa. O que interessa é que a frase entre aspas acima reflete muito bem um discurso recorrente quando se entra em choque com um vegetariano político ( o que não come carne por questões políticas e de ordem social), que é o de um certo relativismo quanto à opção alimentar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Concordo que as pessoas não devem se alimentar todas de uma mesma forma, e que existem gostos variados que devem ser respeitados. Isso é relativismo cultural. Existem pratos preparados de maneiras que ahcamos estranhas e temperos que nos dão um treco. Mas isso não se aplica ao consumo de carne, pois ele envolve não só uma opção alimentar mas também relações de poder muito marcantes e a violação do direito à liberdade de outros indivíduos, principalmente. Não é que nem Tonho gosta de banana e Quito gosta de pêra, mas sim Carlo planta e colhe arroz enquanto Gregório chuta e dá marretadas num porco numa gaiola. Um porco que poderia estar livre, feliz, e, apesar das dificuldades inerentes à vida, elas são muito melhores do que ser tratado como um saco de argamassa e depois levar algumas facadas no pescoço quando ele queria na verdade correr pelo campo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Aí que entra o primeiro problema quando um consumidor de carne exige essa postura de relativismo e liberdade de estilo de vida de um vegetariano. O próprio consumo de carne já é uma violação dessa idéia de liberdade de agir-viver. Viola-se primeiramente a dignidade do animal, transformando sua existência em um meio para um outro objetivo que não a própria vida (o lucro ou o consumo), depois é violada o seu direito de ser livre e conhecer os ambientes à sua escolha (escolha é um termo controverso, mas já que aplicamos à nós aplicaremos a eles também, já que escolha exige livre arbítrio, e não necessariamente uma nova arma ou um cérebro mais gordo. Livre-arbítrio exige alma, e ou todos tem ou ninguém tem. Enfim, conceitos controversos.) e por último é violado o seu direito à integridade, com uma martelada na cabeça. Com uma defesa tão firme da violação a liberdade de outros, é muito incoerente que ele exija um respeito ao que ele considera como liberdade, que provavelmente deve ser uma concepção muito mais confusa que a de escolha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Além disso, tentar convencer alguém a se tornar vegetariano não é necessariamente uma ameaça à liberdade. Normalmente, se tenta convencer alguém a ser vegetariano apresentando fatos e argumentos, sobre aspectos diversos. Discutir e argumentar é uma ameça à liberdade? Se alguém pensar que sim, é recomendável que jamais se leia um livre novamente ou vá para a faculdade, porque a exposição às idéias novas apresentadas num livro deve ser praticamente um suplício em praça pública pra essa pessoa. Na verdade, no meio intelectual, entrar em contato com diferentes fatos e idéias é visto como uma libertação intelectual. Dúvidas existenciais, insights, teorias novas, essas coisas todas. Então, o mais inteligente seria que essas pessoas ficassem felizes ao ter alguém ao lado argumentando a favor de uma dieta vegetariana com implicação política.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Infelizmente, todas as críticas feitas ao consumo de carne são encaradas como se a pessoa estivesse "forçando" as outras a agirem como ela. Essa reação é uma forma de defesa à sua cosmovisão, que acontece com quaisquer outros grupos que têm suas crenças ameaçadas pelos fatos. Mas elas não estão sendo forçadas a agir de acordo com esses fatos. Espera-se que ajam, mas não há essa garantia. O vegetariano só está expondo as informações e críticas que possui, o uso que as pessoas farão a partir daí não depende mais do vegetariano. A menos que ele tenha uma arma ou bastante poder político, só que não são todos os vegetarianos que têm isso. Forçar exige o uso da força, e não é isso o que normalmente ocorre em uma discussão. Ninguém vai apanhar do colega por comer carne. No máximo vai levar xingão, mas provavelmente só vai ter discussões bem acaloradas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma coisa que eu considera incrível é que existem vegetarianos que dizem "respeita a opção dele", como se o tentar argumentar fosse violação de alguma coisa. E como se ser vegetariano fosse uma simples opção alimentar, como gostar de pão com chocolate ou batida de banana com limão, quando também é uma posição política e uma forma de se expressar. Não se é vegetariano por peninha dos pobrezinhos dos animaizinhos; se é vegetariano porque se opõe à injustiça, à exploração e à uma das indústrias mais cruéis do mundo, em todos os sentidos. E se tu te opões à injustiça, tu vais fazer valer a tua voz. Bandeira não é pra ficar guardada no armário, escondida dos exércitos alheios. Por isso não é só um direito, mas um dever do vegetariano consciente de criticar e se opor firmemente ao consumo de carne. E isso pode ser feito de maneira educada e respeitosa, posi o que devemos respeitar e conservar são as pessoas, e não suas idéias ou hábitos nocivos e questionáveis.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://newsbusters.org/static/2007/06/2007-06-14GazaHamas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://newsbusters.org/static/2007/06/2007-06-14GazaHamas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Imagine, por exemplo, que você está na faixa de Gaza, e está acontecendo um combate entre o Hamas e guerrilheiros israelenses. Eles acreditam que estão fazendo a coisa certa, que eles estão certos e foi assim que eles aprenderam a se relacionar. Você acha que esta prática deles deve ser 'respeitada'? Falar de paz e tentar uma conciliação seria 'forçar' ou 'converter' estes homens tão certos e tão satisfeitos com o que fazem?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Aí que entra o valor de se posicionar de forma clara, respeitando as pessoas. A gente não vai chegar xingando e socando esses caras, até porque isso não daria certo, e simplesmente os tornaria ainda mais intolerantes a idéias outras. Mas um diálogo tem sempre o seu valor, seja para a paz árabe-israelense, seja para uma dieta mais ética e socialmente benéfica, mesmo que as pessoas se mostram avessas no início.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1366358485673368149?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1366358485673368149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/relativismo-vegetariano.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1366358485673368149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1366358485673368149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/relativismo-vegetariano.html' title='Relativismo Vegetariano'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2913283814991460178</id><published>2007-12-09T08:30:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T11:59:13.293-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal</title><content type='html'>Conheça as 10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pol.org/"&gt;www.pol.org&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2913283814991460178?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2913283814991460178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/10-razes-da-psicologia-contra-reduo-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2913283814991460178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2913283814991460178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/10-razes-da-psicologia-contra-reduo-da.html' title='10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3165025988398399598</id><published>2007-12-08T14:26:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T14:31:53.583-08:00</updated><title type='text'>Top 8 Idéias Perigosas da Ciência</title><content type='html'>Um pouco de Crtl+C crtl+V...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As idéias que poderão revolucionar o mundo, porém, também, trazer prejuízos.&lt;br /&gt;Darwin, Einstein revolucionaram a Ciência, mas não contavam com o mau uso de suas descobertas por mentes perigosas como a de Hitler e dos criadores da bomba atômica. As grandes idéias trazem mudanças de mentalidades e com elas, também, consequências indesejadas."&lt;br /&gt;  &lt;em&gt;Nota minha:As idéias de Darwin foram mal-interpretadas pra se transformar no darwinismo social e afins. Quanto à bomba atômica, é isso que dá fazer ciência para fins militares. Falta implicação da sociedade civil na ciência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cientistas discutem num site (&lt;a href="http://www.edge.org/"&gt;http://www.edge.org/&lt;/a&gt;) quais são as teorias que se confirmadas poderão mudar o mundo para o bem ou para o mal."&lt;br /&gt;Abaixo estão as oito mais comentadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Antidepressivos Podem Acabar com o Amor Humano&lt;br /&gt;(Helen Fischer, antropóloga, USA, livros sobre amor e diferenças entre homens e mulheres)&lt;br /&gt;O Homo sapiens tem três sistemas cerebrais para a reprodução:o desejo sexual, o amor romântico e o amor familiar.&lt;br /&gt;Qualquer desequilíbrio nessa dinâmina alterada por uma dose qualquer de medicamento antidepressivo , que suprime os desejos, pesquisas mostram que é perigoso.&lt;br /&gt;A indústria investe na venda dessas drogas, milhões de pessoas no mundo usam, inibindo sua dinâmica natural e a medida que cada vez mais pessoas passarem a tomar, todo o padrão amoroso humano mudará, todo tipo de atrocidades sociais e políticas poderão aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Revelar a Base Genética da Personalidade Criará Conflitos Sociais&lt;br /&gt;(J. Crig Venter, pesquisador do Genoma Humano)&lt;br /&gt;Estaremos preparados para saber tudo a respeito dos nossos genomas? A ciência já provou no caso das moscas de frutas que os genes controlam o comportamento, inclusive o sexual; nos cachorros levam uns a serem mais agressivos e terem comportamentos diferentes de outros, porém, quanto a nós humanos, nos agradamos da idéia de que toda criança é uma folha em branco.&lt;br /&gt;À medida que avançam as pesquisas científicas haveremos de reconhecer que os genes influenciam em nossos comportamentos, incluindo personalidade, inteligência, preferências sexuais, memória, força de vontade, habilidades atléticas, etc.&lt;br /&gt;Seremos forçados a deixar as interpretações politicamente corretas, pois já sabemos que não nascemos todos iguais!!! Mas o determinismo genético, apesar de está ganhando, terá enorme trabalho para identificar os infinitos componentes ambientais que influenciam o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O Livre-Arbítrio Está Desaparecendo&lt;br /&gt;(Clay Shirky, Pesquisador e Professor, N.York-EUA)&lt;br /&gt;Muitas opções são dadas para subverter o julgamento consciente. Companhias investem em maneiras de tirar proveito das fraquezas do nosso aparelho analítico. Diantes de certas investidas mudamos nossos comportamentos. Os fastfoods na estratégia do supersize tem alcançado seus objetivos; eliminando o livre-arbítrio de muitos adolescentes, por uma refeição maior e por mínimos centavos a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- O Governo é o Problema, Não a Solução&lt;br /&gt;Matt Ridley, escritor sobre comportamento humano&lt;br /&gt;Em todos os tempos sempre houve muito chefe para pouco índio. Porém á sabemos que a prosperidade vem da livre troca de bens e idéias e invenção de novas tecnologias. Somente este processo nos trouxe sabedoria e riqueza jamais antes imaginada. Governos fracos com comércio forte e livre levam a prosperidade, enquanto que governo forte ao contrário, só enriquece a ele mesmo e aos seus pares, com cobranças de impostos abusivos, poucas inovações, declínio econômico e guerras. Não há dúvida depois de Mao, Hitler e Stalin que o perigo está em governo demais!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- O Fim das Escolas&lt;br /&gt;Roger C. Schanh, psicólogo e cientista da educação&lt;br /&gt;As escolas são da mesma forma de séculos atrás. Há quem diga que as escolas hoje fazem mal as crianças, a impressão é que ensinam muito pouco e elas não estão contentes quando estão em sala de aula. O interesse deve guiar o aprendizado e para isso a escola tem que mudar o seu formato. Crianças diferentes não podem aprender coisas iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Almas Não Existem&lt;br /&gt;Paul Bloom, psicólogo e pesquisador da linguagem&lt;br /&gt;Psicólogos e Filósofos em sua maioria dão como certo que alma imortal e imaterial , que funciona independente de nosso cérebro não existe. Outros pesquisadores acham que desistir da idéia de alma significa ignorar a diferença entre humanos e outras criaturas. A rejeição da alma é muito mais importante porque pode trazer consequências legais e morais. A negação da alma só incomoda áqueles que não desistem da idéia de que após a morte a alma sobrevive à morte corporal e ascende ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Povos Tribais Também Destróem o Meio Ambiente e Travam Guerras&lt;br /&gt;Jared Diamond, Geógrafo&lt;br /&gt;A idéia é perigosa porque muita gente acha que tratamos os tribais bem porque ele cuida da natureza, são sábios e pacifistas. Devemos tratá-los bem pela razão da ética e não teorias antropológicas que poderão ser provadas falsas no futuro. O exemplo da extinção de povos inteiros no passado por terem acabado com seus recursos naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Não Podemos Punir os Humanos "Defeituosos"&lt;br /&gt;Richard Dawkins, Biólogo&lt;br /&gt;Às vezes pensamos em retribuir o mau que nos causam. Um criminoso merece a morte em troco pelo que fez. "Mas a retribuição como princípio moral é incompatível com a visão científica do comportamento humano." Nossos cérebros são governados pelas leis da física, ainda que não funcione como computador. Não punimos o computador quando apresenta defeito, o consertamos. Um assassino não será uma máquina com defeito? Ou com um gene defeituoso? Ou uma educação defeituosa? Atribuir culpa é exercício de milênios de anos. A idéia perigosa é que um dia iremos amadurecer e até rir das punições de hoje.&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;@@Essa sugestão foi retirada da Revista Superinteressante de julho/2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3165025988398399598?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3165025988398399598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/top-8-idias-perigosas-da-cincia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3165025988398399598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3165025988398399598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/top-8-idias-perigosas-da-cincia.html' title='Top 8 Idéias Perigosas da Ciência'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1795315198333170499</id><published>2007-12-05T17:59:00.000-08:00</published><updated>2007-12-05T18:37:33.887-08:00</updated><title type='text'>Arte de Macacos</title><content type='html'>&lt;a href="http://cheetathechimp.org/images/cheetapaint.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cheetathechimp.org/images/cheetapaint.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não me surpreende encontrar estudos que sugerem evidências de arte em outras espécies. Mas me surpreende pelas evidências serem muito rigorosas, o que sugere capacidade de representação e motricidade fina entre os chimpanzés. E que talvez a arte tenha tido um papel fundamental na evolução dos primatas. Ou ela é um erro que se repete muito facilmente entre animais inteligentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A psicologia evolucionista se esforça bastante pra encontrar as raízes biológicas pra ela e qual seria a sua função na evolução da espécie, mas tudo ainda é muito controverso, especulativo e interessante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a arte ainda era uma dos poucos domínios intelectuais que restavam pra exclusividade humana. Mas como disse Darwin, a diferença é só de grau, e não de tipo. Sinceramente, eu acreditava na excclusividade humana da arte. Mas os chimpanzés e bonobos vão vir pro gênero Homo, né? Então nem é tanto assim. Mas o boom do desenvolvimento artísitco e simbólico nos humanaos se deu há cerca de 43 mil anos atrás, com o possível surgimento da linguagem articulada, responsável pela representação, abstração, separação em categorias, significação de objetos sem ligação direta, recursão e etecetera e tal. E isso então seria uma exclusividade humana. Provavelmente mais pela fraca definição conceitual de linguagem e representação do que por ser uma faísca divina na humanidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então, isso é arte de macaco? O que é arte? É expressão das emoções, ou de idéias, ou é o que outros definem como arte? Ou é o que o suposto artista define como arte? Uma cadeira e um extintor é arte? Arte precisa ser bela? Ou tem que ser chocante? Passar uma mensagem? Ter técnica? Representar a realidade de forma irreal? A Natureza é uma obra de arte? Banana?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De qualquer modo, a arte é muito importante para o desenvolvimento intelectual como um todo, e eu recomendo. É um bom jeito de se expressar sem ter que bater em ninguém. E é muito bom saber que as outras espécies também estão fazendo isso. Não seja tão exigente consigo mesmo, se a gente elogia até Koko, seus rabiscos também são válidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, com os pulmões cheios de Rousseau, eu digo que arte é algo muito mais selvagem do que civilizado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fontes??&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://madsilence.wordpress.com/2007/04/08/chimpanzees-maggots-trees-oh-my-part-1/"&gt;http://madsilence.wordpress.com/2007/04/08/chimpanzees-maggots-trees-oh-my-part-1/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.abslogic.com/AnimalArt.htm"&gt;http://www.abslogic.com/AnimalArt.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.flatrock.org.nz/topics/animals/assets/artist.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.flatrock.org.nz/topics/animals/are_animals_conscious.htm&amp;amp;h=156&amp;amp;w=199&amp;amp;sz=12&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;start=2&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=fM8u9ICndA6nkM:&amp;amp;tbnh=82&amp;amp;tbnw=104&amp;amp;prev"&gt;http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.flatrock.org.nz/topics/animals/assets/artist.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.flatrock.org.nz/topics/animals/are_animals_conscious.htm&amp;amp;h=156&amp;amp;w=199&amp;amp;sz=12&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;start=2&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=fM8u9ICndA6nkM:&amp;amp;tbnh=82&amp;amp;tbnw=104&amp;amp;prev&lt;/a&gt;=&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Essa última mostra arte de elefantes também!! E é muito superior!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1795315198333170499?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1795315198333170499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/arte-de-macacos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1795315198333170499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1795315198333170499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/12/arte-de-macacos.html' title='Arte de Macacos'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-6775546335042799757</id><published>2007-11-30T15:47:00.000-08:00</published><updated>2007-11-30T16:01:31.155-08:00</updated><title type='text'>Pós-modernismo Psi</title><content type='html'>Seguindo a onda pós-modernista que atravessa a psicologia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Natureza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Sujeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Inteligência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Conhecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existem Conceitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existem Observadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existe Vontade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não existem Mistérios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é tudo construção cultural a partir do nada, desenvolvendo forma e significado a partir da Linguagem. Sabe aquela história, né? No início era o Verbo, e então Deus criou o mundo à sua vontade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-6775546335042799757?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/6775546335042799757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/ps-modernismo-psi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6775546335042799757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/6775546335042799757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/ps-modernismo-psi.html' title='Pós-modernismo Psi'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8583862206116465815</id><published>2007-11-25T15:06:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T15:27:24.307-08:00</updated><title type='text'>Comprando a Geração Coca-Cola</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R0oBJ0SOEmI/AAAAAAAAABg/PGi41Il0qDY/s1600-h/gera%C3%A7aococacola.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136919593134985826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 429px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" height="242" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R0oBJ0SOEmI/AAAAAAAAABg/PGi41Il0qDY/s320/gera%C3%A7aococacola.bmp" width="489" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pra mim, o orkut é uma excelente fonte de pesquisas. De verdade. Eu uso pra saber novidades de ciência, de música e pra descobrir orientações políticas diversas, além de comunidades nonsense e nerdices. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desta vez tive uma daquelas atitudes de 'frases e músicas que falam por mim', e procurei versos de Geração Coca-Cola, da Legião Urbana, pra ver se achava algo legal. Ao procurar pelo título da música encontro algo inesperado: comunidades com o título de "Geração Coca-Cola" FAZENDO ODE À COCA-COLA!! E, pasmem, a que elogia a água preta tem o dobro de membros do que a de pessoas que gostam da música e, obviamente, sabem que a música é uma crítica ao imperialismo do qual a Coca-Cola é o símbolo-mor. Isso não significa que só essas pessoas gostam da música, mas simplesmente que as vozes do 'amo Coca-Cola' tem mais presença.Ou que existem muitos fãs que não prestam atenção na descrição da comunidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Realmente, o sistema se apropria de todas as manifestações libertárias... e agora geração coca-cola é pra quem ama muito coca-cola.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;//&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvi dizer que ela derrete até cérebros, mas nada comprovado pelos paranóicos conspiracionistas naturebas de esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-8583862206116465815?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/8583862206116465815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/comprando-gerao-coca-cola.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8583862206116465815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8583862206116465815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/comprando-gerao-coca-cola.html' title='Comprando a Geração Coca-Cola'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_emROCuwqwUk/R0oBJ0SOEmI/AAAAAAAAABg/PGi41Il0qDY/s72-c/gera%C3%A7aococacola.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2723291330237056915</id><published>2007-11-21T11:20:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T11:25:29.781-08:00</updated><title type='text'>A divisão do trabalho do Brasil Escravagista</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A Divisão do Trabalho no Brasil dos escravos&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Na divisão social do trabalho, noventa por cento ou mais dos escravos eram destinados às atividades da agroindústria açucareira, atividades nas minas ou fazendas de café. Os outros eram os chamados escravos domésticos.&lt;br /&gt;Esses escravos, assim distribuídos na hora do trabalho, finda a faina cotidiana, eram recolhidos às senzalas, onde se amontoavam sem nenhuma condição de higiene ou conforto. Os escravos que não eram do eito e do engenho, da faiscação ou plantação de café, trabalhavam na casa do senhor como mucamas, cozinheiras, cocheiros, carregadores de liteiras, transportadores de tigres, limpadores de estrebarias, moleques de recado, doceiras, amas-de-leite, parteiras, carregadores de lenha e inúmeras outras ocupações que faziam funcionar a casa grande.&lt;br /&gt;O negro escravo atuava em todos os níveis da divisão do trabalho, não apenas plantando e/ou colhendo cana, mas participando das técnicas e profissões exigidas para a prosperidade e o dinamismo dos engenhos. Um grande número de pessoas se beneficiava, direta ou indiretamente, desse trabalho, como todo um rosário de membros parasitários, indo dos funcionários fiscalizadores, padres, hóspedes e parentes até especialmente o senhor de escravos.&lt;br /&gt;Retorno de um proprietário à sua chácara. Debret, BMSP.&lt;br /&gt;O fausto dessa economia, que permitia aos senhores importarem seda e vinho da França e o seu comportamento de verdadeiros nababos, tinha como único suporte o trabalho da escravaria, que vivia sob as formas mais violentas de controle social, num clima de terrorismo permanente, ou se rebelava e fugia para as matas, organizando quilombos, onde reencontrava a sua condição humana. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terrabrasileira.net/folclore/origens/africana/historia.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terrabrasileira.net/folclore/origens/africana/trabalho.html#topo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terrabrasileira.net/folclore/origens/africana/quilomba.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;História do Negro Brasileiro / Clóvis Moura - São Paulo: Editora Ática S.A., 1992 &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dá pra acreditar? Não só existia uma especialização entre as "profissões" dos escravos, como também o mesmo participava de toda a etapa da produção! Se ele tiesse os meiso de produção, ele faria tudo sozinho! Bom, foi por causa da ineficiência em termos de produção que esse sistema econcômico quebrou, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2723291330237056915?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.terrabrasileira.net/folclore/origens/africana/trabalho.html' title='A divisão do trabalho do Brasil Escravagista'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2723291330237056915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/diviso-do-trabalho-do-brasil.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2723291330237056915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2723291330237056915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/diviso-do-trabalho-do-brasil.html' title='A divisão do trabalho do Brasil Escravagista'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-5682924458963147868</id><published>2007-11-21T09:39:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T09:40:35.925-08:00</updated><title type='text'>Manifesto de Bauru, do Movimento Antimanicomial</title><content type='html'>Um desafio radicalmente novo se coloca agora para o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental. Ao ocuparmos as ruas de Bauru, na primeira manifestação pública organizada no Brasil pela extinção dos manicômios, os 350 trabalhadores de saúde mental presentes ao II Congresso Nacional dão um passo adiante na história do Movimento, marcando um novo momento na luta contra a exclusão e a discriminação.&lt;br /&gt;Nossa atitude marca uma ruptura. Ao recusarmos o papel de agente da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, inauguramos um novo compromisso. Temos claro que não basta racionalizar e modernizar os serviços nos quais trabalhamos.&lt;br /&gt;O Estado que gerencia tais serviços é o mesmo que impõe e sustenta os mecanismos de exploração e de produção social da loucura e da violência. O compromisso estabelecido pela luta antimanicomial impõe uma aliança com o movimento popular e a classe trabalhadora organizada.&lt;br /&gt;O manicômio é expressão de uma estrutura, presente nos diversos mecanismos de opressão desse tipo de sociedade. A opressão nas fábricas, nas instituições de adolescentes, nos cárceres, a discriminação contra negros, homossexuais, índios, mulheres. Lutar pelos direitos de cidadania dos doentes mentais significa incorporar-se à luta de todos os trabalhadores por seus direitos mínimos à saúde, justiça e melhores condições de vida.&lt;br /&gt;Organizado em vários estados, o Movimento caminha agora para uma articulação nacional. Tal articulação buscará dar conta da Organização dos Trabalhadores em Saúde Mental, aliados efetiva e sistematicamente ao movimento popular e sindical.&lt;br /&gt;Contra a mercantilização da doença!&lt;br /&gt;Contra a mercantilização da doença; contra uma reforma sanitária privatizante e autoritária; por uma reforma sanitária democrática e popular; pela reforma agrária e urbana; pela organização livre e independente dos trabalhadores; pelo direito à sindicalização dos serviços públicos; pelo Dia Nacional de Luta Antimanicomial em 1988!&lt;br /&gt;Por uma sociedade sem manicômios!&lt;br /&gt;Bauru, dezembro de 1987 - II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-5682924458963147868?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.pol.org.br/lutaantimanicomial/index.cfm?pagina=carta_de_bauru' title='Manifesto de Bauru, do Movimento Antimanicomial'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/5682924458963147868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/manifesto-de-bauru-do-movimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5682924458963147868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/5682924458963147868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/manifesto-de-bauru-do-movimento.html' title='Manifesto de Bauru, do Movimento Antimanicomial'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-1617488571858909124</id><published>2007-11-20T17:52:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T17:53:39.686-08:00</updated><title type='text'>Ser governado...</title><content type='html'>"Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?"&lt;br /&gt;Pierre Proudhon, anarquista francês&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-1617488571858909124?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/1617488571858909124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/ser-governado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1617488571858909124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/1617488571858909124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/ser-governado.html' title='Ser governado...'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2204816137439752761</id><published>2007-11-20T17:18:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T17:20:59.764-08:00</updated><title type='text'>Como tornar um blog 'quente'?</title><content type='html'>Olha, esse texto não vai contribuir em nada pra tu inteligência. Mas se mesmo assim quiseres ler, vou agradecer muito. O que acontece é que o blog anda parado demais, e isso me faz pensar que ele é muito chato. Então, apesar de inúltil e brega, e aceitaria sugestões de como tornar esse blog mais badalado e com discussões mais quentes.&lt;br /&gt;Mas os textos anárquicos vão continuar e eu não vou começar a postar fotos de mulheres aqui. Mesmo sendo meu, este é um blog sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2204816137439752761?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2204816137439752761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/como-tornar-um-blog-quente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2204816137439752761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2204816137439752761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/como-tornar-um-blog-quente.html' title='Como tornar um blog &apos;quente&apos;?'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2702631296039792025</id><published>2007-11-13T15:20:00.000-08:00</published><updated>2007-11-13T15:33:03.516-08:00</updated><title type='text'>Paquistanês que matou filha "muito ocidental" é condenado a 30 anos</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Saiu no Terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu acho surpreendente como algumas formas de violência são culturalmente naturalizadas, e acabam por conseguir uma retórica que legitime essa violência. Quero dizer, imagino que esses caras que estrangularam a guria sabiam o que eles estavam fazendo e sabiam as conseqüências desses atos, e que de algum modo parecia perfeitamente justificável para eles. Eu tenho muita curiosidade de saber como se constituem os mecanismos neurais e mentais da determinadas práticas violentas em um indivíduo que não apresenta nenhuma psicopatologia específica, mas sei que até agora não se tem muito sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A tradição só se mantém através da violência, senão ela está fadada a ser esquecida. E num caso como esses ela vem com ainda mais força e raiva, numa tentativa de assegurar a própria identidade cultural. E essa tradição vem ainda mais furiosamente em cima das mulheres, evidentemente, que não ocupam nenhuma posição de poder a ponto de serem capazes de se tornar uma ameaça ao tentar contrariar algo imposto, e que recebem sobre si todos os preconceitos da sociedade de forma bem marcante. Ou a punição por sair com um italiano mais velho não é uma repressão sexual?? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Além disso tem que ser muito idiota pra pensar que, morando na Itália, não ai aprender um estilo de vida italiano. É tão esdrúxulo e redundante que me doeu ter escrito isso aqui, mas o mais impressionante é que tem gente que não se toca.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Paquistanês que matou filha "muito ocidental" é condenado a 30 anos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A Jutiça italiana condenou hoje a 30 anos de prisão o pai e os dois cunhados de uma jovem paquistanesa que foi assassinada pelos parentes por ter costumes "muito ocidentais". Já o tio da moça que ajudou a enterrá-la no jardim de casa vai passar dois anos e oito meses preso.&lt;br /&gt;Em agosto deste ano, Hina Saleem, 21 anos, foi degolada por seu pai na casa da família após uma discussão. Dias após o crime e a detenção dos culpados, o promotor Giancarlo Tarquini disse que a jovem tinha sido assassinada porque não respeitava os costumes de sua cultura, tinha um namorado italiano de 33 anos e havia se recusado a se casar com um homem escolhido pelo pai. O assassinato da jovem, que trabalhava numa pizzaria e namorava havia alguns meses, chocou a Itália.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2702631296039792025?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2072146-EI8142,00.html' title='Paquistanês que matou filha &quot;muito ocidental&quot; é condenado a 30 anos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2702631296039792025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/paquistans-que-matou-filha-muito.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2702631296039792025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2702631296039792025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/paquistans-que-matou-filha-muito.html' title='Paquistanês que matou filha &quot;muito ocidental&quot; é condenado a 30 anos'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8304034933400080431</id><published>2007-11-12T16:43:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T16:58:55.792-08:00</updated><title type='text'>Princípios Éticos Anarquistas</title><content type='html'>Novamente, esotu sem tempo para dissertar sobre alguma coisa. Mas resolvi copiar e colar os princípios éticos do anarquismos, que sustentam qualquer uma das ramificações da teoria e postura política anarquistas, passando pelo anarquismo budista, pelo anarco-punk, anarco-feminismo, anarco-pacifismo e até anarco-capitalismo, e muitos outros. Esses princípios foram idéias que eu tive contato de maneira intuitiva desde o início da minha adolescência, e com os quais continua concordando, embora agora eu consiga enxergar muito masi empecilhos para a sociedade não-autoritária do que eu via naquela época. Todos esses princípios eu considero idéias muito boas, e muitos eu consigo elaborar  propostas e justificativas bastante satisfatórias, ao menos na minha cabeça. Quem tiver alguma crítica a alguma dessas idéias, por favor, fale, precisamos construir o conhecimento. Mas se quiser virar anarquista, seria muito bom também. Eu deixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;PRINCÍPIOS ÉTICOS DO ANARQUISMO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1 AUTONOMIA&lt;br /&gt;Esta é a condição indispensável para obter-se a liberdade individual/coletiva.Significa o respeito às decisões, vontades, e opiniões do indivíduo em relação ao grupo e vice-versa.Por exemplo, caso um grupo decida em prol de determinada ação, os membros discordantes não ficam obrigados a participar da mesma.Para isso não devem haver relações de dependência que impeçam aspessoas de se posicionarem livremente.&lt;br /&gt;2 APOIO MÚTUO&lt;br /&gt;É a ajuda entre seres de uma organização social onde as partes interagem, auxiliando-se e fortalecendo-se.Tal prática não permite disputas, que são fundamentadas no principio irracional desuperioridade entre seres, sendo destrutivas para o convívio humano. Nossa proposta é somar forças para alcançar uma melhor qualidade de vida para todos.&lt;br /&gt;3 AUTOGESTÃO&lt;br /&gt;Autogestão é por princípio, a comunidade cuidando diretamente, de seus próprios deveres e interesses.Para que ela aconteça terá de haver ampla liberdade de organização sem leis cerceantes e hierarquias.Por este simples fatos os partidos e legisladores tornam-se desnecessários.Afinal se as pessoas tomam para si as responsabilidades de gerenciamento de suas vidas, os representantes profissionais e demais poderes são completamente inúteis.&lt;br /&gt;4 INTERNACIONALISMO&lt;br /&gt;Não deveriam existir fronteiras. Não deveriam existir nacionalidades.Patriotismo é um sentimento mesquinho e egoísta que só faz acontecer guerras inúteis e acirrar a raiva entre os povos.A luta pela liberdade passa pela derrubada do capital, que explora e oprime em todo o globo.Ao invés do estado nação, defendemos a autodeterminação dos povos.Somos internacionalistas pois nossa ação revolucionária acontece em todos os lugares do planeta.&lt;br /&gt;5 ANTIMILITARISMO&lt;br /&gt;Dentro da instituição militar impera o autoritarismo a partir de um complexo esquema de hierarquia de poder.Qualquer tipo de autoritarismo é inválido ! Por que um é melhor que o outro ?Porque é mais velho ?Porque tem mais medalhas no peito ?Todos são iguais!Uns podem deter mais experiência, pois então que a passe para os outros!O respeito virá naturalmente!Criar um sistema hierárquico por via de medalhas e impô-lo a todos é artificial! Abaixo o Autoritarismo!&lt;br /&gt;6 AÇÃO DIRETA&lt;br /&gt;A ação direta é o princípio onde você faz e decide diretamente tudo que lhe diz respeito, em oposição a idéia de representação.O indivíduo por ser único é impossível de ser representado.Quando os movimentos sociais passam a agir e não somente reagir ao sistema, pacífica ou violentamente se faz chamar de ação direta, a maturidade de uma organização, a essência da atuação libertária e a única maneira de trilhar um caminho contínuo para a revolução social.&lt;br /&gt;7 AUTODEFESA&lt;br /&gt;Um princípio libertário que propõe a defesa do indivíduo e/ou coletivo,para garantir sua sobrevivência contra as forças opressoras da reação.Temos de nos defender do sistema e derrubá-lo, a liberdade não é negociada, nem barganhada, mas sim conquistada.Não se pode "confiar na polícia" e muito menos fazer-nos de vítimas indefesas do sistema.A característica da luta ácrata é a ética e dignidade, "é melhor morrer de pé do que viver de joelhos"; a autodefesa acompanha toda a atuação anarquista.&lt;br /&gt;8 VIVER A VIDA!&lt;br /&gt;Fazer a sua parte não é encarar o mundo sob uma visão pessimista. Mesmo sabendo que o mundo é cruel, temos de saber que não podemos mudá-lo de uma hora para a outra.Por isso, antes de desistir, desacreditar-se, dar um tiro na cabeça ou tomar qualquer outra atitude assassina-suicida, é necessário encarar a realidade, sabendo que, com pequenas atitudes e esforços, conseguimos mudar a cena.&lt;br /&gt;9 INDIVIDUALISMO&lt;br /&gt;Individualismo não é, como a maioria faz crer, uma forma de egoísmo, é antes uma valorização do indivíduo, do individual.Um individualista é único, incopiável, livre e incensurável. "Até onde começa a liberdade do próximo."Todos somos únicos.Até o mais alienado dos humanos tem uma qualidade, uma peculiaridade a mais ou a menos pelo menos.Tais qualidades não significam que há melhores ou piores, e sim que somos todos diferentes, únicos.Massificar, exigir de todos o mesmo comportamento e rendimento, é um atentado à vida, tão vil quanto julgar-se individualista pelo cruel ato de pensar no seu próprio umbigo apenas, mesmo que, para isso, tenha de atropelar, pisar, esmagar e ignorar aos demais.&lt;br /&gt;10 APARTIDARISMO&lt;br /&gt;Eleições criam ilusões e desviam energias da luta direta contra o estado e o capital, deixando desarmados os trabalhadores.Em 1970 os Chilenos acreditaram que se acabaria com o capitalismoelegendo um presidente socialista, em 1973 os militares rasgaram a constituição e instalaram a sanguinolenta ditadura de Pinochet.Em 1964, por muito menos os militares brasileiros rasgaram a constituição e apearam Jango do poder.Portanto não será elegendo um operário, um democrata ou um socialista que sairemos desse pesadelo.Aqui e agora, no seu bairro, no seu local de trabalho, na sua família, na sua escola.Lutando junto aos seus companheiros pela liberdade e para romper as estruturas autoritárias da sociedade, devemos lutar para cotidianizar a revolução e revolucionar o cotidiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blog é uma coisa muito anarquista, né? Livre produção de conhecimento, com livre acesso e sem nenhum monopólio baseado na propaganda. O único problema é que nem sempre é esteticamente organizado. Péssimo anarquista que sou, yo-ho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-8304034933400080431?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.abarata.com.br/Anarquia_Barata_Detail.asp?codigo=109' title='Princípios Éticos Anarquistas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/8304034933400080431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/princpios-ticos-anarquistas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8304034933400080431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8304034933400080431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/princpios-ticos-anarquistas.html' title='Princípios Éticos Anarquistas'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-2308665983539676593</id><published>2007-11-04T17:56:00.000-08:00</published><updated>2007-11-04T18:00:53.266-08:00</updated><title type='text'>Vegetarianos rindo do David Coimbra</title><content type='html'>Tá, tá. A notícia é meio velhinha, mas eua chei interessante. É muito bom saber que as pessoas estão sabendo protestar de formas mais criativas e bem-humoradas. É um bom método de passar por cima da ignorância da autoridade e dos porta-vozes de toda a estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Coimbra, cronista de Zero Hora, recebeu a inesperada visita de dezenas de partidários dos direitos animais durante a sessão de autógrafos de seu último livro, Jogo de Damas. O jornalista costuma agraciar vegetarianos, ecologistas e protetores dos animais em seus comentários, mas não contava com a retribuição à atenção dispensada.Na foto, David Coimbra (sentado) sorri amarelo diante da alegre intervenção do GAE.Abaixo, texto publicado no site do GAE - Grupo pela Abolição do Especismo &lt;a href="http://www.gaepoa.org/" target="_blank"&gt;www.gaepoa.org&lt;/a&gt; , organizadores da manifestação:&lt;br /&gt;27/09/2007QUEM GANHOU O JOGO DE DAMAS?&lt;br /&gt;Era para ser o dia da consagração de um livro dedicado a mulheres (só as bonitas, segundo o seu autor, o humorista David Coimbra), mas se tornou o dia da grande gozação. Do autor. O que o autografante não esperava aconteceu.Vegetarianos e vegetarianas pelos animais dominaram a sessão de autógrafos, com cartazes e música. Pois o cronista neste mesmo dia escrevera que não gostava de gente séria e como exemplo de gente séria no sentido de rabugenta o tipo ideal eram "as vegetarianas". Nos seus autógrafos não apareceram mulheres soturnas, pálidas, doentes e intransigentes. Apareceram muitas pessoas, homens e mulheres, alegres, saudáveis e que afinal revelaram ter muito mais humor do que ele próprio e principalmente do que o gerente de eventos da Livraria Cultura que esboçou uma tentativa fracassada de expulsão. A expulsão não ocorreu inclusive por intervenção de repórteres que cobriam o evento. Acuado e muuuito vermelho, Coimbra se rendeu, posou para fotos segurando o convite para o almoço semanal dos vegetarianos, e os cartazes. Um deles dizia: "Nós respeitamos vacas, galinhas, mulheres, homossexuais e até o David Coimbra". "Não ganhamos para escrever bobagens, mas sabemos nos divertir". E aí, crítico de plantão do vegetarianismo? Deu para aprender alguma coisa? Deu para, no mínimo, se dar conta de que um jornalista abusa de seu poder, sentado e protegido numa redação, goza de fácil divulgação para seus livros, mas um dia tem que botar a cara na rua. E aí, se boliu com gente que tem brios - E HUMOR - tem que ter culhões para agüentar.As coisas mudaram nos últimos tempos... quem duvida? Além do poder de um grupo desconcertar um engraçadinho, mais coisas mudaram. Entre elas, surge uma crescente consciência de direitos animais, um movimento antiespecista. Entre elas, o desmascaramento da ignorância de que vegetariano só come salada. Salada é apenas a introdução a uma refeição muito saborosa, com pratos bem elaborados, nutritivos, com direito a sobremesa e bebidas para quem aprecia. A única diferença é que, entre os ingredientes, nada de origem animal (ovos, leite, carne) e, portanto, nada de colesterol.O vídeo da função em breve será disponibilizado no site do GAE (&lt;a href="http://www.gaepoa.org/" target="_blank"&gt;www.gaepoa.org&lt;/a&gt;) e no youtube, outra arminha poderosa de quem não está sentado dentro de uma empresa jornalística.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.sitiodosbichos.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=17"&gt;http://www.sitiodosbichos.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=17&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-2308665983539676593?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.sitiodosbichos.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=17' title='Vegetarianos rindo do David Coimbra'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/2308665983539676593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/vegetarianos-rindo-do-david-coimbra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2308665983539676593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/2308665983539676593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/vegetarianos-rindo-do-david-coimbra.html' title='Vegetarianos rindo do David Coimbra'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-3837604688299571334</id><published>2007-11-03T22:10:00.000-07:00</published><updated>2007-12-08T14:46:09.772-08:00</updated><title type='text'>A crueldade de todo vegetariano</title><content type='html'>Neste ensaio venho contra-argumentar o mito de que vegetarianos são pessoas sensíveis, calmas e delicadas. Esse mito na realidade deriva de outro mito, o de que o vegetarianismo é uma posição derivada da pena dos animais, ou, operacionalmente falando, da empatia. Quando que na verdade é um forte traço de frieza e calculismo.&lt;br /&gt;Primeiro, porque nenhuma postura política é derivada de um mero sentimento. Sentimentos não geram discursos, filosofias, práticas materias ou políticas. São os interesses que fundamentam as posturas políticas. Mas daí esses interesses podem estar fundamentados em sentimentos, em vontades egoístas, em discursos repetidos, em preconceitos e superstições ou em falácias lógicas. Assim é o consumo de carne, o racismo, a xenofobia, o belicismo ou a oposição da Igreja aos anticoncepcionais.&lt;br /&gt;Já o vegetarianismo não passa de uma generalização da justiça. A nossa sociedade possui uma determinada noção de justiça e de liberdade, mas o fato de apoiar o consumo de carne gera contradições. E essas contradições são respondidas com falácias, que são muito úteis para convencer alguém que já está querendo acreditar nisso e que não quer abandonar seus velhos hábitos e alguns momentos de prazer. Então, a postura vegetariana deriva de uma fidelidade à lógica, e um respeito à sua própria racionalidade.&lt;br /&gt;Se ser vegetariano é uma questão de lógica, então não há a necessidade de empatia. Um computador pode ter lógica. É só seguir o princípio da não-contradição. Você não precisa ver o porco ser torturado pra saber que é injusto. Você nem precisa saber se o animal existe ou não, pode simplesmente construir uma situação hipotética na sua cabeça e concluir que não deve fazer isso. É possível ter empatia por um ser hipotético?&lt;br /&gt;Agora eu vou provocar mais. Não só vegetarianos não precisam de empatia, como também não têm. Empatia é o reconhecimento e imitação de um sentimento alheio. Não é o que vegetarianos fazem quando decidem virar vegetarianos, ou quando sua avó tenta fazer uma galinha com arroz 'com todo o amor e carinho(com quem?)', ou quando um colega retardado tenta justificar dizendo que 'os bichinhos também comem carne'. Eles deixam os anfitriões confusos e suas famílias arrasadas, e não estão nem aí, se enchem de orgulho de sua frieza.&lt;br /&gt;Essa frieza é demonstrada também nos seus bem-calculados boicotes, com um extenso conhecimento de marcas e componentes dos alimentos, além de seus intensos estudos em nutrição, evolução humana, filosofia moral, economia, história e questões ambientais. Eles têm respaldo científico de tudo o que eles falam e apontam todos os seus erros de lógica ou falta de conhecimento científico como se você fosse uma criança burra, só que sem a gentileza com a qual se trataria uma criança. Nessas selvagens discussões, &lt;strong&gt;um vegetariano pode até fazer um epistemólogo chorar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora vai uma crítica de verdade: vegetarianos não sabem criticar educadamente. Como todo estudioso revoltado, sabem criticar qualquer discurso muito bem. No mundo acadêmico são vitoriosos, e estraçalham os que apelam para a retórica ou para o senso-comum, apesar de, bem, serem vegetarianos. Mas no mundo real é um pouco mais complicado: como é que você pode criticar uma idéia, mostrar que você está certo e ainda convencer a pessoa a te imitar? Porque o objetivo do vegetariano é que os outros o imitem, ninguém quer ser idiossincrático, como um solipsista (mesmo em um mundo de solipsistas, todos seriam idiossincráticos). Só que as pessoas são frágeis e ficam brabas quando criticam suas crenças, e isso é algo que os vegetarianos cruéis não percebem. Se as pessoas fossem racionais, todos seriam vegetarianos. Mas, em vez disso, eles ficam brabos com os vegetarianos, que são a vergonha da civilização, pois eles fazem as pessoas se sentirem mal por comer carne.&lt;br /&gt;Além de fazer se sentir mal e humilhar, alguns vegetarianos passam vídeos que mostram a estupidez da indústria da carne, e aí todos os seus parentes e colegas que comem carne choram e dizem para parar o vídeo, pois eles chegam a se sentir mal. E o vegetariano dono-da-verdade os obriga a encarar a realidade. E fica feliz de ver o sofrimento e a confusão nos rostos deles. Como ele não tem empatia, e tudo funciona na base do raciocínio, essas cenas não passam de uma seqüência lógica de passos que os tornará consumidores com o seu &lt;strong&gt;repertório comportamental&lt;/strong&gt; de comprar/comer/olhar/elogiar carne extinto. Todas as discussões são friamente calculadas para despertar determinadas emoções, pensamentos e ações nas pessoas. E tudo no final se resume a economia (Viva Marx!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de não demonstrarem empatia, os vegetarianos demonstram mais compaixão do que aqueles bons cidadãos que são felizes e têm pensamento positivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-3837604688299571334?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://desciclo.pedia.ws/wiki/Vegetariano' title='A crueldade de todo vegetariano'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/3837604688299571334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/crueldade-de-todo-vegetariano.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3837604688299571334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/3837604688299571334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/crueldade-de-todo-vegetariano.html' title='A crueldade de todo vegetariano'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8979772060652822478</id><published>2007-11-03T21:15:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T22:00:10.708-07:00</updated><title type='text'>Clube da Luta</title><content type='html'>&lt;p&gt;"You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world. "&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Discordo do 'crap', mas sempre é bom lembrar que a gente não é nada do que a gente tem, e que nada disso realmente faz parte da nossa vida. Só o que importa são nossas ações. As coisas intensas e memoráveis que a gente faz. A qualquer custo (? não sei não...)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Get out of your apartment. Meet a member of the opposite sex. Stop the excessive shopping and masturbation. Quit your job. Start a fight. Prove you're alive. If you don't claim your humanity you will become a statistic. You have been warned"&lt;br /&gt;Não use automóvel. Não seja um sedentário. Ignore a televisão. Sinta o sol na pele, as pedras de um morro nas mãos, sinta seus músculos a cada respiração. Faça o caminho mais longo. Faça quatro vezes mais do que o exigido e com o dobro de vontade. A cada segundo, multiplique por dois a sua vontade. Recuse os confortos e as mordomias. Sinta o suor escorrendo na sua testa ao conhecer uma pessoa. Invente uma música nova a cada dia. Escreva um livro em um dia. Faça planos com todos os seus amigos. Jogue seus velhos hábitos no lixo e faça coisas estranhas no elevador. Comporte-se mal. Seja um herói. Ridicularize a maldade. Torne inteligível a sabedoria. Atravesse um rio gelado só pra ir até a padaria. Dê bonecos de presente pra seus inimigos. Supere o medo, a depressão, o stress, as exigências. Esqueça de tudo. Faça agora. BUM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7174234967189422807-8979772060652822478?l=ohlobodaestepe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://en.wikipedia.org/wiki/Fight_Club_%28film%29' title='Clube da Luta'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/feeds/8979772060652822478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/clube-da-luta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8979772060652822478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7174234967189422807/posts/default/8979772060652822478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ohlobodaestepe.blogspot.com/2007/11/clube-da-luta.html' title='Clube da Luta'/><author><name>Bruno Graebin de Farias</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7174234967189422807.post-8819444500691428277</id><published>2007-10-17T19:22:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T17:13:40.199-07:00</updated><title type='text'>Guerras culturais</title><content type='html'>Eu estava lendo na Wikipédia um artigo sobre 'guerra culturais (Culture wars), que são os conflitos políticos em função posturas baseadas em valores diferentes, e que dá muita discussão. O que, ao, meu ver, é bastante positivo, enquanto se manter a educação e o diálogo, evidentemente. O mais interessante é que todo mundo tem uma opinião sobre cada um desses assuntos, mas nem todo mundo passou mais de cinco minutos pensando sobre isso ou estudou pontos de vistas diferentes. Querem fazer o teste?&lt;br /&gt;O que você acha sobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Legalização do aborto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Sexualidade em adolescentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ações afirmativas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Evolução vs Criação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Censura em videogames e outras mídias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pena capital (pena de morte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Proibição do comércio de drogas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Única língua nacional(na verdade é English-only movement, referindo-se à discussão se o inglês deveria ser o único idioma oficial dos E.U.A., e o único que poderia ser usado em eventos públicos, mas isso pode ser aplicado ao Brasil, Canadá e outros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Valores tradicionais familiares (devem embasar a sociedade?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Feminismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Zonas de livre debate para ativistas políticos, sem censura ou vigilância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Movimento GLBT, casamento gay e afins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Redução da maioridade penal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Política de identidade (manifestações políticas de exigência de direitos de minorias políticas e oprimidos): Nacionalismo negro, Black Power, identidade africana, separatismo negro, nacionalismo latino, nacionalismo do Quebéc, nacionalismo branco, movimento feminista, comunidade gay, veganssexualismo, feminismo radical, femismo, Vegan Pride, direitos dos autistas, direitos dos portadores de necessidades especiais, cultura surda, diabetes, aceitação dos gordos (fat acceptance), identidades baseadas na idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Guerra do Iraque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Imigração para países ricos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Imigração ilegal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Desenvolvimento de energia nuclear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Viés da mídia e controle social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Absolutismo moral x Relativismo moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ato patriota: Invasão vs direito à privacidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Sociedade permissiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Idade de consentimento (para o ato sexual consensual)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Alimentos transgênicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Linguagem politicamente correta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Racismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Xenofobia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Animal Liberation Front e Animal Liberation Millitia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Etnias e inteligência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Educação inclusiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Política de redução de danos (de usuários de drogas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Direito à morte e eutanásia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Políticas comportamentais de redução à liberação de CO2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Secularização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Estado laico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Oração nas escolas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Revolução sexual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Educação sexual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pesquisas com células-tronco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pesquisas em animais de laboratório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Programa de vigilância a terroristas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Desarmamento x direito à propriedade da arma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Punição para culpados por abuso sexual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Mulheres no Exército&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Guerra contra as drogas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Transexualismo&lt
